FRANCISCO DE MORAIS e as novelas de cavalaria

FRANCISCO DE MORAIS, natural de Bragança, nasceu em um dos últimos anos do século XV, ou no começo do XVI, segundo pensava Odorico Mendes, e morreu em 1572. Serviu em Paris como secretário do embaixador D. Francisco de Noronha, e aí viveu na brilhante corte de Francisco I. De volta a Portugal, em 1543, publicou a novela Palmeirim de Inglaterra, obra que, conquanto muito diversa do gosto atual, sumamente aprazia ao de então, e por isso mereceu a honra de muitas imitações.

O Gigante Almourol e o Cavaleiro das Donzelas

Vendo o gigante Almourol que por nenhuma via o cavaleiro das Donzelas queria batalhar com Florendos, mandou trazer de dentro da torre um cavalo baio, crescido e formoso, tal qual convinha ao peso de sua pessoa. Este mandou ao cavaleiro das Donzelas, pedindo-lhe que cavalgasse nele e quisesse que ambos fizessem alguma coisa diante da senhora Miraguarda, para lhe pagar o desgosto que houvera de se não acabar a outra contenda. E, se houvesse por bem que o vencedor ganhasse algum preço, folgaria muito, porque a batalha fosse com mais gosto.

FERNÃO MENDES PINTO

FERNÃO MENDES PINTO (Monte Mor-o-Velho, 1509-1580) foi um grande viajante que percorreu a Índia, a China, o Japão e outras regiões asiáticas, tendo sido cativo três vezes e vendido dezessete. Todas essas aventuras são contadas na sua Peregrinação, obra em que o interesse, aliás seu tanto diluído nas prolixidades da narração, pede meças à correta singeleza do estilo.

Muralha da China

Já que tratei da origem e fundação deste império chim e da cerca desta grande cidade de Pequim, também me pareceu razão tratar o mais brevemente que puder de outra coisa não menos espantosa que cada uma destas.

JOÃO DE BARROS – Escritor português quinhentista

Marechal deodoro da fonseca

JOÃO DE BARROS (Viseu, 1496-1570) exerceu o cargo de tesoureiro e feitor da Casa da Índia e Mina. Escreveu muitas obras, e entre elas: uma Crônica do Imperador Clarimundo; uma Gramática Portuguesa; diversos diálogos sobre assuntos literários e morais; e a monumental Ásia, história dos feitos portugueses no descobrimento e conquista das terras do Oriente. Esta obra é geralmente conhecida por Décadas, e mais tarde foi continuada por Diogo do Couto.

Com razão apelidaram Barros o Tito-Lívio português; e tanto o mereceu pelo patriotismo da narrativa quanto pela pureza da linguagem, relativamente melhor que a do latino, pois não se lhe podem apontar patavinismos.

ANTÔNIO FERREIRA

ANTÔNIO FERREIRA (Lisboa, 1528-1559) fêz sérios estudos de humanidade em Coimbra, onde aprendeu o Grfego com Diogo de Teige. Concluindo o seu curso de Direito Civil, foi lente da Universidade donde passou a desembargador na capital do Reino. Benquisto na corte, obteve a mercê de fidalgo.

Escreveu duas comédias em prosa, Bristo e Cioso, e uma tragédia em versos, Castro; além de várias composições líricas — sonetos, éclogas, elegias, epístolas, odes publicadas com o título de Poemas Lusitanos.

FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA – Poesia Portuguesa

FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA (Coimbra, 1495-1558) dou-tourou-se na Universidade de Lisboa, e, depois de viajar cinco anos, viveu ora nesta capital ora na cidade do seu nascimento. Obtendo a comenda das duas Igrejas no Alto Minho, retirou-se da vida cortesã, ;ios quarenta anos de idade.

Escreveu em português e em espanhol; e das suas viagens pela Itália lomou o gosto do verso decassílabo e das combinações em sonetos e iiTcêtos. Obras: poesias várias, éclogas, cartas, elogios, canções etc; e duas comédias — Vilhalpandos e Estrangeiros.

BERNARDIM RIBEIRO – ESCRITORES e POETAS PORTUGUESES da FASE QUINHENTISTA

BERNARDIM RIBEIRO (Torrão, 1475-1553) um dos poetas que figuram no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, tem nome pela gentil singeleza das suas composições pastoris e sobretudo pelo seu romance Menina e Moça, assim denominado pelas palavras por que começa, mas que primeiro se imprimiu com o título Saudades de Bernardim Ribeiro. Sobre estas produções literárias paira a lenda de uma inditosa paixão de Bernardim por D. Beatriz, filha de el-rei D. Manuel.

