Filosofia Moderna e Renascimento - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso.
FILOSOFIA MODERNA
CARACTERES GERAIS — A. O caráter mais saliente da filosofia moderna é a independência excessiva de qualquer autoridade, o menosprezo completo da tradição científica. Inaugurada por Descartes, pouco depois que a reforma protestante proclamara o livre exame e a autonomia absoluta em matéria religiosa, num tempo em que os ataques da Renascença haviam desprestigiado as teorias tradicionais, a filosofia moderna rompeu definitivamente com o passado. Os seus representantes julgaram-se no dever de construir desde os alicerces sistemas inteiramente novos. A instauratio magna ab imis jundamentis de Bacon tem sido a aspiração de quase todos os filósofos posteriores.
Quanto ao conteúdo doutrinal, são as questões metodológicas e psicológicas as que mais preocupam os pensadores. Depois de Kant a criteriologia assume excepcional importância. O aspecto filosófico dos problemas sociais é também objeto de largos estudos.
Distingue-se ainda a filosofia moderna da escolástica: a) pela sua separação completa (não mais simples distinção) da teologia, à qual muitas vezes é abertamente hostil: b) pelo uso das línguas vulgares, que, aos poucos, substituem a latina, usada ainda pelos primeiros reformadores; c) pela multiplicação extraordinária dos centros de cultura, com a quebra da unidade doutrinai. A França, a Inglaterra e a Alemanha são os focos principais donde irradia o pensamento moderno.
DIVISÃO DA FILOSOFIA MODERNA— Pela extrema variedade de sistemas e larga difusão das idéias não é possível dar da época moderna uma divisão tão rigorosa e objetiva como das anteriores. Na divergência dos autores, inspirados muitas vezes em critérios diferentes, preferimos seguir os que distinguem, nesta época, dois grandes períodos: Até Kant e Kant. A problemática kantiana e seu legado inauguram a Filosofia Contempoânea (L. Franca).
- Rousseau – A todo francês que ainda ama a justiça e a verdade
- My Own Life, by David Hume (1776)
- Hegel: Unificação de Ontologia e Lógica
- Breve comentário sobre a teoria de Thomas Hobbes
- Discurso da Servidão Voluntária – La Boétie
- O Homem perante a natureza, por Pascal
- Rousseau – Sobre a Natureza e Depravação no Discurso sobre a Origem da Desigualdade
- Montesquieu: Das Leis em geral
- O Pensamento Vivo de Michel de Montaigne, por André Gide
- Resumo sobre a Utopia de Thomas Morus
- A ditadura militar argentina (1976-83): O caso das Malvinas e o estado despótico de Montesquieu
- Denis Diderot – Cartas a Sofia Volland
- Montaigne – Dos Canibais
- Da corrupção do governo: uma leitura em Montesquieu
- Interpretação da Ciência de todos os princípios da sensibilidade a priori na Crítica da razão pura de Immanuel Kant
- Resumo e Explicação das duas primeiras Meditações Metafísicas de Descartes
- A mudança de Paradigma
- Montesquieu: sua visão sobre a Poligamia
- Método e verdade nas Regras para a direção do espírito de Descartes
- O pensamento vivo de Spinoza apresentado por Arnold Zweig
- A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO
- John Locke: bases de seu Individualismo possessivo e reflexos na atual menção constitucional à propriedade no brasil.
- Resenha crítica e resumo do Segundo Tratado sobre o Governo Civil de John Locke
- Leibniz – Princípios de Filosofia ou Monadologia
- Kant e o Problema da Metafísica – Aula 7
- Heidegger: Kant e o Problema da Metafísica – Aula 6
- Heidegger: Kant e o Problema da Metafísica – Aula 5
- Heidegger: Kant e o Problema da Metafísica – Aula 4
- Heidegger: Kant e o Problema da Metafísica – Aula 3
Texto no original] Jean-Jacques Rousseau – A todo francês Que ainda ama a justiça e a verdade Tradução de Miguel Duclós Francos! (1) Nação (2) outrora amável e doce, em que seres vos transformastes? Vós mudastes para um estrangeiro desafortunado, sozinho, à vossa mercê, sem apoio, sem defensor, mas que nada deve para um povo [...]
Versão em português My Own Life by David Hume 1776 It is difficult for a man to speak long of himself without vanity; therefore I shall be short. It may be thought an instance of vanity that I pretend at all to write my life; but this narrative shall contain little more than the history [...]

