O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO CONTEXTO DA INDUSTRIALIZAÇÃO NA PARAÍBA: ENGENHOS, CURTUMES E TECELAGENS.

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO CONTEXTO DA INDUSTRIALIZAÇÃO NA PARAÍBA: ENGENHOS, CURTUMES E TECELAGENS.

O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO CONTEXTO DA
INDUSTRIALIZAÇÃO NA PARAÍBA: ENGENHOS, CURTUMES E TECELAGENS.

 

THE ECONOMIC DEVELOPMENT IN THE CONTEXT OF
INDUSTRIALIZATION IN PARAIBA: DEVICES, LEATHER AND TECELAGENS.

 

Luciano Bezerra Agra Filho

[email protected][1]

 

Resumo: Em que consiste a industrialização na Paraíba? O que
são os Engenhos[2]?
O que são Curtumes[3]?
O que são tecelagens[4]?
Muitas perguntas, muitas respostas… Este artigo relata a partir dos meados do
século XIX, sobre a manufatura agroindustrial, ancorada especialmente na
cana-de-açúcar e no algodão, era a “pedra de toque” da economia paraibana. Essa
análise visa resgatar o período de seu reinado do açúcar, enquanto o
“embaixador” Brasileiro, da colônia portuguesa recém desvelada e sem maior
exposição da expressão, ou seja, a mesma importância econômica, na Europa dos
séculos XVI a XIX.

 

Palavras-Chave: Industrialização na Paraíba – Engenhos – Curtumes –
Tecelagens.

 

 

Abstract: What is the industrialization in Paraíba? What are
devices? What are Tanneries ? What are tecelagens ? Many questions, many
replies… This article reports from mid 19th century, on the manufacturing
agroindustrial, anchored especially in the cane-of-sugar and cotton, was the
"cornerstone" of the economy paraibana.This analysis aims rescue the
period of his reign of sugar, as the "ambassador" Brazilian
Portuguese, of the colony recently uncovered and without greater exposure of
expression, or is, the same economic importance, in the Europe of centuries XVI
to XIX.

 

Key-words: Industrialization in Paraiba – Devices – Tecelagens –
Leather.

 

 

Résumé:
quel est l’industrialisation Paraiba? Quels sont les appareils? Quels sont les tanneries ? Quels sont tecelagens ? Beaucoup de questions,
de nombreuses réponses… Cet article rapports de la mi 19e siècle, sur la
fabrication agroindustrial, ancré en particulier dans la filière canne-de-sucre
et de coton, a été le "pierre angulaire" de l’économie paraibana. Cette
analyse vise sauvetage la période de son règne de sucre, comme le
"ambassadeur" portugais brésilien, de la colonie récemment découvert
et sans une plus grande exposition d’expression, ou s’est la même importance
économique, dans l’Europe de siècles XVI à XIX.

 

Mots-clés: l’industrialisation Paraiba dispositifs – – –
Tecelagens cuir.

 

 

INTRODUÇÃO

 

 

                  O presente artigo tem por objetivo
realizar uma abordagem sobre inovações tecnológicas as características físicas
da fibra do algodão colorido e as fibras do algodão branco. Para isto foi
realizada uma avaliação de desempenho no processo de fiação a rotor do algodão
colorido, face aos promissores investimentos advindos da demanda por produtos
ecologicamente corretos, e a decorrente inovação tecnológica requerida à industrialização
deste produto. Este estudo foi realizado numa grande indústria têxtil,
instalada na Paraíba, tomando-se como base o processo de fiação utilizado por
esta indústria.

                 
Para a fundamentação dos estudos e avaliação dos parâmetros encontrados,
utilizou se como referencial analítico às teorias trabalhadas e a realidade
encontrada na empresa estudada. Concluiu-se a utilização do algodão colorido
como inovação tecnológica utilizada na indústria têxtil, é viável, tendo-se um
bom desempenho da matéria-prima e do fio, todavia, para que isso se concretize
é necessário que a matéria-prima tenha um baixo percentual de desperdício, um
comprimento de fibra médio e uma resistência satisfatória.                   Em
seguida, apesar do progresso econômico, da modernização do Estado, da
acumulação de capital e da mão de obra ser assalariada ao invés de escrava,
encontramos um desnível nas condições de vida no qual as opulências são para
poucos e as dificuldades são de muitos.

 

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

 

                 
Essa constatação não é muito diferente do período colonial que Freyre nos
apresentou, visto que, embora os homens estejam em um espectro social
estruturalmente diferente, ainda encontramos um contraste entre riqueza e
pobreza. No período da época passada da Casa Grande & Senzala, tornou-se um
dos caminhos para detectarmos o entendimento da essência do preconceito dos
anos 70 do século XX. Sendo assim, percebemos que os empregadores de São Paulo
poderiam ter preferências por homens ou mulheres, jovens ou velhos, migrantes
ou não-migrantes, brancos ou negros, sua opção pode resultar tanto de
motivações econômicas ou por preconceitos sociais e raciais. O sociólogo
Gilberto Freire dizia em seu livro “Casa-Grande & Senzala”, o seguinte que:

 

