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    Brilhantes DiamantesÉ mais um dia,                    O sol já brilhaA urbe acordaComeça a rotina citadinaQue a mente afogaPor isso, foca na tua sinaTraça a tua rotaProcura a tua saída,Eu abro-te o trinco da porta do labirinto,Canto o que sinto,Isto sai-me por instinto.Nesta vida, não vou desperdiçar mais um segundovou dar o máximo, rápidoprego a fundo, rumo ao futuro.Podes crer que não me afundona sociedade consumoQue dá frutos sem sumo;Fortaleço o meu carácterA um nível profundoCom verticalidadeComo um fio de prumoLonge do luxo,Ócio e comodidade Prefiro valores altruístas de fraternidade.Dos quais não abdicoNem por breves instantes.Pois todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Já se faz tardeO percurso é longoMano, dá-me pratos, tarola e bomboe um “sample” divinopara mostrar o caminhodescobrir um mundo novocomo Cristóvão Colombo.Nada temo, não tombo nem me rendo;vou aprendendo, surpreendendo.Não perco tempoa dizer mal d’outréme, se digo bem de alguém,não é porque convémnão sou interesseiro, sou verdadeiro.Esse pessoal oportunista deve-me dinheiro.estou farto desta máquina capitalista;no fundo,quero mais humanidade e justiçapara acabar com a ganância e cobiçaque enfeitiça, aliciae alimenta a desigualdadetanta dificuldadeAguça a minha vontadede criar, alcançarum pouco mais de liberdade.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Mais uma noite:a lua sobe,a urbe dorme.Sinto o calorda rima que me consome;tenho tanta fome de microfoneganho o poder enormedum ciclonedebito palavras sincronizadas com o metrónomoquero-me tornar autónomo, e não autómatopois sou um ser orgânicoe não mecâniconão posso viver fechadonuma sala de pânicoamordaçado, sem poder soltar o meu cânticoque me mantémúnico e autênticopois quero ser fértilnão quero ser fútilnem ser um inútilde criatividade estérilsou hábil, não vilcom psicose de posseas minhas ansiedades são de arte ignoseLimpem-se as lágrimas que o sorriso se esbocesinta-se a Fénix em nóscomece a metamorfose. Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Não mudo a minha atitude, nem por instantes.Todos os momentos são Brilhantes Diamantes.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Canto o que sinto, isto sai-me por instinto.Eu abro-te o trinco,Eu abro-te o trinco,Canto o que sinto.Isto sai-me por instinto.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Eu abro-te o trinco da porta do labirinto.Ana Rita Gomescartazpaz.jpg

    em resposta a: Deus existe? Então me Prove ! #79004
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    Não tenho mais palavras.Gastei-as a negar-te…(Só a negar-te, eu pude combaterO terror de te verEm toda a parte).Fosse qual fosse o chão da caminhada,Era certa a meu ladoA divina presença impertinenteDo teu vulto caladoE paciente…E lutei, como luta um solitárioQuando alguém lhe perturba a solidão.Fechado num ouriço de recusas,Soltei a voz, arma que tu não usas,Sempre silencioso na agressão.Mas o tempo moeu na sua móO joio amargo do que te dizia…Agora somos dois obstinados,Mudos e malogrados, Que apenas vão a par na teimosia.Miguel Torga

    em resposta a: farmacia ou biomedicina #85046
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    Olá Marcelo Vacary.Acho que vc tem que colocar vários pontos em questão como : quais as suas possibilidades financeiras para concluir uma faculdade de biomedicina, o que vc pretende fazer depois de formado, ou seja, trabalhar autonomamente ou empregado, qual a retirada  média mensal de cada profissão, qual exige mais aperfeiçoamentos periódicos como doutorado  e outras atualizações, qual tem mais demanda e, por fim, o que realmente vc gosta mais. Sei de casos de alunos de medicina que não tiveram estomago para terminar o primeiro ano.Bem, acho que vc continua na mesma... de qualquer forma, boa sorte!Abs

