AS UNIVERSIDADES – História da Filosofia na Idade Média
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre Correia
- Índice
- Prolegômenos
- Filosofia Patrística
- A Filosofia Escolástica
- Generalidades
- A Primitiva Escolástica
- A Alta Escolástica
- A Escolástica Posterior
- Nicolau de Cusa: Idade Média e Idade Moderna
B. AS UNIVERSIDADES
Um segundo fator da florescência da escolástica está no fortalecimento das universidades, sobretudo a de Paris. Já havia muito era essa cidade um centro científico, e mestres como Abelardo e os Vitorinos atraíam estudantes de todas as terras. Os grupos docentes dispersos pela cidades aos poucos foram se reunindo, e assim nasceu, pela volta do Séc. 12 para o 13, a Universitas magistrorum et scholarium, que a princípio não foram cousa diferente das corporações — uma representação de interesses comuns. Pelos reis da França e ainda mais, pelos Papas, a nova comunidade escolar foi favorecida com ricas dotações e isso permitiu-lhes o desenvolvimento. Finalmente temos as quatro faculdades — dos médicos, dos juristas, dos artistas e dos teólogos. Com o conhecimento de todas as obras de Aristóteles tomou poderoso surto a faculdade dos artistas; pois agora não devia ela ensinar somente o mero trabalho propedêutico das sete artes liberais, mas passou a dominar toda a filosofia especializada. Outras universidades, e mesmo as mais velhas, são as de Bolonha e Salerno que foram a princípio Só de Direito e de Medicina, respectivamente. Algo mais nova é a de Oxônia, não menos célebre que a de Paris, sendo esta, porém, chamada a civitas philosophorum por excelência.
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