é o estudo integrado do complexo sociocultural que se
construiu na zona florestal úmida do litoral nordestino do Brasil, com base na
monocultura latifundiária de cana-de-açúcar, na força de trabalho escrava,
quase exclusivamente negra; na religiosidade católica impregnada de crenças
indígenas e de práticas africanas; no domínio patriarcal do senhor de engenho,
refluído na casa-grande com sua esposa e seus filhos, mas polígamo, cruzando
com as negras e as mestiça. (FREYRE, 2001, p.28-29)

 

                  Como
se vê, serão analisados, neste artigo, as características como motivo,
facilitadores, dificultadores, pressões, conflitos e conseqüências decorrentes
do ciclo da cana-de-açúcar a partir dos séculos XVI a XIX. É importante
perceber que a necessidade de colonizar a terra para protegê-la e explorá-las
as suas riquezas fizeram com que o Governo de Portugal instalasse os engenhos e
produtores de açúcar no nosso litoral, mas essa cultura foi selecionada por se
tratar de um produto de alto valor no comércio europeu e por seu consumo
crescente na Europa.  Portanto, após as dificuldades de sua implantação, a
falta de dinheiro para montar a moenda, comprar os escravos, refinar o açúcar e,
sobretudo transportá-lo para os mercados consumidores da Europa, o açúcar
tornou-se o essencial produto brasileiro e foi à base de sustentação da
economia e da colonização do Brasil durante os séculos XVI e XVII. Assim,
acredita-se que no século XVIII, houve uma emergência do açúcar de beterraba e
a formação dos conhecimentos e as técnicas para construção de uma indústria
açucareira por parte dos holandeses, que fizeram com que o nosso principal
produto entrasse em decadência e perdesse o mercado consumidor para o
continente europeu, e foi por esse motivo que acabaria o monopólio do açúcar e
alteraria o quadro político-econômico da época em nosso país.     

                 
Vale ressaltar que à concorrência com os holandeses, o açúcar há muito tempo
vinha se decaindo cada vez mais em torno de seus preços no determinado mercado
ao passo que os custos da produção somente aumentavam o que levou o algodão a
assumir o lugar de exposição na economia paraibana a partir do século XIX, e
como argumentou Aécio Villar de Aquino: “De início competido, quase em
condições de igualdade, o algodão vai pouco a pouco adquirindo vantagens sobre
o açúcar e antes do término da primeira metade do século, já figurava em
primeiro lugar nas exportações da Província”. Confirma-se, portanto, que todas
essas classes sociais foram sentidas nas primeiras décadas do século XIX mesmo
com as tentativas de soerguimento da capitania sob o governo de Fernando
Delgado Freire de Castilho que assumiu em 1798 do século XVIII e com referência
a isso, ele afirma o seguinte: “Tentando aliviar a situação econômica, Castilho
promoveu uma série de melhorias no manejo do açúcar e do algodão, além de
reunir a safra de açúcar e tentar exportá-la pelo porto da Paraíba, em navios
solicitados ao Reino” (MARIANO, 2001, p.63).

                 
Nessa passagem acima, percebe-se que o açúcar era refinado com os métodos
artesanais de fabrico. Isto quer dizer que a precariedade do equipamento de
produção se evidenciava por moendas movidas por cavalos e bois, por processos
custosos e dispendiosos, onde essas moendas necessitavam de seis ou oito
repetições para extrair a matéria-prima da cana, mas, o açúcar tornava-se
branco através de um processo que utilizava barro, como analisou Aécio Villar
de Aquino “bastante complicado e os mestres de açúcar eram de baixa
classificação”. Cabe ressaltar que os engenhos d’água pouco eram utilizados, já
que as planícies da várzea do Paraíba não ofereciam os desníveis necessários à
movimentação daqueles aparelhos. No que tange aos engenhos movidos a vapor, há
portanto registros que eles tenham chegado à Paraíba, tardiamente, em 1882 do
século XIX, na mesma década em que entraria em funcionamento, mas o primeiro
engenho central foi justamente Aécio Villar de Aquino. Ele argumentava que trazia
o engenho central, algumas inovações, utilizando a tração a vapor; era uma
fábrica de maior capacidade em que o setor industrial estava separado do
agrícola, recebendo canas de outros engenhos e de plantadores independentes,
isto quer dizer que a experiência constituiu-se num verdadeiro fracasso por
causa dos desentendimentos entre a direção e os fornecedores de cana,
irregularidades no fornecimento de cana, falta de controle de preços e
avultando sobre os demais fatores negativos, o eterno e magno problema de
carência de capital. Martha Lúcia Ribeiro Araújo relatava que:

 

A cultura do algodão, a mais importante do Estado, não
consegue acompanhar as mudanças que estão se processando no Centro-Sul.
Mantendo técnicas atrasadas de plantio e colheita, não aumenta a produção. Além
disso, firmas como o SAMBRA e a CLAYTON, financiavam os pequenos produtores,
porém, após a colheita, determinavam os preços, em detrimento dos produtores,
desestimulando, assim, a produção. (ARAÚJO,  2001,  p. 114)

 

 

 

                 
Os empecilhos políticos, os atrasos tecnológicos e os insucessos econômicos
destacados pelos historiadores Aécio Villar de Aquino e Martha Lúcia Ribeiro
Araújo impediam a Paraíba de ingressar no cenário da industrialização
brasileira no século XIX. Pode-se, vislumbrar, portanto, que o setor industrial
era bastante insuficiente e insignificante para a economia do Estado,
apresentava pouco mais de duzentos estabelecimentos, que majoriamente eram
micro-oficinas ou unidades fabris de caráter semi-artesanal, empregando de
cinco a dezenove trabalhadores em média por cada unidade.

