Sociologia - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
Definição de Sociologia
A Sociologia é o estudo da sociedade. É uma ciência social – termo que por vezes é seu sinônimo – que usa vários métodos de investigação empírica e de análise crítica para desenvolver e aperfeiçoar um campo teórico de conhecimentos sobre a atividade social humana, por vezes com o objetivo de aplicar este conhecimento na busca do bem-estar social. Os temas que abordam variam de micro nível interações e intercâmbios até o macro nível de sistemas e estruturas sociais abstratas.
A sociologia é, metodologicamente e tematicamente, uma disciplina muito ampla. Seu foco tradicional inclui a estratificação social, as classes sociais, a mobilidade social, religião e secularismo, lei e dever. Todas as esferas da atividade humana são conformadas com a estrutura social e a ação do indivíduo. A sociologia gradualmente expandiu seu foco para incluir outros assuntos, como saúde, militarismo, instituições penais, a internet e mesmo as regras para a atividade social no desenvolvimento do conhecimento científico.
O escopo dos métodos científicos sociais também se expandiu bastante. Os pesquisadores de ciências sociais trabalham com grande variedade de técnicas, tanto qualitativas quanto quantitativas. A virada lingüística e cultural da metade do século XX levou ao crescimento de abordagem interpretativas, hermenêuticas e filosóficas na análise da sociedade. Ao mesmo tempo, nas décadas recentes, houve o surgimento de novas técnicas analíticas, matemáticas, computacionais e estatísticas, com rigor científico, como o modelo e análise de redes sociais.
Aqui no Consciência contamos comum vasto conteúdo sobre a Sociologia, incluindo resumos, textos dissertativos e trabalho acadêmicos, ebook completo de introdução a sociologia, resenhas de livros e explicaçoes sobre os principais conceitos e sociólogos. Navegue abaixo e bons estudos!
- Introdução a Sociologia: A ESPECIFICIDADE DO SOCIAL: A SOCIOLOGIA NATURALISTA E A SOCIOLOGIA PSICOLÓGICA
- Introdução à Sociologia – OS PROBLEMAS SOCIOLÓGICOS
- Relações Sociais e Alternativas de Renda na Economia Popular
- Responsabilidade Pessoal e Coletiva em Hannah Arendt
- Modernidade e Ambivalência – Zygmunt Bauman
- TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.
- RELAÇÃO ENTRE CLASSE E COR: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ASCENSÃO SOCIAL DO NEGRO NO BRASIL
- É possível uma sociedade Justa?
- A REALIDADE DOS ESTAGIÁRIOS DE PERNAMBUCO NA VISÃO DO CAPITAL VERSUS TRABALHO
- MAX WEBER E A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO
- Considerações acerca da liberdade e da ética na tese “A diferença entre as filosofias da natureza em Demócrito e Epicuro” de Karl Marx.
- Norbert Elias e a sociedade dos indivíduos
- Sociology of knowledge – The Encyclopedia of Philosophy
- Max Weber
- Montesquieu e a escravidão
- Durkheim e a sociologia
Introdução a Sociologia – PRIMEIRA PARTE – OS PROBLEMAS SOCIOLÓGICOS
Professor A. Cuvillier (1939).
Capítulo II A ESPECIFICIDADE DO SOCIAL: A SOCIOLOGIA NATURALISTA E A SOCIOLOGIA PSICOLÓGICA
Faltava à sociologia adquirir uma noção essencial: tinha de tomar consciência nítida da especificidade do social, quer dizer, do fato de os fenômenos sociais constituírem, segundo expressão de Durkheim, um "reino natural" com os seus caracteres próprios e distintos das outras ordens de fenômenos.
I. — Os precursores
Em boa verdade, quando uma disciplina tende a constituir-se como ciência, obedece, freqüentemente, a exigências opostas e, aparentemente, contraditórias. A nova ciência, por necessidade de se afirmar como disciplina positiva, sofre, primeiramente, a atração das ciências mais próximas a ponto de simplificar ao extremo o seu objeto, a fim de se identificar com elas. Mas chega um dia em que essas simplificações se mostram decididamente inadequadas à complexidade do objeto estudado e em que se afirma a especificidade desse objeto.

OS ANTECEDENTES: SENTIDO DO POSITIVO E SENTIDO DO RELATIVO
"Qualquer concepção — escreveu Augusto Comte – só pode ser bem conhecida por sua história". Se queremos compreender o que é a sociologia e, sobretudo, como pouco a pouco se determinaram os problemas que ela apresenta, teremos de começar por uma história sumária, não das doutrinas, mas da própria posição desses problemas.
I. — DO PONTO DE VISTA NORMATIVO AO PONTO DE VISTA POSITIVO
Apesar de a atitude de espírito propriamente sociológica ser bastante recente, os problemas relativos à vida social sempre preocuparam os pensadores. O próprio fato de viver em sociedade levava o homem a pensar em certos problemas, mas esses problemas eram pura e diretamente práticos, tinham por objeto imediato regras de ação, e não o conhecimento objetivo da realidade.
1. O ponto de vista finalista e normativo.
— O que caracteriza os primeiros estudos sobre a sociedade é, precisamente, um ponto de vista finalista e normativo: finalista, isto é, tendo unicamente em consideração o ideal a realizar, a investigação do que deve ser a "melhor" organização social e política; normativo, quer dizer, a preocupação imediata de estabelecer normas, regras de ação para a vida coletiva.

