Roma Antiga: Biografia de Catão, o Censor – Plutarco – Vidas Paralelas

Roma Antiga: Biografia de Catão, o Censor – Plutarco – Vidas Paralelas

SUMÁRIO  DA  VIDA   DE   MARCOS CATÃO, 
O  CENSOR

I. Sua pátria e seus antepassados. II. Origem do nome de Catão.
Sua eloqüência, seu valor. IV. Vantagens que tirou dos exemplos de Cúrio e das
lições do filósofo Nearco. VI. Seus trabalhos no campo. Vinda a Roma. VII. Sua estima por Fábio
Máximo. Recusa ir à África com Cipião. IX. Roma admira os costumes
antigos e a eloqüência de Catão. Seus princípios econômicos. XIII. Sua integridade e sua
exatidão na administração da Sardenha. XIV. Seu estilo. XV. Suas palavras memoráveis.
XIX.
Seu
consulado, sua administração e sua expedição à Espanha. Seu triunfo. XXIII. Seus feitos de armas na
Trácia. XXIV.
Na Grécia. XXX. Seu ardor pela justiça,
sua intrepidez em perseguir os maus. XXXII. É nomeado censor. Sua firmeza e seu vigor. XXXVIII. Estátua que erigem a
Catão por haver apoiado a disciplina e corrigido os fcostumes. XXXIX. Sua reputação e sua
autoridade. XL. Suas virtudes domésticas. XLI. Educação que dá a seu filho.
XLII. Sucesso dessa educação. XLIII. Sua conduta para com seus escravos. XLV.
Abandona a cultura das terras e entrega-se às especulações do comércio. XLVI.
Chegada de Carneades e de Diógenes a Roma. XLVII. Sentimentos de Catão sobre a
filosofia e sobre a literatura grega. XLIX. Sobre a medicina. L. Seu segundo
casamento. LI. Morte de seu filho. Sua constância. Seus trabalhos literários.
LII. Sua maneira de viver no campo. LIII. Seu parecer decide a terceira guerra
Púnica e a ruína de Cartago. LIV; Sua morte. Sua posteridade.

Desde o ano 522 até o ano
605 de Roma,  149 A. C.

 

PLUTARCO – VIDAS PARALELAS
MARCOS CATÃO, O CENSOR  ,

Capítulo de Vidas Paralelas in “Vidas dos Homens Ilustres”
Tradução brasileira de Carlos Chavez baseada na versão em francês de Amyot, com notas e observações de Brotier, Vauvilliers e Clavier.

Fonte: Ed. das Américas, 1962


Marcos
Catão e seus antepassados eram, como se diz, da cidade de Túsculo, mas antes de
ir para a guerra e de se meter nos negócios do Estado, encontrava-se vivendo
em algumas terras e posses que seu pai lhe havia deixado na região dos
Sabinos.    E conquanto parecesse a vários, que seus predecessores tivessem
sido totalmente desconhecidos, todavia ele mesmo eleva grandemente seu pai que
se chamava Marcos, como ele, dizendo que havia sido um homem corajoso e
guerreiro e faz menção também de um outro Catão, seu bisavô, que por sua
coragem recebia constantemente de seus capitães as dádivas de honra com que os
romanos tinham o costume de premiar aqueles que praticavam algum ato ou façanha
notável nas batalhas.    Tendo perdido cinco cavalos de serviço na guerra, o
valor foi-lhe devolvido em dinheiro dos cofres do Estado, porque havia se
portado como homem  de bem.     E,  como  era  costume  em Roma, chamavam
homens novos a esses que, embora não pertencessem à nobreza, começavam a se enobrecer
por si próprios, fazendo-se conhecer por suas virtudes; por essa razão
chamavam a Catão, homem segundo corpo
proveitoso, não só honesto mas também necessário a todo homem que quer
viver honradamente e deseja lidar com grandes negócios, exercitava-se em falar
bem nas pequenas cidades e bairros próximos à sua casa, onde ia constantemente
advogar as causas e defender em juízo aqueles que o chamavam, de maneira que em
pouco tempo tornou-se bom litigante, dominando a palavra e, com o tempo,
fez-se orador eloqüente. Depois de adquirida aquela suficiência, aqueles que o
visitavam ordinariamente, começaram a perceber nele uma gravidade de costumes
e de maneiras e uma magnanimidade digna de ser empregada no manejo de grandes
negócios e adestrar-se no saber de um Estado soberano, pois não só absteve-se
sempre de receber qualquer salário ou pagamento mercenário dos litígios que
defendia e das causas que sustentava, è ainda mais não levava em conta a honra
que lhe vinha de tal profissão; como se fosse o fim principal que tivesse
pretendido, mas, desejava muito mais tornar-se conhecido e considerado pelo
exercício das armas e por combater corajosamente contra os inimigos, de sorte
que sendo ainda rapaz, tinha já o estômago todo cicatrizado de golpes que havia
recebido em diversas batalhas e encontros contra o inimigo, pois segundo
escreve êle mesmo, tinha apenas dezessete anos quando foi a primeira vez para a
guerra, mais ou menos no  tempo dos  grandes  sucessos  de  Aníbal, novo.
Quanto a êle, confessava ser verdadeiramente digno dessa designação, levando em
conta os serviços relacionados com a coisa pública, mas quanto aos belos feitos
e bons serviços de seus predecessores, podia garantir que era bem antigo.