                 
Durante este período destacaram-se alguns segmentos do setor industrial pelo
número de estabelecimentos, a exemplo das cinco fábricas de couro, as cinco de
tecidos, além das oito indústrias de beneficiamento de algodão com grande destaque
para produção têxtil. É nesse contexto, que a indústria de Tibiry, localizada
no município de Santa Rita, cuja fundação deu-se nos anos de 1891 do século
XIX. Nesse aspecto, seria importante reconhecer que esse município funcionava
com trezentos e oitenta e um teares e um quadro de seiscentos e cinqüenta
trabalhadores. Já no município de Mamanguape a Fábrica Têxtil de Rio Tinto,
fundada no ano de 1924, pertencente à família Lundgren de Pernambuco, era de
grande porte, equipada com setecentos e sessenta teares e treze mil fusos. Em
conseqüência disto, as fábricas menores se localizavam em outras cidades,
tomando por exemplo, Campina Grande e Areia, que empregavam, em média,
cinqüenta operários por estabelecimento. Mas, afinal em que consiste os
Engenhos?

                 
Aécio Villar de Aquino nos mostrou que a Paraíba além de possuir um belíssimo
litoral, é detentor de um rico e prazeroso roteiro turístico e cultural também
pelo interior do estado. Ressalte-se, ainda, que as cidades que compõe o Brejo
e que foram as principais responsáveis, naquela região, pela chamada
"civilização do açúcar". De toda forma as principais cidades que
fizeram parte deste cenário são, a saber, como é o caso de Alagoa Grande,
Areia, Bananeiras, Borborema, Solânea, Serraria e Arara. Alagoa Grande Teatro
Santa Ignês: Situado entre os casarões antigos, é o terceiro teatro mais antigo
da Paraíba. O proprietário rural e político Apolônio Zenaide Montenegro foi
quem mandou construí-lo.

                  É
neste ponto que o estilo italiano e a arquitetura interior em pinho de riga,
teve sua construção iniciada em 1902 e foi inaugurado em 1905 do século XX. A
Igreja Matriz é uma obra centenária e dedicada a Nossa Sra. da Boa Viagem, mas teve
a sua construção iniciada em 1861 do século XIX pelo Frei Alberto de Santa
Augusta Cabral, sendo o primeiro vigário da paróquia, e concluída em 1868 do
século XIX.  Contudo a Areia Museu da Rapadura está localizado no Centro de
Ciências Agrárias da UFPB [Campos III], no lugar onde funcionava um engenho
açucareiro do século XVIII [Engenho da Várzea]. Além disso, o local, aberto à
visitação pública, mantém preservados as instalações e todo o maquinário
utilizado para a fabricação da rapadura, do açúcar mascavo, do mel e da
aguardente, além de um alambique de barro, que destilava cachaça para uso
exclusivo dos seus antigos proprietários. Museu do Brejo: Também está
localizado no Centro de Ciências Agrárias acima citado.

                 
É um antigo casarão onde funcionava a Casa-Grande do Engenho da Várzea, onde se
pode ter uma idéia da arquitetura rural da época. Museu Casa de Pedro Américo:
Localizado na Rua Pedro Américo, foi a casa onde o grande pintor paraibano
nasceu em 1843 e viveu até os nove anos de idade. Em 1943 foi desapropriada,
passando a funcionar como museu. Bananeiras Cruzeiro de Roma trata-se de uma
capela construída em 1899 pelo Capitão Joça Rodrigues, em homenagem à Sagrada
Família, após ter alcançado uma graça. Situada no topo da Serra da Cupaóba,
também é conhecida como "Outeiro de Roma" ou "Capela da Sagrada
Família". O Carmelo Sagrado Coração de Jesus e Madre Tereza é um magnífico
prédio secular, que se destaca pela sua grandiosidade e imponência
arquitetônica. Ali funcionou um antigo Colégio, que foi transformado em Carmelo
com a chegada das irmãs carmelitas, em 1999, procedentes da Baixada Fluminense,
no Rio de Janeiro. Borborema Igreja-Matriz está situada no topo de uma elevação
que domina toda a cidade e é o mais imponente e importante prédio da cidade,
mas já passou por inúmeras melhorias e reformas.

                
Chegando-se até ela subir por uma grande escadaria, cujo parapeito é adornados
por várias estátuas que representam alguns santos, profetas e antigos
patriarcas hebreus. Serraria Engenho Martiniano está de fogo morto, mas seus
atuais proprietários estão produzindo a Cachaça "A Cobiçada", de
grande aceitação em toda a região. Os restos mortais de seus fundadores [Francisco
Duarte e sua esposa Josefa Duarte] estão enterrados na capela da propriedade,
que está bem conservada. Sua casa grande também se encontra em perfeito estado.
Arara Santa Fé é um Santuário que foi erguido em homenagem ao Padre Ibiapina, e
ela está situado bem na divisa com Solânea, onde esse religioso passou os
últimos anos de sua vida. O Santuário conta com uma capela, casa dos milagres,
pequeno museu [com instrumentos utilizados pelas irmãs nas casas de caridade
criadas pelo padre, quadros, utensílios domésticos da época, moedas, etc], casa
dos missionários e casa onde morou aquele religioso.

