OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES, O HERÓI TEBANO (MITOLOGIA GREGA)
HÉRCULES, ou Alcides, filho de Júpiter e Alcmena, estava ainda no berço quando Juno, sua inimiga, enviou duas serpentes para devorá-lo. Mal ele as percebeu, agarrou-as com as suas mãos infantis, e sufocou-as.
Vários mestres teve Hércules: com Eurito aprendeu a manejar o arco, com Castor a combater todo armado, com Autólico a conduzir um carro de guerra, com Lino a tocar lira e a cantar. Confiado, a seguir, ao centauro Quíron, tornou-se o homem mais valente e mais famoso de seu século.
O ruído de sua fama depressa chegou aos ouvidos de Euristeu, rei de Micenas, ao qual Hércules, por um decreto da Sorte, encontrava-se submetido. A Sorte declarara "que aquele dos dois príncipes que nascesse por último, obedeceria o outro", e Juno, que detestava a família de Hércules, fêz avançar de dois meses o nascimento de Euristeu.
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Silvio Romero (Lagarto, 21 de abril de 1851 — 18 de junho de 1914) – História da Literatura Brasileira
Vol. III. Contribuições e estudos gerais para o exato conhecimento da literatura brasileira. Fonte: José Olympio / MEC.
TERCEIRA ÉPOCA OU PERÍODO DE TRANSFORMAÇÃO ROMÂNTICA — POESIA (1830-1870)
CAPITULO II – continuação
PRIMEIRA FASE DO ROMANTISMO: O EMANUELISMO DE GONÇALVES DE MAGALHÃES E SEU GRUPO
Veja a entrada para o Barão de Paranapiacaba na Antologia Nacional de Escritores
João Cardoso de Meneses e Sousa, Barão de Paranapiacaba (1827…)65 — É também um mito literário este, ao gosto e pelo jeito do Brasil.
A mitologia literária entre nós segue andar inverso a toda mitologia em geral.
Esta foi sempre uma representação do pensamento primitivo, idealização do passado obscuro e longínquo. Aqui a cousa é diversa; os heróis divinizados são sempre recentes e a canonização dura enquanto o indivíduo existe aí em carne e osso e pode prestar algum favor… Morto o homem, desaparecido o semideus, esvai-se a lenda e lá fica um lugar vazio no altar dos crentes fervorosos e… interessados.
Qual o brasileiro notável falecido a distância de mais de dez ou vinte anos, que seja o objeto de uma veneração especial da parte de nós outros, povo superficial e prodigiosamente ingrato?
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História da Civilização – Oliveira Lima
Idade Moderna
Capítulo I
OS DESCOBRIMENTOS E A
REFORMA
A península Ibérica e
as descobertas
Nada serve melhor para
caracterizar a idade moderna do que a série das descobertas que, ampliando o
mundo civilizado, ampliaram conseguintemente a sua história. À península
Ibérica deve a humanidade esta obra gloriosa e fecunda, na qual empenharam seus
filhos esforço maior do que permitiam seus recursos e mesmo suas reservas de
população. A situação geográfica dessa península como que a predestinava para
tais cometimentos: em frente dela estendia-se o grande mar que dissimulava as surpresas
apontadas pelas tradições como encerradas no seu seio. Porque os navegadores
Vasco da Gama, Cristóvão Colombo, Fernão de Magalhães, não foram adivinhos, nem
tiveram uma simples intuição do que lhes ocorreu. Derivavam-se dos seus estudos e do
que a experiência fora progressivamente revelando, confirmando velhos dizeres.
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OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA. Professor Brasil Bandecchi. Garantidos os direitos portugueses pelo Tratado de Tordesilhas, que fixou fronteiras na América, ficou a Portugal a preocupação, inicialmente, de defender o litoral que ia da Uha de Marajó (na parte mais próxima do Estado do Maranhão) até Laguna e [...]
