As tartarugas marinhas

As tartarugas marinhas Movidos pelo instinto de conservação, a maior parte dos ani­mais buscam *) ou preparam 2) abrigos para se resguardarem das Injúrias do tempo, e se defenderem dos ataques de seus inimigos. As aves escondem-se entre as fôlhas das árvores, ou nas concavidades dos troncos. Recolhem-se os quadrúpedes às espessuras das florestas, às … Ler mais As tartarugas marinhas

Queima da mata – Graça Aranha

Graça Aranha

Queima da mata – Graça Aranha Os homens foram reunidos, e todos penetraram na floresta com um reconhecimento sacerdotal, de quem vai cumprir os ritos de cul­tos infernais. Num dos ângulos da mata lançaram fogo à primeira moita, que lhes pareceu mais ressequida. Antes que a labareda apontasse para o alto as línguas ardentes, rubras, … Ler mais Queima da mata – Graça Aranha

Sertão bruto – Visconde de Taunay

Sertão bruto – Visconde de Taunay Ali começa o sertão chamado bruto[1]). Pousos sucedem a pousos, e nenhum teto habitado ou em ruí­nas, nenhuma tapera dá abrigo ao caminhante contra a frialdade das noites, contra o temporal que ameaça ou a chuva que está caindo. Por tôda a parte, a calma da campina não arroteada; … Ler mais Sertão bruto – Visconde de Taunay

O Rio Amazonas – resumo e curiosidades sobre o rio amazonas

O Rio Amazonas – Afonso Celso. Uma das maravilhas da natureza, o maior rio do mundo! sua bacia é igual a 5/6 da Europa. Uma de suas ilhas, a de Ma­rajó, excede em tamanho a Suíça. Nem todo êle pertence ao Brasil, mas a parte brasileira é, se não a mais extensa, a mais importante, … Ler mais O Rio Amazonas – resumo e curiosidades sobre o rio amazonas

A gruta «Casa de Pedra» em Minas Gerais – Carlos de Laet

A gruta «Casa de Pedra» em Minas GeraisCarlos de Laet (1847-1927) Pica a légua e meia, pouco mais ou menos, de São João d’El-Rey, no extremo da cordilheira do Bonfim e à margem es­querda do rio d’Elvas, afluente do das Mortes. O terreno é aí calcáreo, e a escavação, tão vasta que, no di­zer dos … Ler mais A gruta «Casa de Pedra» em Minas Gerais – Carlos de Laet

A cachoeira de Paulo Afonso

A cachoeira de Paulo AfonsoAfonso Celso. Os Americanos do Norte têm imenso orgulho da sua catarata lo Niágara, que Chateaubriand qualificou — uma coluna d’água tio dilúvio. O Brasil possui maravilha igual, senão superior, — a cachoei­ra de Paulo Afonso. Encontra-se nesta tudo quanto naquela encanta, apavora, e maravilha. E’ a mesma enorme massa líquida … Ler mais A cachoeira de Paulo Afonso

A mata virgem – Celso de Magalhães

A mata virgemCelso de Magalhães E’ de manhã. Aclarada pela luz gradual que aos poucos doura-lhe os cimos ostenta-se esplendorosa a mata virgem. Quem houver viajado pelo norte do Brasil há-de, por certo, conhecer o acentuado selvagem de suas florestas e ter saudade daqu le vago rumorejar que nelas se escuta, daquela indefinida reunião de … Ler mais A mata virgem – Celso de Magalhães

O Pampeiro – José de Alencar

O Pampeiro Um ruído surdo reboou pelas grotas 2) e algares 1)’ que acantilavam o cêrro abrupto. Parecia que a terra arquejava com o estertor de um pesadelo. Ao mesmo tempo uma exalação ardente como o vapor de uma cratera derramou-se pela solidão. As feras uivaram longe na pro­fundeza das selvas, e as aves espavoridas … Ler mais O Pampeiro – José de Alencar

Destruição de Herculanum e Pompéia – narrativa de Plínio

Destruição de Herculanum e Pompéia (A narrativa de Plínio) l) Para ficarem sabendo quais podem ser os efeitos das cinzas vomitadas pelos vulcões, vou-lhes contar uma história muito ve­lha, tal como no-lo transmitiu um escritor célebre da antiguidade, chamado Plínio. A narração é escrita’fem latim, a nobre língua dessa época. Is­to aconteceu no ano 79 … Ler mais Destruição de Herculanum e Pompéia – narrativa de Plínio

Os vulcões – definição, tipos de vulcão.

