O descobrimento do ouro e o início do desenvolvimento econômico paulista

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

CAPÍTULO XI

A capitania geral de São Paulo (continuação)

Chegamos agora ao segundo fenômeno, que, para a história de São Paulo e das outras regiões do sudoeste do Brasil, é de não menor importância: o descobrimento do ouro.

Sabe-se que, na época do descobrimento da América, toda a Europa ficou firmemente persuadida de que o novo continente de oeste encerrava em todas as suas partes inesgotáveis tesouros minerais; aonde quer que chegassem os descobridores europeus, tanto no extremo norte como no extremo sul, cuidaram primeiro que tudo de farejar jazidas de ouro e de pedras preciosas, e, em muitos lugares, foram precisos muito tempo e muito amargo desengano, antes que se dissuadissem dessa preconcebida crença.

Assim também no Brasil. A coroa de Portugal desde logo reservou para si o quinto de todos os metais e pedras preciosas que fossem achados, e por sua vez cedeu um décimo desse quinto aos donatários das capitanias brasileiras (1534); e impôs imediatamente ao primeiro governador-geral do império colonial (1549) a especial obrigação de procurar ativamente minas.

A capitania geral do Rio de Janeiro – História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

CAPÍTULO X

A capitania geral do Rio de Janeiro

Ao sul do rio Mucuri (18°-30′ de latitude sul), começa o quarto grupo de Estados brasileiros, a capitania geral, depois vice-reino, do Rio de Janeiro, que, a 17 de setembro de 1658, portanto, mais ou menos ao mesmo tempo que a capitania geral de Pernambuco, foi emancipada da autoridade do governador-geral na Bahia.

O capitão-general deste novo território teve a sua sede na cidade de São Sebastião, situada na baía do Rio de Janeiro, e dali governava ele diretamente a real capitania de igual nome e a já completamente incluída, antes capitania feudal, dos Campos dos Goitacases (Paraíba do Sul ou São Tomé), ao passo que sobre os governos hereditários de Espírito Santo, São Vicente e Santo Amaro, apenas exercia fiscalização. Todavia, logo houve uma mudança nessa situação, pois também aqui foram pouco a pouco extintos os poderes feudais. Assim aconteceu com a capitania do Espírito Santo: depois de haver ela ficado século e meio na família do primitivo donatário, Vasco Fernandes Coutinho, um de seus descendentes, Antônio Luís da Câmara Coutinho, vendeu-a, cerca do ano 1690, pela quantia de 40.000 cruzados, ao coronel Francisco Gil Araújo; mais tarde, ainda mudou de dono duas vezes, até que, finalmente, em 1717, o rei d. João V comprou por 40.000 cruzados o Espírito Santo e incorporou o mesmo às terras da coroa.

CAVALO SEM CABEÇA – Mito variante

CAVALO SEM CABEÇA

CAVALO SEM CABEÇA E’ uma réplica necessária à Mula-sem-cabeça, a Bur-rinha-de-padre, do nordeste brasileiro. Parece que o espírito popular atendeu, por antecipação, o reparo.- do Prof. Basílio de Magalhães (O Folclore do Brasil, p. 70, nota 85); Ao meu sentimento de justiça repugna que somente se fira com tão terrível fadário a frágil filha de … Ler maisCAVALO SEM CABEÇA – Mito variante

A capitania geral de Pernambuco – Brasil Colônia

CAPÍTULO VIII

A capitania geral de Pernambuco

O segundo grupo de Estados brasileiros é a capitania geral de Pernambuco, que se estendia entre os limites do antigo Estado do Maranhão de um lado, o rio São Francisco de outro lado, e compreendia as atuais províncias do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Foi esta mesma região a que formou o principal elemento do impérií^olonial da Companhia Holandesa das índias Ocidentais, a Nova Holanda Brasileira, e nós interrompemos a sua história justamente no momento em que com a capitulação do Recife, a 26 de janeiro de 1654, ficou completamente restabelecida a soberania portuguesa. Com isto as antigas condições de novo se estabeleceram, se bem que com grandes modificações.