 

II. A princípio, assinava-se também com seu terceiro nome,
Prisco (2), mas depois, provando seu grande senso e sua suficiência, foi
denominado Catão, porque os romanos chamam ao homem sábio, de grande
clarividência (2), Catão. Êle era um tanto ruivo e tinha os olhos azuis, dando
assim a entender aquele que compôs os seguintes versos, com ódio dele, após sua
morte:

Esse falso
ruivo Pórcio de olhos persas,
Que  fatigava e mordia todo o mundo,
Plutão não
quer que entre em seus infernos

Ainda que seja morto, de medo que o repreenda.

Pensando bem, quanto à disposição física, era
maravilhosamente forte e robusto por ter sido, desde a juventude habituado a
trabalhar com o corpo e viver sòbriamente como aquele que é criado nas armas e
na guerra desde o começo, de maneira que era bem proporcionado pela força e
pela saúde. Quanto à palavra, estimando que era como que um quando  este
percorria,  queimava  e pilhava  toda  a Itália.

(1)   
Chamava-se então" Marcos  Pórcio  prisco.


(2)    Ou  antes, Cato.

 

III. Ora, quando devia combater, seu costume
era bater rudemente sem sair do lugar nem se afastar para trás, mostrando uma
fisionomia terrível ao inimigo, ameaçando, falando com uma voz áspera e
assustadora, o que fazia muito bem e sabiamente ensinava aos outros a fazer
também assim, porque tais visagens como dizia, constantemente amedrontavam mais
o inimigo do que a espada que se lhe apresenta. Andando pela região, caminhava
sempre a pé, carregando suas armas, seguido por algum servidor que levava o
que era necessário para sua alimentação, com o qual, ao que dizem, não se
zangava nunca quando lhe preparava alguma refeição ou ceia, mas, muitas vezes,
até o ajudava, quando tinha descanso, depois de haver feito o que o ajudante
devia fazer na fortificação do campo ou outro trabalho. Não bebia nunca, a’ não
ser água, quando em guerra, se alguma vez se sentia excessivamente alterado;
então tomava um pouco de vinagre, ou quando se sentia fraco, então bebia algum
vinho leve.