FRANCISCO RODRIGUES LOBO

FRANCISCO RODRIGUES LOBO, natural de Leiria, nasceu em data incerta e morreu afogado no Tejo, entre 1624 e 1627. Nunca figurou na vida pública; mas nas letras granjeou renome como autor de composições bucólicas, que o fizeram cognominar o Teócriío Português; de um poema heróico, O Condestabre, que merecidamente caiu no olvido; e de uma obra dialogada sobre assuntos de moral e crítica literária, Corte na Aldeia e Noites de Inverno.

JACINTO FREIRE DE ANDRADE

JACINTO FREIRE DE ANDRADE (Beja, 1597-1657) abade de Santa Maria das Chãs, escreveu poesias de pouco mérito e a Vida de D. João de Castro, na qual se nota por vezes a animação da narrativa de par com a pureza da frase. O Sr. Teófilo Braga o dá como — "vicioso panegirista imposto pela superstição clássica"; mas não esqueçamos que o mesmo erudito não poupou a supermacia estilística de Fr. Luís de Sousa, acoimando de prestígio a tradicional admiração por esse vulto das letras. Felizmente logo o Sr. Teófilo Braga equipara o prestígio de Fr. Luís de Sousa, entre os que falam português, à — "monomania da admiração de Racine para os Franceses". (resumo da biografia de JACINTO FREIRE DE ANDRADE )

ALEXANDRE DE GUSMÃO

Marechal deodoro da fonseca

ALEXANDRE DE GUSMÃO (Santos, 1695-1753) serviu nove anos como secretário particular de D. João V; e deixou cartas que não são obras de escrupulosa linguagem, mas nas quais dá provas de sagacidade, espírito observador, e admirável tino prático. Retirado dos públicos negócios depois da morte de D. João V, perdeu dois filhos no incêndio que lhe devorou a casa, e apenas sobreviveu um ano a tão infausto sucesso.

SEBASTIÃO DA ROCHA PITA

Marechal deodoro da fonseca

SEBASTIÃO DA ROCHA PITA (Bahia, 1660-1738) era formado em Cânones por Coimbra, e viveu repartindo a sua atividade entre os misteres Igrlcolas e o culto das letras. Estudou muitas línguas estrangeiras e, depois de laboriosas pesquisas nos arquivos de Lisboa, publicou em 1730 a sua História da América Portuguesa.

FRANCISCO DE MONT ALVERNE

Marechal deodoro da fonseca

FR. FRANCISCO DE MONTALVERNE, que no século se chamou Francisco José de Carvalho e às vezes é grafado como Francisco do Monte Alverne (Rio de Janeiro, 1784-1858) professou no Convento de Santo Antônio da Ordem franciscana, e na cátedra sagrada igualou, se não excedeu, aos primeiros pregadores em língua portuguesa. No ensino da Filosofia, por mais de uma vez arrebatou a mocidade com preleções em que doutrinava a discípulos como Antônio Félix Martins, depois Barão de São Félix, e Domingos J. G. de Magalhães, mais tarde Visconde de Araguaia.

FREI FRANCISCO DE SANTA TERESA DE JESUS SAMPAIO

Quem me servirá de advogado diante deste Juiz? Com que pretexto, com que falsas escusas, com que artificiosas cores, com que invenções sutis poderei disfarçar a verdade na presença deste soberano tribunal, onde tudo será contra mim e nada em meu favor? Ah! pronunciada a sentença, à vista da balança em que forem pesadas minhas ações, eu não terei outro juízo para onde apelar, não terei meios de destruir por nova conduta o mal que fiz: expirou o tempo; caiu um véu de chamas sobre a cena onde eu representava; eis a porta da eternidade. Que nova perspectiva!

DIOGO BARBOSA MACHADO

FASE ACADÊMICA

(Século XVIII e Primórdios do XIX)

ESCRITORES PORTUGUESES E BRASILEIROS

DIOGO BARBOSA MACHADO (Lisboa, 1682-1772) abade de Santo Adrião de Sever, no Porto, laboriosamente compôs umas Memórias Históricas do reinado de D. Sebastião e a sua obra capital Biblioteca Lusitana. Amplo repositório de informações, todavia padece de freqüentes lapsos, e o estilo antes é difuso do que copioso, e mais enflorado do que naturalmente florido.

Eça de Queirós, biografia e obras

JOSÉ MARIA EÇA DE QUEIRÓS (Póvoa de Varzim, 1846-1900) é um dos altos representantes da moderna prosa portuguesa.