Antes da invasão holandesa existiam, como se sabe, entre o Ceará e o rio São Francisco, quatro capitanias, sendo duas da coroa, Rio Grande do Norte e Paraíba, e duas feudais, Itamaracá e Pernambuco; estas ambas ainda se transmitiam por via de sucessão à descendência dos primitivos donatários: Itamaracá, à de Pero Lopes de Sousa; Pernambuco, à de Duarte Coelho. Os governadores hereditários não haviam, porém, podido conservar os seus domínios nem reconquistá-los; a guerra de independência contra os holandeses foi conduzida não nos seus nomes, mas sob as bandeiras reais, e assim o rei d. João IV julgou-se com direito de confiscar os dois feudos e reuni-los à coroa. Naturalmente protestaram contra isso as duas famílias interessadas e por meio de reclamações e queixas judiciais procuraram obter a revogação desta medida. Assim, em primeiro lugar quanto a Pernambuco, Duarte d’Albuquerque Coelho, o último herdeiro feudal que havia estado realmente empossado, falecera ainda durante a guerra de libertação e havia deixado uma única filha herdeira, a esposa de d. Miguel de Portugal, conde de Vimioso; esta intentou um processo contra o rei, para a restituição do seu feudo hereditário, e os seus descendentes continuaram o mesmo durante sessenta anos, com alternativas da sorte, isto é, diversas vezes obtendo sentença favorável; porém, sempre lhes foram contrapostos novos embargos.

Finalmente, quando se compenetraram de que a coroa de modo algum desistiria desta importante província, propuseram uma acomodação; com a sanção do rei d. João V concluiu o pretendente, d. Francisco de Portugal, conde de Vimioso, um ajuste com o procurador da coroa, no qual ele renunciava para si e seus herdeiros a todos os direitos sobre Pernambuco, e em troca receberia, a título de indenização, a quantia de 80.000 cruzados, pagáveis em dez iguais prazos anuais e além disso o marquesado português de Valença, que sob o mesmo título passaria ao seu filho e, sob o título de conde, deveria passar aos seus seguintes descendentes (1716).

O Estado do Maranhão – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil – SEGUNDA SEÇÃO – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.   CAPÍTULO VII O Estado do Maranhão Começamos com o Estado do Maranhão, que, constituído pelo decreto real de 13 de junho de … Ler maisO Estado do Maranhão – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL

BARQUEIROS DO RIO SÃO FRANCISCO

BARQUEIROS DO SAO FRANCISCO - percy lau

O S TIPOS sertanejos das margens do São Francisco não resultam apenas do caldeamento dos elementos que compuseram a população do vale do grande rio. Decorrem também dos diferentes “gêneros de vida” a que foram levadas aquelas populações ao entrarem em contacto com um meio físico diverso.

Se as condições do meio físico acabaram por definir — no tempo e no espaço — cada tipo social já esboçado pelas circunstâncias da economia da época, a sua estruturação resultou, no fundo, da função antropogeo-gráfica do rio, que o espírito de aventura cedo descobriu.

Joaquim Norberto de Souza e Silva – por Sílvio Romero

Autor: Silvio Romero (Lagarto, 21 de abril de 1851 — 18 de junho de 1914) – História da Literatura Brasileira

Vol. III. Contribuições e estudos gerais para o exato conhecimento da literatura brasileira. Fonte: José Olympio / MEC.

Joaquim Norberto de Sousa Silva (1820-1891). — Filho do Rio de Janeiro, nasceu em 1820, no mesmo ano de Macedo, e três anos antes de Gonçalves Dias e Dutra e Melo. Não se graduou em academia alguma; fez alguns estudos de Humanidades em sua cidade natal e meteu-se ainda moço no funcionalismo público, empregando-se na Secretaria do Ministério do Império.

Bem cedo jogou-se ao cultivo das letras e às lutas da imprensa.

É um dos brasileiros que mais escreveram e em esferas mais variadas.

Sua obra é uma das mais opulentas, e, em compensação, das mais confusas das produzidas neste país.

Daí certa dificuldade em bem tomar os traços fisionômicos e característicos do escritor.

Dividir é uma condição para bem compreender; devo praticá-lo com Joaquim Norberto. Sua vasta obra, parte publicada em livros, parte esparsa em jornais e revistas, pode sofrer a seguinte divisão: novela, teatro, poesia, crítica literária e história.

33. As Fatalidades da Dous Jovens, vol. 2.°, págs. 36 e segs. Rio de Janeiro, edição de 1874.

Será preciso juntar a isto a estatística; porque o primeiro trabalho que tivemos no gênero é devido à pena deste autor. Quero falar do Censo Geral do Império, escrito e organizado por Norberto Silva, na sua qualidade de empregado público. É produção de valor, merecedora de atenção e aqui desde já citada, por ser apta a dar uma das notas, um dos tons da fisionomia espiritual do notável fluminense: a paciência de esmiuçar, pesquisar, inquirir e verificar os detalhes.