IV.    Ora, estava por acaso a
herdade de Mânio  Cúrio   (4),  aquele  que por três vezes  ganhou as honras do triunfo, e
a casa onde desde muito se mantinha, próxima das terras de Catão, o qual a freqüentava
constantemente para debates; observando a pequena quantidade de terra que Manío
possuía e era pequenina e pobremente construída a casa, pensou consigo mesmo
que personagem devia ser aquele que no seu tempo foi o primeiro homem entre os
romanos, que venceu e domou as mais orgulhosas e mais belicosas nações da
Itália, que expulsou o rei Pirro, e no entanto lavrava e cultivava com suas
próprias mãos aquele pedaço de terra e habitava uma granja tão pobre e tão
pequena, na qual, depois de seus três triunfos, os embaixadores enviados da
parte dos Samnitas, foram algumas vezes yisitá-lo e, encontrando-o em sua casa
mandando cozinhar rábanos, presentearam-no, da parte de sua comunidade, com uma
boa quantidade de ouro, mas êle os despediu com seu ouro dizendo, que aqueles
que se contentavam com uma tal refeição não tinham o que fazer com o ouro nem
com a prata, e quanto a êle considerava mais honroso dar ordens aos que
possuíam ouro do que aos que não possuíam. Catão, rememorando essas coisas
consigo mesmo, voltou para sua casa e pôs-se desabridamente a rever toda a
situação de sua casa, suas terras, sua família, seus servos, sua despesa e a
diminuir toda superfluidade e a trabalhar pessoalmente, com seus braços mais
que nunca.

 

(4) Manio Cúrio Dentato, assim cognominado
porque havia nascido com dentes. Foi cônsul no ano de Roma 464, ou 290 A. C,
guerreou os samnitas e os sabinos, obtendo neste mesmo ano duas vezes a honra
do triunfo. Cônsul pela segunda vez no ano de Roma 479, derrotou Pirro, que
expulsou da Itália e triunfou pela terceira vez.    É esse  grande homem que
após tantas vitórias e tantos triunfos, após haver prodigiosamente aumentado a
extensão da dominação romana, disse em um de seus discursos esta palavra memorável:
— «Um cidadão é pernicioso quando sete arpentes de terra não lhe são
suficientes;:. Era a medida que havia sido fixada pelo povo romano depois da
expulsão dos reis. Plínio, XVIII,  3.

 

V. Quando Fábio Máximo retomou a cidade de Tarento
(5), Catão, muito jovem ainda, encontrava-se sob seu comando, tendo
conhecimento familiar com Nearco, filósofo pitagoriano, ao qual apreciava
imensamente, ouvindo-o discutir, e discorrer sobre filosofia. Fêz-lhe Nearco os
mesmos discursos que faz Platão quando chama a volúpia a principal amarra e a
maior isca dos maus feitos dos homens, e quando diz que o corpo é a primeira
praga da alma e para sua cura, libertação e purgação, são os discursos, as
admoestações e contemplações que a retém o mais distante das paixões e afeições
corporais. Catão então amou ainda mais a sobriedade, a moderação e o hábito de
passar a contentar-se com o pouco, pois pensando bem, dizem que se pôs bem
tarde e na última estação de sua vida, a aprender as letras gregas e a ler nos
livros gregos, entre os quais auxiliou-se um pouco de Tucídides, e, mais ainda,
de Demóstenes a formar seu estilo e adestrar sua eloqüência; pelo menos seus
escritos e seus livros o testemunham, sendo ornados e enriquecidos cem
opiniões, exemplos e histórias tomadas dos livros gregos,  encontrando 
diversas  de  suas  sentenças  e ditos morais, encontros e respostas agudas que
são transcritas palavra por palavra.

 

(5)    O ano 545 de Roma.

 