Hegel: Unificação de Ontologia e Lógica Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para o CFH-UFSC (2007) 1. Kant e o “fim” da metafísica. Como é sabido, o sistema de Kant deixou uma tarefa intrincada para a posteridade ao reconceituar a metafísica na dissecação detalhada da razão humana que empreendeu, gerando uma revolução divisora de águas na [...]

Thomas Hobbes tem importância pela sua teoricidade, vindo sua influência
de seus pensamentos. Era um autor inglês cuja obra “Leviatã”, de 1651,
é fundamental para o entendimento de seus pensamentos. Hobbes foi o primeiro
teórico a adiantar o modelo racionalista – e não o método da autoridade, no interior do estudo do pensamento político.
O Leviatã é considerado uma das obras primas do pensamento político
inglês e define o pensamento político moderno, desde o século XVII até os
princípios do século XX.
Discurso da Servidão Voluntária Etienne de La Boétie Homero conta que um dia, falando em público, Ulisses disse aos gregos: “Não é bom ter vários senhores, tenhamos um só”. Se tivesse dito apenas: não é bom ter vários senhores, teria sido tão bom que nada poderia ser melhor. Mas em vez disso, e [...]
O HOMEM PERANTE A NATUREZA por Blaise Pascal Extraído do volume “Pensadores Franceses” da coleção Clássicos Jackson, volume XII. Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada.Trecho da parte dois do livro póstumo “Pensamentos” Veja aqui um texto sobre Pascal A primeira coisa que se oferece ao homem ao contemplar-se a si próprio, é seu [...]

Natureza e Depravação: Doutrina da Sociedade e Teoria da história no Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Miguel Lobato Duclós Originalmente apresentado na FFLCH/USP A questão proposta pela Academia de Dijon engloba ao mesmo tempo História e Teoria Social. Perguntar qual é a origem da desigualdade é admitir que ela existe no tempo presente, nas [...]

Montesquieu: Das Leis em geral[1] Jéferson dos Santos Mendes[2] [...] porque é mais fácil estudar o organismo, como um todo, do que suas células.[3] Montesquieu acredita que todos os seres possuem suas leis,[4] pois essas “[...] são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas; [...]” (MONTESQUIEU, 1996, p. 11). Nessa natureza se enquadra [...]
MONTAIGNEPor André Gide. Tradução de Sérgio MillietFonte: Biblioteca do Pensamento Vivo Montaigne é autor de um só livro: Ensaios. Mas nesse livro único, escrito sem estrutura preestabelecida, sem método, ao acaso dos acontecimentos e das leituras, procura entregar-se por inteiro aos seus leitores. Publica quatro edições sucessivas dos Ensaios. Ia dizer quatro moagens: a primeira, [...]

Breve relato sobre a Utopia de Thomas Morus Jéferson dos Santos Mendes1 Thomas Morus Thomas Morus ou Thomas More (1478- 1535), nasceu em Londres em 7 de fevereiro de 1478, ou talvez 1477. Filho de John More, queria que o filho seguisse o caminho da jurisprudência. Morus passou alguns anos na St Anthoy’s School, aprendendo [...]