Os vulcões Os vulcões são montanhas que vomitam fumo, substâncias calcinadas, turbilhões de fogo ou de pedras, e matérias em fusão, chamadas lavas. O cume da montanha tem uma. abertura, em for­ma de funil, chamado craterai e algumas há que têm léguas de ex­tensão. A cratera comunica com um conduto tortuoso, uma es­pécie de chaminé, … Ler mais Os vulcões – definição, tipos de vulcão.

Causas dos Tremores de terra

Tremores de terra (Causas) + E’ muito natural que o leitor deseje saber qual a causa dos tremores de terra. Vamos pois satisfazer êste desejo. Primeiro que tudo é preciso que se saiba que quanto mais se desce para o interior da terra, maior é o grau de calor. As esca­vações ou minas, feitas pelo … Ler mais Causas dos Tremores de terra

Tremores de terra ou terremotos – Terremoto de Lisboa de 1755 (Manoel. P Chagas)

Tremores de terra ou terremotos [1]) – Manoel P. das Chagas Um dos fenômenos mais estupendos da natureza e que às vôzes acarreta consigo desastres espantosos, são os tremores de terra. ou os terremotos. Ouve-se um ruído surdo e subterrâneo, um bramido rouco, que se reforça, abranda e se reforça de novo, como se rugira … Ler mais Tremores de terra ou terremotos – Terremoto de Lisboa de 1755 (Manoel. P Chagas)

O mar – Alves Mendes

O M a r Quantas emoções2), quantas idéias desperta em nós a contemplação do mar! Quando se avistam os seus horizontes diáfanos, quando se observam os seus movimentos constantes, quando se experimentam as suas tempestades desfeitas, quando se escutam os seus bramidos horíssonos, a alma oscila-nos, debate-se no calamo do sublime, fica absorta, extasiada; — … Ler mais O mar – Alves Mendes

Camille Flammarion – o Sol

O Sol Fonte deslumbrante da luz, do càlor, do movimento, da vida e da beleza, o almo [1]) Sol tem recebido em todos os séculos as homenagens solícitas e reconhecidas dos mortais. O ignorante admira-o, porque sente os efeitos do seu poder e do seu valor: o sábio aprecia-o, porque aprendeu a conhecer a importância … Ler mais Camille Flammarion – o Sol

CENAS E MARAVILHAS DA NATUREZA – A aurora polar

CENAS E MARAVILHAS DA NATUREZA A aurora polar Uma, das misteriosas e belas manifestações da natureza é cer­tamente a aurora. Na nossa latitude podem algumas vêzes pre- senciar-se formosos quadros na aparição da aurora; mas é nas regiões árticas e antárticas que o grandioso fenômeno se ostenta em tôdas as suas maravilhosas linhas. Vejamos o … Ler mais CENAS E MARAVILHAS DA NATUREZA – A aurora polar

As duas bilhas

As duas bilhas Cada qual com seu igual. Dêste nosso provérbio parece foi tomado o doutrinal apólogo das duas bilbas: uma de barro, outra ir cobre, levadas rio abaixo com a fôrça da cheia. Rogou a de cobre à de barro que se chegasse a ela, para que juntas resistissem melhor ao ímpeto das águas. … Ler mais As duas bilhas

Os dois leões – fábula de Florian

dois leões, fábula de Florian

Os dois leões Jean-Pierre Claris de Florian (1755-1794) Nos desertos da África, nessas plagas arenosas e inóspitas [1]) em que o sol, crestando a terra, dardeja seus raios de fogo, encon­traram-se dois formidáveis leões a quem a sêde atormentava. Am­bos em procura do precioso líquido, chegaram a um lugar onde um tênue fio d’água, deslizando … Ler mais Os dois leões – fábula de Florian

La Fontaine – fábulas “As rãs pedindo um rei”

As rãs pedindo um rei La Fontaine Aborrecidas as rãs do estado democrático, pediram a Júpiter com tanto empenho um rei, que enfim lho transformou em monarquia. Lá do alto caiu-lhe um rei, cidadão pacífico; mas com o barulho da queda afugentou do lodacento reino o povo, gente muito tímida e asna. Escondida nos buracos … Ler mais La Fontaine – fábulas “As rãs pedindo um rei”

A raposa e o bode – fábula de Esopo

A raposa e o bode – fábula de Esopo Em certa digressão, associaram-se uma rapôsa e um bode Era êste tão curto e rombo de bestunto [1]), quanto aquela era ma­nhosa e arteira. Apertados da sêde, procuram modo de a satisfa­zer e só encontram o refrigerante líquido em um poço. Descem; e, depois de beberem … Ler mais A raposa e o bode – fábula de Esopo