Colaborou com Ramalho Ortigão nos primeiros números das Farpas; e com o mesmo seu amigo escreveu de parceria um desses romances chamados sensacionais, isto é, destinados a explorar a doentia propensão do povo para aventuras extraordinárias e inverossímeis: o Mistério da Estrada de Sintra. Volvendo-se depois ao realismo e tomando por modelo Gustavo Flaubert, Eça de Queirós produziu: — O Crime do Padre Amaro (que falsamente foi malsinado como plágio de La Faute de VAbbé Mouret, de Zola); o Primo Basilio, onde o naturalismo não recuou diante da torpeza; O Mandarim; A Relíquia; Os Maias; A ilustre Casa de Ramires; A Correspondência de Fradique Mendes; e A Cidade e as Serras obra esta que se publicou póstuma. E ainda: — Contos; Prosas Bárbaras; Cartas de Inglaterra e Ecos de Paris.

JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA MARTINS

JOAQUIM PEDRO DE OLIVEIRA MARTINS (Lisboa, 1845-1894) não pôde seguir a carreira de Engenharia, a que o destinava a família,, por lhe ter morrido o pai, deixando viúva e filhos em pobreza. Dedicando–se à carreira comercial, nela se avantajou e serviu em altos empregos no comércio e na indústria. Foi eleito deputado pelo Porto e por outros círculos, e mais tarde ministro da Coroa.

Portugal em 1580

A fatalidade da guerra santa desvaira (284) também a alma de Camões, destinada a vibrar sempre acorde com a nação. Quer partir. Recorda os tempos da sua mocidade em Ceuta. Mas vê-se quebrado, coxo, encostado a muletas. O "braço às armas feito" partiu-se: ficou "a pena às musas dada" para cantar a façanha. No próprio dia em que D. Sebastião largou do Tejo para a sua funesta empresa, Camões aparou a pena e começou a sua epopéia. . .

Júlio Dinis – biografia e antologia de escritores portugueses

JOAQUIM GUILHERME GOMES COELHO, que tomou o nome literário de Júlio Dinis (Porto, 1839-1871), graduou-se em Medicina e chegou a ser lente da Escola do Porto, onde estudara.

Escreveu romances popularíssimos: A Morgadinha dos Canaviais, Uma Família Inglesa, As Pupilas do Sr. Reitor, Os Fidalgos da Casa Mourisca e a série de contos publicados com o título Serões de Província. Além disso, diversas poesias.

CAMILO CASTELO-BRANCO – biografia e obras

Marechal deodoro da fonseca

CAMILO CASTELO-BRANCO, Visconde de Correia Botelho (Lisboa, 1826-1890) estreou-se aos vinte anos na imprensa periódica, escrevendo folhetins para o Nacional e o Eco Popular, e cruzou armas com os mais pujantes lutadores, entre os quais Alexandre Herculano, a propósito do Eu e o Clero deste escritor.

JOSÉ MARIA LATINO COELHO

Marechal deodoro da fonseca

JOSÉ MARIA LATINO COELHO (Lisboa, 1825-1891), general do exército português e, com melhor direito, das letras lusitanas, fêz severoi estudos na Escola Politécnica de Lisboa e foi membro da Academia das Ciências dessa Capital. Na Escola onde estudou, ganhou por concurso imi.i cadeira de lente.

Apaixonado cultor de línguas vivas e mortas, possuía o mais copioso cabedal de idéias e, ao mesmo tempo, admirável faculdade de expressá-las com propriedade. Têm seus escritos sabor clássico, que aliás não peca por incôngruo purismo.

(252) discernir (do lat. discernere) — separar, distinguir, discriminar; avaliar, notar, medir.

Só a palavra, nas artes a que é matéria prima, fala ao mesmo tempo à fantasia e à razão, ao sentimento e às paixões. Só ela, Pigmalião prodigioso, esculpe estátuas que vão saindo vivas e animadas da pedra ou do madeiro, onde as delineia e arredonda o seu buril. Só a palavra, mais inventiva do que Zêuxis, sabe desenhar e colorir figuras e países, com que se ilude e engana a vista intelectual. Só a palavra, mais audaz que os Ictinos e os Calícrates, traça, dispõe, exorna e arremessa aos ares monumentos mais nobres e ideais que o Partenão de Atenas. Só a palavra, mais comovedora e persuasiva do que o pletro dos Orfeus, encadeia à sua lira mágica estas feras humanas ou desumanas, que se chamam homens, arrebatados e enfurecidos nas mais truculentas alucinações.

