Biblioteca - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
- A LENDA DE BOM JESUS DO IGUAPÉ
- UM SANTO QUE CUMPRIU PENA NA CADEIA – Folclore litorâneo
- A MÃE DE OURO – LENDA CAIÇARA
- LENDA DO PONTAL DA CRUZ – São Sebastião
- A GRUTA QUE CHORA – Lenda indígena
- CANHAMBORA e CURUPIRA – Folclore nativo
- CAVALO SEM CABEÇA – Mito variante
- A MULA-SEM-CABEÇA – História da Lenda do Folclore
- A PISADEIRA – Folclore Paulista
- A ONÇA MANETA – Lenda do Folclore Paulista
- O PAPA — FIGO – Lenda do Folclore, segundo Gilberto Freyre
- A VINGANÇA DO CORONEL
- A MATA DO QUINCÃO – Folclore Paulista
- REGIÃO CENTRAL DE MINAS GERAIS – SERRA DO CURRAL-D’eL-REI
- PRANCHAS – barcos de transporte na Paraíba
- PLANÍCIE DOS GOITACASES
- O VENDEDOR DE COCO VERDE
- O ESPIA DO MAR – Pescadores do Brasil
- NEGRAS BAIANAS
- MUXUANGO
- MANGUEZAIS BRASILEIROS
- GRUTAS CALCÁRIAS DO SÃO FRANCISCO
- COSTEIRAS – Nelson Werneck Sodré
- FLORESTA DA ENCOSTA ORIENTAL – Mata Atlântida, Hilésias
- FAISCADORES – história da mineração
- FABRICO DE TIJOLOS DE ALVENARIA NO INTERIOR DO BRASIL
- CARRO DE BOI
- CARVOEIRO – Minas de carvão mineral
- CACAUAL – Planta Nativa da América, indígenas e Origem do Chocolate
- BARRANQUEIROS DO RIO SÃO FRANCISCO

A LENDA DE BOM JESUS DO IGUAPÉ Registramos a lenda do aparecimento do santo da Praia de Juréia: Estando algumas pessoas na faina da pesca, toparam com um caixão enorme. Foram verificar. Era uma imagem de São Bom Jesus. Bem defronte de uma grande pedra que ficou chamando Registro de Nosso Pai. Dizem os caiçaras [...]

UM SANTO QUE CUMPRIU PENA NA CADEIA Em São Sebastião, cidade do beira-mar paulista, conta–nos a lenda, havia um homem valentão, turbulento que se comprazia em acabar com as procissões e festas religiosas. Graças à sua valentia, ninguém ousava repreendê-lo, todos o temiam e respeitavam. Certa manhã é encontrado morto. Segundo alguns depoimentos, seu corpo [...]

A MÃE DE OURO Em Ubatuba, Candinho Manduca, pescador do Perequê–açu, conta que viu a Mãe de Ouro — uma grande bola de fogo — atravessar o céu de um canto a outro; saiu lá das bandas do rio Acaraú e foi cair no morro de Curuçu-mirim. Outros caiçaras já viram, em noites escuras e [...]
LENDA DO PONTAL DA CRUZ Em São Sebastião morava um velho pescador numa casinha de tábuas, rodeada de coqueiros, de cajueiros e de laranjeiras. A moradia se enchia de perfume quando estas floriam e todas as manhãs de música quando o sábia cantava saudando o nascer do sol. Porém a alegria maior morava no seu [...]

A GRUTA QUE CHORA Os nossos índios desconheciam a existência do dragão, se havia algum ente fantástico, assim um gênio das fontes ou um inimigo dos caçadores, não passava de ipupiaras. Estas acabaram sendo tão fantásticas, assemelhando-se às hórridas serpentes que a mente medievalesca fazia engolir os infiéis. Certamente quem ensinou o medo aos povoadores [...]

CANHAMBORA Amadeu Amaral deixou-o num claro verbete em seu "Dialeto Caipira", São Paulo, p. 105, 1920: Escravo fugido, que geralmente vivia em quilombolas ou malocas pelos matos. Beaupaire Bohan regista as variantes "caiambola, ca-lhambola, canhambola, canhambora, canhembora, caiam-bora". Segundo Anchieta, citado pelo mesmo, o tupi "ca-nhembara" significa fugido e fugitivo. Houve talvez alguma confusão com [...]

CAVALO SEM CABEÇA E’ uma réplica necessária à Mula-sem-cabeça, a Bur-rinha-de-padre, do nordeste brasileiro. Parece que o espírito popular atendeu, por antecipação, o reparo.- do Prof. Basílio de Magalhães (O Folclore do Brasil, p. 70, nota 85); Ao meu sentimento de justiça repugna que somente se fira com tão terrível fadário a frágil filha de [...]