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    Olá amigos.Esta sociedade que eu imagino, cuja aceitação da idéia eu tento propagar é, na minha opinião um "atalho" para o anarquismo. Julgo que uma sociedade literalmente livre seja a melhor maneira de convivência pacífica e evoluída para as sociedades. Porém, o anarquismo é ainda um sonho, posto que, os homens ainda precisam de leis e penas punitivas para o respectivo descumprimento destas leis,  para obedecerem aos princípios mais básicos como por exemplo, não roubar, respeitar os demais, etc. Podemos facilmente constatar esse espírito desrespeitador, nas ruas das grandes cidades, no trânsito, nas filas, etc. Então, infelizmente, no atual estágio moral e ético de nossas sociedades, o anarquismo seria um suicídio coletivo através do caos. Isso é algo tão evidente e reconhecido, visto que o termo "anarquismo" é usado e tomado de forma pejorativa na grande maioria das vezes. Com isso, reconhecemos nossa moral limitada, tendenciosa e anti-ética.Digo que a imaginada soceidade sem dinheiro é um atalho para o anarquismo pois, apesar de abolir o dinheiro, e seguir objetivos realmente sociais, ela exige leis e punições tal qual o sistema que usamos. Porém, com a vantagem de se ter a certeza do efetivo cumprimento destas leis, o que por si só, já seria uma "dádiva".Encontrei um texto que, só pela intenção do autor, já merece respeito. O texto sugere uma solução para o desemprego que assola as sociedades e que gera tantos conflitos e violência, além de promover todas aquelas misérias que sabemos que a falta de dinheiro acaba por gerar. Eu diria que este texto propõe um sistema inovador, muito bem pensado e que poderia até ser encarado como um atalho para a Sociedade sem Dinheiro, pois serviria para quebrar tabús e conceitos equivocados e manipulados, além é claro de praticamente erradicar o desemprego.O texto segue abaixo:Joao Carlos Holland de Barcellos(*) 20 de outubro, 2003"NEOCAPITALISMO OU NEOFEUDALISMO ( Pierre Weil ) Vivemos numa época muito curiosa e até intrigante. Algo está a nos deixar perplexos: À medida que se desenvolve o neo-capitalismo, a pobreza e a miséria aumenta. Isto se dá não somente nos países pobres, mas também nos, do primeiro mundo.As causas são bastante conhecidas desde os estudos de Marx. Há porém fatores mais recentes que vem ainda mais piorar o quadro: a explosão populacional, a automação, a informática, o "enxugamento" dos programas de racionalização do trabalho, estão "jogar" milhões de seres humanos para a rua aumentando estupidamente o número de excluídos do processo sócio-econômico.Com isto estamos voltando progressivamente à uma situação bastante parecida com a da época feudal, na qual tinha os senhores feudais com a sua corte e súditos que viviam numa situação financeira ótima ou razoável conforme o caso, e de outro lado a maioria do povo que padecia na miséria. O resultado era uma situação permanente de assaltos, violência, roubos, o que obrigava a classe dominante a se trancar dentro de castelos, cercados por um sistema de defesa constituído por um cinturão de água, e colossais muros. Para entrar, a famosa ponte levadiça.Parece que estamos voltando para uma situação bastante parecida. Enquanto aumenta a pobreza e a miséria, através sobretudo do desemprego, aumentam os assaltos e, paralelamente as medidas de proteção; a única diferença com a época medieval, é que os sistemas de defesas foram modernizados. Em vez das altas paredes, temos as grades metálicas pontiagudas; no lugar da ponte elevadiça, temos o portão eletrônico; as torres de observação, foram substituídas por câmaras de televisão e os vigias que davam o alarme são agora representados por sistemas eletrônicos de alarme.A história se repete, mas com diferenças referente à época. Os meios primitivos da era medieval foram substituídos por processos etnológicos sofisticados. Mas a situação e a sintomatologia são assustadoramente parecidos. Não será um dos sinais de alarme de que precisamos mudar de sistema econômico?"Novas Idéias para Novos Tempos - Pierre Weil"O texto acima , extraído de ‘Novas Idéias Novos Tempos’, de autoria de Pierre Weil, mostra que alguma coisa precisa ser feita. O objetivo deste ensaio é apresentar um esboço, uma idéia, que permitiria uma extensão ao capitalismo através de um sistema paralelo de aquisição de valores ( Mercado Virtual ) que solucionaria o efeito antropofágico do capitalismo : o desemprego estrutural .IntroduçãoRobert Kurz , prestigiado sociólogo alemão, demonstrou que o capitalismo, tal qual o conhecemos hoje é intrínseca e inexoravelmente antropofágico, isto é, o capitalismo tenderia a se auto-destruir por minar a própria fonte de sua existência : os consumidores. Sem renda não há consumidor e sem consumidor não há mercado. A lógica que demonstra a "espiral suicida", proposta por Kurz, é deveras simples e elegante: Por visar o lucro o capitalismo procura a reduzir todos os custos possíveis. A mão de obra é um dos itens dos custos de uma organização. Para reduzir custos, a mão de obra deve ser minimizada seja através da