Grandes Navegações


Antônio José BORGES HERMIDA – compêndio de (1963)

   O   DESCOBRIMENTO


As grandes navegações
Descobrimento  da América
Descobrimento do Brasil
Exploração da costa brasileira
As Grandes Navegações

 

a)  Origens de Portugal


Nos tempos antigos, quando o poderoso povo romano dominou quase toda a Europa, havia na Península Imérica, atualmente formada por Portugal e , uma região chamada Lusitânia. Nessa região, à foz do rio D’ouro, os romanos fundaram a povoação de Cale, mais conhecida por Portucale, de onde se derivou o nome Portugal.
Depois dos romanos, outros povos invadiram a Península Ibérica, sendo que os árabes permaneceram nessa região por vários séculos e é por isso que muitas palavras da são de Origem árabe, como açúcar, alface e álcool. Mas, como os invasores eram muçulmanos (seguidores do , religião fundada por Maomé), os cristãos da península revoltaram-se contra a sua dominação e conseguiram fundar vários reinos; desses reinos, um dos mais importantes era o de Leão, que se estendia até a região de Portucale, então chamada Condado Portucalense porque era administrada por um conde.
Um conde de Portucale, Afonso Henriques, depois de tomar o poder de sua própria mãe, venceu os árabes, revoltou-se contra o reino de Leão e adotou o título de rei. Com Afonso Henriques, o fundador do reino de Portugal, inicia-se a primeira dinastia ou família de soberanos portugueses, chamada de Borgonha.
A segunda dinastia de Portugal, que tanto se distinguiu nos descobrimentos marítimos, foi a de Avis, fundada pelo rei D. João I. Outros soberanos notáveis dessa dinastia foram D. João II, apelidado o Príncipe Perfeito, e D. Manuel, o Venturoso.
No reinado do Príncipe Perfeito Bartolomeu Dias avistou o Cabo das Tormentas (1488), depois chamado da Boa Esperança, e no de D. Manuel chegou Vasco da Gama às índias (1498) e Pedro Álvares Cabral ao Brasil (1500).
O último soberano da dinastia de Avis foi o cardeal D. Henrique, que  morreu  em  1580, passando


Portugal e todas as suas colónias para o domínio espanhol. Mas, em 1640, o duque de Bragança, D. João, libertou Portugal do domínio da Espanha e, com o título de D. João IV, iniciou a última dinastia portuguesa. A essa dinastia, chamada de Bragança, pertenceram os imperadores do Brasil, D. Pedro I e D. Pedro II.


b) Causas das navegações


Antes das longas viagens marítimas, iniciadas pelos portugueses no século XV, os europeus comerciavam com o Oriente pelo Mediterrâneo. As mercadorias orientais mais procuradas eram as drogas e as da Índia (pimenta, cravo e canela), os tecidos da e os ob|etos de porcelana fabricados na China.


história de portugal

O Mar Tenebroso


Os marinheiros daquele "acreditavam que, em suas águas, viviam monstros que afundavam navios   c   devoravam   tripulantes"’.


navio de guerra

expansão marítima

viagem de colombo e cabral
Mercado dos aborígenes na América.


grandes navegações

Todos esses artigos eram levados até Constantinopla, onde aguardavam os navios dos genoveses e venezianos, que os transportavam para os vários países da Europa. Era, portanto, Constantinopla, importante centro para a distribuição das mercadorias orientais e sem ela não poderia haver comércio entre o Oriente e a Europa através do Mediterrâneo. Esse comércio foi afinal proibido pelos turcos que, em 1453, tomaram Constantinopla: é que os conquistadores eram muçulmanos e, por isso, inimigos dos cristãos, isto é, dos europeus.
Com o avanço dos turcos tornava-se indispensável descobrir outro caminho por onde pudessem .,ser transportados os artigos do Oriente. Foi o que os portugueses conseguiram percorrendo a costa da África até ao sul desse continente, onde encontraram o oceano Índico que leva às índias. Desse modo a tomada de Constantinopla pelos turcos foi uma das causas importantes das grandes navegações.
Outra causa foi o desenvolvimento da arte da navegação verificado nessa época, que é a do início da Idade Moderna: tornara-se conhecida na Europa a bússola, inventada pelos chineses e que serve para a orientação; foi inventado o astrolábio,. destinado a indicar a latitude, dando a posição do navio em qualquer parte do mundo e, finalmente, surgiu ura novo tipo de barco, a caravela, leve e rápida, própria para’ longas viagens. Ainda nessa ocasião inventou-se a vela triangular ou latina, com a qual se podia navegar com o vento em qualquer direção.
Também como causa importante das navegações cita-se o sentimento religioso: os soberanos dos países da Europa queriam converter os povos do Oriente e ordenavam aos sacerdores que seguissem nas expedições. É por isso que a esquadra de Cabral conduzia vários frades ; um deles, frei Henrique Soares, de Coimbra, rezou no Brasil as duas primeiras missas.

