Hegel e Idealismo Alemão

Resenha do livro Martin Heidegger – Fenomenologia da Liberdade, de Günter Figal

Publicado pela Editora Forense Universitária, o livro Martin Heidegger – Fenomenologia da liberdade revela ao Brasil a principal obra de Günter Figal. Professor da Universidade de Freiburg e um dos principais estudiosos da obra de Heidegger, Figal ocupa atualmente a cátedra que pertenceu ao filósofo e possui publicações especializadas sobre Platão, Nietzsche e Gadamer.

Idealismo e Hegelianismo na Inglaterra

Em meados do século XIX, sob o nome de hegelianismo inglês iniciou-se em Oxford um poderoso movimento de renovação filosófica, sob o signo do idealismo. Kant e Hegel foram os seus primeiros inspiradores; a sua finalidade, uma restauração dos grandes valores espirituais contra as atitudes negativas do positivismo e do naturalismo, representados pelos nomes de St. Mill, Bain e Spencer.

Ernst Cassirer e neokantismo alemão

196. Na reação contra o naturalismo e o empirismo materialista, R. Eucken (1846-1925) ocupa na Alemanha um lugar de alto relevo: é o fundador do neo-idealismo germânico. Discípulo de Trendelenburg em Berlim, professor de filosofia aos 25 anos em Basiléa, onde foi colega de Nietzsche, mais tarde, durante 46 anos professor em Jena, ao lado de Haeckel, K. Fischer e Pfleiderer, prêmio Nobel de literatura em 1908, Eucken adquiriu uma celebridade que ultrapassou as fronteiras da cultura germânica. Suas obras, ricas de pensamentos e nobres de forma, foram traduzidas em quase todas as línguas-inclusive o chinês e o japonês. As mais importantes: Die Einheit des Geisteslebens, 1888; Die Lebensanschauungen der grossen Denker, 1890; Der Kampf um einen geistlichen Lebensinhalt, 1896; Der Wahrheitsgehalt der Religion, 1901; Grundlinien einer neuen Lebensanschauung, 1907; Sinn und Wert des Lebens, 1908; Mensch und Welt, 1918; Lebenserinnerungen, 1920.

Benedetto Croce e G. Gentile – Idealismo na Itália

195. Sob o signo de Hegel começou a difundir-se o idealismo na Itália, já em meados do século XIX. O movimento político do Risorgimento que trabalhava para a unificação da península encontrou na teoria hegeliana do Estado, como totalidade e absoluto, um apoio e uma expressão e um estímulo. Vera (1813-1885), Spaventa (1817-1883), Fiorentino, na Universidade de Nápoles, e D’ercole na de Turim, atuaram como precursores. Croce e Gentile são, atualmente, os astros mais brilhantes da constelação idealista.

JOHANN WOLFGANG VON GOETHE – TRÊS TRECHOS SOBRE TRADUÇÃO

JOHANN WOLFGANG VON GOETHE TRÊS TRECHOS SOBRE TRADUÇÃO Goethe, que também foi um tradutor apaixonado, manifestou-se repetidas vezes sobre o assunto ao longo de sua obra. Os três fragmentos aqui selecionados são originários de: I. Dichtungund Wàhrhelt (Art. Ged. Ausg. vol. 10, p. 540); II. Zu brüderlichemAndenken Wielands (Art. Ged. Ausg. vol. 12, p. 705); […]

Hegel: Unificação de Ontologia e Lógica

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Hegel: Unificação de Ontologia e Lógica Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para o CFH-UFSC (2007) 1.     Kant e o “fim” da metafísica. Como é sabido, o sistema de Kant deixou uma tarefa intrincada para a posteridade ao reconceituar a metafísica na dissecação detalhada da razão humana que empreendeu, gerando uma revolução divisora de águas na […]

A tese de Hegel sobre o ser nas doutrinas da Enciclopédia das ciencias das filosóficas Lógica menor (1830)

maravilhas das antigas civizações

Resumo: O artigo pretende
uma breve apresentaçao acerca das tres doutrinas da lógica hegeliana.
Pautando-se na Ciencia da Lógica, tal como encontrada na Enciclopédia
das ciencias filosóficas
, buscaremos explicitar a compreensao que o
filósofo tem dos conceitos de ser, essencia e conceito; demonstrando
como esses estao ligados por uma dialética. O trabalho adota por metodologia o
comentário pontual de passagens seletas do autor, apoiando-se em bibliografia
especializada.

Interpretação da certeza do princípio em Fichte

maravilhas das antigas civizações

Resumo: O texto traz um
comentário pontual da primeira exposição da obra Doutrina-da-ciência,
intitulada Princípios da doutrina-da-ciência (1797). Nela, o autor
apresenta uma interpretação da filosofia transcendental de Immanuel Kant,
buscando desenvolver a partir dessa um fundamento às ciências. O que Fichte
chama de “doutrina da ciência”, é uma teoria que permitiria pensar os princípios
com os quais as ciências operam. Com esse exercício, o autor explica qual a
articulação das ciências com a filosofia, a luz de seu idealismo radical, em
que a noção de “eu” seria apresentado como pura interioridade. Buscamos para
endossar nossa interpretação o estudos de especialistas como Gueròult e
Philonenko.

Apontamentos do texto A RAZÃO NA HISTÓRIA – Uma Introdução Geral à Filosofia da História, de Hegel

maravilhas das antigas civizações

Apontamentos do texto A RAZÃO NA HISTÓRIA – Uma Introdução Geral à Filosofia da História, de Georg Wilhelm Friedrich HEGEL. (Capítulos do número 1 ao 3.)                        Por Ângelo Fornazari Batista . Trabalho originalmente apresentado para o professor Márcio Benchimol na disciplina Filosofia das Ciências Humanas – Unesp – Filosofia.   “Na história, o pensamento […]

cap. 19 – O Idealismo depois de Kant – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XIX O IDEALISMO DEPOIS DE KANT 161. REALISMO E IDEALISMO. — 162. O «EM SI» COMO ABSOLUTO INCONDI-CIONADO. — 163. PRIMAZIA DA MORAL. — 104. A FILOSOFIA PÓS-KANTISTA. — 165. FICHTE E O EU ABSOLUTO. — 166. SCHELLING E A IDENTIDADE ABSOLUTA. — 167. HEGEL E […]

Fichte – O PRINCÍPIO DA DOUTRINA DA CIÊNCIA (1797)

O PRINCÍPIO DA DOUTRINA-DA-CIÊNCIA (1797) Por Johann Gottlieb Fichte Tradução Rubens Rodrigues Torres Filho Extraído do Volume Fichte da Coleção Os Pensadores – editora Abril Cultural I     Permita-nos o leitor, com quem temos de entrar em consonância de pensamento, dirigir-nos diretamente a ele e tratá-lo com o familiar “tu”.     1) Podes sem dúvida […]

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