A ditadura militar argentina (1976-83): O caso das Malvinas e o estado despótico de Montesquieu Jéferson dos Santos Mendes[1] Lembre-se que nenhum golpe de Estado, nenhuma eleição fraudulenta, nenhum atropelo à constituição é assumido por seus executores (militares, empresários, líderes de direita) como um ato ditatorial, aplicado em nome de princípios autoritários. O [...]
Denis Diderot – Cartas a Sofia Volland Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada Fonte: Clássicos Jackson D I D E R O T Filho de um artesão de Langres, Denis Diderot ali nasceu em 1713. Pez os primeiros estudos com os jesuítas, na cidade natal, vindo terminá-los em Paris. Não tendo seguido a [...]
DOS CANIBAISMichel de Montaigne (1533-1592) Capítulo XXXI do Livro 1 dos Ensaios Tradução de J. Brito Broca e Wilson LousadaFonte: Clássicos Jackson Quando o rei Pirro passou à Itália depois de ter reconhecido a organização do exército com que os Romanos iam defrontar o seu: “Não sei, disse, que género de bárbaros são estes (pois [...]

[download id="3"] Da corrupção do governo: uma leitura em Montesquieu[1] Jéferson dos Santos Mendes[2] A vida é melhor do quer a morte. A saúde é melhor do que a doença. A liberdade é melhor do que a escravidão. A prosperidade é melhor do que a pobreza. A educação é melhor do que a ignorância. A [...]
Interpretação da “Ciência de todos os princípios da sensibilidade a priori” na Crítica da razão pura de Immanuel Kant[1] Roberto S. Kahlmeyer-Mertens [2] Resumo: O texto pretende apresentar e esclarecer os conceitos elementares da Crítica da razão pura (1781) de Kant.[3] Nesta obra, o tópico Estética transcendental é tratado como a Ciência de todos os [...]

Do corpo em face da dúvida: explicação das duas primeiras Meditações Metafísicas Roberto S. Kahlmeyer-Mertens [1] Resumo: O artigo pretende uma apresentação didática das duas primeiras Meditações Metafísicas de René Descartes. Enfoca nos argumentos do filósofo a questão do corpo, considerando a especificidade de sua temática no interior dessa obra. Utiliza-se do comentário de alguns [...]

A mudança de Paradigma Manoelito Antonio Soares Filho São Paulo 2007 Sumário Introdução————————————————————————-03 O que é um Paradigma———————————————————-04 A Revolução Cientifica———————————————————04 Lutero e a Reforma Protestante————————————————05 O Idealismo Antigo————————————————————–06 Descartes e sua “Dúvida Metódica”——————————————-07 Descartes “O Cogito”————————————————————07 Conseqüências do Cogito—————————————————08 e 09 Conclusão————————————————————————–10 Bibliografia————————————————————————11 Introdução Desde a antiguidade preocupa-se o homem em desvendar o [...]

Montesquieu: sua visão sobre a Poligamia Jéferson dos Santos Mendes[1] Montesquieu Em 1689, nasce no Castelo de La Brède, Charles-Louis de Secondat, barão de Montesquieu, que depois de formar-se em Direito pela Universidade de Bordéus, parte para Paris para completar a sua instrução jurídica. Teórico conhecido por ter influenciado o pensamento jurídico, sociológico[2] e [...]

O propósito do artigo é apresentar um estudo sobre as Regras para direção do espírito de René Descartes.[2] Esse exercício limita-se a interpretar as nove primeiras regras da obra, opção que se justifica por estas já explicarem o que está em questão em sua primeira parte; permitindo uma tematização adequada à extensão do nosso pequeno trabalho. Procuraremos esclarecer alguns conceitos elementares do texto cartesiano, buscando apresentá-los de maneira suficiente, dando ênfase, sobretudo, à implicação existente entre método e verdade, à luz dos conceitos de matemática universal (e a ordenação que esta torna possível) e ciência moderna.
Spinoza – Por Arnold Zweig Tradução e Notas de Gastão Pereira da SilvaFonte: Livraria Martins Editora O AMBIENTE 1) PIONEIRO DA HOLANDA O menino Baruch Spinoza nasceu em Amsterdã numa época em que o pensamento livre se desenvolvia, arrojadamente, conquistando o mundo. Reinava ainda, na Inglaterra, Carlos I Stuart, mas já batia às suas portas, [...]

