Antônio João Ribeiro -Um episódio da Guerra do Paraguai

Um verdadeiro patriota – Antônio João Ribeiro A coluna devastadora vinha dirigida pelo coronel Resquin que, em nome do Paraguai, levara inopinadamente a guerra ao seio do Brasil. O ataque havia sido tão pouco esperado que os batalhões pa­raguaios, sem oposição alguma à sua marcha de conquista, fo­ram tangendo adiante de si tôda a população … Ler maisAntônio João Ribeiro -Um episódio da Guerra do Paraguai

Senhora pernambucana na guerra contra a Holanda

Exemplo de amor da pátria de outra brasileira O amor da pátria, um dos mais nobres caracteres do coração humano, pertence a todos os países, resplandece em todos os tem­pos, brilha entre tôdas as classes e fulgura como partilha de todos os sexos. Quando os holandeses devastavam as capitanias brasileiras que demoram ao norte, o … Ler maisSenhora pernambucana na guerra contra a Holanda

Clara Camarão – exemplo de valor de uma brasileira

Exemplo de valor de uma brasileira Dona Clara Camarão não era uma dessas descendentes dos conquistadores portugueses, que se pudesse vangloriar de um nascimento ilustre, mas uma índia gerada nos bosques brasileiros. Nasceu na taba ou rústica cabana levantada por seus pais, sôbre a rêde de algodão traçada por sua mãe, como indicava a sua … Ler maisClara Camarão – exemplo de valor de uma brasileira

O que pode a educação

O que pode a educação Era em uma pequena vila. Tinham dado 4) oito horas da manhã, quando o senhor professor se dirigiu para a sua escola. I Era costume, quando êle chegava, estarem já os rapazitos no al- j pendre do edifício à sua espera. Naquele dia, porém, estava o al­pendre deserto. Êste fato … Ler maisO que pode a educação

Teima de um Poeta Francês (A. Feliciano de Castilho)

Teima de um poeta Um poeta francês, muito feio e a quem Voltaire[1]), por ocasião de lhe criticar um poema, chamara o homem mais feio da França, tirou-se de seus cuidados [2]) e foi-se de Paris a Ferney, de propósito para o visitar e certificar-se de qual dos dois o era mais; era um concurso … Ler maisTeima de um Poeta Francês (A. Feliciano de Castilho)

Os restos do naufrágio – (Pinheiro Chagas)

Os restos do naufrágio Nas praias da Bretanha vivia um pescador com a mulher e um filho. A idade já lhe quebrara um pouco as forças, mas ain­da lutava com o mar no seu frágil barquinho, a que pusera um nome audacioso: Avante! Uma tarde em que o pescador, tendo acabado de jantar, fu­mava o … Ler maisOs restos do naufrágio – (Pinheiro Chagas)

Exemplo de bons amigos

Exemplo de bons amigos   Havia em uma terra dois homens, honestos, trabalhadores e bons chefes de família. Um estava estabelecido e vivia razoavelmente com sua família dos ganhos do seu comércio; o outro era lavrador e vivia com desafogo do produto das suas propriedades. A amizade entre êstes dois homens era a mais sincera, … Ler maisExemplo de bons amigos

Gratidão de um filho e ingratidão de outro

Gratidão de um filho e ingratidão de outro Quem reparar um pouco há de ver muitas vezes que o homem na velhice é tratado por seus filhos exatamente do mesmo modo como ele havia tratado seus pais, quando eram velhos e sem força. E isto compreende-se bem. Os filhos aprendem com os pais; não veem, … Ler maisGratidão de um filho e ingratidão de outro

O emprego dos domingos e dias santos

O emprego dos domingos e dias santos Três rapazes conheci eu não há muitos anos, cada um dos quais tinha o seu modo particular de entreter os dias de festa, ca­da um dos quais também colheu frutos correspondentes ao grão que lançara à terra. Variavam tanto nos costumes e sistemas, como se apartavam nas feições, … Ler maisO emprego dos domingos e dias santos

O Califa e o plantador octagenário – Latino Coelho

O Califa [1]) e o plantador octogenário Ia o Califa Harum-el-Raxid[2]) por um campo, aonde :i) an­dava a folgar à caça, quando sucedeu de passar[3]) por pé de um homem já mui velho, que estava a plantar uma noguerinha. Então disse o Califa aos de seu séquito [4]) : “Em verdade, bem [5]) louco deve … Ler maisO Califa e o plantador octagenário – Latino Coelho

O alfaiate e o banqueiro

O alfaiate e o banqueiro Morava numa aldeia um alfaiate, que apenas ganhava o ne­cessário para o sustento, mas sempre contente com a sua sorte. A mulher, igualmente resignada e laboriosa, nunca o amofi­nava pelas precisões da casa: antes o ajudava a levar a cruz da vida com uma satisfação, que muitos ricos podiam invejar; … Ler maisO alfaiate e o banqueiro

Resignação de mãe – Antônio Feliciano de Castilho

Resignação de mãe   Era uma noite invernosa. Os telhados iam rasos de neve, e por fora das pousadas, assoprava rijamente o vento. Em uma eram [1]) então, e em um pequeno aposento, assentadas duas mulhe­res tôdas 3) entregues a seus lavores; uma já de dias 4) e cabelo branqueado, outra nova. E de espaço … Ler maisResignação de mãe – Antônio Feliciano de Castilho

