25
jan
Trecho de ensaio de Montaigne.
Nosso mundo acaba de descobrir outro (e quem nos diz que seja o último, se os demônios, as sibilas e nós mesmos ignoramos esse até agora?) não menos grande, vasto e sólido do que o nosso. Mas tão novo e jovem que lüe ensinam ainda o abe. Há menos de cinqüenta anos não conhecia nem letras, nem pesos, nem medidas, nem roupas, nem trigo, e vinha; estava ainda nu no seio da mãe nu-triz… era um mundo criança.
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01
jul
Une philosophie sans doctrine. Tout pourrait se résumer en cette formule aberrante, aussi étrangère à la tradition humaniste qu’aux nouvelles formes de savoir qui lui succèdent à la fin du XVIe siècle (1). Ce n’est pas que Montaigne ait renié ses dettes, ou refusé d’accueillir et de divulguer l’héritage des Anciens; il cite trop souvent ceux qu’il appelle «ses regens et ses maistres» (II, 10, p. 410), et avec trop de vénération, pour qu’on puisse lui attribuer une pareille légèreté. 11 ne se borne pas non plus à jouer avec les mots et les idées : à chaque instant, il juge, vérifie ou réfute, et exprime de fermes convictions.
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30
jun
Ii ne sait rien, à l’en croire, et écrit de tout sans prétendre instruire ni édifier personne, ni plaire, sinon par accident. Les visées des écrivain:; de la Renaissance, les modèles et cautions qu’ils se donnent, servent de repères, mais à distance : «Les autres forment l’homme…»
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17
fev
MICHEL DE MONTAIGNE
DO ARREPENDIMENTO
(Liv. III, Cap. II)
Os outros o formam; 852
eu descrevo o homem e apresento um particular bem mal formado, e que, se eu
tivesse de afeiçoar de novo, certamente o faria bem outro do que é; mas
doravante, está acabado. Ora, os traços do meu retrato não se extraviam,
embora se mudem e diversifiquem. O mundo [...]
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13
abr
Michel de Montaigne
DA ARTE DE CONVERSAR
(Liv. III, cap.
VIII)
Trad. de J. M. de Toledo Malta
Fonte: Livraria José Olympio Editora.
É um
costume da nossa justiça condenar alguns para escarmento dos outros.
Condená-los porque delinqüiram, seria asneira, como diz Platão, pois o que está
feito não pôde ser desfeito; condenam-se, porém, a fim de não delinqüirem mais
do mesmo jeito, [...]
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10
fev
Discurso da Servidão Voluntária
Etienne de La Boétie
Homero conta que
um dia, falando em público, Ulisses disse aos gregos: “Não
é bom ter vários senhores, tenhamos um só”.
Se tivesse dito
apenas: não é bom ter vários senhores, teria
sido tão bom que nada poderia ser melhor. Mas em vez disso, e com
mais razão, deveria ter dito que a [...]
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22
out
MONTAIGNEPor André Gide.
Tradução de Sérgio
MillietFonte: Biblioteca do Pensamento Vivo
Montaigne é autor de um só livro: Ensaios. Mas
nesse livro único, escrito sem estrutura preestabelecida, sem
método, ao acaso dos acontecimentos e das leituras, procura
entregar-se por inteiro aos seus leitores. Publica quatro edições
sucessivas dos Ensaios. Ia dizer quatro moagens: a
primeira, com 47 anos, em 1580. Volta ao texto, [...]
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06
out
DOS CANIBAISMichel de Montaigne (1533-1592)
Capítulo XXXI do Livro 1 dos Ensaios
Tradução de J. Brito Broca e Wilson LousadaFonte: Clássicos Jackson
Quando o rei Pirro passou à Itália depois de ter reconhecido a organização do exército com que os Romanos iam defrontar o seu: “Não sei, disse, que género de bárbaros são estes [...]
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23
out
Sobre o ensaio “Pedantismo”, de Montaigne (*)
por Marcelo Penna Kagaya
marcelo_penna@hotmail.com
Merleau-Ponty define um clássico como sendo “aquele que ainda nos dá o que pensar”. Montaigne, talvez, seja um desses clássicos que nos fazem refletir sobre muitas coisas, dentre as quais, os fundamentos de nossa pedagogia contemporânea. Em “Pedantismo” (texto integrante [...]
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