Voltaire - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
François-Marie Arouet (French pronunciation: [fʁɑ̃.swa ma.ʁi aʁ.wɛ]; 21 November 1694 – 30 May 1778), better known by the pen name Voltaire (pronounced: [vɔl.tɛːʁ]), was a French Enlightenment writer, historian and philosopher famous for his wit and for his advocacy of civil liberties, including freedom of religion and free trade. Voltaire was a prolific writer, producing works in almost every literary form including plays, poetry, novels, essays, and historical and scientific works. He wrote more than 20,000 letters and more than 2,000 books and pamphlets. He was an outspoken supporter of social reform, despite strict censorship laws and harsh penalties for those who broke them. As a satirical polemicist, he frequently made use of his works to criticize intolerance, religious dogma and the French institutions of his day.
Voltaire was one of several Enlightenment figures (along with Montesquieu, John Locke, Jean-Jacques Rousseau, and Émilie du Châtelet) whose works and ideas…
- Sobre a comédia – CARTA XIX – Voltaire
- CARTA XIII de VOLTAIRE – Sobre JOHN LOCKE
- Sobre a consideração que se deve aos homens de letras – Voltaire
- EXCERTO DO DISCURSO DE RECEPÇÃO DE VOLTAIRE NA ACADEMIA FRANCESA
- Cartas Filosóficas de Voltaire – Parlamento Inglês
- VOLTAIRE – DO SÉCULO DE LUIS XIV – O SISTEMA DE LAW
- CARTA XII de VOLTAIRE – Sobre o chanceler Bacon
- Voltaire – SENTIMENT DES CITOYENS
- O Sentimento dos Cidadãos – Voltaire
- Voltaire Lettre 30-08-1755
- Voltaire Lettre to Rousseau
- LETTRE DE M. J-J. ROUSSEAU, A M. DE VOLTAIRE.
- Rousseau – Carta a Voltaire – 10/09/1755
- Voltaire, biografia e pensamentos
Cartas Filosóficas de Voltaire CARTA XIX Sobre a comédia Se na maior parte das tragédias inglesas os heróis são emproados e as heroínas extravagantes, em compensação o estilo é mais natural na comédia. Mas esse natural nos parece, com frequência, antes o do deboche do que o da honestidade. Ali chama-se cada coisa pelo seu [...]
Cartas Filosóficas de Voltaire CARTA XIII Sobre Locke 7 Nunca houve, talvez, espírito mais sagaz, mais metódico, um lógico mais exacto do que Locke; não obstante, não era grande matemático. Nunca pudera submeter-se à fadiga dos cálculos nem à aridez das verdades matemáticas, que não apresentam, à primeira vista, nada de sensível ao espírito; [...]
CARTAS FILOSÓFICAS DE VOLTAIRE – CARTA XXIII
Sobre a consideração que se deve aos homens de letras
Nem na Inglaterra nem em qualquer outro país do mundo encontramos instituições em prol das belas-artes como na França. Há universidades em quase todas as partes, mas só na França se observam esses úteis estímulos à astronomia, a todas as ciências matemáticas, à medicina, às investigações da antiguidade, à pintura, à escultura e à arquitectura.
Luís XIV imortalizou-se por tudo que nesse sentido instituiu, e essa imortalidade custou-lhe apenas duzentos mil francos por ano.
EXCERTO DO DISCURSO DE RECEPÇÃO DE VOLTAIRE NA ACADEMIA FRANCESA
Pronunciado em 9 de Maio de 1746.
DEPOIS de haver louvado em duas páginas o seu predecessor, o presidente Bouhier, Voltaire continua nestes termos:
"Que me seja permitido, senhores, entrar aqui convosco em discussões literárias; minhas dúvidas se valerão de vossas decisões. É assim que poderei contribuir para o progresso das artes; e eu gostaria mais de pronunciar perante vós um discurso útil, do que um discurso eloquente.
Por que os Italianos e os Ingleses, que possuem boas traduções de Homero, Teócrito, Lucrécio, Virgílio, Horácio, não possuem nenhum poeta da antiguidade traduzido em prosa? E por que não possuímos ainda nenhum em verso?
Vou procurar distinguir a razão de tal coisa.
Sobre o Parlamento
OS membros do Parlamento na Inglaterra gostam de comparar-se, tanto quanto lhes é possível, com os antigos romanos.
Não faz muito tempo, o Sr. Shipping, na Câmara dos Comuns, começou seu discurso com estas palavras: "A majestade do povo inglês seria ferida, etc."
A singularidade da expressão causou enorme hilaridade; mas, sem desconcertar-se, ele repetiu as palavras num tom firme, e já ninguém mais riu.
Confesso não ver nada de comum entre a majestad lo povo inglês e a do povo romano, e menos ainda entre os dois governos. Há um Senado em Londres, alguns membros do qual são suspeitos, embora sem justa razão, naturalmente, de vender os votos na ocasião oportuna, como se fazia em Roma: eis aí toda a semelhança.
DO SÉCULO DE LUIS XV – O SISTEMA DE LAW – VOLTAIRE
O SISTEMA DE LAW
ESSE famoso sistema de Law, que parecia de molde a arruinar a regência e o Estado, sustentou na realidade um e outro, mercê de consequências que ninguém havia previsto. … Foi o caso de, por uma prestidigitação, cujos passes não se tornaram visíveis dos mais peritos e dos mais argutos, um sistema quimérico dar origem a um comércio real e fazer ressurgir a Companhia das índias, criada outrora pelo célebre Colbert e arruinada pelas guerras. Em suma, se houve muitas fortunas particulares destruídas, por outro lado a nação passou a ter uma vida comercial mais intensa, tornando-se mais rica. Esse sistema esclareceu os espíritos, do mesmo modo que as guerras civis aguçam a coragem.
CARTA XII de VOLTAIRE (Cartas Filosóficas)
Sobre o chanceler Bacon 5
Não há muito tempo, agitava-se numa sociedade célebre, esta questão velha e frívola: qual seria o maior homem, entre César, Alexandre, Tamerlão, Cromwell, etc?
Alguém respondeu que era, sem contestação alguma, Isaac Newton 6. Esse alguém tinha toda razão, pois se a verdadeira grandeza consiste em haver recebido do céu um génio poderoso e dele servir-se para elucidar a si mesmo e aos outros, um homem do porte de Newton, tal como só encontramos em dez séculos, é verdadeiramente o grande homem; e esses políticos, esses conquistadores que não têm faltado a nenhum século não passam, em geral, de ilustres malfeitores. É ao que domina os espíritos pela força da verdade, e não aos que fazem escravos pela violência; ao que conhece o universo, e não aos que o desfiguram, que devemos o nosso respeito. £ como me exigis que vos fale dos homens célebres da Inglaterra, começarei pelos Bacon, os Locke, os Newton, etc. Os generais e os ministros virão depois.

