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A pátria alemã e o "Zollverein"

O filósofo Fichte ao dirigir seus Discursos à Nação Alemã, figurava uma entidade política que ainda se não concretizara, mas que estava surgindo como o produto da inteligência combinada com o sentimento do passado histórico, desde Hermann até Carlos Magno e Barbarroxa, e a realidade do esforço prussiano. Este movimento nacional e o italiano rivalizam em beleza na Europa do século XIX. Os estudantes depois de 1815 continuaram a acalentar esse ideal unitário e a sofrer por ele perseguições dentro e fora das Universidades, e não tardou muito que para promover sua realização se lhe juntassem os interesses econômicos identificados com a união aduaneira ou Zollverein, primeiro proposta por Frederico Guilherme III em 1819 para facilitar o comércio suprimindo as alfândegas interiores, e que em 1833 conseguiu a adesão da maior parte dos Estados da Alemanha do Sul.

Agitação russa, ódio ao absolutismo

No mesmo ano os imperadores da Rússia e da Áustria prestavam-se mútuo auxílio para abafar o ódio ao absolutismo, que sofria alguns embates na agitação liberal que por lá produziam, se bem que moderadamente, a revolução francesa de julho e a revolução polaca. As sociedades secretas na Rússia datam de então, assim como as primeiras idéias antiautocráticas datam do contato com a França napoleónica, disseminadora inconsciente dos princípios revolucionários. A organização constitucional, primeiro da Finlândia, depois e sobretudo da Polónia, foi para o império russo, na frase de um historiador, ima escola de liberdade. Para as sociedades secretas, que reclamavam reformas políticas, entraram muitos oficiais, e a 26 de dezembro de 1852, per ocasião da sucessão, houve em São Peter burgo uma insurreição constitucional que Nicolau I dispersou a me tralha, aí começando a desumana reação contra o escol intelectual do país.

 

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