Thomas More - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
Sir Thomas More (7 de fevereiro de 1478 – 06 de julho de 1535), Santo Thomas More da igreja católica, foi um advogado Inglês, filósofo social, autor, estadista e humanista do Renascimento. Foi um importante conselheiro do rei Henrique VIII da Inglaterra e, por três anos, até morrer, Lord Chancellor. Como santo da Igreja Católica, canonizado em 1935, é celebrado como “mártir da Reforma Protestante”, já que a ela se opôs, em particular à Martin Lutero e Tyndale William.
More (ou, segundo seu nome latinizado, Morus) cunhou a palavra “utopia” – um nome que deu a nação insular ideal, imaginada com um sistema político, descrito por ele no livro Utopia, publicado em 1516. Opôs-se a separação do rei e da Igreja e se recusou a aceitar o rei como Chefe Supremo da Igreja Anglicana, um título que Henrique XVIII tinha adquirido pelo parlamento através do Ato de Supremacia de 1534. Ele foi preso em 1534 por sua recusa em prestar o juramento exigido pela lei britânica de sucessão, porque o ato de sucessão menosprezava o poder do Papa e revogava o casamento de Henrique com Catarina de Aragão. Em 1535, foi julgado por traição, condenado por falso depoimento, e decapitado.
A reputação de More era muito alta. Intelectuais e estadistas de toda a Europa ficaram surpreendidos pela pena capital. Erasmus chamou-o de “alma com sangue mais puro do que qualquer neve.” Dois séculos depois, Jonathan Swift, criador das viagens de Gulliver, referiu-se a ele como “a pessoa do maior virtude que este reino já produziu”, e Samuel Johnson concordou. O historiador Hugh Trevor-Roper disse em 1977 que More foi “o primeiro grande inglês que estamos certos de saber ser o mais santo dos humanistas, o mais humano dos santos, e o homem universal do gélido renascimento nórdico.”
- Filosofia Renascentista
- Manuel Bernardes – Antologia de escritores
- (434) formidável a hora = terrível, apavorante a hora. V. nn. 149 e 327.
- (435) …"porque, temendo-a (a morte), não estais aparelhados: a ênclise é obrigatória com o gerúndio independente.
- (436) — vós quem padece — ou vós que padeceis, ou, ainda, vós quem padeceis, concordando o verbo com o pron. vós, e não com o pron. quem. Abonam esta última construção exemplos de escritores cabais. ("Sou eu quem perco." (Rui, Queda do lmp., I, introd., p. XIII); as duas primeiras são, todavia, as mais generalizadas.
- (437) padecemos concorda com o pron. nós, latente, de que é aposto o ampliativo todos os filhos de Adão — construção usual entre os bons manejadores da língua. Outro exemplo do mesmo autor: "Porque quer Deus que os homens aprendais dos homens". (N. Flor., I, 162), em que o suj. é vós, desinencial e os homens o aposto, explicativo do sujeito pronominal.
- (438) sisudeza ou sisudez o suf. lat. itia altera-se em eza, abrevia-se em ez ou dá iça: justitia > justeza e justiça: cupiditia > cobiça e cupidez; as muitas palavras em eza e ez formam-se quase todas à semelhança.
- (439) Observe aqui o estudante o anacoluto, ou quebra na construção gramatical da sentença, sem que se lhe perca a compreensão do sentido. E veja outros casos, em Os Lusíadas: II, 40, 47, 104; III, 26; V, 54; X, 130. E examine os casos das nn. 485, 560 e 651.
- (440) segador, do v. segar (do lat. secare, cortar. A segure, subst. poético, è o machado (lat. *secure); a linha secante em Geometria é da mesma raiz de secare; diversa do homônimo secante, do verbo secar, no lat. siceare.
- (441) a fazer-se — até jazer-se.
- (442) vem quem lhe dói a fazenda = aquele a quem dói (custa, interessa, pertence) a fazenda.