automação/mecanização seja através do simples enxugamento de funcionários. A redução da folha de pagamentos patrocina um aumento do desemprego. O aumento do desemprego faz diminuir a renda média e o próprio mercado consumidor. Como o lucro das empresas dependem do poder de compra do mercado (consumidores), com a retração do mercado a concorrência entre estas empresas fica ainda mais acirrado. Com o aumento da concorrência as organizações são pressionadas a reduzir ainda mais os custos e, entre estes, o custo de mão de obra. Esta espiral antropofágica, no seu limite, culminaria com as organizações totalmente automatizadas onde um único funcionário, o presidente da empresa, apertaria o botão e toda a produção seria executada. Só restaria uma pergunta : Quem consumiria? Nesta situação hipotética e bizarra, os únicos compradores seriam os que ainda tem emprego: O presidente da VW compraria uma única geladeira, do Dono da GE, que, por sua vez, compraria um carro da VW.O setor de serviços também não passa incólume por esta lógica. Sofwares cada vez mais inteligentes realizam em poucos minutos o serviço que , antes, demandavam dezenas de pessoas trabalhando por muitos dias.Poderíamos supor que, a medida que a tecnologia avança, novos postos de trabalho são criados para desenvolver e suportar tais tecnologias. Por exemplo, com o crescimento da indústria de computadores são necessários novos técnicos, analistas, programadores, digitadores etc.. que antes não existiam. Mas estas tecnologias prosperaram num mercado capitalista simplesmente porque poderiam absorver, em contrapartida, muito mais funcionários do que os adicionais que tivessem que ser contratados por conta desta nova tecnologia. O que os governos tentam fazer, para minimizar este trágico efeito do capitalismo – o desemprego – é adotar algumas medidas que, como veremos, são apenas paliativas :"Salário Desemprego" : Pagamento periódico oferecido pelo governo aos desempregados. Minimizaria o sofrimento mas não resolveria o problema pois, para compensar esta nova despesa, deveria aumentar a carga tributária das empresas onerando o setor produtivo e os consumidores, fazendo com que os custos das empresas fossem ainda maiores e o poder de consumo menor... agravando o quadro. Além disso, como este salário não poderia ser alto, sob pena de estimular o abandono do emprego, os produtos mais caros, de maior valor agregado ou mais sofisticados, ficariam fora do poder de compra destes desempregados, inviabilizando as empresas que os produzem de se beneficiarem deste artificio. "NeoLiberalismo" : A adoção do neoliberalismo, ou algumas variantes desta ideologia, por países em desenvolvimento, ou em vias de se desenvolver, patrocinando a abertura de mercado destes últimos, daria uma sobrevida as empresas transnacionais pois ampliaria seu mercado consumidor e, assim, os empregos em suas pátrias mães. Além disso, evitaria de surgirem, nestes países, companhias que poderiam concorrer nos mesmos mercados. "Protecionismo" : Medidas protecionistas, como taxação de importações ou reserva de mercado, fariam o papel de escudo ao neoliberalismo. A idéia é reservar o mercado as empresas nacionais e, por conseqüência, o emprego local que elas mantém. Proteger as industrias locais postergaria a crise capitalista de emprego na nação que a adota mas não a eliminaria pois, por mais fechado que seja a economia capitalista, ela ainda estaria sujeita ao seu ciclo antropofágico pois este é inerente ao próprio sistema, mas só que, agora, restrito ao mercado local. "MegaFusões" : A incorporação de empresas umas pelas outras, numa espécie de ‘canibalismo empresarial’ faz reduzir a concorrência entre elas e assim dar alguma sobrevida as empresas sobreviventes. Entretanto, tais incorporações são sempre seguidas de um enxugamento da folha de pagamento, aumentando a massa de desempregados e diminuindo o poder de consumo do mercado. Na verdade, todas estas medidas são tomadas, em maior ou menor grau, pelos países do mundo capitalista como forma de dar alguma sobrevida a suas empresas e a seus empregos. Entretanto, sem uma solução definitiva, tais medidas não surtirão efeito a longo prazo e a crise capitalista, sem uma solução estrutural, só fará com que agonizemos por ainda mais tempo.A mudança para um regime comunista/marxista , a princípio, também não refresca, já que poda a liberdade, desestimula a criatividade e o desenvolvimento. O ideal seria continuarmos tendo as vantagens do capitalismo mas sem o problema intrínseco do desemprego estrutural. Como consegui-lo? Irei propor o esboço de uma solução para a crise do desemprego na sociedade capitalista. Esta solução , que chamei por enquanto, de PósCapitalismo ou Mercado Virtual, ainda está em fase embrionária e precisará ser bastante lapidada até que tome sua forma final.Antes de entrarmos no mérito da solução propriamente, vamos , através de uma pequena história, entender um pouco a função do dinheiro. Esta historinha, que meu pai contou quando eu era adolescente, serve como um exemplo ilustrativo bastante interessante: Uma pequena HistóriaChega um forasteiro numa pequena cidade do interior e entra num pequeno hotel e diz ao balconista, que era o dono do estabelecimento : "- Ola !, Estou de passagem nesta cidade e precisaria de um quarto por três dias para acertar um negócio com um cliente. Quanto seria a estadia por estes três dias? "O dono diz : "-São apenas 50 reais, adiantados, por estes três dias. "O forasteiro tira uma nota de 50 da carteira e fala :"-Aqui está. Vou pegar minhas coisas na estação de trem e volto em 2 horas"Enquanto o forasteiro ia pegar suas malas na estação de trem, o dono do estabelecimento pensou : ‘Agora posso pagar os 50 que estava devendo ao açougueiro.’ Ele foi ao açougue e pagou a conta. O Açougueiro, por sua vez, recebeu a nota de 50 e pensou : ‘Ah ! agora posso pagar os 50 que estou devendo à mercearia !’ Foi lá e pagou a mercearia. O dono da mercearia pensou :’Agora posso, finalmente, devolver os 50 que tinha pegado emprestado do dono do Hotel’ . Foi ao hotel e pagou sua dívida onde a mesma nota de 50 tinha saído. Nisso, o forasteiro retorna e diz :"-Desculpa Sr., eu percebi que desembarquei na cidade errada e não vou ficar. O Sr. poderia me devolver os 50 reais que paguei adiantado? "O dono do Hotel, com a nota ainda na mão, devolve-a ao forasteiro e diz :"-Claro ! O Sr. foi bastante útil! Obrigado!"O forasteiro , sem entender o que estava acontecendo, pega a sua nota, se despede e parte.É Importante notar, nesta historia, que muitas dívidas foram saldadas, problemas da cidade foram resolvidos apenas com o aparecimento deste forasteiro que deixou seus 50 reais por algumas horas e voltou com os mesmos 50 reais. Isto mostra que a principal função do dinheiro é facilitar a troca de valores e serviços. Nesta mesma história, poderíamos ter este dinheiro circulando , não para pagar dívidas, mas também como forma de promover a economia local. Por exemplo : O dono , ao receber os 50 reais do forasteiro, poderia ir ao açougue e comprar 50 reais de carne; O açougueiro, ao receber os 50 reais poderia ir na mercearia e comprar 50 reais de mantimentos; O dono da mercearia reservaria um quarto no hotel para seus parentes o visitarem e , por fim, os 50 reais voltariam para seu dono original.Mercado VirtualNo capitalismo, a massa de desempregados está em ascensão. E não estamos nos restringindo a um ou dois países o desemprego é um problema estrutural que atinge todos os países capitalistas. Se nada for feito, não será espanto se em 20 ou 30 anos tivermos mais pessoas desempregadas que na ativa.Sabemos que esta massa de pessoas excluídas do sistema produtivo não parou de trabalhar por vontade própria, muitas, pais de família inclusive, foram vítimas do enxugamento empresarial e estão desesperados para voltar a trabalhar. Ou seja, existe um enorme potencial inativo de trabalho, potencial este que cada vez aumenta mais. Muitos destes desempregados poderiam formar ciclos de trocas de serviços e/ou valores, como na nossa historinha acima, sem que, na verdade, houvesse dinheiro envolvido, e assim poderiam voltar a trabalhar num sistema paralelo ao mercado capitalista tradicional.A minha proposta pós-capitalista tem como meta aproveitar o potencial produtivo da massa de desempregados para movimentar uma economia paralela ao capitalismo sem contudo interferir diretamente neste último como as tentativas de soluções tradicionais, apontadas acima, que, via de regra, geram inflação ou ineficiência. Esta economia paralela movimentaria bens e serviços de forma que ninguém que quisesse trabalhar ficasse sem trabalho. Esta economia paralela, por não utilizar dinheiro, não interferiria no mercado e, portanto, não geraria inflação. Em muitos países a massa desempregada é grande o suficiente para formar um "sub-país" dentro do país. Existem todos os tipos de trabalhadores, especializados e não especializados, prontos para serem úteis, especialmente uns aos outros. O problema dos excluídos é justamente este : organização. Se houvesse um sistema que pudesse fazer com que essa massa desempregada pudesse trocar bens e serviços entre si, como na nossa historinha acima, o problema do desemprego estaria resolvido. Atualmente, não existe uma forma de saber quem esta desempregado ou quem pode oferecer um determinado serviço para outra pessoa que, porventura, precisasse deste serviço. E mais : como a troca de bens e serviços poderia ser feitas sem dinheiro ? Para simplificar as coisas, vamos tratar primeiramente do setor de serviços, onde a mercadoria não é um bem material mas sim um serviço, como um corte de cabelo, uma aula, um projeto etc.. Também, para simplificar, vamos excluir deste segmento as pessoas empregadas e tratar apenas dos desempregados. Quero frisar que não é necessário que seja assim : haverá uma interface entre estas "duas economias" que estudaremos posteriormente.Antes de entrarmos em detalhes técnicos do projeto vamos nos aprofundar em sua essência : Um trabalhador é demitido e fica desempregado e ocioso. Ele tem um certo grau de escolaridade, possui algumas habilidades especializadas e outras gerais. Algumas pessoas, que também estão