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Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VER-O-PÊSO José Veríssimo da Costa Pereira PELO seu colorido local, altamente expressivo, misto de doca e de mercado popular, cuja confusão e pitoresco se tornam inesquecíveis, o VER-O-PÊSO constitui um [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VAQUEIRO DO RIO BRANCO José Veríssimo da Costa Pereira APROPRIADOS à criação de gado, em geral, os vastos campos do Rio Branco constituem o cenário onde se desenvolve a [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA Antônio Teixeira Guerra A PAISAGEM física da Amazônia é caracterizada pela existência de uma densa e pujante floresta que extravasa os limites políticos da Amazônia clássica, [...]

REGATÕES José Veríssimo da Costa Pereira O DEVASSAMENTO e a conseqüente forma do povoamento na região amazônica não são apenas o resultado da audácia e do espírito de aventura dos conquistadores luso-brasileiros, nos séculos passados. São ainda um corolário da função antropogeográfica dos rios, numa região de floresta espessa, maciça, em muitos pontos impenetrável, porém [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. TIRADOR DE CAROÁ Ney Strauch NA AGRESSIVIDADE de sua paisagem, nem sempre o sertão nordestino é ingrato ao homem que nele habita. O clima é seco, de chuvas irregulares e [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. TIPOS DE PESCA NO NORDESTE A Moita Francisco Barboza Leite A PESCA no Nordeste ainda é praticada do modo mais primitivo. Especialmente no interior, o homem desconhece outros meios que [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. RENDEIRAS DO NORDESTE José Veríssimo da Costa Pereira A VASTA extensão territorial do Brasil, a Região Nordeste não é, em rigor, uma unidade físico-geográfica interposta entre a Amazonia e o [...]
Ebook de geografia – Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. PORTEIRA DE MOIRÕES Francisco Barboza Leite Em VÁRIOS pontos do país, notadamente no Nordeste, no sul de Minas Gerais, no oeste da Bahia e no interior [...]
VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES CAPÍTULO CXLV De Colombo e da América Colombo, impressionado com os empreendimentos dos Portugueses, achou que se podia fazer algo de maior, e pelo simples exame de um mapa do mundo concluiu pela existência de um outro, que poderia ser encontrado vogando-se sempre [...]
VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES
CAPÍTULO CXXI
Dos costumes dos séculos XV e XVI e da situação das belas-artes
Vê-se que na Europa quase não havia soberanos absolutos. Os imperadores, antes de Carlos V, não ousavam aspirar ao despotismo. Os papas exerciam maior autoridade em Roma do que antes, mas bem menor sobre a Igreja. As coroas da Hungria e da Boémia continuavam a ser electivas, bem como todas as do Norte; e a eleição supõe, necessariamente, um acordo entre o rei e a nação. Os reis da Inglaterra não podiam nem fazer leis, nem delas abusar, sem o concurso do Parlamento. Isabel de Castela havia respeitado os privilégios das Cortes, que constituíam os Estados do Reino. Fernando, o Católico não tinha podido destruir a autoridade do justiceiro, que se acreditava com o direito de julgar os reis. Só a França, desde Luís XI, se tornara um Estado puramente monárquico, governo feliz quando um rei, tal como Luís XII, repara, pelo seu amor ao povo, todas as faltas que comete para com os estrangeiros, mas o pior dos governos, com um rei pusilânime ou mau.
VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES
CAPÍTULO LXXXI
Costumes, usos, comércio e riquezas nos séculos XIII e XIV
Eu gostaria mais de dizer como realmente era, então, a sociedade dos homens, como se portavam eles no interior dos seus lares, que artes cultivavam, do que repetir a narrativa de tantas desgraças e de tantos combates, sinistros objectivos da história e lugares-comuns da maldade humana.
Em fins do século XIII e nos primórdios do século XIV, parece-me que se começava na Itália, apesar de tantas dissensões, a sair da noite negra da ignorância de que se cobrira a Europa depois da queda do império romano. As artes essenciais não haviam perecido. Os artesãos e os comerciantes, cuja obscuridade afasta o furor ambicioso dos grandes, são como formigas a cavar suas moradas em silêncio, enquanto as águias e os gaviões se estraçalham lá no alto.