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Antologia Nacional de Escritores
Parte 2 – Poetas
Poetas Brasileiros.
CAPÍTULO 1
FASE CONTEMPORÂNEA
(Séculos XX e XIX, depois de 1820)
POETAS BRASILEIROS
DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHÃES, Visconde de Araguaia, (1811-1882), desempenhou no movimento romântico do Brasil o mesmo papel que em Portugal coube a Garrett.
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JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES (Minas, 1837-1898) foi um infatigável estudioso dos nossos sertões e no estudo das línguas indígenas despendeu boa parte da sua atividade.
Envolvido na política do Império e filiado ao partido liberal, presidiu as províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Na penúltima destas presidências prestou relevantes serviços, desoprimindo da invasão paraguaia uma parte da província; e, como prêmio das vitórias que nisso alcançou, foi galardoado com o posto de brigadeiro honorário, distinção que então rarissimamente se concedia a civis.
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A Batalha do Riachuelo
Alvorecera brilhante o dia 11 de junho de 1865, domingo (67) da Santíssima Trindade.
Duas léguas abaixo da cidade de Comentes, na extensa curva que faz o rio Paraná, entre a ponta daquele nome e Santa Catalina, ao sul, viam-se em linha de combate, mas com os ferros no fundo e fogos abafados, nove canhoneiras a vapor, em cujos penóis (68) tremulava a bandeira brasileira.
Eram a segunda e terceira divisões da esquadra, que, depois de juntar às glórias de Tonelero as de Paissandú e Corrientes, bloqueavam sob as ordens do capitão-de-mar-e-guerra Barroso da Silva o litoral ocupado pelo inimigo.
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Cartas de Padre Antônio Vieira CARTA XVI Ao Rei D. João IV 1655 — dezembro 8 SENHOR. — Por carta de V. M., escrita em 9 de abril de 1655, me ordena V. M. por seu real e católico zelo vá dando conta sempre a V. M. do que for sucedendo nestas cris-tandades, e do [...]
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Pierre du Columbier – História da Arte – Cap. 13 – O Século XIX
Tradução de Fernando Pamplona. Fonte: Editora Tavares Martins, Porto, Portugal, 1947.
O meio romano
UM observador houvera podido conjecturar, em meados do século XVIII, que a Itália,e particularmente Roma iam retomar a direcção das artes, que lhes pertencera durante tanto tempo, e que a opinião geral estava inteiramente disposta a atribuir-lhes de novo. Reinava, com efeito, nessa cidade um estado de espírito que lembra, guardadas as devidas proporções, o do século xvi. De novo se descobria o antigo. Esta fermentação é por vezes relacionada com as escavações recentemente executadas em Pompeia e Herculano. Elas não lhe são estranhas e concebe-se o choque que produziu a vida íntima da Antiguidade de súbito revelada à luz do dia; no entanto, este género de explicação é demasiado fácil, assim como os achados arqueológicos feitos três séculos atrás não bastavam para justificar a Renascença. Trata-se antes de um episódio desseeterno movimento pendular que faz com que a um período de frivolidade suceda um período severo, a um período de liberdade um período de disciplina. A reacção contra o barroco tinha de vir: agarrou-se ela á antiguidade romana e etrusca, visto que a antiguidade grega continuava a ser quase por completo ignorada.
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Templos gregos
Ordens
Arquitectura Clássica Grega Antiga
Escultura na Grécia Antiga
Curos e Coré
Período pré-clássico
Fídias
Arte na Grécia no Século IV a. C
Período Helenístico
Vasos
OBRAS CARACTERÍSTICA DA ARTE GREGA
ARQUITECTURA
ESCULTURA
VASOS
Á Grécia
Reserva feita da opinião dos que sustentam — será acaso um paradoxo? — que a arte grega nunca cessou de viver pois que inspira ainda hoje toda a Europa, esta arte teve uma existência bastante breve. Durou praticamente do vil século até cerca do ano 150 antes de Jesus Cristo, até à conquista romana. O seu domínio também foi relativamente limitado: Grécia propriamente dita. Asia Menor e Grande Grécia.
