Consciência - Filosofia e Ciências Humanas
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Nicolau Maquiavel - resumos, ebooks, artigos acadêmicos

Niccolò di Bernardo dei Machiavelli (03 de maio de 1469 – 21 Junho 1527) foi um historiador italiano, filósofo, humanista e escritor florentino no período da Renascença. Maquiavel foi um dos principais fundadores da ciência política moderna. Foi também diplomata, filósofo político, dramaturgo e funcionário público da República Florentina, região que hoje pertence à Itália. Também escreveu comédias, canções de carnaval, poesia. Sua correspondência pessoal está entre as mais lidas na língua italiana. Sua posição pública no regime de Florença durou de 1498- a 512, em um período em que a família Medici, à qual foi intensamente ligado, não estava no poder.

Maquiavel deu origem ao termo “maquiavelismo”, que se refere a uma interpretação política da obra de Maquiavel e “maquiavélico” que se refere aos conceitos desenvolvidos por Maquiavel em sua obra, especialmente o imortal clássico “O Príncipe”, ponto fulcral na laicização da teoria política e na separação desta com o direito baseado nos dogmas religiosos e no poder eclesiástico.

    filósofo renascença
  • Filosofia Renascentista
  • 93. FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso (82).


  • Crítica a Maquiavel
  • Crítica a Maquiavel Ernani Fernandes * Bolsista do PRP-Institucional/USP e articulista do Blog Escola Filosófica RFC http:// blog.escolafilosoficarfc.org/ Prefácio      Para que se dê início a explanação quanto a divergências do pensamento maquiaveliano, deve ser feita a ressalva de que, para uma crítica com mais propriedade e livre de posições que podem aparentar irreflexão, dado [...]


  • ANÁLISE FILOSÓFICO-POLÍTICA DE A MANDRÁGORA, DE NICOLAU MAQUIAVEL À LUZ DE O PRÍNCIPE E COMENTÁRIOS SOBRE A PRIMEIRA DÉCADA DE TITO LÍVIO
  • Na reflexão filosófica é de praxe
    considerar as variadas concepções presentes no pensamento do filósofo estudado.
    Suas concepções de homem, de Deus, de História, de Mundo, são um personalizado
    instrumento metodológico para a compreensão do pensamento do autor como um
    todo. Quanto mais coesa sua cosmovisão, indubitavelmente, estará isenta de
    contradição e, noutro sentido, quanto mais desarmônica, mais prejuízo
    acarretará ao entendimento cabal do sistema filosófico do pensador.


  • Maquiavel: O espelho da Guerra – a virtù na visão renascentista de Maquiavel
  • RESUMO:

    Este artigo pretende analisar o
    conceito de virtù em O Príncipe de Maquiavel, tomando-a como
    a capacidade do soberano no uso racional das armas próprias para a preservação
    do Estado. Também se propõe a verificar a distinção entre as formulações do
    conceito de virtus pelos humanistas e
    segundo a radical visão maquiaveliana, ambas frutos da Renascença. Ainda
    observaremos que os "espelhos de príncipes" escritos durante a
    Renascença formaram-se em oposição à definição humanista de virtus, que visava à formação do homem
    cívico e não do príncipe. Nesse sentido, reformulando o conceito de virtù, Maquiavel opôs o seu espelho de
    príncipe tanto à concepção humanista como à idéia de virtus dos
    outros autores dos espelhos, enfatizando a prática da guerra. Finalmente, buscaremos revelar a virtù associada à arte da guerra como a
    própria definição de "príncipe prudente".


    maravilhas das antigas civizações
  • Thomas More e Maquiavel – Teoria social e política no Renascimento”
  • Esse breve resumo, tão breve que chega
    a ser um crime de lesa-história, tem como objetivo contextualizar
    o aparecimento da tradição humanista, a qual pertencem os
    dois autores que vamos examinar: Thomas More e Maquiavel. Os humanistas
    passam a questionar o teocentrismo, até então predominante.
    Acreditavam que o homem devia ser o centro das investigações
    filosóficas por ser ele o único ser capaz de conhecer. Os
    humanistas achavam que no período que compreende a Idade Média,
    acontecera um retrocesso, porque a humanidade se separara do modelo antigo.
    Propõe então, a volta ao modelo clássico (grego e
    latino), uma antropocentrização da arte e das ciências.
    Com os aparatos tecnológicos que surgiram na época de nossos
    autores, (tais como e bússola e a pólvora) a antiga visão
    do mundo já não atendia mais às exigências,
    a religião em decadência precisava ser repensada. O mundo
    acordava de seu sono. O homem clamava pelo domínio sobre a natureza.



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