Consciência - Filosofia e Ciências Humanas

Epicuro – Hedonismo

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07/30/97

Epicuro
 
 
Epicuro (341 – 270 a. C) filósofo grego nascido em Samos

foi favorável ao atomismo, doutrina desenvolvida originalmente por Leucipo e Demócrito, que o influenciou quando começou a filosofar, aos catorze anos. Sua família era nobre, mas ficou pobre. Seu pai foi um dos colonos que foram de Atenas para Samos. Quando criança acompanhava a mãe no trabalho em casas de pobres, e assim conheceu as crenças populares. Não sofreu muita influência dos filósofos que o precederam, pois não se dispôs a estudá-los. Em 325 a. C vai para Atenas onde comprou um jardim estabeleceu sua escola. Os epicuristas, alunos desta escola filosófica podiam ser homens ou mulheres, eram unidos entre si e com os professores. Atenas atravessava uma época difícil, mas ele lá permaneceu. Existe um busto que nos dá a descrição de Epicuro: a cabeça é forte, o nariz acentuado, os lábios espessos, a expressão calma e benevolente. Tinha muitos discípulos e amigos. O ponto básico de sua doutrina é que o bem é o prazer, e acusam os epicuristas de terem se entregue aos excessos dos festins, mas Epicuro comia muito pouco nas suas refeições diárias. Os atenienses eram atraídos pelo programa da sua escola : "aqui vocês encontrarão-se bem, aqui reside o prazer. Os epicuristas tinham os estóicos como adversários. Epicuro foi um dos grandes escritores da Antigüidade, compôs mais de trezentos tratados. Não era muito científico, e suas conclusões são passíveis de críticas. Escreveu um tratado, Da Natureza, em trinta e sete livros, no qual delineia a teoria atomística, os átomos são a explicação final das coisas, pontos últimos de deslocando no vazio, nada existe a não ser isso, a alma é formada de átomos materiais, tudo acontece devido a interação mecânica entre eles. O universo é corpo e espaço. Deve-se argumentar com aquilo que não é evidente aos sentidos. Sempre existiu alguma coisa e os átomos tem variadas formas . Enquanto o prazer é o soberano bem, a dor é o soberano mal. É uma moral hedonista, e tem que se eliminar toda a dor. A ataraxia (que é um estado da alma em que nada consegue perturbá-la, ela fica impassível. Chega-se a ela atendendo os desejos naturais e ignorando os desejos supérfluos, o sábio feliz contenta-se com o estritamente necessário. É o prazer estável que garante a felicidade. Devemos filosofar em atos. Todo o incômodo desejo se dissolve no amor a filosofia. E o sábio não tema a morte, pois quando se vive ela não existem não a sentimos e quando chega a morte, se deixa de ser.

Para Epicuro, o essencial para a felicidade é a nossa condição íntima. O desejo precisa ser controlado, para que a serenidade nos ajude a suportar a dor. A vida se torna agradável com o sábio raciocínio, que investiga a causa. A justiça não existe em si. Outra coisa interessante é o seu conselho para vivermos em reclusão, ignorados.

Por ser um defensor do prazer, quiseram fazer de Epicuro e os Epicuristas defensores da volúpia, mas o próprio fala contra isso, o prazer não é sensual.

Karl Marx escreveu uma tese sobre Demócrito e Epicuro. Nietzsche em alguns trechos comenta o epicurismo e o estoicismo, especialmente na Gaia Ciência.











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24 Comentários para “Epicuro – Hedonismo”

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  1. 24
    Pedro:

    http://lh4.ggpht.com/mendes1961/SNUNHPYO70I/AAAAAAAAJxQ/W5IsAYPk3kg/s800/b31465636b154dd637a9957mu6.jpg
    Amar é colocar o coração em tudo
    O que fazemos:
    Nos olhos, nas nossas ações.
    É ver o outro
    Diferente mesmo se ele é
    Igual a todo mundo;
    É vê-lo especial se ele é
    Diferente.
    Amar é acreditar quando todos
    Duvidam.
    É ouvir a voz do coração
    Quando nenhuma
    Outra pessoa consegue escutar.
    Amar é, finalmente,
    Dar livre-arbítrio ao próprio coração.
    Há Jesus te ama muito e nós também

  2. 23
    Glossário simples « Viva simples!:

    [...] Epicuro: Epicuro (341 – 270 a. C) filósofo grego nascido em Samos.  Veja mais aqui. [...]

  3. 22
    Blog do Miguel » » São Paulo e os epicureus e estóicos:

    [...] escolas que dominaram a Grécia depois do helenismo de Alexandre, o Grande, ou seja, os estóicos e epicuristas. Paulo de Tarso viajou pelo Ocidente em uma trajetória cheia de peripécias, enfrentando, por [...]

  4. 21
    josueldo cunha:

    Gostaria de receber por email um bom material sobre ciências politicasficarei muito grato se for possivel que me concedam tal gentileza ,pois estou começando uma pos graduação nesta area obrigado pelas informações ao lado deste texto no ícone temas

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