                  Os
empecilhos políticos, os atrasos tecnológicos e os insucessos econômicos
destacados pelo historiador Aécio Villar de Aquino impediam a Paraíba de
ingressar no cenário da industrialização brasileira no século XIX. Pode-se,
vislumbrar, portanto, que o setor industrial era bastante insuficiente e
insignificante para a economia do Estado, apresentava pouco mais de duzentos
estabelecimentos, que majoriamente eram micro-oficinas ou unidades fabris de
caráter semi-artesanal, empregando de cinco a dezenove trabalhadores em média
por cada unidade.

                 
Durante este período destacaram-se alguns segmentos do setor industrial pelo
número de estabelecimentos, a exemplo das cinco fábricas de couro, as cinco de
tecidos, além das oito indústrias de beneficiamento de algodão com grande
destaque para produção têxtil. É nesse contexto, que a indústria de Tibiry,
localizada no município de Santa Rita, cuja fundação deu-se nos anos de 1891 do
século XIX. Esse município funcionava com trezentos e oitenta e um teares e um
quadro de seiscentos e cinqüenta trabalhadores. Já no município de Mamanguape a
Fábrica Têxtil de Rio Tinto, fundada no ano de 1924, pertencente à família
Lundgren de Pernambuco, era de grande porte, equipada com setecentos e sessenta
teares e treze mil fusos. Em conseqüência disto, as fábricas menores se
localizavam em outras cidades, tomando, por exemplo, Campina Grande e Areia,
que empregavam, em média, cinqüenta operários por estabelecimento.

                 
É importante perceber que a origem da indústria têxtil em Campina Grande
segundo o economista Luiz Gonzaga de Sousa, é um prolongamento da
industrialização desses municípios:

 

Com isto, surgiram as primeiras fábricas em Campina
Grande, como foi o caso das fábricas de beneficiamento de algodão e de sisal.
Com o advento do setor de transformação, surgiram a SAMBRA, a ANDERSON CLAYTON
e a MARQUES DE ALMEIDA e poucas outras empresas que tinham a finalidade de
beneficiar produtos da terra para o uso doméstico e até mesmo exportar. Foi
desta forma que apareceu a Indústria Têxtil em Campina Grande. (SOUZA, 1996, p.
57)

 

 

                 
O setor têxtil se fez hegemônico nas primeiras décadas do século XX comportando
o maior número de estabelecimento industrial e empregando mais de 50% dos
operários na Paraíba, acompanhado pelo setor de transformação de alimentos,
deixando a terceira posição para o setor de minerais não metálicos. Entrando em
crise, nos anos quarenta do século XX, primeiro por não acompanhar a
modernização dos avanços tecnológicos, desenvolvida no centro sul do país que
passava a inserir no setor, além de novas técnicas de produção, as máquinas de
maior, além de novas técnicas de produção, as máquinas de maior porte
tecnológico que concentravam as atividades de beneficiamento diminuindo os
custos do produto, segundo pela política de financiamento das grandes
indústrias têxteis que sofriam com a crise comercial do seu produto instaladas
na Paraíba e que açambarcavam a produção local. Isto significa dizer que a
Paraíba tem uma economia bastante diversificada com setores emergentes de média
tecnologia, alavancada por uma estrutura de serviço e comércio de importância
no cenário nordestino. Em relação com a abertura comercial no estado, a
economia tem sofrido forte impacto no que diz respeito à concorrência das
cidades circunvizinhas, e é por isso que alguns setores se modernizam enquanto
outros sofrem retrocesso devido à falta de incentivos para investir em
inovações tecnológicas.

                 
É importante notar que algumas indústrias têm conseguido se modernizar
utilizando algumas estratégias como novos métodos de organização do trabalho e
da produção, enquanto que no processo de reestruturação econômica e política da
indústria na região, vêm-se utilizando-se da otimização dos recursos locais,
mas a indústria paraibana vem se diversificando, pois ela está investindo nos
setores que estão ligados pelos grandes centros urbanos, e é através destes
setores que são expoentes desta nova dinâmica, podemos citar como exemplo, plásticos,
bebidas e couro calçados. Colocando que a indústria de Calçados é a que mais
vem se alastrando dentro do próprio Estado, assim o segmento de bens
não-duráveis se destaca com 76% das unidades instaladas após 1980 do século XX,
das quais 54% após 1990 do século XX, porém a receita das indústrias paraibanas
provém, principalmente, da venda de produtos em outros estados, seguidos de
venda a mercados da própria região.

                 
As Grandes partes das empresas paraibanas, entre 1999 e 2001, apresentam
investimento na aquisição de máquinas e equipamentos, programas de treinamento
da mão-de-obra e aquisição de equipamentos de informática e os motivos que
levam os empresários, segundo eles, a investir na indústria são, a saber, a
ampliação da capacidade produtiva, melhoria da qualidade do produto e melhoria
da eficiência, como nos apontou a historiadora e socióloga Martha Lúcia
Ribeiro: “firmas como a SAMBRA e a CLAYTON, financiavam os pequenos produtores,
porém após a colheita, determinavam os preços, em detrimento dos produtos,
desestimulando, assim, a produção.”