Não é aí, porém, que vou fazer o centro da minha análise.

Das cinco regiões em que se manifestou a vida espiritual de Norberto, na esfera puramente literária, a novela e o teatro não são aquelas em que ele mais se distinguiu. Os poucos ensaios praticados por este lado devem ser considerados tentativas em gêneros para os quais o autor tinha pouquíssima aptidão. São produtos fracos, de leitura maçante, e hoje completamente esquecidos.

No conto e novela pouco mais publicou além do volume intitulado Romances e Novelas, aparecido em 1852 em Niterói, e d’0 Martírio de Tiradentes ou Frei José do Desterro, impresso trinta anos mais tarde, em 1882, no Rio de Janeiro. No teatro seus principais produtos são a tragédia Clitemnestra e o drama Amador Bueno. São obras de pequena monta, passos errados de um homem que procurava seu caminho. Tanto a tragédia, como o drama, são de 1843; desse tempo da puerícia do autor são também as narrativas reunidas no citado volume de 1852.

É na poesia, na história política e na história literária que mais acentuada se nos mostrará a feição do autor. Ainda nestas três esferas podem-se fazer divisões e reduções, tendentes a mostrar qual a especialidade em que foi ele mais eminente. Suponho que os seus maiores títulos estão nos trabalhos de história literária.

Ver-se-á, adiante. Por agora, e quanto antes, o poeta.

Na poesia a obra de Joaquim Norberto é das mais avultadas no Brasil. Sem falar de Clitemnestra, que é em verso, ele tem nada menos de cinco volumes de poesias: Modulações Poéticas, Dirceu de Marília, O Livro dos Meus Amores, Cantos Épicos, Flores Entre Espinhos, e possui espalhada em jornais e periódicos matéria para mais três ou quatro. A tanto deve montar o grande número de balatas, de canções americanas e doutras composições poéticas espalhadas por Norberto un peu partout. Já não falo nos grandes poemas que dizia possuir intitulados O Brasil e Os Palmares. Destes existem apenas fragmentos publicados; difícil se torna saber se os ultimou. Já não talo também nas promessas feitas pelo poeta de diversas coleções líricas sob a denominação de Novas Modulações Poéticas, Cancioneiro das Bandeiras ou Cantos Tradicionais dos Antigos Paulistas, e outras assim. Estas provavelmente nunca existiram. O escritor fluminense por certo trabalhou muito, um pouco demais talvez, mas foi também muito pródigo em promessas, e algumas delas irrealizáveis.

Onde foi, por exemplo, que Joaquim Norberto coligiu os Cantos Tradicionais dos antigos bandeirantes? Onde os encontrou? O autor era fácil nestas pequenas fraudes, capazes de iludir espíritos pouco perspicazes. Obedecendo a este sestro, deu as pretendidas respostas de Marília às liras de Gonzaga.

A mesma inspiração levou-o à insinuação de serem suas americanas cantos tradicionais dos nheengaçaras ou bardos do Brasil... Onde encontrou Norberto os nheengaçaras e os seus cantos?

TERCEIRA FASE DO ROMANTISMO: O SUBJETIVISMO DE ÁLVARES DE AZEVEDO E SUA PLÊIADA

 

Silvio Romero (Lagarto, 21 de abril de 1851 — 18 de junho de 1914) – História da Literatura Brasileira

Vol. III. Contribuições e estudos gerais para o exato conhecimento da literatura brasileira. Fonte: José Olympio / MEC.

TERCEIRA ÉPOCA OU PERÍODO DE TRANSFORMAÇÃO ROMÂNTICA — POESIA (1830-1870)

CAPITULO IV

TERCEIRA FASE DO ROMANTISMO: O SUBJETIVISMO DE ÁLVARES DE AZEVEDO E SUA PLÊIADA

O romantismo brasileiro não ficou estacionado em sua segunda fase, o indianismo; passou adiante e foi espreitar o que se fazia no grande mundo, no estrangeiro, para implantar novos achados, novas conquistas em nosso país.