desempregadas, e sem dinheiro, precisam de seus serviços. Por que este trabalhador deveria oferecer seus serviços se estas pessoas não tem como paga-lo ? E mais : como localiza-lo ? O trabalhador deveria oferecer seus serviços, sem ganhar dinheiro, porque desta maneira ele também poderia receber os serviços de que ele necessita, igualmente sem ter que pagar um centavo!! Quem mais trabalhar, e executar mais serviços, teria direito a receber mais serviços de outros. Então, de alguma maneira, as pessoas precisariam saber quem trabalhou mais , quem trabalhou menos e quem pode ou não receber serviços. Essa troca de serviços, sem movimentar nenhum capital, faria com que as pessoas continuassem trabalhando fornecendo e recebendo serviços conforme sua necessidade.Mas como saber quem e quais serviços estão sendo oferecidos? Como saber quem tem direito a receber serviços? Como o veneno de cobra, que mata mas também cura, a mesma ferramenta que manda tantas pessoas para rua será a que fará sua reintegração no Mercado Virtual : O computador e a rede Internet.Ao ser demitido o trabalhador seria cadastrado no "Cadastro Nacional de Desempregados" ( CND ) que seria um imenso banco de dados nacional com os dados do trabalhador : Como encontra-lo, suas habilidades e preço de seus serviços. A troca de serviços se faria através do "Dinheiro Virtual" ( DV ). O DV seria um número, que indicaria o valor relativo a serviços prestados ou a bens oferecidos. Assim, o banco de dados também armazenaria o "Saldo Virtual" ( SV ) do trabalhador. Este SV corresponderia aos valores de todos seus serviços prestados menos os serviços recebidos. Como uma conta bancária comum, se o SV fosse positivo, significaria que o usuário teria direito a receber serviços ou comprar bens, caso contrário, não. Por exemplo, eu dou uma aula particular e cobro "50 virtuais" por ela - ao contrário do real, o "virtual" (V$) é uma moeda que circula apenas no Mercado Virtual - então quem recebeu a aula seria debitado de V$ 50 e eu , que forneci o serviço, seria creditado em V$50 no meu Saldo Virtual.Algumas perguntas devem ser respondidas : Como deveriam ser criado os primeiros créditos ? Os primeiros créditos, na área de serviços, deveriam ser fornecidos pelo estado pelos serviços prestados pelo desempregado. Assim, os primeiros que entrassem no sistema de Mercado Virtual deveriam prestar serviços para o estado, por exemplo em hospitais , escolas ou estatais, a preço fixo, e receberiam deste os primeiros créditos virtuais. O governo também poderia fornecer créditos virtuais pela produção ou o estoque de plantações ou fábricas que não fossem assimiladas pelo mercado capitalista normal mas que tivessem alguma utilidade.Como seriam vendidos/comprados os serviços com o Dinheiro Virtual ? Esse é um problema técnico que pode ser resolvido de várias maneiras. A que considero mais interessante seria através de um cartão magnético, que identificaria o usuário. O cartão seria utilizado junto com um aparelho, similar a um celular, que se conectaria ao Banco de Dados e faria o débito/crédito da transação. Outra forma, seria através de papel moeda específico, emitidos pelo governo e semelhante ao dinheiro normal , mas diferente deste e que poderia ser obtido nos bancos convertendo-se os créditos virtuais com o cartão magnético.Como ficaria o setor de bens, como por exemplo, o da alimentação ? Este problema pode ser resolvido de diversas maneiras, uma delas permitiria que os produtores, que não conseguissem colocar sua mercadoria ou produção no mercado capitalista, poderiam vender seus produtos diretamente no mercado virtual ou vende-los para o governo que os trocaria por créditos virtuais. Posteriormente, o governo poderia coloca-los em supermercados ou armazéns específicos, que obviamente seriam construídos pelos empregados virtuais para que os usuários do sistema pudessem adquiri-los. O estado poderia também receber os produtos em consignação e vende-los nestes armazéns.Como os produtos ou trabalhadores poderiam ser localizados ? Os produtos e os trabalhadores poderiam ser localizados através de um site de busca específico na Internet. Estes sites fariam a pesquisa no Cadastro Nacional de Desempregados localizando os bairros ou regiões mais próximas. Estes terminais de busca deveriam estar disponíveis em quiosques específicos , em bancos ou estabelecimentos comerciais.ConclusãoA medida que o capitalismo desemprega mais e mais pessoas, a adoção da economia virtual permitiria que a massa desempregada pudesse continuar produtiva sem onerar a economia tradicional capitalista. Embora a qualidade dos produtos e serviços do mercado virtual, ao menos no inicio, pudessem ficar aquém do mercado tradicional ainda assim representaria uma solução ao problema do desemprego estrutural. (*) João Carlos Holland de Barcellos é mestre em Engenharia pela USP, Físico e Bacharel em ciências da computação.RG : 9435335 Fone : (011)9302-2172 São Paulo SP, Brasil. http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/Membros/econvirtual.htmParabéns Jão Carlos, é de cabeças pensantes que precisamos!