EDGAR ALLAN POE –
NATHANIEL HAWTHORNE
A reputação do autor de "Twice-Told Tales" foi confinada até há bem pouco tempo à sociedade literária e não errei, talvez, em citá-lo como o exemplo, por excelência, neste país, do homem de génio, admirado nos círculos privados e inapreciado pelo público. É certo que no ano passado, ou no atrasado, a crítica, dando azo a justa indignação, muito concorreu para que ele fosse calorosamente consagrado.
O Sr. Weber, por exemplo (ninguém lhe excede no gosto apurado por essa maneira de escrever, em cuja ilustração o Sr. Hawthorne se notabilizou), deu-nos num recente número da "The American Review" um testemunho amplo e cordial do seu talento, e desde a publicação de "Mosses from an Old Manse", as críticas no mesmo diapasão não têm sido, de modo algum, pouco frequentes nos nossos jornais mais autorizados. Posso lembrar-me com facilidade das poucas obras de Hawthorne publicadas antes de "Mosses". De uma recordo-me em "Arcturue" (editado por Mattheus e Duyckinck), em Maio de 1841, outra, no "American Mon-thly" (editado por Hoffman e Herbert), em Março de 1838, de uma terceira no nonagésimo sexto número da "North American Review". Estas críticas, no entanto, pareciam ter pouca influência sobre o gosto popular — pelo menos, se devermos formar qualquer ideia do gosto popular tomando–se por base sua expressão nos jornais ou na venda do livro do autor. Não era costume, até há bem pouco tempo, incluir-se o seu nome no resumo dos nossos melhores autores. Os críticos dos periódicos costumavam indagar em tais ocasiões: "Não há Irving e Cooper, e Bryant, e Paulding, e — Smith"; ou "Não temos Halleck e Dana, e Longfellow, e — Thompson?", ou "Não podemos indicar triunfalmente o nosso próprio Sprague, Willis, Channing, Bancroft, Pres-cott e — Jenkins?" Mas estas indagações irrespondíveis nunca envolviam o nome de Hawthorne.
Washington Irving (Nova Iorque, 3 de abril de 1783 – 28 de novembro de 1859) A ARTE DE CONFECCIONAR LIVROS "Se for verdadeira a grave sentença de Sinésio: — "É maior ofensa furtar o labor dos mortos do que suas vestes", que será da maioria dos escritores?" (Anatomia da Melancolia — Burton) A extrema fecundidade [...]
Washington Irving (Nova Iorque, 3 de abril de 1783 – 28 de novembro de 1859) A MUTABILIDADE DA LITERATURA UM COLÓQUIO NA ABADIA DE WESTMINSTER Sei que sob a lua tudo decai, E o que os mortais ao mundo trouxeram, Cedo ou tarde a pó se reduzirá. Sei que todos os celestes poemas das musas [...]
Washington Irving (Nova Iorque, 3 de abril de 1783 – 28 de novembro de 1859) NATAL Mas o velho, o velho e bom Natal acabou? Além do cabelo da sua cabeça grisalha e da barba, nada resta? Pois então isso me basta, já que não posso obter mais. (Gritos de Natal) NA Inglaterra, nada exerce [...]
JAMES RUSSELL LOWELL (1819 – 1891)
ABRAHAM LINCOLN
MUITAS crises dolorosas têm havido desde que a vaidade insopitável da Carolina do Sul instigou dez prósperas comunidades a um crime cuja recompensa final era ficarem à mercê da nação que tinham desmantelado ou ao alvedrio da anarquia que provocaram e não puderam controlar, quando já nenhum americano de senso abria seu jornal matutino sem o pavor de concluir que não mais possuía uma pátria para amar e para honrar. Qualquer que fosse o resultado da convulsão cujos primeiros embates se começavam a sentir, ainda haveria suficientes milhas quadradas de terra onde trabalhar; mas o inefável sentimento, composto de memória e esperança, de instinto e tradição, que enche o coração de todos os homens e informa seu pensamento, embora talvez nunca presente à sua consciência, se desgarraria, deixando-lhe a terra comum e nada mais. Dela, os homens poderiam colher frutos opi-mos, mas a safra ideal de preciosas reuniões, essa não se repetiria mais; aquela bela virtude que esgotou mensagens de coragem e segurança, oriundas de cada um de seus componentes, ter-se-ia extinguido irremediavelmente e sem deixar vestígio. Sentir-nos-íamos inexoravelmente desligados do passado e forçados a unir os destroços de nossas vidas a qualquer nova condição que um promissor acaso deixasse ainda a nos acenar.