Entretanto, parece singular que o sistema literário, que mais parecia coadunar-se ao espí-rito nacional, tenha sido justamente aquele que menos seiva revelou e menos frutos produziu. E assim foi; o india-III’ mo só contou dous grandes cultores neste país, Gonçalves Dias na poesia e José de Alencar no romance.

Os outros nossos escritores caminharam por diverso lado, e, se por acaso cultivaram de passagem o gênero, foi isso como um limitado preito prestado a tão ilustres chefes.

Magalhães, por espírito de imitação, escreveu a Con-federação dos Tamoios; Norberto Silva escreveu, em igual espírito, suas Americanas; Machado de Assis, pelo mesmo motivo, as suas; mas isto foi a exceção.

O PLANALTO: DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA CAFEEIRA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS. A ARISTOCRACIA DO CAFÉ. IMIGRAÇÃO.

Marechal deodoro da fonseca

O PLANALTO (CONTINUAÇÃO): DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA CAFEEIRA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS. A ARISTOCRACIA DO CAFÉ. IMIGRAÇÃO. Professor Brasil Bandecchi – 1970. Julgamos necessário, e mesmo indispensável, que antes de falarmos do café no Planalto, se diga alguma coisa sobre sua introdução no Brasil e sua cultura, no Rio de Janeiro. A maior consagração oficial que o … Ler maisO PLANALTO: DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA CAFEEIRA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS. A ARISTOCRACIA DO CAFÉ. IMIGRAÇÃO.

O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.

Marechal deodoro da fonseca

O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO. Professor Brasil Bandecchi. Estreita é a faixa litorânea da Capitania vicentina. Vencidos poucos quilômetros rumo ao interior, logo se alteia a Serra de Paranapiacaba, como um enorme contraforte se opondo à marcha do europeu. No Planalto, entretanto, já se encontrava João Ramalho, o genro do poderoso … Ler maisO PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.

Carbono – Minerais e suas Pesquisas – Resumo de geologia

Minerais e suas Pesquisas

CARBONO, seus minerais: Reconhecimento.

CARBONO

O carbono é abundante, na natureza, tanto em liberdade como combinado.

O carbono livre apresenta-se em grande número de variedades que se reúnem sob o nome de carvões naturais; o diamante e a grafita são carbono puro ou quase puro; usados como combustível, contêm uma quantidade maior ou menor de carbono misturado com matérias estranhas.

Sob todas as suas modalidades, o carbono é notável pela sua fixidez. Só começa a volatilizar-se à temperatura do arco voltaico (aos 3.500°C); só é solúvel em certos metais em fusão, como na platina e no ferro fundido. Quando cristalizado, apresenta-se sob duas formas alotrópicas: diamante e grafita. O carbono amorfo é notável por seu poder absorvente.

Embora não seja muito abundante na crosta terrestre, o carbono é o segundo elemento em abundância no corpo humano. Ocorre em todos os tecidos animais e vegetais, combinado com hidrogénio e oxigénio, e em seus derivados geológicos, petróleo e carvão-de-pedra, onde está combinado principalmente com hidrogénio, na forma de hidrocarbonetos. Combinado com oxigênio, existe também na atmosfera como gás carbônico e nas rochas, sob forma de carbonatos, calcário, por exemplo. No estado livre, ocorre em pequena quantidade como diamante e grafita, que são as duas formas alotrópicas do elemento.

Cronologia da História do Brasil

Material Didático de História do Brasil

Professor Pedro Bandecchi, 1970

1453 — Queda de Constantinopla; fim da Idade Média e começo da Idade Moderna.

1487 — Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas que passa a chamar-se Cabo da Boa Esperança.

1492 — Cristóvão Colombo, a serviço da Coroa Espanhola, descobre a América.

1493 — O Papa Alexandre VI assina a Bula Inter Cetera, que fixava que: o domínio espanhol começava 100 léguas a oeste das Ilha dos Açores e Madeira, numa linha traçada longitudinalmente de Norte a Sul. Com a Bula Inter Cetera parte alguma do Brasil ficou pertencendo a Portugal.

1494 — Espanha e Portugal assinam o Tratado de Tordesilhas, mais tarde referendado pelo Vaticano, modificando a linha divisória da Bula Inter Cetera, a qual passaria a 370 léguas das ilhas referidas. Com isto um terço do atual território brasileiro ficou pertencendo a Portugal. 1498 — Vasco da Gama chega à Índia, contornando a África.

