Søren Kierkegaard

Søren Aabye Kierkegaard (05 de maio de 1813 a novembro 1855) foi um autor dinamarquês, teólogo, filósofo e religioso cristão. Ele era um crítico dos intelectuais idealistas e filósofos do seu tempo, como Georg Wilhelm Friedrich Hegel, Wilhelm Friedrich Wilhelm Joseph Schelling e Karl Friedrich Schlegel. Kierkegaard também foi crítico do Estado e adepto prático do cristianismo na sua vida, principalmente pela Igreja da Dinamarca. É muitas vezes é considerado como o primeiro existencialista, ou um precursor do existencialismo contemporâneo.

Grande parte de sua obra filosófica lida com as questões de como se vive como um “indivíduo”, dando prioridade para a realidade humana concreta sobre o pensamento abstrato, e destacando a importância da escolha pessoal e do compromisso.

Seu trabalho teológico concentra-se na ética cristã, dentro da instituição da Igreja, e na diferença entre as provas puramente objetivas do cristianismo e uma relação subjetiva com Jesus Cristo, o Homem-Deus, que advém somente pela fé.

Seu trabalho psicológico explora as emoções e sentimentos dos indivíduos quando confrontados com escolhas de vida. Seu pensamento foi influenciado por Sócrates e pelo método socrático.

Os primeiros trabalhos de Kierkegaard foram escritos sob vários pseudônimos e heterônimos, cada qual apresentando seus próprios pontos de vista, distintos um dos outros, mas interagindo, em um diálogo complexo. Ele atribui os pseudônimos para explorar pontos de vista particulares em profundidade, podendo se estender por vários livros, em alguns casos, enquanto Kierkegaard, abertamente, ou sob outro pseudónimo, faz a crítica das posições adotadas. Escreveu discursos edificantes, muitos com seu nome verdadeiro, dedicado-os para o “indivíduo” que poderia querer descobrir o significado de suas obras.

Para Kierkegaard o cientista pode aprender sobre o mundo através da observação, mas pode aprender sobre o funcionamento interior do mundo “espiritual” através da observação? Kierkegaard defende enfaticamente que não. Em 1847, descreveu a sua própria visão do indivíduo:

“Deus não é como um ser humano, não é importante para Deus ter a evidência visível para ver se sua causa saiu vitoriosa ou não; ele vê em segredo muito bem. Além disso, ajudar a Deus é algo tão vago que você deve ajudar a Deus para aprender de novo que é ele quem vai ajudar você a aprender algo novo, e então você é afastado do ponto de vista mundano que insiste na evidência do visível. (…) O que o cristianismo não quer é a decisão no âmbito externo ; (…) pelo contrário, quer testar a fé individual.”

A angústia e o existencialismo

A angústia e o existencialismo

Ricardo Ernesto Rose
Jornalista e Licenciado em Filosofia

“Que o homem, voltado para si próprio, considere o que é diante do que existe; que se encare como um ser extraviado neste canto afastado da natureza, e que, da pequena cela onde se acha preso, isto é, do universo, aprenda a avaliar em seu valor exato a terra, os reinos, as cidades e ele próprio. Que é um homem dentro do infinito? – Blaise Pascal, Pensamentos

 


A palavra “angústia” é um termo relativamente recente no linguajar filosófico. Não é possível identificar exatamente sua origem, mas parece ter sido utilizado pela primeira vez em seu sentido atual na obra “O conceito de angústia", de Sören Kierkegaard, em 1844. A palavra passou a ser cada vez mais empregada pelos filósofos voltados aos problemas humanos em sua essência e foi traduzida para diversas línguas. Sartre e outros franceses falam em angoisse, Heidegger; Jaspers e outros alemães utilizam a palavra Angst (que também quer dizer medo); Abbagnano em sua "Introdução ao Existencialismo” usa a palavra angoscia; e John Macquarrie, filósofo e teólogo escocês, prefere em sua obra “Existentialism” o termo anxiety ao invés de dread; esta, segundo ele, palavra mais relacionada com medo do que com angústia.


A palavra, com a acepção moderna que tem nas línguas ocidentais, não era conhecida pela filosofia grega com o mesmo sentido. Foram necessários dois mil e quinhentos anos de metafísica e cristianismo, para que o homem ocidental desenvolvesse a consciência para a qual a palavra angústia – e tudo que o termo implica sob o aspecto psicológico, emocional, social e filosófico – tivesse o significado que lhe damos na modernidade. O monoteísmo; a metafísica; os conceitos de individualidade, de liberdade individual e de responsabilidade; foram idéias – paradigmas culturais – que levaram à formação da idéia de angústia.

A ETERNA BUSCA DO HOMEM EM SI MESMO

maravilhas das antigas civizações

A ETERNA BUSCA DO HOMEM EM SI MESMO   Lucas Fortunato Carneiro [1] Prof. Ms. Gilzane Naves RESUMO: A discussão desenvolvida neste trabalho envolve uma realidade muito presente hoje, a da angústia e o desespero. O que seriam estes dois conceitos aplicados no atual ser humano e na sua concepção de mundo ? O filósofo […]

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