    em resposta a: A informação como produto. #84715
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    Olá Ed Junior,

    penso que a indústria da informação (como toda indústria/comércio) não está interessada em prover algo que o consumidor necessita

    Aí é que está o problema: Pra quê existe então? Não vivemos uns em função dos outros? Não somos uma mesma espécie? Um não depende do outro? Não temos os mesmos interesses e/ou objetivos neste planeta?Penso que esse mercantilismo é o X da questão. Acredito piamente que esse sistema de sociedade já ultrapassou há muito o seu período de utilidade. Facilmente percebemos tudo o que os interesses financeiros nos trazem de inconcebível: Guerras, ganância, desonestidade, poluição desenfreada, degradação do meio ambiente, etc.Penso que, num determinado período da história da evolução da humanidade ele(o dinheiro) tenha tido um imprescindível papel, mas, acho que já não precisamos mais dele desde há muito tempo. Já se tornou nocivo demais!Acho que nos embriagamos de vil metal até a alma e estamos vivendo um período de "pileque homérico do mundo", como disse o Chico Buarque na música Cálice.  ;DAbraço

    em resposta a: Julgamento falaz #84751
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    Olá Thiago,

    Não podemos de forma alguma abdicar da tecnologia.

    Exato! Seria regredir e jogar fora tudo o que se alcançou de bom com ela. Já, o que a tecnologia trouxe de ruim,  só é um mal "necessário" porque o sistema "tem" que ser mantido. Que quero dizer: Se as tecnologias fossem criadas e implantadas com interesses puramente comuns, efetivamente sociais, sem interesses financeiros, o que ela trás de mal seria evitado, seria rejeitado. Não tenho dúvidas disso.

    Conforto, e outros prazeres, tanto faz

    Bem, eu vejo a tecnologia, também como uma forma de conforto e prazer e, penso que isso é importante para nós.  Penso que isso poderia ser acessível a TODOS, desde que mudássemos de comportamento. É possível TODOS terem tecnologia disponível, desfrutar dela e preservar o planeta. As tecnologias nocivas teriam que ser abolidas ou convertidas para tecnologias limpas. Sem interesses particulares determinando e fomentando tudo, isso É perfeitamente possível. Não somos feitos de dinheiro. O raciocínio humano independe de dinheiro para funcionar. Pelo contrário: Os conceitos  pré estabelecidos, embebidos de "comércio" até a alma, acabam por prejudicar o raciocínio, uma vez que ele tem que obedecer esses padrões equivocados, mal intencionados ou no mínimo egoistas.Abraço

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    Há alguns posts atrás eu fiz algumas obsrevações sobre John Locke. Referi-me ao fato dele ter reconhecido o “dinheiro” como algo nocivo ao Homem. Mas, eu acho que cabe aqui uma complementação: John Locke identificou a introdução do dinheiro às sociedades, como uma ferramenta fautriz de injustiças e conflitos, porém, toda a sua obra foi voltada à orientação do que ele entendeu ser o melhor sistema que as sociedades  poderiam adotar para moldar-se àquela "injustiça" identificada anteriormente. Ou seja, ele contemplou uma soceiedade fundamentada naqueles princípios que anteriormente ele identificou como fautor de cobiça, ambição e guerras:"A introdução do dinheiro altera o valor dos bens. Eles passam a valer não apenas por sua utilidade, mas também por sua capacidade de serem trocados por dinheiro e acumulados. Com isso, está encerrada a possibilidade de manutenção da justiça do estado de natureza, mediante a simples regra de apropriação pelo trabalho, sem a necessidade de leis positivas sobre a propriedade. Os homens não buscarão apenas o que lhes é necessário para viver, mas se deixarão guiar pela cobiça e ambição, já que o dinheiro permite entesourar e acumular"Trecho extraído de: Locke e o Discurso Econômico - Hugo E. A. Da Gama Cerqueira"Segundo Locke, a guerra procede da intervenção do dinheiro como um elemento exterior aos equilíbrios da lei natural."Trecho extraído de: O Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, de John Locke – Por: Mendo Castro Henriques e Manuel Araújo CostaQuando eu citei John Locke, eu somente chamei a atenção para o fato dele ter dado ao dinheiro a sua real definição. Porém, sua obra foi voltada para o sistema econômico, participou da elaboração da constituição da colônia inglesa de Carolina, na América do Norte, investiu seu dinheiro em tráfico de escravos e é um dos pais do capitalismo.É... o dinheiro é f***!Abraços

    em resposta a: Julgamento falaz #84749
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    Concordo que o mundo viveria muito melhor sem dinheiro, mas vc não consegue mudar o costume das pessoas fácil.