GADO. A EXPANSÃO GEOGRÁFICA. IMPORTÂNCIA ECONÔMICO-SOCIAL – História do Brasil

Marechal deodoro da fonseca

Material didático de História do Brasil trata da introdução e desenvolvimento do gado e da pecuária no Brasil Colônia.

Como sabemos, o índio brasileiro não possuía animais domésticos, daí a necessidade de se entregarem à caça e à pesca a fim de obterem carne para sua alimentação.

Quando Martin Afonso aqui chegou, já encontrou no pequeno povoado de São Vicente, galinhas e porcos da Espanha, possivelmente trazidos pelos que demandavam os mares do Sul ou salvos de naufrágios. De qualquer maneira, estes animais já se encontravam no Brasil, em 1532.

AS OBRAS-PRIMAS DA ESCULTURA

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O misterio da esfinge

"Ela é êle". Isso se diz frequentemente a alguém para confundi-lo a respeito de quem seja a esfinge e mesmo de onde seja. Gerações e gerações depois dos Faraós, os gregos usaram uma esfinge, com figura feminina, mas isso não é motivo para que o mundo não soubesse que, no Egito, a Suprema Esfinge é um homem. Não, não um homem, mas o homem, homem maravilhoso, homem todo-poderoso, Faraó, senhor do Alto e do Baixo Egito, filho do sol em cuja imagem foi infundido o espírito da antiga divindade, Harmakis.

Deveis aproximar-vos, portanto, da Esfinge, não com levianos gracejos, mas em silêncio. O camelo que vos conduz trota vagarosa e silentemente pelas areias de Gizeh. Sombria, ao longe, ergue-se a cidade do Cairo. O camelo levou-vos até a orla do plateau, do qual contemplais a face do mais maravilhoso mistério do mundo. Enquanto assim estais, olhando de frente a grande Esfinge, as pirâmides de Cheops e Chefren avistam-se do plateau. Que espetáculo de majestade e de mistério! Há 5.000 anos a imensa imagem da Esfinge foi esculpida na rocha. A princípio foi uma estátua completa, erguendo-se no espaço a uma altura de mais de 22 metros. Mas, pouco a pouco, o corpo da Esfinge se foi submergindo era Oceanos de areia, que tão completa e persistentemente têm os ventos de Gizeh lançado sobre o deserto, durante cinco mil anos. Somente algumas tentativas foram feitas para deter a areia. Em 1.400, antes de Cristo, quando o príncipe Tutmés foi caçar nas areias de Gizeh, adormeceu à sombra da Esfinge. A grande cabeça falou: "Tutmés, afasta as areias que quase me cobrem e fica sabendo que serás Faraó". E Tutmés obedeceu à ordem. Afastou as areias da Esfinge. Foi recompensado. Tornou-se Faraó. Em 1818, de nossa era, houve outra tentativa para retirar a areia dos "membros ocultos" da Esfinge. Mas, de novo, os anos que passaram carrearam montes e montes de sepultante areia, até que, afinal, em 1926, uma limpeza completa se fez. 

Resumo completo de História do Brasil até o fim da escravidão

Marechal deodoro da fonseca

Descobre-se uma nova terra

 

ERA
um
domingo festivo. Na praia do Restelo, em Portugal,
apinhava-se uma multidão variegada e entusiasta, que contemplava
com orgulho os mastros de uma numerosa esquadra, prestes a partir para as
índias, afim de levar o Evangelho aos povos do Oriente, combater os mouros c
negociar especiarias.

Celebrava-se uma
missa solene, na ermida
da
praia. Lá estavam, na tribuna de honra, o próprio rei, D. Manuel, o Venturoso,
o
almirante da esquadra a partir, Pedro Álvares Cabral e o bispo de Ceuta, D. Diogo de Ortiz. O bispo benze um
estandarte, que o rei entrega ao almirante.

Forma-se depois
um cortejo solene, em que se vêem padres e frades, cantando, carregando cruzes
e relíquias, oficiais da armada e o povo contente, barulhento, aplaudindo os
atrevidos marinheiros, que partiam a alargar os domínios de Portugal. Levam o
almirante e os seus homens até a praia, onde embarcam.

Mas só no dia
seguinte, 9 de março de 1500, parte aquela esquadra de dez caravelas e três
navios de transporte. Vai às índias, seguindo o caminho que Vasco da Gama já
devassara. Aventuram-se as naus pelo "mar de largo", isto é, oceano
afora. Desviam-se, porém, de seu roteiro. Para fugir às calmarias, prejudiciais à
navegação? Ou obedecendo a instruções secretas e propósitos determinados?
Discute-se ainda hoje o caso.

