Francis Bacon - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
Francis Bacon, primeiro visconde St Albans, KC (22 de janeiro de 1561 – 9 de Abril 1626) foi um filósofo Inglês, estadista, cientista, advogado, jurista, escritor e pioneiro do método científico. Ele atuou como procurador-geral e Lorde Chanceler da Inglaterra. Apesar de sua carreira política ter terminado em desgraça, sua obra permaneceu muito influente, especialmente como defensor da filosofia e advogado do método científico durante a revolução científica.
Bacon foi chamado o pai do empirismo. Suas obras estabelem e popularizam metodologias indutivas para a investigação científica, muitas vezes chamado o método baconiano, ou simplesmente o método científico. Falava da necessidade de um procedimento planejado afim de investigar todas as coisas naturais, o que marcou um novo rumo no campo retórico e teórico para a ciência, que ainda permeia as concepções para a metodologia adequada de hoje. Sua dedicação provavelmente levou à sua morte, trazendo-o em um raro grupo histórico de cientistas que foram mortos por seus próprios experimentos.
Bacon foi nomeado cavaleiro em 1603, e criou tanto o Verulamo Baron em 1618, e o Visconde de St Alban em 1621, como morreu sem herdeiros o título foi extinto após sua morte. Sua famosa morte foi por pneumonia, contraída ao estudar os efeitos do congelamento sobre a preservação da carne.
- CARTA XII de VOLTAIRE – Sobre o chanceler Bacon
- Doutrina filosófica de Francisco Bacon – História da Filosofia Moderna
- Filosofia Renascentista
- História das Ciências exatas na Idade Moderna
- FILÓSOFOS DA RENASCENÇA, MODERNOS e CONTEMPORÂNEOS
- Certas Semelhanças entre utopias
- Francis Bacon
CARTA XII de VOLTAIRE (Cartas Filosóficas)
Sobre o chanceler Bacon 5
Não há muito tempo, agitava-se numa sociedade célebre, esta questão velha e frívola: qual seria o maior homem, entre César, Alexandre, Tamerlão, Cromwell, etc?
Alguém respondeu que era, sem contestação alguma, Isaac Newton 6. Esse alguém tinha toda razão, pois se a verdadeira grandeza consiste em haver recebido do céu um génio poderoso e dele servir-se para elucidar a si mesmo e aos outros, um homem do porte de Newton, tal como só encontramos em dez séculos, é verdadeiramente o grande homem; e esses políticos, esses conquistadores que não têm faltado a nenhum século não passam, em geral, de ilustres malfeitores. É ao que domina os espíritos pela força da verdade, e não aos que fazem escravos pela violência; ao que conhece o universo, e não aos que o desfiguram, que devemos o nosso respeito. £ como me exigis que vos fale dos homens célebres da Inglaterra, começarei pelos Bacon, os Locke, os Newton, etc. Os generais e os ministros virão depois.

Pe. Leonel Franca – Noções de Filosofia (1918) ARTIGO II – FRANCISCO BACON (1561-1626) 112. VIDA Ε OBRAS — Natural de Londres, F. Bacon dedicou–se cedo ao estudo da jurisprudência e subiu pelos degraus da política até o cargo de Chanceler do Reino, agraciado por Jaime I com os títulos de Barão de Verulamo e [...]

93. FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso (82).

História Universal – Césare Cantu.
CAPÍTULO XXXVI
Ciências exatas
Diferentes italianos se aplicavam então às matemáticas, uns continuando os trabalhos dos antigos, outros aperfeiçoando a álgebra. Entre os primeiros distin-gue-se Francisco Maurolico (1491-1570), de Messina, que, aperfeiçoando Arquimedes, Apolônio e Diofonte, os levou a novos resultados. A bela cidade em que ele tinha nascido e que cercava de fortificações contornou-lhe generosamente uma pensão de cem escudos de ouro, para que continuasse seus trabalhos e a história do país. Carlos V e Dom João da Áustria o liveram em alta estima, em razão dos cálculos astrológicos por meio de que êle predissera a vitória ganha em Lepanto sobre os turcos. Êle empreendeu, mas não terminou uma enciclopédia das matemáticas simples e aplicadas, traduzindo os gregos e comentando-os. Os quatro últimos dos oito livros de Apolônio sobre as seções cónicas tinham-se perdido; sabia-se somente que êle tratava no quinto das linhas retas, maiores e menores, que terminam nas circunferências das seções. Ora, Maurolico aplicou-se a refazer esse livro com excelentes regras; porém foi excedido por Viviani, que empreendeu a mesma tarefa numa época mais ilustrada. Maurolico fêz uma notável aplicação, notando que as linhas traçadas pelo ponteiro do gnômon são sempre das seções cónicas, variadas segundo a natureza do plano sobre que elas se projetam. Êle escreveu também poesias italianas e sicilianas, assim como tratados sobre a filosofia, gramática, teologia e principalmente sobre a ótica. Determinou o centro de gravidade de vários sólidos; e se não deixou descobertas originais, mostra-se observador muito atento e filólogo de muita finura.

FILÓSOFOS DA RENASCENÇA
"O mais sábio e o mais abjeto dos homens"
FRANCISCO BACON, como Aristóteles, foi uma perfeita combinação do pensador teórico e do homem prático de negócios. Aos treze anos era um acabado filósofo; aos dezesseis, experimentado político e aos dezoito, achando-se sem pai e sem vintém, tornou-se um advogado famoso. Era orador tão eloquente, segundo dizem, que seus ouvintes não o deixavam parar. "Seus ouvintes, escreve Ben Jonson, não usavam tossir ou olhar para o lado com medo de perder uma só de suas palavras."
Seu eloquente falar e seu pensamento brilhante atraíram-lhe numerosos amigos. Um deles, o jovem e formoso Conde de Essex, deu-lhe de presente magnífica propriedade. Bacon retribuiu-lhe um tanto vilmente essa oferta. Quando prenderam Essex, por causa de sua rebelião contra a rainha Isabel, um de seus mais acérrimos perseguidores foi Bacon. Deve-se largamente à eloquência de Bacon a pena de morte que foi imposta a Essex. Devido a isso, Pope chamou a Bacon de "o mais sábio e o mais abjeto dos homens".

CERTAS SEMELHANÇAS ENTRE UTOPIAS Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para a cadeira de Filosofia Geral III – FFLCH-USP Embora a palavra Utopia só tenha sido cunhada a partir da junção do advérbio grego ou com o substantivo topos por Thomas More em dezembro de 1516, na ocasião da publicação de seu livro, o tema a [...]
Francis Bacon- (1561-1626) nasceu no dia 22 de janeiro na York House, Londres, na casa de seu pai, Nicholas Bacon. Nicholas ocupou um cargo de importância no reinado de Elizabeth I. Bacon também participou ativamente da política. A mãe de Bacon foi Anne Cooke, também fazia parte da elite inglesa. Era uma mulher com cultura, [...]