A POSSIBILIDADE DE UMA SOCIEDADE ISENTA DE CAPITALISMO Naidion Concencio Brovedan* RESUMO: Thomas Morus ao escrever sua obra, tinha como objetivo denunciar fatos e explorações que estavam sendo realizadas contra o povo inglês. Por isso, nela encontramos um perfeito retrato de uma anti-Inglaterra, ou seja, anti-capitalista, baseada na igualdade e na justiça, e [...]

John Locke: bases de seu Individualismo possessivo e reflexos na atual menção constitucional à propriedade no brasil. Ac. Pedro H. S. Pereira (COFIL-UFSJ). Prof. Ms. José Luiz de Oliveira- orientador (doutorando-UFMG). Prof. Welinton Augusto Ribeiro- co-orientador (IPTAN) Resumo: Uma das garantias fundamentais resguardadas pela atual Constituição Federal, a propriedade teve como um de seus [...]
[download id="52"] A leitura deste texto jamais suprirá a importância da análise integral dos originais. – Pedro H. S. Pereira. Resenha Crítica da obra de John Locke “Segundo Tratado Sobre o Governo Civil” Por: Pedro H. S. Pereira (Ac. Filosofia da UFSJ e Direito do IPTAN) A leitura deste texto jamais suprirá a importância da [...]
Leibniz – Princípios de Filosofia ou Monadologia Tradução de Luís MartinsFonte: Edição da Imprensa Nacional – Casa da Moeda – Lisboa 1 — A Mónada, de que iremos aqui falar, não é outra coisa senão uma substância simples, que entra nos compostos; simples, quer dizer, sem partes. (Teodíceia, § 10). 2 — E, como há [...]

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Curso sobre Heidegger: Kant e o Problema da MetafísicaMaterial Enviado por José de Medeiros Machado Jr. 2o. semestre de 2004 Professor Bento Prado Jr. ÍNDICE Material Enviado por José de Medeiros Machado Jr. Data da aula 01/10/2001 08/10/2004 15/10/2004 12/11/2004 19/11/2004 26/11/2004 03/12/2004 [download id="4"] 03/12/2004 Mas o fato [...]
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Curso sobre Heidegger: Kant e o problema da metafísica – aula 6 2o. semestre de 2004 Professor Bento Prado Jr. Material Enviado por José de Medeiros Machado Jr. ÍNDICE Data da aula 01/10/2001 08/10/2004 15/10/2004 12/11/2004 19/11/2004 26/11/2004 03/12/2004 [download id="4"] 26/11/2004 Nós passamos pra comentar o A questão [...]
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Curso sobre Heidegger: Kant e o Problema da MetafísicaMaterial Enviado por José de Medeiros Machado Jr. 2o. semestre de 2004 Professor Bento Prado Jr. Material Enviado por José de Medeiros Machado Jr. ÍNDICE Data da aula 01/10/2001 08/10/2004 15/10/2004 12/11/2004 19/11/2004 26/11/2004 03/12/2004 [download id="4"] ) 19/11/2004 Kant e [...]
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Curso sobre Heidegger: Kant e o Problema da MetafísicaMaterial Enviado por José de Medeiros Machado Jr. 2o. semestre de 2004 Professor Bento Prado Jr. ÍNDICE Material Enviado por José de Medeiros Machado Jr. Data da aula 01/10/2001 08/10/2004 15/10/2004 12/11/2004 19/11/2004 26/11/2004 03/12/2004 [download id="4"]) 12/11/2004 Antes de [...]
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Curso sobre Heidegger: Kant e o Problema da Metafísica 2o. semestre de 2004 Professor Bento Prado Jr. Material Enviado por José de Medeiros Machado Jr. ÍNDICE Data da aula 01/10/2001 08/10/2004 15/10/2004 12/11/2004 19/11/2004 26/11/2004 03/12/2004 [download id="4"] 15/10/2004 1- O “Eu penso” que repete “Eu = Eu”; 2- As [...]
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