c) As viagens dos portugueses

Foi um , o Infante D. Henrique, apelidado o Navegador, quem iniciou as grandes navegações de Portugal. Era filho de D. João I, o fundador da dinastia de Avis que reinou até 1580.
Depois de uma expedição áo norte da África, onde obteve importantes informações sobre a costa desse continente, o Infante D. Henrique resolveu transformar a sua residência numa  escola para marinheiros: é essa a origem da famosa Escola de Sagres, onde os portugueses aprendiam a arte de navegar e de entender os portu-lanos, cartas pelas quais se guiavam os pilotos daquele tempo.


material didático de história
Navio  de  Guerra  do  Século  XV

 



Sabia D. Henrique ser possível chegar às índias viajando pelo litoral africano, onde o oceano Atlântico tinha o nome de Mar Tenebroso ou Mar das Trevas: é que os marinheiros acreditavam viverem, em suas águas, monstros que afundavam os navios e devoravam seus tripulantes.
D. Henrique ordenou se fizessem expedições para descobrir a costa ocidental africana. Também em seu tempo os portugueses chegaram às ilhas da Madeira e Açores. Quando ele morreu, em 1460, já haviam alcançado a Serra Leoa, no litoral da África.


Contudo, era indispensável atingir o cabo que fica ao sul do continente africano para poder passar para o outro lado e viajar pelo oceano que conduz às Índias (oceano Índico), Quem descobriu esse cabo foi Bartolomeu Dias que o chamou de Cabo das Tormentas (1488). O rei D. João II mudou esse nome para o da Boa Esperança, pois sabia que, com o seu descobrimento, se tornava fácil alcançar as índias.
Já reinava em Portugal D. Manuel, apelidado o Venturoso, quando Vasco da Gama, em 1498, descobriu o caminho para as índias. Em sua expedição, de quatro navios, ia o comandante Nicolau Coelho que, dois anos depois, acompanhou Pedro Alvares Cabral na viagem em que o Brasil foi descoberto.’


RESUMO As grandes navegações


a) Origens de Portugal


O nome Portugal: derivado de Portucale, povoação fundada pelos romanos na Lusitânia.
A luta contra  os árabes: fundação de reinos  cristãos.
Fundação do reino de Portugal: ação de Afonso Henriques.
As dinastias portuguesas:   Borgonha, Avis e Bragança.
Os fundadores das dinastias portuguesas: Afonso Henriques (Borgonha), D. João I (Avis) e D. João de Bragança (Bragança).
Os soberanos dos descobrimentos: D. João I, D. João II c D. Manuel o Venturoso.


b)   Causas das  navegações:


As mercadorias orientais: drogas e especiarias da índia, tecidos da Pérsia e porcelanas da China.
O comercio no Mediterrâneo: feito por genoveses c venezianos, por intermédio de  Constantinopla.
As principais causas: tomada de Constantinopla pelos turcos, desenvolvimento da arte da navegação e o sentimento religioso.
A arte da navegação: invenção da bússola, do astrolábio, da caravela e da vela  triangular   ou  latina.

c)    As viagens dos portugueses

Ação do Infante D. Henrique: fundou a Escola de Sfagres.
O plano  de D.  Henrique: chegar às  Índias pelo litoral africano.                                      
Viagem de Bartolomeu Dias: descobrimento do Cabo das Tormentas                     (1488)
Viagem de Vasco da Gama: descobrimento do caminho para as índias                    (1498).