Neste texto procuramos analisar algumas formas de relações sociais, mediações presentes na economia solidária e determinados tipos de organizações que permitem o direcionamento na busca de renda individual ou familiar à margem das relações assalariadas e protegidas do grande capital. Para tanto foi elaborada revisão bibliográfica de autores da nova sociologia econômica, como Bourdieu e Polanyi, além de outros, pós-modernistas e clássicos.
Essa configuração, presente no mercado de trabalho ou em fontes de renda alternativas, dá origem a práticas econômicas e sociais que garantem a sobrevivência e a respectiva melhoria da qualidade de vida de famílias e indivíduos.
Diante do índice considerável de desemprego no segmento da sociedade mercantil – onde a regulação do grande capital prevalce – a economia baseada na solidariedade apresenta-se como um significativo instrumento de combate à exclusão social, com uma proposta alternativa de geração de trabalho, renda e satisfação de necessidades essenciais do ser humano. Repleta de criatividade para a solução de necessidades surge a economia solidária ou popular, ocupando um espaço que nem a economia de mercado e nem a solidariedade estatal conseguem atender na condição sócio-econômica pós-moderna.
Essa configuração presente no mercado de trabalho ou alternativas de fonte de renda, dá origem a práticas econômicas e sociais que garantem a sobrevivência e a respectiva melhoria da qualidade de vida de famílias e indivíduos.
Diante do quadro de desemprego com índice considerável no segmento da sociedade mercantil, onde prevalece à regulação do grande capital, a economia com base na solidariedade apresenta-se como um significativo instrumento de combate à exclusão social pela proposta alternativa de geração de trabalho, renda e satisfação de necessidades essenciais do ser humano, e permeado pela criatividade, além do atendimento de interesses, surge à economia solidária ou popular, ocupando um espaço que nem a economia de mercado, nem a solidariedade estatal conseguem atender na condição sócio-econômica pós-moderna.

Responsabilidade Pessoal e Coletiva em Hannah Arendt.[1]
Cristian Abreu de Quevedo[2]
Resumo
A sociedade e o indivíduo tendem a esquecer de suas responsabilidades para com os acontecimentos políticos. Como se as decisões dissessem respeito somente aos seus representantes e as responsabilidades pessoais e coletivas fossem inexistentes, sendo incapazes de julgar as ações realizadas. Este artigo pretende abordar estes temas a partir de Hannah Arendt, possibilitando uma reflexão atual sobre a política.
Palavras-chaves: responsabilidade pessoal e coletiva, julgamento humano, sistema e totalitarismo.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Centro de Filosofia e Ciências Humanas Programa de Pós-graduação em Sociologia Política Disciplina: SPO 7007 – Sociologia do Racionalismo Semestre: 2008.2 Professor: Phd Carlos Eduardo Sell Acadêmico: Adhemar Tavares Vieira Filho Bauman, Zygmun, 1925-. Modernidade e Ambivalência. Tradução Marcus Penchel. RJ: Jorge Zahar Editora, 1999, 334 pg.. [...]

TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.
Felipe Luiz Gomes e Silva ∗
style='font-size:8.0pt;color:black'>
Resumo
O
objetivo deste texto é refletir sobre novos desafios e velhos dilemas presentes
na esfera do trabalho no século XXI: desemprego estrutural, precarização
laboral e apropriação da subjetividade humana pelo capital. Na década de 1970,
alguns pesquisadores brasileiros entendiam que a chamada "marginalidade
social" constituía, na realidade um enorme exército de reserva de força de
trabalho funcional ao processo de acumulação de capital; a “ocupação informal”
era entendida como uma forma peculiar de inclusão na divisão social do
trabalho. Mas, atualmente, para M. Davis (2006), os trabalhadores desempregados
da América Latina, por exemplo, compõem um vasto “proletariado informal”, o
qual não pode ser chamado de lumpesinato e muito menos de exército de reserva,
pois já não são reservas de nada. Para Robert. Castel (1998), os desempregados
são na realidade “desfiliados”, “supranumerários” e inúteis para o mundo
capitalista. A ideologia do progresso e da modernidade justificou que muitas
lutas de oposição à mercantilização das atividades humanas fossem destruídas
pelo avanço das forças produtivas do capital. Mas mesmo com a destruição das
lutas de resistência o que surpreende é que o desenvolvimento capitalista,
depois de pelo menos quatrocentos anos, não tenha assalariado a totalidade da
força de trabalho na economia-mundo. Dados atuais indicam que trabalhadores
tipicamente assalariados incorporados às cadeias mercantis mundiais abrangem
uma pequena parte da força de trabalho. A metade da população do mundo vive na
pobreza, com menos de US$ 2 por dia, são 3 bilhões de seres humanos. E segundo
a Organização Internacional do Trabalho, diante da atual crise do capitalismo,
serão adicionados mais de 50 milhões de desempregados no mundo; o acelerado
crescimento da indigência é a grande novidade do século XXI. Quem são os
miseráveis de ontem e os de hoje? O que fazer?
Palavras-chave: trabalho,
exclusão, pauperismo, proletariado, indigência.
∗
style='font-size:6.5pt'> Professor Doutor
UNESP, campus de Araraquara, membro do Grupo de Pesquisa em História Econômica
e Social Contemporânea. Endereço:
felipeluizgomes@terra.com.br

