dez 18th, 2009 |
Por nei |
Categoria: Cinema
A cena que vai levar Anselmo Duarte para o céu do cinema é a da procissão, em que há identificação entre os rostos da imagem de Santa Bárbara/Iansã e do Zé do Burro/Leonardo Villar. O movimento nos degraus é a cidadania desamparada que ascende pela espiritualidade, única porta de acesso à justiça. Essa subida, feita ao sabor das ondas do andar, e que ajusta a sintonia entre as duas expressões, é o momento supremo deste filme maior que é O Pagador de Promessas.
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dez 18th, 2009 |
Por nei |
Categoria: Cinema
Sam Peckimpah revelou o imaginário da América: a violência sem limites, necessária para um país que se transformou num império e que hoje, na maior cara de pau, tem certeza que é dono do mundo. Antes de Sam, não havia sangue no faroeste. Nem havia tiro, apenas alguns estampidos que sempre ricocheteavam nas pedras, fazendo um barulho agudo que imitávamos em nossas brincadeiras na infância. Não existem heróis morais em seus filmes, apenas pistoleiros sanguinários, que fundam uma outra ética: a dos guerreiros que lutam o tempo todo para aniquilar o que estiver na frente. A solidariedade masculina que surge dessa opção é o machismo carismático do poder das armas e da investida suicida. Para deixar explícito o seu recado, Sam filma a mortandade em câmara lenta.
Tags: Antonio das Mortes, Arthur Penn, crítica de filmes, filmes cult, Gary Cooper, glauber rocha, High Noon, indústria de cinema, Martin Scorcese, Mel Gibson, Nickolas Ray, Quentin Tarantino, Rastros de ódio, Reservoir Dogs, Robert Ryan, SAM PECKINPAH, Sérgio Leone, Taxi Driver, Wild Bunch, William Holden Postado em Cinema |
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dez 18th, 2009 |
Por nei |
Categoria: Cinema
Brian de Palma e Martin Scorcese – e sua versão ainda mais perversa, Quentin Tarantino – substituíram o espaço criado nos anos 60 e 70 por inventores como Arthur Penn e Sam Peckinpah, e por meio de um cinema vazio e apelativo tentam assumir a postura de autores, quando não passam de comerciantes da pior qualidade com pose de pais da matéria. Enquanto isso, a linhagem que tem Nickolas Ray como estrela maior encontra em Clint Eastwood sua mais bem acabada realização. Já David Lean e Fred Zinnemann continuam sós, ocupando a olimpo da genialidade sem terem deixado descendentes.
Tags: a paixão de cristo mel gibson, Alexander Korda, Antonio Banderas, bons companheiros, Brian de Palma, Caçada Humana ou Bonnie and Clyde, Casamento à italiana, cinema cult, Clint Eastwood, crítica de filmes, David Lean, Femme Fatale, festival de cannes, Fred McMurray, Fred Zinnemann, glauber rocha, Kevin Kostne, Ladrões de bicicleta, lucchino visconti, Martin Scorcese, Mel Gibson, mel gibson diretor, Noel Coward, plágio da globo, Quentin Tarantino –, Sam PeckinpahNickolas Ray, Sean Penn, Sergei Eisesintein, silvio de abrey, Taxi Driver, Vittori de Sica Postado em Cinema |
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