A MULA SEM CABEÇA A Mula-sem-cabeça, Burrinha-de-padre ou simplesmente Burrinha, é o castigo tremendo da concubina do padre católico. Na noite de quinta para sexta-feira muda-se numa mula, alentada e veloz, correndo com espantosa rapidez, até o terceiro cantar do galo. Seus cascos afiados dão coices que ferem como navalhadas. Homens ou animais que encontra [...]

A PISADEIRA Essa é uma mulher muito magra, com os dedos compridos e secos e unhas enormes. Tem as pernas curtas, cabelo desgadelhado, queixo revirado para cima e nariz magro e muito arcado. Sobrancelhas cerradas e olhos acesos. Quando a gente acaba de cear e vai dormir logo, deitado de costas, ela desce do telhado [...]

A ONÇA MANETA A ONÇA MANETA É um animal que perdeu uma das patas dianteiras. Identificam-no pelos vestígios. De espantosa ferocidade, forca invencível e mais ágil, mais afoita, continuamente esfomeada, ataca rebanho e currais, lutando rapidamente para desaparecer e retomar adiante o fio das mesmas proe-sas. Deixa o rasto de suas três patas nas areias. [...]

O PAPA — FIGO O Papa-Figo é o lobisomem da cidade. Não muda a forma. E’ um negro velho, sujo, vestindo farrapos, com um saco ou sem ele, ocupando-se em raptar crianças para comer-lhes o fígado ou vendê-lo aos leprosos ricos. E’ alto e magro. Noutras regiões é muito pálido, esquálido, com barba sempre por [...]
A VINGANÇA DO CORONEL O ano correra bem e seu Brás, homem devoto, que nunca perdia missa ou terço rezado nas circunvizinhanças do povoado de Jataí, havia colhido, a poder de mutirões e de promessas, nada menos que onze sacas de feijão mulatinho — um despropósito! Veio, então, pressuroso, à vila, vender a mercadoria, e [...]
A MATA DO QUINCÃO Quem demandasse a cachoeira dos índios, ou o Porto da Quiçança, pela estrada velha da Santa Rita, tinha forçosamente de atravessar a mata do Quincão. E todo viajante fazia força de alcançá-la ainda com dia claro, para completar-lhe, assim, a perigosa travessia. E’ que essa mata era mal-assombrada. Dentro da padronagem [...]

REGIÃO CENTRAL DE MINAS GERAIS SERRA DO CURRAL-D’eL-REI José Veríssimo da Costa Pereira SEM PRETENDER, em absoluto, cair em demasiado rigor, é possível dizer-se que somente a partir do segundo quartel do século atual, vêm os métodos da análise morfológica sendo aplicados com maior ou menor inteligência, e com real proveito, no estudo científico do [...]

PRANCHAS Eloísa de Carvalho SUBINDO o Paraíba a tarde, valendo-se do alísio ou descendo-o à noite, aproveitando a corrente, as "pranchas", com suas brancas velas triangulares enfeitam o rio entre São Fidélis e São João da Barra, servindo às populações das pequeninas vilas que naquele trecho sobre êle se debruçam, ou transportando a mudança dos [...]

PLANÍCIE DOS GOITACASES José Veríssimo da Costa Pereira TOMADO na direção sudoeste, o desenho fixa um aspecto da Planície dos Goitacases, em Campos, estado do Rio de Janeiro. Os traços essenciais da paisagem foram observados do terraço do estabelecimento de educação tradicionalmente conhecido por Liceu de Campos. Edificado numa das poucas elevações da margem meridional [...]

O VENDEDOR DE COCO VERDE Francisco Barboza Leite COQUEIRO (Cocos nucífera’) empresta à paisagem nordestina um dos seus aspectos mais pitorescos. É pouca a sua importância econômica, mas exerce sensível influência nos costumes; principalmente entre as populações litorâneas. O seu produto principal, a amêndoa, oferece diferentes tipos de aproveitamento. Focalizamos aqui a utilização da água [...]

O ESPIA Nelson Werneck Sodré QUANDO se aproxima a época em que a tainha sobe a costa, em busca de águas quentes, para a desova, vai uma agitação intensa pelos núcleos de pescadores do litoral paulista a nordeste de Santos. A aproximação do cardume é acompanhada com toda atenção, e a notícia corre de praia [...]

NEGRAS BAIANAS Lúcio de Castro Soares A NEGRA baiana ou simplesmente a "baiana", como é vulgarmente mais conhecida, é figura das mais características da pitoresca e tradicional capital do estado da Bahia — a cidade do Salvador, dentre os diversos tipos humanos lá ocorrentes, desde o elemento branco até o negro puro, através de vários [...]