QUESTIONÁRIO

  1. Quais os países que formam a Península Ibérica ?
  2. Que são os muçulmanos ?
  3. Que fêz  Afonso  Henriques ?
  4. Que são  dinastias ?
  5. Quais as  três dinastias portuguesas?
  6. Quais  os fundadores   das   três   dinastias  portuguesas ?
  7. Quais as principais mercadorias do Oriente procuradas pelos europeus ?
  8. Por que era importante Constantinopla para o comércio pelo Mediterrâneo?
  9. Que fèz D. Henrique para animar os descobrimentos portugueses?
  10.   Que  era   o  Mar  Tenebroso ?
  11. Que eram  portulanos ?
  12. Quais  as ilhas  do  Atlântico   avistadas  no   tempo   do  Infante  D.   Henrique?
  13. Que sabe sobre a viagem de Bartolomeu Dias?
  14. Que houve em  1498?
  15. Quais   os   soberanos   portugueses   que   se   distinguiram   nos   descobrimentos?

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Comments

  1. você são burros de falar que o trabalho não ajudou,pois está tudo ai , não é apenas copiar e escrever, é primeiramente…ler…e depois sim passar para o papel, o mundo de hoje está perdendo cada vez mais seus jovens para á internet, nem escrever certo vocês escrevem, isso é um absurdo…
    obrigada..professora :Ana cristina.

  2. Ooi cara minha professora pegou essas perguntas e passou para níos nós nao somos burros sora agente vai achar oque a senhora faz pela neet ta beeijos isso que euu queria Falar ok.

  3. o meu professor troxa copiou tudu igualsinho e eu vo copia tudu fica um alerta ai pro Prof. Pinheiro de Atibaia SP da escola Gabrie da Silva vlw muito obrigdo para o pessoal do site

  4. #

    As Grandes Navegações proporcionaram aos europeus o acesso a enormes fontes de riqueza, que contribuíram para que as monarquias espanhola e portuguesa acumulassem grandes quantidades de metais preciosos. Esse aumento do ouro e da prata na Europa permitiu uma maior circulação de moedas e o aumento do comércio, que passou a ser feito preferencialmente no Atlântico e não mais no Mediterrâneo. Com isso, o monopólio dos árabes e turcos sobre o comércio no Oriente Médio perdeu sua importância e os produtos orientais ficaram mais baratos e acessíveis. A superioridade da civilização otomana sobre a européia, como estudamos no capítulo 9, estava com seus dias contados.

    O comércio passou a ser realizado em escala global: mercadorias saíam da Ásia com destino às Américas e à Europa, que também comerciava com a África. Produtos das mais variadas naturezas percorriam o globo em quantidades cada vez maiores. A burguesia mercantil viu seus lucros aumentarem de maneira espantosa e os soberanos aproveitaram essa prosperidade para aumentar ainda mais o seu poder, tornando-o absoluto.

    Além disso, o Cristianismo e o modo de vida europeu foram levados a outras civilizações – muitas vezes, à força e com conseqüências desastrosas –, e os europeus puderam ampliar seus conhecimentos sobre o mundo e adotar costumes de outras culturas. A pesquisa astronômica e geográfica recebeu um grande impulso com a descoberta de novas constelações no hemisfério Sul e com a comprovação da esfericidade da Terra. Por outro lado, culturas milenares foram destruídas pelo zelo religioso europeu e pela busca desenfreada por riquezas. Estudaremos, no próximo capítulo, de que maneira a civilização européia se relacionou com as demais civilizações do planeta durante o período das Grandes Navegações

  5. gostei por causa q to fazendo um trabalho de escola sobre o descobrimento do brasil e as grandes navegações maritimas sou do segundo ano medio e esse trabalho e da materia historia e vale nota para a 1° unidade .
    gostei do conteudo obrigado.

  6. e muito legal e explica direitinho como se agente estivesse na escola…
    muito bom adorei…
    vc poderia ate ser um professor do Maura Abaurre
    boa sorte no seu trabalho
    Deus te abençoe….

  7. ca no brasile io me sinto una rainha de me engla terra tiodos me tratam muito buene i esrore me devestindo muitecicemo e muitos beditos paria osses/////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////a e ca io so felithé

  8. ola vcs são de + a historia nus tras muitas coisas boas e ruis amo HISTORIA ainda mais a Brasileira
    bjs deivydii b.viyweste com a historia bjs deeyvidii wadresafiytresouy de castro haweysbhiyd…..