A República – Advento da República no Brasil, resumo escolar

Marechal deodoro da fonseca

A REPÚBLICA. O Advento da República

Fonte: Material Didático Didática irradiante de 1970 de acordo com diretrizes da época do MEC

A Constituição de 1891 e os Presidentes

A proclamação da República Brasileira deu-se dentro de um processo em que seus adeptos não tiveram que tomar medidas violentas e nem os monarquistas esboçaram qualquer resistência séria.

Dir-se-ia que D. Pedro II a esperava, embora não a desejasse, naquele momento, tal como se deu.

Não se repita que o povo assistiu a queda do regime monárquico bestificado, mas se admita que a assistiu como fato consumado, o que é diferente.

Há de se levar em consideração que a sensibilidade popular é um perfeito termômetro que marca as mudanças do tempo e que, muitas vezes, há movimentos que não trazem no seu bojo nenhuma surpresa.

AS RELAÇÕES POLÍTICAS ENTRE AS FAMÍLIAS BIAS FORTES E ANDRADA NA CIDADE DE BARBACENA: DA FORMAÇAO DA PODEROSA ALIANÇA À CRIAÇÃO DO MITO DA ACIRRADA RIVALIDADE

Resumo



Neste artigo abordam-se as relações políticas entre as famílias Bias Fortes e Andrada no município de Barbacena, Minas Gerais. O recorte histórico aferido abrange desde a formação da poderosa aliança entre os clãs em questão, na última década do século XIX, até a ruptura desse arranjo político, fruto das próprias modificações do Estado Brasileiro após a Revolução de 1930, quando foi criado o mito da ferrenha rivalidade entre Bias Fortes e Andrada. O fato marcaria de forma peremptória a história política barbacenense. A partir do confronto de ideias entre autores locais e grandes nomes do pensamento brasileiro, busca-se apresentar como determinados fatos históricos relativos às políticas local, estadual e nacional são distorcidos pela literatura histórica barbacenense.

Palavras-Chave: Barbacena; política; Bias Fortes; Andradas.

AS INTRIGAS PLATINAS – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

CAPITULO VII

AS INTRIGAS PLATINAS

É fora de dúvida que Dom João VI esteve a começo de acordo com o
projeto que teria a dupla vantagem de livrá-lo da presença nefasta da mulher, enxotando-a com
todas as honras para Buenos Aires e com ali entronizá-la dando aplicação à
sua daninha atividade, e ao mesmo tempo estender com essa parceria distante a sua
importância dinástica, pois que no futuro o império hispano-americano, arredado da
solução da independência, a qual para mais era contagiosa e poderia propagar-se ao Brasil,
reverteria para a sucessão de Dona Carlota, que era a sua própria. Não contaria ele com tamanha
resistência do governo britânico, mais propenso a favorecer a emancipação das
possessões espanholas, aos projetos de Dona Carlota Joaquina, nascidos da justa
persuasão de que o domínio colonial da Espanha tinha entrado em franca
desagregação e que mais valia conservá-lo para uma nova dinastia Bourbon-Bragança do
que abandoná-lo ao vórtice
republicano.

EL-DORADO – Paulo Setúbal

El Dorado

El-Dorado Ficção histórica do escritor Paulo Setúbal (1893-1937) Fonte: Companhia Editora Nacional, 1983 PRIMEIRA PARTE: O BRASIL FABULOSO:   MONSTROS E PRODÍGIOS 1531… Cinco naus, garbosas e redondas, velejam solitárias pela vastidão das águas atlânticas. São as naus que conduzem a S. Vicente os colonizadores de Martim Afonso de Sousa. São as cinco naus povoadoras … Ler maisEL-DORADO – Paulo Setúbal

Filosofia e comunicação da arte barroca

FILOSOFIA E COMUNICAÇÃO DA ARTE BARROCA por José Geraldo Vidigal de Carvalho Síntese O objetivo deste capítulo é enfocar o Barroco Mineiro numa tentativa de abordagem de sua mensagem sob ângulo ainda não visualizado pela crítica. A partir de uma realidade que existe, sob o prisma da filosofia da história, uma interpretação dentro da filosofia … Ler maisFilosofia e comunicação da arte barroca