Mas a sua duração global dá uma ideia bastante imperfeita dos fenómenos ocorridos: importa ter em consideração épocas em que o movimento se acelera; menos de cem anos bastam para passar do Triplo ATereuáo Hecatompédon às esculturas de Parténon.
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Material didático de História do Brasil trata da introdução e desenvolvimento do gado e da pecuária no Brasil Colônia.
Como sabemos, o índio brasileiro não possuía animais domésticos, daí a necessidade de se entregarem à caça e à pesca a fim de obterem carne para sua alimentação.
Quando Martin Afonso aqui chegou, já encontrou no pequeno povoado de São Vicente, galinhas e porcos da Espanha, possivelmente trazidos pelos que demandavam os mares do Sul ou salvos de naufrágios. De qualquer maneira, estes animais já se encontravam no Brasil, em 1532.
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# ndios poetas e imaginosos
# Teatro da natureza
# O “Boca do Inferno”
# Dirceu de Marília
# Gonçalves Dias O cantor dos guerreiros
# José de Alencar De ledor de romances a escritor de romances
# Castro Alves – O poeta dos escravos
# Machado de Assis – De moleque de morro a presidente de Academia de Letras
# Antônio Conselheiro O homem que escrevia com um cipó
# Rui Barbosa, o nababo da língua
Índios poetas e imaginosos
SERIA aquela gente primitiva e rude que vivia no Bra-— sil, ao tempo de seu descobrimento, desprovida de imaginação e de idéias poéticas ? As pesquisas e trabalhos de etnólogos e sociólogos mostram que os índios brasileiros sabiam criar mitos, e mitos poéticos, para explicar os fenômenos da natureza. Recolheram-se poemas e numerosas historietas, que atestam certo senso poético e imaginação. A maioria dessas histórias narra fatos acontecidos com os bichos das selvas, e fatos humorísticos, em geral, revelando o senso satírico dos homens das tabas.
Esta canção, recolhida pelo general Couto de Magalhães, é uma bela amostra de ciúme amoroso:
O’ Ruda, vós que nos céus estais e amais as chuvas. . . Vós que nos céus estais. . . fazei com que êle (o amante) por mais mulheres que tenha, as ache todas feias; fazei com que êle se lembre de mim, quando o sol se encobrir no poente.
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História do Brasil – SEGUNDO REINADO.
Política Interna e Externa
Prof. Brasil Bandecchi, 1970
"É nesse ambiente conturbado que D. Pedro sobe os degraus do trono.
E logo, como que tocada por alguma vara de condão, a política do Império começa a se aplacar.
É verdade que ainda restava a liquidação das guerras dos Balaios e dos Farrapos. Mas a primeira estava nos últimos arrancos e a segunda mostrava, inequivocamente, o declínio das forças rebeldes.
Além destas duas heranças da época regencial, D. Pedro II, no decênio de consolidação da ordem, de 1840 a 1850, tem que haver-se apenas com dois movimentos sérios: a Revolução Liberal mineiro-paulista de 1842 e a Revolução Praieira, de 1848, em Pernambuco.
Foram ambos movimentos deflagrados pelos liberais, sendo o de 42, de caráter exclusivamente político, enquanto o de 48, em virtude de circunstâncias especiais da economia pernambucana, tomava matiz de uma luta social. Nabuco, com a habitual largueza de vistas, já tinha chamado à insurreição da Praia mais que um movimento político, um movimento social. Mas a presença do Imperador no trono já se fazia sentir."1
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Capítulo de antigo livro de material didático escolar para o ensino ginasial de História do Brasil com informações sobre a descoberta do Brasil pela esquadra do navegador português Pedro Álvares Cabral em 1500 e o início da elevação de nova colônia.