O presente da fada

O presente da fada *) Na serra, alta e fertilíssima serra, vivia um casal honrado que, pela bondade do coração, mereceu as boas graças da fada montesina, uma formosa e meia criatura de Deus, porque o diabo não a faria tão bela nem tão boa. Era ela quem enflorava as árvores e quem mudava em … Ler maisO presente da fada

Os dois meninos – conto de Coelho Neto

Os dois meninos Ia um menino por uma estrada, cantando como os passarinhos que voavam de ramo em ramo, quando ouviu uma voz que chamava: Menino loiro que ides passando ao sol com tamanha pres­sa, por que não descansais? Vinde aqui um instante: tenho mel e bolos de farinha, e leite e dar-vos-ei tanto ouro … Ler maisOs dois meninos – conto de Coelho Neto

Os passarinhos – contos de animais

Os passarinhos Havia dois homens que moravam vizinhos um do outro; e cada um dêles tinha sua mulher e muitos filhinhos pequenos, a quem sustentavam só com o trabalho de suas mãos. Um dêstes homens levava vida amargurada de cuidadcs, dizendo sempre consigo :    “Se eu morrer ou cair numa cama doente, que será 3) … Ler maisOs passarinhos – contos de animais

Arrependimento infantil

Arrependimento infantil Era uma vez uma menina — linda menina que ela era! — muito linda de rosto e de gesto e de figura e de tudo, porém mui­to feia de coração. Vivia esta menina com sua mãe, que a adorava, e com outra ir­mã que tinha, mais velha e melhor, sem comparação muito melhor. … Ler maisArrependimento infantil

As aves – Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses

As Aves No fundo da chácara, numa touceira 1) de arbustos, um me­nino encontrou um ninho, onde três avezinhas mal emplumadas dormiam. Contente do seu achado e no desejo inconsciente de se apo­derar dêle, o menino meteu o braço por entre a trama dos galhos e das fôlhas e aproximou1) a mão cubiçosa dos pobres … Ler maisAs aves – Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses

O assobio — ou — não gastes o teu dinheiro em coisas inúteis

O assobio — ou — não gastes o teu dinheiro em coisas inúteis Quando tinha sete anos, os meus parentes presentearam-me num dia de festa com algumas moedas de cobre. Apenas me vi senhor daquele dinheiro, corri imediatamente para uma loja, onde se vendiam x) brinquedos de criança. No caminho, porém, encon­trei outro rapaz com … Ler maisO assobio — ou — não gastes o teu dinheiro em coisas inúteis

Ninguém deve rir-se dos pobres

Ninguém deve rir-se dos pobres Certo professor, conhecido pelo nome de amigo dos estudan­tes, passeava, uma tarde pelos arrabaldes da cidade com um dos seus discípulos. Ã beira da estrada deram com um par de sapa­tos todos 1) enlameados, que pertencia a um pobre homem que andava a trabalhar num campo. “Vamos nós, disse o … Ler maisNinguém deve rir-se dos pobres

O dervixe astucioso

O dervixe 1) astucioso Havia noutro tempo um monarca no Oriente, que vivia muito aborrecido; um dervixe, para o distrair, inventou o jôgo chamado xadrez, um jôgo que os meninos não conhecem, mas de que lhes vou dar uma idéia. Sôbre um tabuleiro, como o das damas, os dois adversários dispõem em ordem de batalha, … Ler maisO dervixe astucioso

A união faz a fôrça

A união faz a fôrça *) Um velho, achando-se às portas da morte, em tôrno a si, con­gregou seus três, filhos, e, apresentando um feixe de varas, dis­se-lhes : “Vede se podeis quebrara estas varas assim unidas como se acham. ‘Depois explicar-vos-ei o que com isso pretendo ensinar-vos.” O mais velho dos irmãos tomou o … Ler maisA união faz a fôrça

A herança de nosso pai – conto curto

A herança de nosso pai Foi um sultão 1) à mesquita 2) fazer a sua oração. Aproxi­ma-se dêle um pobre mui esfarrapado e diz-lhe: “Poderoso senhor, acreditas no que diz o santo profeta :i) ?” O sultão, cuja piedade era notória, respondeu: “Se creio 3) ! Sem dúvida nenhuma, creio firmemente em tudo quanto diz … Ler maisA herança de nosso pai – conto curto

Um juiz às direitas – Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses

Um juiz às direitas Um ricaço muito avarento perdera um saquitel ]) com boa soma de dinheiro em ouro. Deitou logo anúncios nas fôlhas, –prometendo cem táleres 1) de alvíçaras 2) a quem lho restituísse. Um camponês, que tinha encontrado o saco, foi contentíssimo en­tregá-lo ao nosso 3 homem. Êste contou e tornou a contar … Ler maisUm juiz às direitas – Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses

Cristóvão Colombo e o ôvo

Cristóvão Colombo e o ôvo Os homens notáveis encontram sempre invejosos que por to­dos os meios procuram deprimir-lhes as ações e merecimentos. Cristóvão Colombo não devia servir de exceção a essa lei ge­ral ; também êle encontrou alguns que pretenderam apoucar o valor e importância do descobrimento da América. A êsses senhores, depois de realizada, … Ler maisCristóvão Colombo e o ôvo