                   
Contudo, a cidade de Campina Grande nos anos 60 do século XX, assistiria ao
surgimento de novas indústrias e a proliferação do número de seus
estabelecimentos industriais, superando a capital político-administrativa da
Paraíba, João Pessoa, cujos índices de crescimento industrial imperavam na
década de 40 do século XX. Grandiosa, magnificante, pública e aplicada, Campina
Grande destacou-se pelo seu vigoroso crescimento industrial e pela histórica
vocação comercial local e para além dos limites do Estado.  Observe-se, ainda,
que o município de Campina Grande passa a ser beneficiado com essa política de
industrialização promovida pelo governo federal, possivelmente por ser a cidade
mais desenvolvida do Estado da Paraíba e, em decorrência desse privilegio
adquiria importância significativa no cenário regional.

                 
Evidentemente havia na região Nordeste outros centros mais desenvolvidos que
Campina Grande, no entanto, se tomarmos o desenvolvimento vivenciado por esta
cidade e compararmos com a situação geral do Nordeste, chegaremos a conclusão
que Campina Grande se desenvolvia muito mais que várias cidades dessa região.
As políticas públicas implementadas na região eram, geralmente, ineficazes e
atrasadas como mostra essa citação de Raimundo Moreira, comparando as políticas
de desenvolvimento do Nordeste e do Centro-Sul:

 

[…] Desenvolvia-se no Centro-Sul uma política de
inversões dentro de um programa orientado com objetivos definidos, visando à
industrialização, enquanto no Nordeste se levava a cabo uma política
“assistencialista”. A ação governamental no Nordeste centrava-se na política de
combate às secas e tinha efetivamente um caráter filantrópico […] (MOREIRA,
1979, p. 32-43).

 

                 
De acordo com Lima (2004. p. 48): “essa realidade global do Nordeste não se
reflete em Campina Grande, ao contrário, ao entrar nos anos cinqüenta o
município já se destacava como um centro industrial em franca ascensão e
continua durante toda década”. O crescimento era tanto que, em 1959, Campina
Grande tinha 111 estabelecimentos industriais, enquanto João Pessoa tinha 93
estabelecimentos. Em termos quantitativos, o número de indústrias, de
habitantes, de lojas de comércio, somando-se ainda sua importância como pólo
comercial de algodão, fazia dessa cidade um centro propulsor de crescimento
econômico. Como podemos perceber, depois de mais de quarenta anos passado da publicação
dessa notícia, o Diário nos mostra a imagem de uma instituição que poderiam
contribuindo para o desenvolvimento da cidade, ajudando Campina e região a prosseguir
seu processo de desenvolvimento. Além disso, apresenta a situação de
desenvolvimento que estava inserida Campina Grande. E com o funcionamento de um
curso como o de Ciências Econômicas, seria de fundamental importância, devido
essa cidade se encontrar em processo de industrialização.

                
 Entre as décadas de cinqüenta e final de sessenta, muitas empresas que haviam
se instalado na cidade atraída, ainda, pelo reavivamento da fase áurea do
algodão, contribuíram para o desenvolvimento sócio-econômico campinense.
Podemos destacar a Escola Técnica do Comércio de Campina Grande, a Fundação
para o Desenvolvimento da Ciência e da Técnica (1956), a Faculdade Católica de
Filosofia de Campina Grande (1952), a Faculdade de Serviço Social de Campina
Grande (1951), origem da Universidade Regional do Nordeste (URN), criada em
1966 através da Lei Municipal e, transformada 1986, na Universidade Estadual da
Paraíba. Foram, também, criadas nessas décadas várias empresas municipais e
órgãos voltados para o desenvolvimento da cidade; a Campanha Municipal de
Desenvolvimento (COMUDE), criada pela Prefeitura Municipal em 1956. Em 1957,
fora criada a SANESA, a primeira Sociedade Mista de Água e Esgoto de todo o
Brasil e da América do Sul. Segundo Lima (1996:50) a base do modelo da SANESA
serviu posteriormente para a criação da TELINGRA criada em 1955, o Fundo de
Desenvolvimento Agro-Industrial (FADIN), o Banco de Fomento Agrícola S.A
(BANFOP), criado em 1959, além da Wallig Nordeste S.A, CANDE, FIBRASA, PREMOL e
IPELSA, todas criadas em 1966. Segundo o historiador Damião de Lima colocou
que:

 

A cidade participou da preparação do projeto de
industrialização, desde as primeiras discussões sobre a mudança na política
oficial para região Nordeste e já se destacava no Estado […] a única cidade
do interior do Brasil, não capital de Estado, que tornou-se sede de um órgão de
liderança do processo de industrialização do país, a Federação das Indústrias
do Estado da Paraíba – FIEP. (LIMA, 1999, p. 125)

 

 

                 
Assim, no ano de 1959, a cidade foi a sede do I Encontro dos Bispos do
Nordeste, evento realizado com a finalidade de encontrar alternativas para a
dinamização e o desenvolvimento da região. Para sanar os problemas que afligiam
o Nordeste, o governo federal ofereceu incentivos fiscais para implementar o
desenvolvimento da região. Era criada, em 15 de dezembro de 1960, a SUDENE e a
partir daí criava-se juntamente com o órgão as condições necessárias para que o
centro dinâmico da região Nordeste, antes exportador e primário, fosse
substituído pelo setor industrial, para onde foram canalizados os investimento
do Governo Federal. Oferecendo facilidades não verificadas em outras cidades,
Campina Grande conseguiu estrategicamente atrair novas indústrias no início da
década de 60 do século XX, beneficiando-se do órgão recém-criado como destacou
o historiador Damião de Lima no período compreendido entre 1961 e 1965:

 

 

Foram aprovados pela SUDENE, para Campina Grande, 9
projetos, sendo 5 de implantação de novas indústrias e 4 de modernização das
indústrias já existentes. Entre esses projetos, dois merecem destaque: o
Projeto de Implantação da Campina Grande Industrial Ltda [CANDE], produtora de
tubos plásticos e, principalmente, o Projeto de Implantação da WALLIG NORDESTE
S/A, empresa de grande porte, produtora de fogões a gás liquefeito. (LIMA, 1999,
p. 126)

 

 

 

                 
Pela primeira vez na história o setor secundário superava o terciário
campinense, empregado mais 16. 300 pessoas no início da década de 60 do século
XX. A industrialização era vista como a panacéia para os problemas sociais da
cidade. Nesse sentido, podemos citar o discurso de Newton Rique, empresário e
político campinense, onde chegou a expor que:

 

 

A industrialização de Campina Grande vem sendo o
desejo dominante no seio da classe produtora e chegou às massas trabalhadoras
sob a forma de uma aspiração coletiva, capaz de solucionar com todo o cortejo
de males que ele acarreta. […] Julgo que é chegado o momento de uma poderosa
intervenção do governo municipal para, dirigir, fomentar e disciplinar um maior
surto desenvolvimentista, atrav és da
industrialização em maior escala no município. (LIMA, 1999, p. 125)

 

 

 

CÂMARA
MUNICIPAL. Discurso do ex-prefeito Newton Rique, na entrega do Projeto de
Criação do Fundo Municipal de Industrialização de Campina Grande [FUMINGRA].
Campina Grande, 13 de dezembro de 1963 do século XX.

                 
Considerando, então, que a política desenvolvimentista de concessões e
incentivos fiscais da SUDENE garantiu ainda o amadurecimento do setor
calçadista da Paraíba que teve participação discreta na economia local nas
primeiras décadas do século XX, modernizando o pólo coureiro-calçadista do
Estado a partir da vinda de estabelecimentos de peso deslocados das regiões
Centro-Sul para a Paraíba, como a BESA, a AZALEIA e a PARC, implantadas em
Campina Grande, o que transformou o município no maior distrito calçadista da
Paraíba. Os anos 70 e 80 do século XX, foram marcados pelo impressionante
volume de empregos gerados pelo setor de calçados, mas, a concentração técnica
e econômica garantiram a indústria calçadista a sua afirmação, o seu “lugar ao
sol” como setor vetor de desenvolvimento na economia do Estado.

                 
Diametralmente diferente do município de João Pessoa, no que tange a
constituição de um aglomerado de empresas de calçados possibilitada pela
atração de empresas vindas de outras regiões do país, em Campina Grande a
indústria calçadista surgiu no inicio do século XX enquanto indústria artesanal
de beneficiamento e produção de artigos de couros possibilitada pelo comércio
do algodão, força propulsora da agropecuária beneficiada pela localização geográfica
do município como destaca Damião de Lima: “Campina Grande, localizada no
interior do Estado da Paraíba, destacou-se no cenário nordestino, desde sua a
origem, como um importante entreposto comercial e um elo entre o interior do
Estado e a capital e também o estado de Pernambuco.” A indústria calçadista
campinense atingiu seu apogeu no período de 1937 a 1945 contando com mais de
trinta novas indústrias, fenômeno efêmero discutindo pelo professor de Economia
da UFCG, Luiz Gonzaga de Sousa: “Depois desta fase, como em todo ciclo
econômico, muitas destas indústrias faliram, inclusive Luiz Gomes Bezerra, o
‘Lula Gato Preto’, tendo em vista as peculiaridades da economia da época
provocaram crise”.

                 
Neste fragmento acima, percebe-se que a crise foi superada pelo setor em meados
dos anos 50 do século XX com a introdução do couro sintético que tornava o
produto mais barato facilitando sua comercialização no mercado local. Na
história da formação do setor coureiro-calçadista da Paraíba tanto os pequenos
grupos formados por pequenos produtores pioneiros como os Mottas que durante a
Segunda Guerra Mundial tinham a sua produção total de fabricação de botas
vendida para o Exército Brasileiro, como também um grupo pequeno de grandes
empresas vindas do Centro-Sul do país, a partir da criação da SUDENE, estiveram
presentes na construção do setor calçadista paraibano. Mas, afinal podemos
fazer uma outra indagação: Em que consiste a origem e a evolução da indústria
de curtume na Paraíba? Primeiramente Egidio Luiz Furlanetto dizia o seguinte:
“O período […] entre o pós-guerra até o final dos anos 50, houve […] um
desenvolvimento do setor coureiro no Estado da Paraíba com aumento das
exportações, com Campina Grande constituindo-se o principal pólo coureiro do
Estado […] do Nordeste.” (FURLANETTO,
2004, p. 4).