LUIS AUGUSTO REBELO DA SILVA – Biografia e Obras

Antologia de escritores portugueses

LUIS AUGUSTO REBELO DA SILVA (Lisboa, 1822-1871) freqüentou um curso matemático, que logo abandonou, dedicando-se a estudos literários e históricos.

Sua coroa de romancista é a Mocidade de D. João V; além deste também são muito lidos Rausso por Homizio, Casa dos Fantasmas, Ódio velho não cansa etc.

JOSÉ ESTÊVÃO COELHO DE MAGALHÃES

JOSÉ ESTÊVÃO COELHO DE MAGALHÃES (Aveiro, 1809-1863) freqüentava o curso jurídico de Coimbra, quando rebentou a revolução constitucional do Porto e, nela havendo tomado parte, emigrou para a Inglaterra. Em 1832 desembarcou em Mindelo com o exército libertador e foi um dos extremados defensores da Serra do Pilar. Eleito deputado, manifestou grande talento oratório, defendendo sempre doutrinas liberais.

HENRIQUE COELHO NETO

HENRIQUE COELHO NETO. Nasceu em Caxias, no Maranhão, aos 21 dias de fevereiro de 1864 e extinguiu-se a 28 de novembro de 1934, aos setenta anos, no Rio de Janeiro. Menino ainda, deixou a cidade natal, residiu em Recife e em seguida em São Paulo e veio, por fim, para o Rio, onde terminou o curso de humanidades, deixando em meio, depois, os estudos que iniciara sucessivamente nas Faculdades jurídica e médica.

Jornalista ao lado de Patrocínio, de Alcindo Guanabara, de Quintino Bocaiuva, em cujos jornais serviu, colaborando, além disso, em dezenas de revistas e diários do Rio, de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do Maranhão e da República Argentina, Coelho Neto ao mesmo tempo prosseguia na publicação da larga série dos seus trabalhos de ficção, que constituem matéria ainda não suficientemente estudada. O que se não pode contestar, porém, é que êle é o mais copioso dos nossos romancistas.

Raul Pompéia – Biografia e Obras

Marechal deodoro da fonseca

BIOGRAFIA – RAUL D’ÁVILA POMPEIA (Rio de Janeiro, 1863-1895) foi um moço de grande e vivo talento, extremamente nervoso e que tendo estudado primeiramente no Colégio de Pedro II e depois na Faculdade jurídica de São Paulo, entrou, mesmo na sua fase acadêmica, a ser vantajosamente conhecido pelas produções em verso e prosa que publicava nos jornais.

Eduardo Paulo da Silva Prado – Membro fundador da ABL

Marechal deodoro da fonseca

EDUARDO PRADO (São Paulo, 1860-1901) formou-se em Direito na Faculdade da sua província natal e, membro de opulenta família paulistana, longamente viajou, não só pela Europa como por outras partes do mundo. Das suas peregrinações por todas essas terras há dois volumes interessantes: Viagens à Sicília, Malta, Egito e Viagens na América, Oceania e Ásia. l

Escrevendo para a Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, assinalou com admirável perspicácia os pródromos sociais e políticos da proclamação da República.

ALUÍSIO AZEVEDO – biografia e obras

Livros e Biografia de Aluísio Azevedo

ALUÍSIO GONÇALVES DE AZEVEDO, nasceu em São Luís do Maranhão a 14 de abril de 1857 e faleceu em Buenos Aires a 21 de janeiro; de 1913. Iniciou a vida de trabalho no comércio* e depois fêz-se funcionário público e jornalista.

Aos vinte e quatro anos surgiu escritor e publicou, em sua terra natal, os primeiros romances: Uma Lágrima de Mulher, de feição puramente romântica, O Mulato, que lhe projetou o nome fora da Província, e Memórias de um Condenado.

Transferiu-se depois para o Rio de Janeiro, onde viveu das letras no jornalismo, continuando na produção de sua obra. Foi membro fundador da Academia de Letras e filiou-se à escola realista, de que foi entre nós o iniciador. Seus romances são páginas de viva e segura observação social, onde se desenham com amplitude e exatidão os costumes do povo, principalmente dos tipos da camada inferior do meio brasileiro. Aluísio é um impressionista, que nos deixa vigorosos quadros, além da fácil e natural dialogação com que torna atraente e movimentado o enredo de seus romances. Em 1897, aos quarenta anos, entrou para a carreira consular e serviu sucessivamente na Espanha, no Japão, na Inglaterra, na Itália e na Argentina, onde faleceu aos cinqüenta e cinco anos.