  9. Ótimo para a lição que o professor passou, e indicou este site. Tudo bem explicado, sem erros, parabéns :)), e aos que não gostou, façam melhor! Garanto que possam ate ter lido, mas nem entenderam e nem sabem do que se trata. ;D

  10. meo acho que esse site não me ajudou em nada por que eu estou a horas tentando fazer esse trabalho e não consiguo por que é muita coisa uma emcima da outra e isso daqui ñ é um resumo isso é um texto enorme então por favor manere ai ne meo isso é enorme que saco faz um resumo pequeno pela mor de deus !!! e vou indo mais eu queria um resumo das garandes navegações maritimas e eu não encontrei que saco to morento de raiva desse site !!! mais eu perdou vcs por isso !!!

  11. ALGUEM DE VCS PODE MI FALAR CORETAMENTE SOBRE AS GRANDES NAVEGAÇOES DOS EUROPEUS DO SECULO 15 E 16 POR FAVOR TENHU QUE ENTREGAR ESSE TRABALHO AMANHÃ NA ESCOLA ???????????? ME AJUDEM!!

  12. As Grandes Navegações proporcionaram aos europeus o acesso a enormes fontes de riqueza, que contribuíram para que as monarquias espanhola e portuguesa acumulassem grandes quantidades de metais preciosos. Esse aumento do ouro e da prata na Europa permitiu uma maior circulação de moedas e o aumento do comércio, que passou a ser feito preferencialmente no Atlântico e não mais no Mediterrâneo. Com isso, o monopólio dos árabes e turcos sobre o comércio no Oriente Médio perdeu sua importância e os produtos orientais ficaram mais baratos e acessíveis. A superioridade da civilização otomana sobre a européia, como estudamos no capítulo 9, estava com seus dias contados.

    O comércio passou a ser realizado em escala global: mercadorias saíam da Ásia com destino às Américas e à Europa, que também comerciava com a África. Produtos das mais variadas naturezas percorriam o globo em quantidades cada vez maiores. A burguesia mercantil viu seus lucros aumentarem de maneira espantosa e os soberanos aproveitaram essa prosperidade para aumentar ainda mais o seu poder, tornando-o absoluto.

    Além disso, o Cristianismo e o modo de vida europeu foram levados a outras civilizações – muitas vezes, à força e com conseqüências desastrosas –, e os europeus puderam ampliar seus conhecimentos sobre o mundo e adotar costumes de outras culturas. A pesquisa astronômica e geográfica recebeu um grande impulso com a descoberta de novas constelações no hemisfério Sul e com a comprovação da esfericidade da Terra. Por outro lado, culturas milenares foram destruídas pelo zelo religioso europeu e pela busca desenfreada por riquezas. Estudaremos, no próximo capítulo, de que maneira a civilização européia se relacionou com as demais civilizações do planeta durante o período das Grandes Navegações

  13. As Grandes Navegações proporcionaram aos europeus o acesso a enormes fontes de riqueza, que contribuíram para que as monarquias espanhola e portuguesa acumulassem grandes quantidades de metais preciosos. Esse aumento do ouro e da prata na Europa permitiu uma maior circulação de moedas e o aumento do comércio, que passou a ser feito preferencialmente no Atlântico e não mais no Mediterrâneo. Com isso, o monopólio dos árabes e turcos sobre o comércio no Oriente Médio perdeu sua importância e os produtos orientais ficaram mais baratos e acessíveis. A superioridade da civilização otomana sobre a européia, como estudamos no capítulo 9, estava com seus dias contados.

    O comércio passou a ser realizado em escala global: mercadorias saíam da Ásia com destino às Américas e à Europa, que também comerciava com a África. Produtos das mais variadas naturezas percorriam o globo em quantidades cada vez maiores. A burguesia mercantil viu seus lucros aumentarem de maneira espantosa e os soberanos aproveitaram essa prosperidade para aumentar ainda mais o seu poder, tornando-o absoluto.

    Além disso, o Cristianismo e o modo de vida europeu foram levados a outras civilizações – muitas vezes, à força e com conseqüências desastrosas –, e os europeus puderam ampliar seus conhecimentos sobre o mundo e adotar costumes de outras culturas. A pesquisa astronômica e geográfica recebeu um grande impulso com a descoberta de novas constelações no hemisfério Sul e com a comprovação da esfericidade da Terra. Por outro lado, culturas milenares foram destruídas pelo zelo religioso europeu e pela busca desenfreada por riquezas. Estudaremos, no próximo capítulo, de que maneira a civilização européia se relacionou com as demais civilizações do planeta durante o período das Grandes Navegações

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