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Resumo de História sobre as grandes navegações européias com Colombo e Vasco da Gama, o descobrimento da América por parte da civilização européia e a colonização.
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OS CAMINHOS ANTIGOS E O POVOAMENTO DO BRASIL* Capistrano de Abreu Na era de 1 530 o território entre o Maranhão e Santa Catarina foi dividido em 12 capitanias hereditárias, desiguais em superfície, limitadas toda a Este pelo Atlântico, o Oeste pela linha fantástica de Tordesilhas. Até então o Brasil estivera entregue a degredados, [...]
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Os caminhos antigos e o povoamento do Brasil – Capistrano de Abreu SOLÍS E PRIMEIRAS EXPLORAÇÕES* Desmarquets evocou há mais de século a memória de Jean Cousín, navegante afortunado que, saindo de Dieppe, cerca de 1 480, rumo de S.O. descobriu um grande rio, e depois em rumo de S.E. um cabo: o rio era [...]
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D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPITULO XXIX O MOVIMENTO CONSTITUCIONAL NO BRASIL. O ÚLTIMO MINISTÉRIO A corrente constitucional, em comunicação com os dínamos de Lisboa, seguiu no Brasil a direção norte-sul. A primeira descarga deu-se no Pará, onde o pronunciamento militar ocorreu no dia 1? de janeiro de 1821. O governador [...]
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TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL em 1587 Gabriel Soares de Sousa PRIMEIRA PARTE: Roteiro geral, com largas informações de toda a costa do Brasil Proêmio Como todas as coisas têm fim, convém que tenham princípio, e como o de minha pretensão é manifestar a grandeza, fertilidade e outras grandes partes que tem a Bahia de Todos [...]
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D. João VI no Brasil – Oliveira Lima
CAPITULO VII
AS INTRIGAS PLATINAS
É fora de dúvida que Dom João VI esteve a começo de acordo com o
projeto que teria a dupla vantagem de livrá-lo da presença nefasta da mulher, enxotando-a com
todas as honras para Buenos Aires e com ali entronizá-la dando aplicação à
sua daninha atividade, e ao mesmo tempo estender com essa parceria distante a sua
importância dinástica, pois que no futuro o império hispano-americano, arredado da
solução da independência, a qual para mais era contagiosa e poderia propagar-se ao Brasil,
reverteria para a sucessão de Dona Carlota, que era a sua própria. Não contaria ele com tamanha
resistência do governo britânico, mais propenso a favorecer a emancipação das
possessões espanholas, aos projetos de Dona Carlota Joaquina, nascidos da justa
persuasão de que o domínio colonial da Espanha tinha entrado em franca
desagregação e que mais valia conservá-lo para uma nova dinastia Bourbon-Bragança do
que abandoná-lo ao vórtice
republicano.
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ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL
Paulo Setúbal
Dos “Ensaios Históricos”
ONFROY DE
THORON
Não há, no pórtico da nossa História, pergunta mais natural do que
esta: de onde vêm esses bugres que os mareantes toparam no Brasil alvorecente?
De que estranhas terras, e como, e de que jeito, e quando, surgiram por aqui
esses gentios emplumados, de batoque no beiço, que atroavam os matos brutos com
o ribombo dos trocanos e o estrépito das inúbias bárbaras? Uma curiosidade
ferretoante, desde a primeira página, chuça o nosso fundo racional. A gente
anseia logo por desvendar a origem daqueles dois selvagens, "pardos,
maneira de avermelhados, de bons olhos e bons narizes" que Cabral recolheu
a bordo, que agasalhou mimosamente, que fez dormir na capitânea sobre coxins da
Pérsia, entre muitas fofezas, num aturdimento. Mas a curiosidade aguça-se
apenas: não há resposta cabal. Teses, muitas. Autores, muitos. Mas tudo cipoal
desnorteante.
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