De São Luís. Seu governo, sua cruzada, o número de seus navios, suas despesas, sua virtude, sua imprudência, suas desditas
Luís IX parecia destinado a reformar a Europa, se tal tivesse sido possível, a tornar a França gloriosa e civilizada, e a ser, em tudo, o modelo dos homens. Sua piedade, que era a de um anacoreta, não o impedia de possuir todas as qualidades de governante; uma sábia economia não se tornou incompatível com a sua liberalidade. Soube conciliar uma política sagaz com uma justiça rigorosa e exacta; e talvez seja o único soberano a merecer este elogio: prudente e firme nas deliberações do Conselho, intrépido nos combates, sem de deixar arrebatar, compassivo, como se fora sempre infeliz.
VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES PRÓLOGO (Trechos) QUEREIS, enfim, dominar o tédio que vos causa a história moderna, desde a decadência do império romano, e obter uma ideia geral das nações que habitam e afligem a terra? Não procureis nessa imensidade senão o que merece ser conhecido: o [...]
VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES
CAPÍTULO XXV
Dos Normandos no século IX
Estando tudo dividido 1, tudo redundava em desgraça e fraqueza. Tal confusão abriu passagem aos povos da Escandinávia e aos habitantes das margens do mar Báltico. Esses bárbaros, bastante numerosos, não tendo para cultivar senão terras estéreis, não possuindo manufacturas e privados das artes, procuravam uma oportunidade para expandir-se longe da pátria. O banditismo e a pirataria lhes eram necessários, como a carnificina aos animais ferozes. Na Alemanha, chamavam-nos Normandos, homens do Norte, sem distinção, como dizemos ainda, generalizando, os corsários da Barbaria. Desde o século IV eles se misturavam às vagas dos outros bárbaros que levavam a desolação até Roma e a África. Vimos que, com os movimentos tolhidos e sob controle no reinado de Carlos Magno, temeram a escravidão. A partir da época de Luís, o Bonachão, puseram-se a deslocar-se e a incursionar pelas regiões vizinhas. As florestas que abundavam em suas terras forneceram-lhes madeira suficiente para a construção de barcos de remo e a duas velas, com capacidade para cem homens, com suas provisões de cerveja, biscoitos, queijo e carne defumada. Assim equipados, faziam-se ao mar, costeando as terras, desembarcando onde não encontravam nenhuma resistência e regressando com o fruto da pilhagem, que repartiam em seguida, de acordo com as leis do banditismo, tal como se pratica na Barbaria. No ano 843 penetraram na França pela embocadura do Sena e saquearam a cidade de Ruão. Outra frota entrou pelo Loire e devastou tudo até a Touraine. Levavam consigo os homens, para servirem de escravos, apoderando-se até das crianças, para ensinar-lhes a arte da pirataria. O gado, os móveis, tudo carregavam. Vendiam, às vezes, numa costa, o que haviam pilhado em outra. Seu bom êxito inicial excitou a cupidez dos seus compatriotas indigentes. Os habitantes das costas germânicas e gaulesas a eles se juntaram, do mesmo modo como tantos renegados da Provença e da Sicília tinham servido nos navios da Argélia.

A pesca do pirarucu, ainda que periodicamente, constitui indústria regional, cujos produtos já atingem mercados internacionais sem esquecer os nacionais situados fora do âmbito propriamente amazônico. A indústria, além de abastecer as populações ictiófagas da grande Região Norte, chega a exportar pirarucu seco para os estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. Fora dos mercados brasileiros atinge alguns países sul-americanos como Venezuela, Colômbia e Peru.
As pescarias são mais comuns nos meses chamados de verão. Estes, como se sabe, correspondem ao período da vazante, que principia nos meados de agosto e se prolonga até meados de novembro. A máxima vazante dá-se nos meses de setembro e outubro. Todavia, a pesca do pirarucu também se realiza no período da enchente, que principia em novembro e termina em princípios de agosto.