                  
Percebe-se por essa leitura que o período compreendido entre o pós-guerra
segunda guerra mundial até o final dos anos 50 do século XX, houve uma
comunicação em torno do desenvolvimento econômico do setor coureiro no Estado
da Paraíba das exportações, com Campina Grande constituindo-se, assim o
principal pólo coureiro do Estado, sendo que é um dos mais importantes do Estado
do Nordeste da paraíba. Em conseqüência disto, este crescimento tenha se restringindo
durante a década dos anos 70 do século XX, mas em Campina Grande continuava
sendo relevante e importância para o setor, basta dizer que em 1973 do século
XX, quando o Núcleo de Assistência Industrial da Paraíba [NAI/PB] – célula
inicial do que viria a ser o atual SEBRAE, ao realizar um diagnóstico da
Indústria de Couros e Calçados no estado da Paraíba, identificou que dos cinco
curtumes industriais do Estado quatro encontravam-se em Campina Grande e,
somente um em João Pessoa. Campina Grande e, por conseqüência o estado, viu se
restringir a sua importância como importante pólo coureiro a partir dos anos 80
do século XX, efeito este que fez com que entrasse no século XXI com reduzido
grau de importância no setor, mantendo em atividade somente algumas pequenas e
médias unidades que operam muito mais em função de um outro segmento, o qual,
diga-se de passagem, vem crescendo de importância dentro do arranjo, o da
indústria de equipamentos de proteção individual, tais como luvas, botas,
aventais e perneiras, todos produzidos a partir do sub-produto do couro bovino
denominado de “raspa” .

                 
Atualmente a indústria paraibana de curtumes foi uma pujante indústria foi se
transformando, aos poucos, numa atividade associada à produção de equipamentos
de proteção individual [EPI’s], pois nenhuma daquelas importantes unidades,
existentes na década de 80, encontram-se em atividade. Atualmente, não existe
nenhuma unidade significativa que processe couros da forma completa em Campina
Grande, isto é, que adquira peles “in natura” ou conservadas e as processe.
Todas as quatro indústrias que podem ser caracterizadas como indústrias de
curtumes, nasceram muito mais para servir de suporte à fabricação de
equipamentos de proteção individual [EPI’s], indústria que surgiu em função das
iniciativas pioneiras de uma importante empresa, hoje desativada, que produzia
uma gama expressiva de EPI’s e das “janelas de oportunidades” que se abriram em
função da desativação das indústrias tradicionais de curtume, o que acabou
disponibilizando equipamentos e mão-de-obra especializada. Vale ressaltar outro
ponto importante que é sobre a tecelagem. Maria da Conceição Gomes Valle,
argumentou que para Daniel (2004) o processo para obtenção de artigos prontos
torna-se difícil devido à pequena quantidade de fibra produzida. A fiação de
toda a produção, atualmente:

 

Em Campina Grande, Paraíba, é realizada a tecelagem em
teares manuais pela Entre fios. Além do algodão ser naturalmente colorido, a
fibra do Brasil segundo o presidente da Embrapa, tem constituição orgânica por
todo processo ser limpo, apresentando propriedades similares às do algodão
branco. O cultivo do algodão colorido traz, benefícios ecológicos, visto que a
sua coloração é natural, dispensando desta forma o uso de produtos químicos
para o tingimento, o que irá contribuir significativamente com a diminuição do
nível de poluição dos rios. Além disso, apresenta também vantagens econômicas e
sociais, pois, seu cultivo mantém os agricultores no campo, oferecendo-lhes uma
oportunidade de renovação da produção algodoeira. Contudo, é importante
salientar que além das vantagens citadas acima, o algodão possui uma alta
capacidade de absorção, o que faz com que a fibra seja confortável, e mais
adequada ao clima quente do Brasil. (VALLE, 2004, p. 62)

 

                 
É importante destacar nessa passagem que os tecelãos paraibanos colocam em suas
redes, mantas, tapetes e almofadas, uma mistura viva de cores e formas que
traduzem claramente a formação "misturada" que o povo brasileiro
possui, sobretudo o povo nordestino. É importante, entretanto, que do Litoral
ao Sertão temos comunidades trabalhando e produzindo aquilo que foi
identificado como maior expansão do artesanato paraibano, a rede de dormir. No
entanto, existem as cidades de Gurinhém, Campina Grande, Boqueirão, São Bento e
Aparecida como principais produtoras. Como se vê, é certo que atualmente, a
Paraíba também desponta como único produtor de produtos elaborados com a
técnica da tecelagem utilizando o fio do algodão colorido, ecologicamente
correto e que não é tingido quimicamente, ele já brotou com a cor que vai ser
fiado.

                 
Concluímos que, se por um lado constata-se a quase extinção de um importante
setor da economia, por outro se vislumbra o nascimento de uma nova indústria no
estado da Paraíba – a indústria de EPI’s, a qual poderá fazer com que o setor
consiga “renascer das cinzas”. Podemos concluir que os resultados obtidos,
analisar-se-á, as proposições consideradas ao determinado longo deste estudo,
bem como a circulação da trajetória indústria de curtumes da Paraíba. É
evidente que a partir dos anos 80 do século XX, a política de atração de
grandes empresas continuaram sendo praticado pelo governo no Estado. Assim,
foram instaladas no município de Campina Grande uma fábrica da SÃO PAULO
ALPARGATAS S/A e duas na cidade de João Pessoa, sendo a empresa paulista
contemplada na década de 90 do século XX com incentivos ofertados pelo governo
para expandir as suas atividades para outros municípios do Estado. Ainda nos
anos 90 verificou-se a afirmação da indústria de confecções da Paraíba, setor
formado na década de 80 por pequenas e médias empresas e que ganhou novo fôlego
com a instalação da unidade de produção da COTEMINAS S.A, que em Campina Grande
propiciou a retomada da condição hegemônica de maior produtora de fios do
Estado.