Suas obras, quase todas escritas antes dos quarenta anos, obtiveram grande êxito em sucessivas edições. As principais, além das já citadas, são: Mistérios da Tijuca (1883), Casa de Pensão (1884), Filomena Borges (1884), O Homem (1887), O Coruja (1889), O Cortiço (1890), O Esqueleto (1890), Mortalha de Alzira (1893) e Livro de uma Sogra (1895).

RUI BARBOSA – Resumo da Biografia e Antologia de Obras

Marechal deodoro da fonseca

Biografia de Rui Barbosa e Obras de Rui Barbosa

RUI BARBOSA nasceu a 5 de novembro de 1849, na cidade do Salvador, Bahia e faleceu aos 73 anos, em Petrópolis, a 1 de março de 1923. Cursou as Faculdades do Recife e de São Paulo, bacharelando-se nesta, em 1870.

É o mais copioso dos nossos prosadores e um dos mais perfeitos e opulentos manejadores da nossa língua, pois que a sua pena no jornal, na tribuna, nos livros, nas cartas e nos pareceres jurídicos deixou cabais exemplos do seu extraordinário poder de expressão verbal, não menor do que o dos mais autorizados clássicos do idioma. Os assuntos que submetia a estudo, vasava-os sempre em ampla explanação, segura crítica e impecável forma literária.

Nos cinqüenta e quatro anos de sua ação pública como político e doutrinador, empregou a sua eficientíssima capacidade no estudo dos mais importantes problemas que interessavam ao Brasil.

Desde o seu primeiro discurso em São Paulo, aos 19 anos, "em defesa do escravo contra o senhor", revelou-se estrénuo abolicionista.

Resumo sobre Joaquim Nabuco

Biografia de Joaquim Nabuco

JOAQUIM AURÉLIO NABUCO DE ARAÚJO (Recife, 1849-1910) foi um talento de primeira ordem, que com igual brilho se afirmou na tribuna parlamentar e popular, no panfleto, na crítica literária e na história política.

Deputado em várias legislaturas, assumiu posição saliente na vasta arena a que então o parlamentarismo abria um campo de ação; e notadamente se distinguiu na campanha da abolição do cativeiro.

FRANKLIN TÁVORA – Escritores Brasileiros

FRANKLIN TÁVORA (Ceará, 1842-1888) laboriosamente explorou diversas províncias literárias, manifestando-se romancista, dramaturgo e crítico.

São romances seus: Um Casamento no Arrabalde, O Cabeleira, O Matuto, Os índios de Jaguaribe, Lourenço, A Casa de Palha, Sacrifício, além das Lendas do Norte. Dramas: Três Lágrimas, Um Mistério da Família, Antônio. Entre os seus trabalhos críticos cumpre citar as Cartas a Cincinato por Semprônio, sobre produções literárias de José de Alencar, e um Prefácio ao Diário de Lázaro, de Nicolau Fagundes Varela.

O Idioma Tupi, por JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES

JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES (Minas, 1837-1898) foi um infatigável estudioso dos nossos sertões e no estudo das línguas indígenas despendeu boa parte da sua atividade.

Envolvido na política do Império e filiado ao partido liberal, presidiu as províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Na penúltima destas presidências prestou relevantes serviços, desoprimindo da invasão paraguaia uma parte da província; e, como prêmio das vitórias que nisso alcançou, foi galardoado com o posto de brigadeiro honorário, distinção que então rarissimamente se concedia a civis.

O VISCONDE DE OURO PRETO, AFONSO CELSO DE ASSIS FIGUEIREDO

A Batalha do Riachuelo

Alvorecera brilhante o dia 11 de junho de 1865, domingo (67) da Santíssima Trindade.

Duas léguas abaixo da cidade de Comentes, na extensa curva que faz o rio Paraná, entre a ponta daquele nome e Santa Catalina, ao sul, viam-se em linha de combate, mas com os ferros no fundo e fogos abafados, nove canhoneiras a vapor, em cujos penóis (68) tremulava a bandeira brasileira.

Eram a segunda e terceira divisões da esquadra, que, depois de juntar às glórias de Tonelero as de Paissandú e Corrientes, bloqueavam sob as ordens do capitão-de-mar-e-guerra Barroso da Silva o litoral ocupado pelo inimigo.

D. ANTÔNIO DE MACEDO COSTA

Nomeado bispo do Pará em 1860, pronunciou-se contra o maçonismo na luta empenhada por D. Vital de Oliveira, e com este foi condenado e preso em uma fortaleza. Anistiado, prosseguiu no seu labor episcopal, intrepidamente pelejando pela causa do catolicismo, onde quer que iôsse ela agredida.