Ebook de geografia – Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. GAIOLAS E VATICANOS José Veríssimo da Costa Pereira A VASTA rede fluvial do Amazonas oferece todas as possibilidades para o transporte que se realiza, na região, [...]
Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931. SEGUNDA SEÇÃO – A colonização do Brasil – CAPÍTULO IX O governo-geral da Bahia (VICE-REINO) O terceiro grupo de Estados brasileiros, o governo-geral da Bahia, temporariamente decorado com o título [...]
CAPÍTULO VIII
A capitania geral de Pernambuco
O segundo grupo de Estados brasileiros é a capitania geral de Pernambuco, que se estendia entre os limites do antigo Estado do Maranhão de um lado, o rio São Francisco de outro lado, e compreendia as atuais províncias do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Foi esta mesma região a que formou o principal elemento do impérií^olonial da Companhia Holandesa das índias Ocidentais, a Nova Holanda Brasileira, e nós interrompemos a sua história justamente no momento em que com a capitulação do Recife, a 26 de janeiro de 1654, ficou completamente restabelecida a soberania portuguesa. Com isto as antigas condições de novo se estabeleceram, se bem que com grandes modificações.
Antes da invasão holandesa existiam, como se sabe, entre o Ceará e o rio São Francisco, quatro capitanias, sendo duas da coroa, Rio Grande do Norte e Paraíba, e duas feudais, Itamaracá e Pernambuco; estas ambas ainda se transmitiam por via de sucessão à descendência dos primitivos donatários: Itamaracá, à de Pero Lopes de Sousa; Pernambuco, à de Duarte Coelho. Os governadores hereditários não haviam, porém, podido conservar os seus domínios nem reconquistá-los; a guerra de independência contra os holandeses foi conduzida não nos seus nomes, mas sob as bandeiras reais, e assim o rei d. João IV julgou-se com direito de confiscar os dois feudos e reuni-los à coroa. Naturalmente protestaram contra isso as duas famílias interessadas e por meio de reclamações e queixas judiciais procuraram obter a revogação desta medida. Assim, em primeiro lugar quanto a Pernambuco, Duarte d’Albuquerque Coelho, o último herdeiro feudal que havia estado realmente empossado, falecera ainda durante a guerra de libertação e havia deixado uma única filha herdeira, a esposa de d. Miguel de Portugal, conde de Vimioso; esta intentou um processo contra o rei, para a restituição do seu feudo hereditário, e os seus descendentes continuaram o mesmo durante sessenta anos, com alternativas da sorte, isto é, diversas vezes obtendo sentença favorável; porém, sempre lhes foram contrapostos novos embargos.
Finalmente, quando se compenetraram de que a coroa de modo algum desistiria desta importante província, propuseram uma acomodação; com a sanção do rei d. João V concluiu o pretendente, d. Francisco de Portugal, conde de Vimioso, um ajuste com o procurador da coroa, no qual ele renunciava para si e seus herdeiros a todos os direitos sobre Pernambuco, e em troca receberia, a título de indenização, a quantia de 80.000 cruzados, pagáveis em dez iguais prazos anuais e além disso o marquesado português de Valença, que sob o mesmo título passaria ao seu filho e, sob o título de conde, deveria passar aos seus seguintes descendentes (1716).
Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil – SEGUNDA SEÇÃO – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931. CAPÍTULO VII O Estado do Maranhão Começamos com o Estado do Maranhão, que, constituído pelo decreto real de 13 de junho de [...]
A colonização do Brasil PRELIMINAR
"Um país de vastíssima extensão como o nosso, onde a população se acha disseminada em grupos, em muitos pontos separados uns dos outros por grandes distâncias e péssimas estradas; — onde, portanto, é difícil levar a instrução necessária para convencer os habitantes dos seus verdadeiros interesses a muitos respeitos; — onde também dificilmente pode chegar a ação da autoridade, a toda parte, seja para levar socorro rápido a todos os habitantes, quando eles o necessitam, seja para aplicar medidas coercitivas contra aqueles que não se querem submeter às ordens do governo, para o bem geral…" (Luís Pedreira do Couto Ferraz, ministro do Interior, no seu relatório oficial ao Parlamento Brasileiro, 11 de maio de 1855).