MUXUANGO José Veríssimo da Costa Pereira O "MUXUANGO" é um tipo rústico da planície de restingas encontradiço entre a população rural da costa e da baixada fluminense. De acordo com Alberto Lamego Filho, que o estudou, sobretudo no livro intitulado Na Planície do Solar da Senzala, (Livraria Católica, Rio de Janeiro, 1934, pp. 101-107) o [...]

MANGUEZAIS Carlos Pedrosa O S MANGUEZAIS comuns às zonas litorâneas dos países tropicais e subtropicais, constituem as associações vegetais mais uniformes em suas características. Localizam-se não somente nas margens das enseadas e das lagunas sob a influência marítima, mas ainda, avultam, se alongam, se espraiam nos baixios dos estuários dos rios, penetrando, muitas vezes, grande [...]

GRUTAS CALCÁRIAS DO SÃO FRANCISCO José Veríssimo da Costa Pereira ABRANGENDO uma área considerável que engloba as cabeceiras do São Francisco, em Minas Gerais, a formação calcária do São Francisco se estende, acompanhando o rio, em rumo norte, até o rio Grande, seu afluente da margem esquerda, na Bahia, prosseguindo, naquela direção, mas, pela margem [...]

COSTEIRAS Nelson Werneck Sodré A PROPORÇÃO que se desenvolve, do sul para o norte, vai a serra do Mar, em território paulista, aproximando-se do oceano. Em Santos, não dista mais que vinte quilômetros do litoral, deixando uma reduzida faixa de baixada, em que se desenvolve o lagamar santista. Continuando para o norte, avizinha-se ainda da [...]

FLORESTA DA ENCOSTA ORIENTAL Lindalvo Bezerra dos Santos A CHAMADA "floresta atlântica" do Brasil, ou "mata costeira" ou "floresta oriental" ou ainda "Dryades", segundo Martius, estende-se em latitude, por quase 25°, na encosta oriental do planalto brasileiro, desde o Rio Grande do Norte, indo morrer nas ondulações das serras do Erval e Tapes, ao sul. [...]

FAISCADORES * José Veríssimo da Costa Pereira AINDA hoje, sobretudo em certas regiões do Pará, Amapá, Guiana Maranhense, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, constitui o ouro o eixo em torno do qual gira incessantemente toda a vida de pequenas povoações que, em pleno século XX fazem reviver condições de trabalho e de meio [...]

FABRICO DE TIJOLOS DE ALVENARIA NO INTERIOR DO BRASIL Francisco Barboza Leite NOS DIFERENTES estágios em que o barro se apresenta, oferece ao homem aplicação vantajosa, a começar, naturalmente, pela construção da casa onde, como é sabido, sua utilidade não se limita somente às paredes toscas ou de alvenaria; na cerâmica rudimentar ou nos mais [...]

CARRO DE BOI* Lúcio de Castro Soares R ÚSTICO, modesto, vagaroso, o carro de boi foi, sem dúvida alguma, um dos fatores que muito concorreram para o progresso rural do Brasil. Primeiro veículo de transporte que a nossa terra possuiu, o carro de boi, "afundando o chão" virgem do Brasil-Colônia e Império, nele escreveu, com [...]

CARVOEIRO * Elza Coelho de Souza NO BRASIL, onde escasseia o carvão mineral limitado a poucas jazidas no extremo sul do país, tem sido intensa a devastação da sua riqueza florestal, utilizada, indiscriminadamente, para a produção de lenha e de carvão vegetal destinados ao consumo doméstico, às fábricas e estradas de ferro. O carvão vegetal [...]

CACAUAL
Lindalvo Bezerra dos Santos
QUANDO Lineu tratou de classificar a árvore do cacau — denominou-a Theobroma cacao — não achou, provavelmente, nada mais sugestivo do que recordar, de acordo com a lenda asteca, a origem divina do cacaueiro. Daí Theobroma, que significa manjar ou alimento dos deuses.
É muito provável que o cacaueiro seja nativo da Amazônia brasileira, tal a espontaneidade e exuberância com que aí se apresenta, encontrando-se ainda, em estado salvagem, na bacia do Orinoco, estendendo-se o seu habitat até o México, através da América Central.

BARRANQUEIROS José Veríssimo da Costa Pereira CONHECIDOS tipos humanos do São Francisco, habituados a enfrentar e a suportar os caprichos do rio bem como a situação de abandono em que tem economicamente vivido a região, os "barranqueiros", são, antes de tudo, habitantes ribeirinhos, em geral paupérrimos e vivendo em toscas habitações erguidas nos barrancos do [...]
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