    Quer dizer: A dificuldade está em fazer as pessoas "enxergarem" e não própriamente na existência, manutenção e benefícios desta sociedade.  ;)A dificuldade está em fazer as pessoas se desapegarem do maldito veneno. Conforto, tecnologia, prazer, etc., não estão ou não estariam necessariamente ligados ao fato de existir o uso do dinheiro, ou possuir dinheiro. É só pensar...  ::)

    em resposta a: Julgamento falaz #84748
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    Abolir o dinheiro já seria a própria mudança nos costumes…   ;)Abs

    em resposta a: Julgamento falaz #84746
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    Olá ThiagoEste assunto que eu levantei, contemplando o uso do dinheiro pelos homens, pode não parecer a princípio, pertinente a tópico, porém se aprofundarmos um pouquinho mais o pensamento, perceberemos que julgamos falaciosamente as coisas de nosso dia-a-dia, julgamos falaciosamente as relações humanas e as relações sociais também.

    Se abolisse o dinheiro, usariam coisas.

    Não é difícil imaginar: Não usariam coisas, pois teriam todas as coisas que precisássem. Se formos analizar profundamente, o dinheiro só serve e serviu para alimentar ou possibilitar um jogo, que, de acordo com as leis que ele próprio fomenta, favorece a alguns poucos acumular fortunas que não serão gastas nunca, em detrimento de  TODO o planeta, incluindo a ecologia e a preservação de nossa própria espécie.

    Talvez até fazendo uma moeda paralela.Você pode tirar as cédulas de dinheiro, mas o dinheiro como idéia não.

    Não usariam moeda paralela, não haveria razão nem possibilidade para isso.  Uma vez abolido o dinheiro e todos vivendo de uma outra maneira, tentar usar o dinheiro novamente seria inútil, posto que, TODOS JÁ TERIAM adotado o novo sistema e constatado que o dinheiro só serviu para atrasar a evolução do homem e promover injustiças por séculos.A sociedade não precisa de dinheiro, precisa de responsabilidade. A "moeda" que daria ao indivíduo o direito a usufruir de tudo o que a sociedade disponibilizaria, seria a responsabilidade de cumprir com sua parte. Simplesmente as leis seriam justas e o seu respectivo cumprimento, garantido quase que naturalmente, pois, não haveria OBJETO de corrupção, nem INTERESSES de corrupção.

    Eu acho que temos que tentar amenizar as coisas, dai poderia entrar uma ação no dinheiro, mas acho que as coisas virariam novamente a lei do mais forte. O dinheiro não é ruim. Ruim é o valor que as pessoas dão à ele.

    Veja, eu só poso concordar. O problema na realidade é o nosso comportamento... Mas é exatamente por isso que temos leis, não é mesmo? Sem leis a coisa seria muito pior. Por que temos leis? Para conter os abusos do homem, não é mesmo? Para regar as coisas! Porém, as leis são burladas ou corrompidas pelo dinheiro.  As leis nascem em função do dinheiro, são executadas ou não em função do dinheiro e são corrompidas em função do dinheiro. Uma vez abolido o dinheiro, as leis funcionam."Consertar" o homem é muito mais difícil do que evitar que ele se destrua. É muito mais difícil do que desestimular sua ganância.Abraço

    em resposta a: Julgamento falaz #84744
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    Amigo Thiago, desculpe-me se eu estiver sendo chato. Pois, minha intenção é chamar a atenção das pessoas para essa “hipnose” que impossibilita as pessoas perceberem a realidade dos fatos.O objetivo é o poder e, o meio para isso  é o dinheiro. Concordamos  nisso.O que vc acha mais fácil: Os homens mudarem NATURALMENTE seu comportamento abstendo-se de atitudes ganaciosas, egoismo, desonestidade, etc. OU abolir a FERAMENTA que promove tudo isso?

    Pq as pessoas gostam de estar no comando ? Poder

    Exato, e ter poder implica necessariamente em ter MUITO DINHEIRO, não é mesmo? Quem tem muito poder SEM ter muito dinheiro? Ninguém!Vc não acha que o dinheiro está por trás de todas as guerras e praticamente TODOS OS CRIMES, com exceção dos passionais?

    No exemplo da escola, onde não há dinheiro, o poder vem pelo status de dominação.

    Continuo sem entender o que vc quer dizer. Refiro-me aos malefícios que o dinheiro acaba por criar, uma vez que ele corrompe os homens e estimula a desonestidade e, com isso leva as pessoas ao sofrimento.