Versão em português SENTIMENT DES CITOYENS. [ Du Peyrou/Moultou 1780-1789 quarto édition; t. XIV , pp. 117-123 (1782).] SENTIMENT DES CITOYENS. *[* L'Auteur de cette piece avoit si bien imité le style de M. Vernes , que M. Rousseau parut croire qu'elle pouvoit être de lui. Ce ne fut qu’au bout de quelque tems qu’il [...]

Original em Francês Tradução de Miguel Duclós [editar]Voltaire – O Sentimento dos Cidadãos Queixamo-nos de J.J. Rousseau, cidadão da nossa cidade, aqui residente que se limita, em Paris, ao infeliz ofício de um palhaço desprezado em uma ópera, a qual ridicularizaram ao andar nas quatro patas no teatro de comédia. Na verdade, de alguma maneira, [...]

Versão em Inglês Versão em Português LETTRE A ROUSSEAU 30 août 1755 J’ai reçu, Monsieur, votre nouveau livre contre le genre humain, et je vous en remercie. Vous plairez aux hommes, à qui vous dites leurs vérités, et vous ne les corrigerez pas. On ne peut peindre avec des couleurs plus fortes les horreurs de [...]

Les DELICES, August 30, 1755.
I have received, sir, your new book against the human species, and I thank you for it. You will please people by your manner of telling them the truth about themselves, but you will not alter them. The horrors of that human society–from which in our feebleness and ignorance we expect so many consolations–have never been painted in more striking colours: no one has ever been so witty as you are in trying to turn us into brutes: to read your book makes one long to go on all fours. Since, however, it is now some sixty years since I gave up the practice, I feel that it is unfortunately impossible for me to resume it: I leave this naturel habit to those more fit for it than are you and I. Nor can I set sail to discover the aborigines of Canada, in the first place because my ill-health ties me to the side of the greatest doctor in Europe, and I should not find the same professional assistance among the Missouris: and secondly because war is going on in that country, and the exemple of the civilised nations has made the barbarians almost as wicked as we are ourselves. I must confine myself to being a peaceful savage in the retreat I have chosen–close to your country, where you yourself should be.
I agree with you that science and literature have sometimes done a great deal of harm. Tasso’s enemies made his life a long series of misfortunes: Galileo’s enemies kept him languishing in prison, at seventy years of age, for the crime of understanding the revolution of the earth: and, what is still more shameful, obliged him to forswear his discovery. Since your friends began the Encyclopaedia, their rivals attack them as deists, atheists–even Jansenists.

[Texto em Português] LETTRE DE M. J-J. ROUSSEAU, A M. DE VOLTAIRE. 10 septembre 1755. (6)C’est à moi, monsieur, de vous remercier à tous égards. En vous offrant l’ébauche de mes tristes rêveries, je n ai point cru vous faire un présent digne de vous, mais m’acquitter d’un devoir, et vous rendre un hommage que [...]

Rousseau Carta de 10.08.1755 Francês Carta de Voltaire Tradução de Miguel Duclós Sou eu, senhor, quem tenho de vos agradecer por tanta consideração. Em resposta à generosa oferta que fizestes aos esboços de meus devaneios, eu não creio que tenha uma colocação digna, mas me desembaraço de um dever, e vos presto uma homenagem, que [...]

Biografia e idéias de Voltaire – . O autor (1694-1778) nasceu em Paris. Seu nome verdadeiro era François Marie Arouet. Seu pai era tabelião e possuía pequena fortuna. Sua mãe tinha origem aristocrática. Ela morreu depois do parto. François foi franzino durante a infância e teve saúde fraca durante toda a vida. Tinha um irmão [...]
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