Uma lenda de Natal – Władysław Reymont (escritor polônes)

Jesus e Judas - Lenda de Natal

  Wladyslaw Stanislau Reymont, escritor polonês, distinguido com o Prêmio Nobel de literatura, em 1924, nasceu na’ aldeia de Kobiele, província de Piotorkow, em 1868, tendo passado a meninice no pastoreio do gado. como aliás quase todos os filhos de camponeses polacos. Abandonando a casa dos pais, percorre a Polônia de norte a sul, nas … Ler maisUma lenda de Natal – Władysław Reymont (escritor polônes)

O boi bragado – contos de exemplo

É versão simples de um conto muito popular em Portugal. Boi Cardil na ilha da Madeira e no Algarve (Teófilo Braga), Boi Rabil em Coimbra, registado por Adolfo Coelho. Em ambas as versões há versos, sendo em formapoética a madeirense, Contos Tradicionais do Povo Portuguez, 58.°, Contos Populares Portuguezes LVI, Romanceiro do Archipelago da Madeira, p. 273. No Brasil, encontrei uma versão no Natal Querino, vaqueiro do rei, e outra foi-me enviada das Alagoas, O boi leição, figurando ambas no meu Contos Tradicionais do Brasil. Na Espanha ha El toro barroso, de Soria, 48.° do Cuentos Populares Españoles do prof. Espinosa. Teófilo Braga, notas, II, 207-208, indica bibliografia. Versões semelhantes são apenas a siciliana de Laura Gonzenbach, uma cabra em vez do boi, o Scheik Chehabeddin no “Quarenta Visires”! Os demais parecem variantes. A origem oriental está notoriamente documentada. Fábula V da terceira “Noite” de Straparola.

Leonid Andréyev – Biografia e obra O GRANDE “SLAM”

Poucos anos depois do aparecimento de Gorki, entre 1895 e 1900, apareceu nos meios literários russos um contista, que logo chamou a atenção do público. Era LEÔNIDAS NIKHOLAIEVITCH ANDRÉIEV, nascido^ em Orei em 1871, de família burguesa, formado em Direito pela Universidade de São Petersburgo e mesmo tendo exercido a profissão de advogado, acabou abandonando essa carreira pela literatura. Viveu parte da sua existência na Alemanha e na Finlândia, onde faleceu.

Personagem bastante complexo sob o ponto-de-vista psicológico e artístico, Andrêiev foi um fiel intérprete da própria época em que viveu e dotado de bastante originalidade.

Escreveu: “O abismo”, seu primeiro e retumbante êxito (1902) seguido de “O pensamento”, “O governador”, “O riso vermelho”, etc. “O rei fome”, que escreveu mais tarde, obteve tal êxito que, num só dia, vendeu os 18.000 exemplares impressos dessa obra. Sua obra é vasta, tendo se espraiado pelo teatro, onde é considerado um artista de valor pela sua produção. O escritor é mesmo apontado como um dos renovadores modernos da cena. Seu “Diário de Satanaz” foi publicado apôs a morte.

Exilado voluntário na Finlândia depois da revolução russa com a qual não concordou, aí faleceu, vítima de um envenenamento, intencional ou talvez acidental (o escritor já havia tentado contra a vida em outros tempos) deixando uma obra digna de estudo e reconhecimento, filiada à corrente realístico-simbolista que no-seu tempo dominou a ficção russa.