    Se vivêssemos num mundo sem dinheiro, seria alguma outra coisa que levaria ao poder, e esse é o corruptor

    Vc não me disse O QUE seria o "corruptor", se não fosse o dinheiro. Vc não me disse, porque NÃO HÁ!! Como ser ganacioso sem existir dinheiro? Seria uma ganância de que ? As pessoas se matariam por que? Os políticos roubariam e se corromperiam com o que?  O ladrão roubaria o que e pra quê? O traficante teria qual interesse em fornecer drogas aos outros? Existiriam sequestros? Latrocínios?  Existiriam comércios ilegais como: drogas, pedofilia, armas, órgãos humanos, etc? Acredito piamente que não. E você?Desculpe-me se estou te colocando em uma "sinuca de bico" mas,  este é exatamente o meu objetivo. Pra isso estou neste espaço que privilegia o raciocínio acima de qualquer outra coisa.Abração

    em resposta a: Julgamento falaz #84742
    Brasil
    Membro

    O problema não é o dinheiro, mas sim a ânsia pelo poder.dinheiro é o veículo, poder é o alvo.

    Claro! É isso mesmo!!

    Se não fosse dinheiro seria alguma outra coisa.Se vivêssemos num mundo sem dinheiro, seria alguma outra coisa que levaria ao poder, e esse é o corruptorAcho que consegui me expressar melhor agora.Q achas?

    O que eu acho: Acho que vc é o terceiro cara neste fórum que me diz que, se não fosse o dinheiro seria outra coisa e, NÃO ME DIZ QUE COISA É ESSA. ::)Já vi muita gente dizer que não mas, sem dizer por que, hehehe Abraço.

    em resposta a: Julgamento falaz #84740
    Brasil
    Membro

    Olá Thiago

    Não é o caso de poderoso pobre.

    Claro que é o caso!!

    O dinheiro leva ao poder.

    Então!!!

    Veja os estudantes das escolas. Poder não é dinheiro.

    Não entendi.

    Quer um exemplo de poder sem dinheiro ? Lideres fanáticos religiosos.

    As religiões não fazem leis... segue sua doutrina quem quiser! Muitos não estão nem aí para as suas religiões... outros tantos nem sequer as têm, como é o meu caso. Não podemos dizer que seja um poder de decisão e execução, pode ser no máximo um poder de persuasão  , mas mesmo assim,  atinge a poucos e não a TODOS como o poder de influência, decisão e execução, que o dinheiro exerce.

    Nem precisa sair do cenário político que aparecem.O presidente não tem o maior dos salários, mas é o presidente.

    ;D ;D hehehe... Tá... Vc sabe quantos milhões de dólares foram gastos para ele ser o presidente? Vc sabe quantos milhões de dólares seus adversários gastaram para tentar estar no seu lugar?Vc sabe quantos trilhões de dólares estão dependendo diretamente de suas acões? Abraço

    Brasil
    Membro

    Olá Há algum tempo atrás ouvi uma frase muito interessante... O cara parodiou a frase de Descartes - "penso logo existo". Ele disse "penso logo posso mudar"  e, eu achei algo inteligente. Só que o cara disse isso pra justificar uma canalhisse! Esse cara era Delfim Netto, no programa do Jô Soares, se explicando por mais uma de suas célebres contradições, sempre seguindo na direção de apoiar o governante da vez.Com o recente convite de Lula ao filósofo Roberto Mangabeira Unger, para comandar a Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo do governo federal, lembrei-me da frase...Esse tal filósofo, em 11/2005, durante o "tsunami" que atingiu o governo com o escândalo do mensalão, disse que Lula deveria sofrer um impitimam e que o Presidente Lula era avesso ao trabalho e ao estudo.Disse também: "Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional".Agora ele aceita trabalhar no governo de um vagabundo burro e corrupto.  $ ??? $Mas, nem por isso a frase de Delfim Netto está errada ou não deva ser tomada como algo útil!Eu realmente acho que,  se penso,  logo posso mudar.   ::)Independente da índole do autor da frase, ela é correta e inteligente.http://www.insanus.org/novacorja/archives/020680.html

    em resposta a: Julgamento falaz #84738
    Brasil
    Membro

    Olá Thiago

    Na verdade, pensando melhor, grande parte do povo não é por hipocrisia, mas por ignorância.

    Vc está certo, acho que eu generalizei demais ao dizer que TODOS são hipócritas... Muitos não têm a menor idéia dos despropósitos causados pelo dinheiro. Muitos nem sequer imaginam ser possível viver bem sem dinheiro. Nem sequer sabem que a humanidade seria muitíssimo mais evoluída e justa se não usasse dinheiro para mediar suas transações entre trabalhar, viver e desfrutar de todos os avanços tecnológicos.

    Como dizem por aí, eu "disconcordo" que seja dinheiro o problema.O problema, na verdade é poder.É muito pior que o dinheiro... Tá certo, que o dinheiro traz muitas vezes o poder, mas o poder sem dinheiro tem o mesmo efeito.

    Por mais que eu me esforce, não consigo imaginar outra forma de poder que não seja através do dinheiro.Poderia citar-me algum poderoso pobre? Ou alguma forma de poder, SEM dinheiro?Um abraço

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