- (443) mundo (do lat. mundu — que significa não só ordem no universo e o próprio universo, mas também ordem e asseio nas vestes e adereços, limpeza enfim. Daí o subst. mundo, o globo terráqueo, e o adjetivo desusado mundo, limpo. Mário Barreto escreve no cap. LXIV do seu Através do Dicionário e da Gramática, p. 348: "A palavra latina mundus é, no sentido literal, lavado, polido, asseado, ordenado; daqui ornado, e deste conceito brota o significado de "criado", onde tudo é ordem e beleza. Daqui a palavra portuguesa tanto no seu valor de adjetivo (no canto X, est. 85, Camões disse mundas almas, i. é., puras, limpas) como no de nome". Do adjet. mundo derivam-se imundo, imundície, emundação ("emundação desagravadora", Rui), emundar (purificar, lavar, limpar), mundificar ("Deixou-se contominar. Mundifique-se". — Camilo, A Brasileira de Prazins, introl.), mondar (preparar o terreno, arrancar-lhe as ervas nocivas); e, em sentido lato, limpar, arrancar: "tinha muitas cãs… e não consentia que lhe mondassem alguma". (Garcia de Rezende, ap. João Ribeiro, Seleta Clâss., 4.a ed., p. 72). é interessante comparar, como faz Clédat (Diction. Étimol.) os dois sentidos do lat. mundum com os dois do gr. kósmon, tão idênticos são numa e noutra língua, pois, nesta, cosmético e cosmografia estão presos à fonte grega, como, naquela, imundo e mundano à latina.
- (444) seio = golfo; do lat. sinu, curvatura, reentrância.
- (445) derivação hipotética.
- (446) alambre, outra forma de âmbar (do ár. anbar com o artigo al).
- (447) Suíçaros, Suíceros ou Suízaros, do ital. Svizzero; hoje,Suíço.
- (448) teias finíssimas e candidíssimas — teia (do lat. tela) é o tecido leve, tênue e precioso que se fabrica nessa cidade francesa. Assim como se diz candura e Candinha por haplologia, em vez de candidura e Candidinka, Camilo escreveu candíssimo por candidíssimo. Outros exemplos de intervenção haplológica, ou simplificadora, já no latim, já no vernáculo: estipêndio (stipi + pendium), homicídio (hornini + cidium), semestre (semi + mestre, de mensis); venéfico (veneni -f ficu, de facio), contendor (contendedor), formicida (for-mici + cida), idolatria (idolo + latria), semínimia (semi + mínima), ecletismo (ecletic-ismo), analista (analis-ista), volatizar (volatil-izar), monómio (mono -(-nômio), envaidar (envaidad-ar), destanizar (destanin-izar), idoso (idad-oso), bondoso (bondad-oso); e populares: prestigitador, probalidade, paralepípedo, dez’tões (dez tostões) etc. A haplologia elimina a sílaba igual: tragi(co)-cômico, se (.mi) mínima, formi(ci) cida, ou aproximada: (ido (lo) latria, homi(ni)cídio, conten(de)dor).
- (449) Neste trecho: almíscar e algália são substâncias odoríferas animais: almeia, âguila e calambuco, árvores producentes de madeira cheirosa; a grã, os lós e as primaveras, tecidos finos; manguitos, os punhos; toríbios, avelórios ou contas. Dar figa = esconjurar.
- (450) confeccionados ou confeiçoados — preparados cem drogas, manipulados.
- (451) Neste trecho: justilho. é espartilho, que se faz com barbatanas; escaparate, redoma ou pequeno armário de vidro.
- (452) venablo, por venâbulo, do lat. venabulu —: espécie de lança curta, azagaia ou chuço.
- (453) eram por seriam: é comum na língua essa substitição do condicional pelo imperfeito do indicativo.
- (454) Iracónico (desus.) = pérfido, velhaco, mentiroso, traiçoeiro. Do gr. Thráx, thrakós, Trácio, pelo lat. thracus, com o sufixo.
- (455) irrepleghel (do v. replêre e prej. tn = que se não pode encher, insaciável; termo desusado.
- (456) nômina (do pl. neutro lat. nomina, de nomen): oração contra certos males, posta em envoltório de pano, que se pendura ao colo.
- (457) que lia teologia = que ensinava Teologia. Ler a cadeira nas Universidades era ser-lhe professor; lente é o que lê, o que ensina: …"o professor que, há sete anos, lê essa cadeira na Escola"… (Rui, Queda do Imp., I, p. 269).
- História da Inglaterra no século XVI
- Thomas More Last Letter
- Última carta de Thomas More
- Resumo sobre a Utopia de Thomas Morus
- A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO
- Certas Semelhanças entre utopias
- Thomas More e Maquiavel – Teoria social e política no Renascimento”
- Thomas More

93. FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso (82).

Fausto Barreto e Carlos de Laet – Antologia Nacional de Escritores
MANUEL BERNARDES (Lisboa, 1644-1710) escreveu numerosas obras: Sermões e Práticas; Luz e Calor; Nova Floresta; Tratados Vários, incluindo o Pão Partido em Pequeninos; e os Últimos Fins do Homem.
Glossário de Vocábulos

História Universal de Césare Cantu
CAPÍTULO XXV A Inglaterra
O primeiro dos Tudors, o avaro e severo Henrique VII, que tinha adquirido à Inglaterra a tranqüilidade externa à custa da dignidade nacional, o sossego no interior pelo despotismo, por suas extorsões e pela humilhação da aristocracia, que as Guerras das Duas Rosas tinham dizimado, deixou o reino a seu filho sem experiência alguma dos negócios, com um tesouro de um milhão e oitocentas mil libras esterlinas. Na idade de dezoito anos, ativo, estudioso e excessivamente ávido de prazeres. Henrique VIII, mais versado na escolástica e na teologia do que convinha a um príncipe, começou o seu reinado com esplendor, com festas, torneios, cavalhadas, excitando com seu exemplo os senhores a aparecerem com suas riquezas enterradas, compondo música e punindo os concussio-nários; êle adquiriu assim a popularidade.
Ver a tradução do texto Retirado de http://www.apostles.com/lastlett.html Escrita na prisão em 5 de Julho de 1535, um dia antes do autor ser executado, com um pedaço de carvão, segundo Peter Acroyd e John Farrow: “On the day before he was to die he took up his piece of coal and laboriously scratched his last [...]
Texto no original ÚLTIMA CARTA DE THOMAS MORE Tradução de Miguel Duclós Nosso Deus te abençoe, querida filha, e o teu bom esposo, e teu pequeno filho, e todos os teus, e todos os meus filhos, e todos os meus enteados e todos os teus amigos. Quando puderes mande minhas lembranças para minha boa filha [...]

Breve relato sobre a Utopia de Thomas Morus Jéferson dos Santos Mendes1 Thomas Morus Thomas Morus ou Thomas More (1478- 1535), nasceu em Londres em 7 de fevereiro de 1478, ou talvez 1477. Filho de John More, queria que o filho seguisse o caminho da jurisprudência. Morus passou alguns anos na St Anthoy’s School, aprendendo [...]

A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO Naidion Concencio Brovedan* RESUMO: Thomas Morus ao escrever sua obra, tinha como objetivo denunciar fatos e explorações que estavam sendo realizadas contra o povo inglês. Por isso, nela encontramos um perfeito retrato de uma anti-Inglaterra, ou seja, anti-capitalista, baseada na igualdade e na justiça, e [...]

CERTAS SEMELHANÇAS ENTRE UTOPIAS Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para a cadeira de Filosofia Geral III – FFLCH-USP Embora a palavra Utopia só tenha sido cunhada a partir da junção do advérbio grego ou com o substantivo topos por Thomas More em dezembro de 1516, na ocasião da publicação de seu livro, o tema a [...]

Esse breve resumo, tão breve que chega
a ser um crime de lesa-história, tem como objetivo contextualizar
o aparecimento da tradição humanista, a qual pertencem os
dois autores que vamos examinar: Thomas More e Maquiavel. Os humanistas
passam a questionar o teocentrismo, até então predominante.
Acreditavam que o homem devia ser o centro das investigações
filosóficas por ser ele o único ser capaz de conhecer. Os
humanistas achavam que no período que compreende a Idade Média,
acontecera um retrocesso, porque a humanidade se separara do modelo antigo.
Propõe então, a volta ao modelo clássico (grego e
latino), uma antropocentrização da arte e das ciências.
Com os aparatos tecnológicos que surgiram na época de nossos
autores, (tais como e bússola e a pólvora) a antiga visão
do mundo já não atendia mais às exigências,
a religião em decadência precisava ser repensada. O mundo
acordava de seu sono. O homem clamava pelo domínio sobre a natureza.
Retrato de Hans Holbein the Younger. alta resolução Thomas More (1478- 1535). A forma latinizada de seu nome é Thomas Morus, e More é a forma inglesa. More nasceu e morreu em Londres, Inglaterra. Era filho de juízes do banco dos reis. Com quinze anos virou pajem do cardeal Morton, da Cantuária. Foi um pensador [...]