VI. Ora, havia então em Roma
um personagem dos mais nobres da cidade, homem de autoridade, de bom julgamento
e apto a conhecer bem as sementes da virtude nos jovens e, portador de
sentimentos de bondade e honestidade que poderiam melhor impulsionar os moços:
era Valério Flaco, o qual, tendo terras unidas às de Catão e ouvindo os
comentários que seus empregados faziam de seus costumes e de sua maneira de
viver, contando-lhe como lavrava pessoalmente sua terra, tendo o hábito de ir
muito cedo às cidadezinhas vizinhas advogar e litigar em favor daqueles que se
dirigiam a êle, voltando depois à sua casa; se era inverno, jogava apenas uma
jaqueta (6) sobre os ombros, se era verão, ia completamente nu (7) trabalhar
com seus servidores e seus operários, sentando-se depois à mesa com eles, além
de outras maneiras que mostravam uma grande eqüidade, moderação e bondade;
acrescentamos também belos ditos morais e algumas proveitosas sentenças que
haviam ouvido dele; sabedor dessas coisas, Valério ordenou um dia que fossem
convidá-lo para que viesse jantar com êle. Assim, depois de conviverem um
pouco, compreendendo que tinha uma natureza amável, honesta e educada,
sendo como uma boa planta que não precisava senão de um pouco de cultivo e ser
transplantada para melhor e mais nobre terreno, exortou-o e persuadiu-o para
que fosse a Roma. que se pusesse a falar em público diante do povo romano, a
envolver-se nos negócios: Catão assim fêz e se não se evidenciou mais cedo, foi
logo grandemente considerado, adquirindo muitos amigos pelas causas que
defendia, além de Valério que o traía e o impelia para diante tão bem que foi
primeiramente eleito pelo sufrágio do povo, tribuno militar, isto é, capitão
comandante de mil homens de infantaria e depois questor (8). Tendo já adquirido
grande fama, autoridade e reputação tornou-se companheiro e cooperador de
Valério Flaco, dos principais e mais dignos cargos públicos, pois feito cônsul
(9) com êle, e depois censor.

 

(6)     
Era
uma túnica curta e apertada, que Plutarco denomina exomis, que não tinha
mangas. Veja Aul. Gell. VII, 12. É ainda hoje o camisão ou o colete  
(gibão)   das pessoas do campo.
(7)      Veja o Nudus ara de
Virgílio em suas Geórgicas.
(8)      Magistrado romano
encarregado das questões financeiras.
(9)      Ano   de  Roma   559,  
e  eles  foram   censores   no   ano   de Roma 570.

 

VII Para seu início escolheu entre os antigos
senadores romanos, Quinto Fábio Máximo, ao1 qual se votou e se
dedicou em tudo, fazendo isso não tanto pelo seu crédito, ainda que em
autoridade e reputação suplantasse todos de seu tempo, mas pela gravidade de
seus costumes e de sua vida, à qual êle se propunha como um espelho muito digno
e um exemplo a imitar; por essa ocasião dissimulou para não entrar em desavença
e discussão com o grande Cipião que embora fosse jovem, competia em autoridade,
poder e dignidade com Fábio Máximo, o qual parecia espalhar inveja por todos os
lados, com a sua ascensão. Sendo Catão enviado como questor e superintendente
das finanças, com êle empreendeu viagem à África (10) onde, vendo que por sua
natural liberalidade e magnificência costumeira, dava largamente, sem nada
economizar, aos guerreiros, um dia observou-lhe francamente que não era pelo
desperdício louco dos dinheiros comuns que mais lesava e prejudicava o Estado,
e sim, porque alterava e corrompia a antiga simplicidade de seus
predecessores, que desejavam que seus soldados se contentassem com pouco, e êle
os acostumava a empregar nas volú-pias, delícias e coisas supérfluas o dinheiro
que lhe restava depois de satisfeitas suas vontades. Cipião respondeu-lhe que
não queria tesoureiro que o controlasse assim nem que olhasse de tão perto sua
despesa, porque a sua intenção era ir para a guerra com as velas cheias, por
assim dizer, querendo e pretendendo dar contas ao Estado das coisas que teria
feito e não do dinheiro que teria gasto.

(10)    Ano de Roma 548.

 

VIII. Ouvida esta resposta,
Catão voltou na mesma hora, da Sicília para Roma, gritando com Fábio Máximo, em
pleno senado, que Cipião fazia uma despesa infinita, distraindo-se em fazer
representar farsas e comédias e vendo os combates dos lutadores, como se o
tivessem enviado não para guer-, rear mas para se recrear nos jogos. Tanto
fizeram pelos seus alaridos que o senado incumbiu e delegou alguns dos tribunos
do povo para irem ver nos lugares e informarem se as culpas por eles alegadas
eram verdadeiras e, se assim eram, para o trazerem e fazerem-no voltar a Roma.