O presente trabalho apresenta uma
análise sobre a relação entre classe e cor no Brasil. A partir de constatações
cotidianas, dados estatísticos e pesquisa de bibliografia pertinente ao tema
proposto, busca-se aferir de que maneira a cor da pele influencia na mobilidade
e aceitabilidade social do elemento negro em nossa sociedade. Deste modo, duas
linhas de pensamento sobre a questão racial no Brasil são confrontadas. De um
lado, o pensamento “classicista”, que acredita que no país o preconceito social
é maior do que o preconceito racial. Por outro lado, para o chamado “pensamento
revisionista” sobre as relações raciais no Brasil, mesmo quando desfruta de uma
situação econômica privilegiada, o negro continua vítima de todo tipo de
preconceito. Destarte, tendo os dois paradigmas em questão como fulcro,
pretende-se apresentar algumas considerações sobre a situação do negro
brasileiro.

Por meio desse texto, será possível refletir e opinar sobre problemas que envolvem o conceito “justiça”, trazendo a tona questões como: o que é justiça? Será que a consciência do justo é inata ou é apreendida por meio de convenções? A busca pela justiça é sempre justa? Ao seguir as leis, estamos necessariamente sendo justos? O que temos que levar em conta para julgar se algo é justo ou injusto? Quem é capaz de fazer esse julgamento?

Este trabalho tem por objetivo enfocar a realidade dos estudantes de nível superior e médio da Região Metropolitana de Pernambuco, numa visão capital versos trabalho, que por traz de toda formalidade instituído os mesmos continuam sendo manipulados como mão-de-obra barata, massa de manobra e formando um exercito de reserva, sem qualquer perspectiva social, ecônomica e financeiro.
MAX WEBER E A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO Publicado no Caderno de Programas e Leituras Jornal da Tarde – O ESTADO DE S. PAULO 05/11/1983 Julien Freund Desde a sua publicação, em 1904, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de Max Weber, provocou enorme controvérsia, que ainda não se encerrou. [...]

Em 1839, Marx inicia a preparação de sua tese de doutoramento, que será apresentada em 1841, na Universidade de Iena, intitulada Diferença entre as Filosofias da Natureza em Demócrito e Epicuro. Mas o que levou um jovem estudante de filosofia, discípulo de Hegel, participante do movimento jovem hegeliano de esquerda, a dedicar-se aos estudos do atomismo grego? O objetivo deste artigo é responder essa questão, explicitando como a filosofia atomista de Epicuro influenciou a ética marxiana a partir da liberdade fundada num princípio universal.

Norbert Elias sociólogo alemão nasceu em Breslau em 22 de junho de 1897,
de família judaica, precisou quando Hitler se tornou chanceler da Alemanha
fugir e exilar-se na França em 1933, posteriormente estabeleceu-se na
Inglaterra onde passou grande parte de sua vida. Infelizmente seus trabalhos tiveram
reconhecimento tardiamente
Sociology of knowledge – Verbete da “The Encyclopedia of Philosophy” – Paul Edward, Editor in Chief. vol VII. Collier Macmillan Publishers, London. Social origin of ideas. While there is general agreement among .scholars in the field that social relationships provide the key to the understanding of the genesis of ideas, there are also far-reaching disagreements [...]

Max Weber e a relação política, burocrática e jurídica Jéferson dos Santos Mendes[1] Se a política esta em toda a história humana, logo passa de uma atividade do ser humano, porém não se pode confundir com o Estado, que corresponde a “[...] racionalização da civilização humana” (FREUND, 1987, p. 159). Logo, a política [...]

Montesquieu e a escravidão Jéferson Mendes[1] Montesquieu Charles-Louis de Secondat, Barão de La Brède e de Montesquieu, nasceu em 18 de janeiro de 1689 no castelo de La Brède, perto de Bordéus, França, Montesquieu era membro de uma família da aristocracia provincial. Fez sólidos estudos humanísticos e jurídicos, mas também freqüentou em Paris os [...]

Durkheim e a sociologia Jéferson Mendes[1] Émile Durkheim nasceu em Épinal, no dia 15 de abril de 1858, região da Alsácia, na França. Iniciando os estudos em Epinal posteriormente partindo para Paris, no Liceu Louis Le Grand e na École Normale Superiéure (1879). Considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim formou-se em Filosofia [...]
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