A CIVILIZAÇÃO ROMANA – Resumos sobre a história de Roma Antiga
Os engenho de guerra e os campos fortificados
As linhas avançavam sucessivamente: se falhava o primeiro assalto, os atacantes retiravam-se pelos intervalos para trás da segunda linha, a qual avançava então. Os veteranos ficavam de reserva para o golpe final. Por meio dessa disposição flexível os soldados tinham amplo espaço para mover-se. Os veteranos usavam, além do gládio, uma forte lança. As máquinas de guerra, tais como balis-tas, catapultas, aríetes, torres, eram empregadas, e os soldados costumavam aproximar-se das muralhas ou portas inimigas cobrindo-se com os seus escudos postos horizontalmente e unidos uns aos outros como se formassem um casco de tartaruga: até se chamava a isto testudo. Primavam os romanos na construção dos seus campos fortificados (castra): mesmo tratando-se de uma instalação muito provisória, cavava-se um fosso em redor, elevava-se uma barreira de terra e fincava-se uma paliçada. O acampamento mais demorado era uma verdadeira cidade, caprichosamente organizada, dentro de cujos muros o exército ficava em posição de recusar ou aceitar a batalha.
A disciplina Castigos e recompensa
A disciplina era a mais severa. O general podia condenar à morte sem sombra de processo. A sentinela pouco vigilante podia ser açoitada e decapitada. Os fugitivos não podiam mais voltar a Roma: eram expedidos para as colônias e mui raramente perdoados. Da desobediência ninguém era eximido, nem mesmo quando redundava numa proeza: o cônsul Mânlio Torquato mandou justiçar o próprio filho por haver aceitado, sem ordem, um combate singular com um gaulês a quem derrubou. Quando um corpo de tropas procedia mal, o general tirava à sorte para execução de um soldado em cada dez: era a dizimação. Havia também recompensas: o primeiro a escalar uma muralha ou a entrar no acampamento do inimigo recebia uma coroa, e era sobre todas estimada a coroa cívica de carvalho, concedida ao que salvava no campo de honra a vida de um camarada.
O imperialismo romano.Pirro e a conquista da Magna Graecia
Ao mesmo tempo que o valor de suas armas ia impondo sua hegemonia, Roma ia desenvolvendo seu instinto imperialista. De 290 a 264 a. C. Roma conquistou a Itália do Sul, com suas ricas cidades. Tarento resistiu mais do que as outras e pediu o auxílio de Pirro, rei do Epiro, primo de Alexandre Magno e guerreiro afamado, que nutria desejos de rivalizar com o parente, talhando para si um império no Ocidente como aquele o talhara no Oriente. Pirro trouxe consigo 25 000 soldados e a novidade de 25 elefantes, mas a novidade resultou numa decepção. No primeiro encontro, em Heracléia (280 a. C), os romanos deixaram-se assustar, como mais tarde os mexicanos com os cavalos de Cortez; mas já depois da segunda batalha o rei do Epiro exclamava que com outra vitória assim estava perdido. Donde a expressão: "vitória de Pirro".
O helenismo
A conquista da Magna Grécia marcou um momento decisivo na história de Roma. Se Pirro vencesse, a Itália teria talvez sido helénica. A influência grega foi porém indireta posto que predominante em Roma, civilizando-a pela sua arte, pela sua religião, pela sua intelectualidade, mas também introduzindo o gosto pelo requinte e o amor do luxo.
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