O leão doente e a rapôsa – fábula de La Fontaine

O leão doente e a rapôsa – La Fontaine Achando-se doente o rei dos animais, mandou publicar por todo o seu reino ser de sua vontade que todos os vassalos lhe enviassem embaixada, cada um segundo a sua classe e qualidade, a saber da real saúde e fazer-lhe companhia na sua câmara. Certificou que seriam … Ler mais O leão doente e a rapôsa – fábula de La Fontaine

O lobo e o cordeiro – fábula

O lobo e o cordeiro No tempo em que o lôbo e o cordeiro estavam em tréguas [1]), desejava aquêle que se oferecesse ocasião para as romper. Um dia que [2]) ambos se acharam na margem de um regato, indo be­ber, disse o lôbo mui encolerizado contra o cordeiro: “Por que me turbais a água … Ler mais O lobo e o cordeiro – fábula

Manuel Bernardes. As cotovias

As cotovias Mui judicioso é o apólogo que se conta das cotovias, que ti­nham seus ninhos entre as searas. Dissera o dono do campo a seus criados que tratassem de me- ter a fouce, se vissem estar os pães 1) já sazonados. E, ouvindo este recado uma delas, foi pelos ares avisar as outras que … Ler mais Manuel Bernardes. As cotovias

Um Apólogo, de Machado de Assis

Fonte: Seleta em Prosa e Verso dos melhores autores brasileiros e portugueses por Alfredo Clemente Pinto. (1883) 53ª edição. Livraria Selbach. Um Apólogo Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com êsse ar[1]), tôda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa … Ler mais Um Apólogo, de Machado de Assis

Apólogo das árvores – excerto de sermão do Pe. Antônio Vieira

Apólogo das árvores O primeiro apólogo que se escreveu no mundo (que é fábula com significação verdadeira) foi aquele que refere a sagrada Estou: no capítulo 9 dos Juizes. Quiseram, diz, as árvores fazer |tm rei que as governasse, e foram oferecer o govêrno à oliveira, a qual se excusou [1]), dizendo que não queria … Ler mais Apólogo das árvores – excerto de sermão do Pe. Antônio Vieira

A discórdia é a ruína das famílias e das nações (parábola)

A discórdia é a ruína das famílias e das nações (Parábola) Um agricultor possuía certo campo que não produzia senão brutos, enfezados [1] ), porque o solo se havia tornado sáfaro [2]) por falta de cultura durante largos anos. Porem, ainda aqui e acolá, pela extensão da veiga3) vicejaiam algumas árvores e cepas de boas … Ler mais A discórdia é a ruína das famílias e das nações (parábola)

O rico avarento – parábola bíblica

O rico avarento Houve um homem mui opulento, que não vestia senão púrpuras e holandas 3), e todos os “dias se banqueteava esplêndida- mente. A sua porta jazia de ordinário um pobre chamado Lázaro, coberto de chagas, que, para matar a fome que padecia, não alcançava nem as migalhas que caíam da mesa do rico; … Ler mais O rico avarento – parábola bíblica

O filho pródigo

O filho pródigo Certo homem rico, tinha dois filhos, dos quais o mais moço pediu ao pai que lhe desse, em vida, a parte da herança que lhe havia de caber por sua morte, porque desejava lograr o seu. Concedeu-lhe o pai o que pedia, e, daí a poucos dias, ausentando-se para um país distante, … Ler mais O filho pródigo

Lenda da origem da erva-mate – Cáa-Iari, a deusa dos ervais

Cáa-Iari (A senhora deusa dos ervais) Lenda do mate Na grande taba às margens do mar, a tribo festejava uma nova vitória. O entusiasmo chegara, ao auge. Reunidos em círculo, ao redor das fogueiras onde moqueavam *) as carnes dos prisioneiros, os guerreiros cantavam suas proezas na grande batalha, em que os ferozes inimigos tinham … Ler mais Lenda da origem da erva-mate – Cáa-Iari, a deusa dos ervais

Visconde de Taunay – O sonho de um sabiá

O sonho de um sabiá Em velha e suja gaiola de taquara, suspensa à parede de uma taverna, vivia, há [1]) longos meses encerrado, feio, desditoso e melancólico sabiá. Tédio mortal e agras tristezas metia-lhe tudo quanto o cercava. Em vez do teto azul celeste, recamado à noite de nitentes r>) estréias, que servia de … Ler mais Visconde de Taunay – O sonho de um sabiá

O Castelo de Faria – Alexandre Herculano

O castelo de Faria (Exemplo de fidelidade ao juramento dado) Reinava em Portugal D. Fernando. Êste príncipe, que tanto degenerara de seus antepassados em valor e prudência, fôra obri­gado a fazer paz com os castelhanos depois de uma guerra infeliz, intentada -) sem justificados motivos, e em que se esgotaram 3) inteiramente os tesouros do … Ler mais O Castelo de Faria – Alexandre Herculano