IX. Em suma, voltando a Catão, adquiria ele
todos os dias, cada vez mais autoridade e crédito por força de sua eloqüência,
de tal forma que vários o apelidaram Demóstenes romano, mas a sua maneira de
viver era. mais famosa e mais considerada, se bem que a eloqüência e o louvor
de bem dizer já lhe fossem comuns e a isto aspiravam e procuravam aproximar-se
todos os jovens romanos, invejosos uns dos outros. Mas, encontravam-se bem
poucos que quisessem lavrar a terra com suas próprias mãos, como faziam seus
antepassados, com refeições parcas, salas sem aquecimento nem aparelhos de
cozinha nem que se contentassem com um traje simples e uma casa mais ou menos,
nem que estimassem mais o não apetecer das delícias e superfluidades, não as
possuir nem usar. Os negócios públicos, entretanto, já se haviam dilatado tanto
que não podiam mais se manter na sua antiga disciplina, aquela pureza de sua
austeridade, devido a longa extensão de seu império e pelo grande número de
povos que tinha sob si, era forçoso que fosse envolvida por várias maneiras
diferentes de viver e por diversas formas de costumes.

X. Dessa forma, não era sem
razões que tinham a virtude de Catão em grande admiração, quando viarn os
outros recrutados e aniquilados pelo trabalho e outros amolecidos e enervados
pelas delícias, êle, ao contrário, invencível de um e de outro, não só no
tempo da mocidade, ambicioso de honra, mas mesmo depois quese tornou velho e
encanecido, após seu consulado e seu triunfo, como um bom e gentil campeão de
luta, que tendo ganho o prêmio não se cansava nunca em continuar sempre seu
exercício até o fim de seus dias. Escreve êle mesmo que não vestiu nunca traje
que houvesse custado mais ce cem dracmas de prata (11) e que havia sempre
bebido, tanto em seu consulado como durante o tempo que havia sido oficial do
exército, do mesmo vinho que bebiam os operários de sua casa; para sua refeição
nunca havia comprado no mercado, carne por mais de trinta asses (12) em moeda
romana. Refere ainda, que foi no final de sua vida, que sentiu o corpo mais
forte e mais disposto para melhor poder servir o Estado nos negócios da guerra.
Disse ainda mais, que, certa vez, sucedendo a um dos seus amigos, que o fazia
seu herdeiro, havendo uma peça de tapeçaria de alto preço, que havia trazido
da Babilônia, incontinenti, mandara vendê-la; em todas as casas que tinha nos
campos, não havia uma cujas muralhas fossem rebocadas e revestidas e além do
mais, nunca comprou escravo mais
caro que mil e quinhentas dracmas (13), que valiam aproximadamente cento e
cinqüenta escudos, pois não procurava escravos delicados, desses que se compram
por sua beleza, mas sim fortes e robustos para poder levar ao trabalho, como
carreiros, palafreneiros e vaqueiros, os quais vendia quando se tornavam
velhos, a fim de não alimentá-los como inúteis. Breve, dizia, que nunca se
fazia bom negócio por uma coisa da qual não se podia passar, mas uma coisa da
qual não se sabia o que fazer, ainda que custasse um liard (14) sendo sempre
muito para a compra. Desejava que adquirissem bens e casas onde pudesse melhor
semear e pastorear e não bailar (15) e regar; quanto a. isto, uns diziam que
‘fazia por mesquinhez e avareza, os outros o tomavam em outro sentido e diziam
que se retirava e se apertava assim estreitamente para incitar os outros pelo
seu exemplo a diminuir as suas despesas supérfluas.
Dez 
escudos.

(11)      Aproximadamente  dez 
soldos  torneses.
(12)     
Para
compreender o preço desta observação de Plutarco, é preciso lembrar-se que na
ocasião houve escravos vendidos em Roma até setecentos mil sestércios.   
Plínio, VII,
49.
(13)     
Grego,
um asse, aproximadamente vinte dinheiros. O liard era uma antiga moeda de cobre
que valia o quarto de cinco centavos.
(14)      A varrer,  para a limpeza
dos jardins.

 

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