                 
O setor industrial da Paraíba vem realizando particularmente no inicio do novo
milênio, um significativo esforço para adaptar-se às transformações que
desafiam os paradigmas básicos de produção, com novas tecnologias e modelos
operacionais de gestão em um ritmo avassalador que levaram a indústria a
repensar não somente como o “fazer” diante de uma série de metamorfoses globais
como também “o que fazer”. Outra perspectiva mais importante é modelo de
desenvolvimento do estado da Paraíba, proposto pela Federação das Indústrias
[FIEP], baseado no aproveitamento das potencialidades e vocações regionais,
leva em consideração o conhecimento como variável chave para que se possa
alimentar um processo continuo de geração da inovação tecnológica. É importante
ressaltar que diante desse cenário o setor industrial ressente-se da
insuficiência e da inadequação da oferta de formação em áreas tecnológicas
focadas em setores produtivos. As empresas estão preocupadas com a formação
profissional que possa atender as estratégias do negócio.

                
Esse é o contexto no qual emergiu, em 2003 do século XXI na Universidade
Corporativa da Indústria da Paraíba, com foco central na formação de
profissionais com o perfil de competências demandadas pelo setor produtivo. Desta
forma, a Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba [UCIP] é associação
civil de direito privado, sem fins lucrativos, instituída e mantida pelo
Sistema Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP, SESI, SENAI e
IEL). Portanto, a UCIP é provedora de conhecimentos, com vistas ao
fortalecimento da indústria paraibana, atuando de forma inovadora com um novo
conceito de universidade corporativa multisetorial, fundamentada no
desenvolvimento de competências. Assim, a UCIP brotou alinhada com os conceitos
de educação corporativa setorial, tendo como propósito promover o
desenvolvimento, difusão e compartilhamento de conhecimento por meio de
programas de educação continuada, com cursos em todos os níveis e áreas de
especialidade das indústrias vinculadas aos sindicatos.

 

REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICA
S

 

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    agroindústria açucareira In: OTÁVIO, José &RODRIGUES, Gonzaga (Orgs). Paraíba:
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    Acesso em: 07/11/2010.

 


[1]Graduado
em Licenciatura em História pela Universidade Estadual da Paraíba [UEPB] e
Graduando em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual da
Paraíba [UEPB].

 

[2]
Com referência a isso, o engenho é o nome da grande propriedade agrícola
destinada à produção do açúcar. Confirma-se, portanto, que os proprietários dos
engenhos eram conhecidos como senhores de engenho. Mas afinal, o que faziam
parte do engenho? Casa-grande eram construções sólidas e espaçosas, onde viviam
o senhor de engenho e sua família: mulher, filhos e agregados. Assim,
acredita-se que a casa-grande era o centro da vida social e econômica do
engenho. A Capela é o local onde se realizavam os serviços religiosos
católicos. Aos domingos e dias santos, a capela era o ponto de encontro da
comunidade, ali realizavam-se batizados, casamentos e funerais. A Senzala: era
a moradia dos escravos. Era uma habitação rústica e pobre, onde os negros eram
amontoados, sem nenhum conforto e por fim o Engenho possuia instalações
destinadas ao preparo do açúcar – a moenda, onde a cana era moída para a
extração do caldo; as fornalhas, onde o caldo era fervido e purificado em
tachos de cobre; a casa de purgar, onde o açúcar era branqueado; os galpões,
onde os blocos de açúcar eram quebrados em várias partes e reduzidos a pó.

 

[3]
O Curtume é um estabelecimento onde o couro cru é tratado a fim de ser
comercializado para indústrias de artefatos de couro. O processo de curtimento
consiste na transformação de peles de animais em couro e pode ser classificado
em 3 modalidades, a saber, o curtimento mineral, o vegetal e o sintético. 
Primeiramente o Curtimento Mineral mais conhecido é o à base de cromo,
utilizando-se sulfato de cromo com 33% de basicidade. Em seguida o Curtimento
Vegetal se dá pela utilização de taninos, ou seja, extrato de plantas que
possuem afinidade pelo colágeno, transformando a pele sujeita ao apodrecimento
em couro não putrescível. E por fim no curtimento sintético, são empregados
curtentes, em geral orgânicos (resinas, taninos sintéticos), que proporcionam
um curtimento mais uniforme e aumentam a penetração de outros curtentes, como
os taninos e de outros produtos. Isto propicia, por exemplo, um melhor
tingimento posterior. Portanto os curtumes geralmente, são mais caros,
relativamente aos outros curtentes e são mais usados como auxiliares de
curtimento.

[4]
As Tecelagens são os atos de tecer, entrelaçar fios de trama (transversal) e
urdume, ou urdidura, (longitudinal) formando tecidos. Pode-se, vislumbrar,
portanto que os tecidos produzidos no processo de tecelagem, ou seja, também
conhecidos como tecidos planos ou de cala, não podem ser confundidos com
tecidos de malha. Nos tecidos planos há somente duas posições possíveis para os
fios de trama, ou, ele passa por baixo ou passa por cima dos fios de urdume.

 

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