Ebook de geografia – Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CASTANHAIS José Veríssimo da Costa Pereira DE VINTE a trinta quilômetros da margem do rio Amazonas e também às margens do Alto Beni, na bacia do [...]

Ebook de geografia – Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CAMPOS DO RIO BRANCO José Veríssimo da Costa Pereira DE MODO geral, o termo "campo" no Brasil designa a área descoberta que não possui floresta. Tal [...]

Tipos e aspectos do Brasil Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CABOCLO AMAZÔNICO José Veríssimo da Costa Pereira DADOS estatísticos gerais da Sinopse do Censo Demográfico de 1940 confirmam que o fundo da população da Região Norte ou Amazônica, é constituído de tipos mestiços (caboclo, moreno, mulato etc.)- [...]

Tipos e aspectos do Brasil
Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966.
FEIRA DE PASSARINHOS
Francisco Barboza Leite
DE MODO geral as feiras apresentam aspectos de variado interesse, seja pelo agrupamento humano diversificado, pelas utilidades expostas, como também pela ocorrência de certas singularidades. Cada região dispõe, muitas vezes de produtos distintos que, na generalidade, as feiras não apresentam. Isto, quando uma feira não se caracteriza, pela presença quase exclusiva de um produto só a ela pertinente. É um pormenor que se salienta fazendo com que a procura de outros produtos seja bem reduzida, mínima.
Na Guanabara, por exemplo, em decorrência do afluxo de nordestinos àquele local, a feira de São Cristóvão é para onde se dirige de preferência, quem pretende adquirir uma boa rede nortista. Como nesse caso, outras feiras há que a aquisição de cerâmicas rústicas é motivo de maior afluência. Assim por diante.
Queremos apreciar nestas notas uma das singularidades poucos difundidas do contexto feiras. Trata-se da "feira de passarinhos" que, da feira semanal de Caxias, no estado do Rio, tornou-se complemento indispensável. Ali populares se aglomeram todos os domingos, em número considerável. Uns vendendo, outros comprando, trocando copiosa coleção de pássaros.
A variedade é surpreendente. Não obstante o vozerio agudo e desafinado, quase ensurdecedor, da aglomeração humana, mesmo assim os trinados cristalinos, gorgeios e sussurros da passarada em alvoroço, já são percebidos de longe. Coleiros, sanhaços, xopins; graúnas e sabiás; japuíras e quiruás em duelos constantes de vozes desferidas pelo susto, quem sabe pela imposição em seu meio de intrusos aos quais seus olhos não estão afeiçoados?

Tipos e aspectos do Brasil
Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966.
FEIRA DE GADO
Elza Coelho de Souza
NA HISTÓRIA da colonização de extensas regiões do Brasil a criação de gado apareceu desde os primordios do descobrimento, como um meio de conquista da terra e de fixação das populações.
O gado introduzido pelos portugueses em São Vicente, Bahia e Pernambuco não tardou a espalhar-se pela nossa hinterlândia desenvolvendo-se rapidamente nas zonas que se ofereciam mais propícias à sua criação. Esta criação se impôs não só com o fim de fornecer alimento aos habitantes das cidades e povoações incipientes, como também aos trabalhadores das minas, intensamente explotadas nos séculos XVII e XVIII. Ainda se destinavam os bois ao serviço de transporte e ao trabalho nas lavouras e nas indústrias nascentes, como a do açúcar.
Assumia a criação papel importante num país como o Brasil, que contando com escassos e deficientes meios de transporte tinha no gado "uma mercadoria que se transportava por si mesma". Além disso, a escassez da população do país se coadunava bem com uma atividade econômica, como a pastoril, que exigia para seu cuidado, pequeno número de braços.
Deste modo, o sertão do Nordeste, as caatingas, os cerrados e os campos, o vale do São Francisco com a riqueza de suas pastagens e depois os cha-padões de Mato Grosso e Goiás, tornaram-se, desde logo, o domínio da pecuária multiplicando-se as extensas fazendas de criação em regiões, nas quais a lavoura não podia desenvolver-se de forma econômica.
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