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Há no âmago do coração do homem um sentimento forte, vivo, indelével, que o leva a conservar-se, a evitar males e a procurar bem-estar e ventura. Chame-se-lhe amor próprio, instinto de conservação, desejo de felicidade, anelo de perfeição, egoísmo individual, chame-se-lhe como se queira, existe; temo-lo aqui dentro, e dele não podemos duvidar; acompanha-nos em todos os nossos passos, em todos os nossos atos, desde que abrimos os olhos à luz até ao instante em que baixamos à sepultura. — Jaime Balmes

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Arthur Schopenhauer - resumos, ebooks, artigos acadêmicos

Arthur Schopenhauer (22 de fevereiro de 1788 – 21 Setembro 1860) foi um filósofo alemão conhecido por seu pessimismo e clareza filosófica. Aos 25 anos, ele publicou sua tese de doutorado, Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio da Razão Suficiente, que examinou as quatro manifestações separadas da razão no mundo fenomênico.

Trabalho mais influente de Schopenhauer, O mundo como vontade e representação, alegou que o mundo é, fundamentalmente, o que os seres humanos reconhecem em si mesmos como a sua vontade. Sua análise de vontade o levou à conclusão de que os desejos emocionais, físicos e sexuais não podem nunca cumpri-la. Por isso, considerou que um estilo de vida de desejos negativos, similar aos ensinamentos ascéticos do Vedanta, do Budismo e dos Padres ascetas da Igreja nos primórdios do cristianismo era a única maneira de alcançar a libertação.

A Análise metafísica de Schopenhauer da vontade, a sua opinião sobre a motivação humana e desejo, e seu estilo de escrita aforística influenciou muitos conhecidos pensadores, incluindo Friedrich Nietzsche, Richard Wagner, Ludwig Wittgenstein, Erwin Schrödinger, Albert Einstein, Sigmund Freud, Otto Rank, Carl Gustav Jung, Leo Tolstoi, Thomas Mann, e Jorge Luis Borges.


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