Textos Introdutórios - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
- Maurice Blondel – Filósofo da Ação
- Biografia de Platão – Quem foi platão
- O que é fenomenologia – Noções de Filosofia
- OS DESCOBRIMENTOS E A REFORMA PROTESTANTE
- A península Ibérica e as descobertas
- A escola de Sagres
- Colombo e sua convicção
- Vasco da Gama e a Índia
- O Novo Mundo
- Esforços Colombinos
- A expedição de 1492
- O nome de América
- Efeitos das descobertas
- A visão do Pacifico
- D. Francisco d’Almeida e Afonso Albuquerque
- A primeira viagem de circunavegação do globo
- Morte de Fernão de Magalhães
- O fado de Colombo
- Peru – Pizarro
- Conquista do Chile. Escravidão dos índios
- Escravidão dos negros. Os resgates. As encomiendas
- A união ibérica e o império americano
- Os corsários normandos
- Título británicos no Novo Mundo
- O Rio da Prata
- Desígnios do Solis e Caboto. A importância do estuário
- A fundação de Buenos Aires
- Efeito da descoberta
- A grandeza da Espanha. Carlos I
- Equilíbrio e harmonia
- O movimento da Reforma.
- Razões espirituais e temporais
- Lutero e Tetzel. Primeiras divergencias
- O rompimento
- Os principes e os bens eclesiásticos
- Dieta de Worms
- Melanchton e a extensão do luteranismo à Escandinávia
- Zwinglio e Calvino
- A intolerância. O papa de Genebra
- O concilio de Trento e a sua obra
- Os humanistas de Oxford
- Henrique VIII e seus conselheiros
- A lei da supremacia
- Perseguições religiosas
- O protestantismo inglês
- A reação: Maria Tudor
- O interesse e a fé na luta entre catolicismo e protestantismo
- Maria Stuart
- A Invencível Armada e seus destroços
- O que é metafísica, porta de entrada ao pensamento de Martin Heidegger
- A EVOLUÇÃO DA METAFÍSICA E A CRÍTICA KANTIANA
- A Revolução Industrial dos séculos XIX e XX
- PRAGMATISMO – FILOSOFIA DA AÇÃO Ε DA VIDA
- JAPÃO: TERRA DO SOL NASCENTE
- Malebranche, Spinoza e Leibniz – Evolução da Filosofia de Descartes
- Doutrina filosófica de Francisco Bacon – História da Filosofia Moderna
- Filosofia Moderna – René Descartes
- Filosofia Renascentista
- Declínio da escolástica medieval, Ockham e Ockhamismo
- História da Filosofia Medieval – século XIII
- Escolástica e Grandes Filósofos Medievais
- Resumo de Filosofia Grega – Terceiro Período
- Vocabulário de termos filosóficos – Dicionário marxista de filosofia
- Filosofia Grega – Noções de Filosofia
- Resumo sobre FILOSOFIA ORIENTAL – Noções de Filosofia
- O PLANALTO: DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA CAFEEIRA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS. A ARISTOCRACIA DO CAFÉ. IMIGRAÇÃO.
- O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.
- OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA – História
- Resumo sobre a Filosofia de Spinoza
- As Regras do Método Sociológico na composição de Algumas Formas Primitivas de Classificação de Durkheim
- FRANCISCO DE SÁ DE MENESES
- Resumo sobre GIL VICENTE e Teatro Vicentino – Fase Quinhentista
- MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA – Frutas do Brasil
- Gregório de Matos – Resumo da obra e biografia e poemas
- BOCAGE – Biografia e Poemas
BLONDEL (1861) é, por excelência, o filósofo da Ação. A sua tese de doutorado, defendida e publicada com este nome (L’Action, essai d’une critique de la vie et d’une science de la pratique) em 1893, marca uma data na história do pensamento contemporâneo. Surgiram discussões e controvérsias acaloradas. A sua luz foi aparecendo, cada vez mais evidente, que o problema da ação não podia ser tratado em toda a sua amplitude sem um estudo profundo e paralelo do pensamento e do ser. Após 40 anos de reclusão, o professor de Aix, deu-nos o seu Opus philosophicum em que mostra as conclusões de um pensamento amadurecido e renovado. Εm um lustro veio a lume a trilogia, há muito anunciado, os Pensée, 1934, 2 vols.; L’être et les êtres, 1935; L’Action, 1931, 2 vols.
Quem foi Platão? Biografia, Idéias, Pensamentos de Platão, as obras e os diálogos do filósofo grego, resumidos.
Noções de Filosofia – Pe. Leonel Franca CAPÍTULO III A FENOMENOLOGIA 202. Com o nome antigo de fenomenologia ao qual se emprestou uma nova significação (249) surgiu em fins do século passado e desenvolveu-se poderosamente a mais forte e original corrente do pensamento alemão contemporâneo. Aplanaram-lhe o leito os estudos do neo-aristotélico Francisco Brentano (1838-1917), [...]
História da Civilização – Oliveira Lima
Idade Moderna
Capítulo I
OS DESCOBRIMENTOS E A
REFORMA
A península Ibérica e
as descobertas
Nada serve melhor para
caracterizar a idade moderna do que a série das descobertas que, ampliando o
mundo civilizado, ampliaram conseguintemente a sua história. À península
Ibérica deve a humanidade esta obra gloriosa e fecunda, na qual empenharam seus
filhos esforço maior do que permitiam seus recursos e mesmo suas reservas de
população. A situação geográfica dessa península como que a predestinava para
tais cometimentos: em frente dela estendia-se o grande mar que dissimulava as surpresas
apontadas pelas tradições como encerradas no seu seio. Porque os navegadores
Vasco da Gama, Cristóvão Colombo, Fernão de Magalhães, não foram adivinhos, nem
tiveram uma simples intuição do que lhes ocorreu. Derivavam-se dos seus estudos e do
que a experiência fora progressivamente revelando, confirmando velhos dizeres.
A obra de Martin Heidegger desenvolve-se em um contexto de reformulação da filosofia, especificamente da metafísica. Esta já vinha sofrendo críticas com o positivismo (na realidade desde a crítica kantiana), a filosofia de Nietzsche e a fenomenologia, entre outras correntes de pensamento. A própria evolução das ciências – principalmente da física teórica – também exerceu uma influência sobre o desenvolvimento da filosofia entre o final do século XIX e início do século XX. Freud, na psicologia, Max Planck e Einstein, na física, reformularam a visão de nós mesmos e do mundo. É nesse contexto que se desenvolve a formação acadêmica e a práxis filosófica de Heidegger. Bastante influenciado pela religião – especialmente o catolicismo – no início de sua carreira universitária, escreve sua tese de habilitação ao ensino universitário sobre Duns Scotus, em 1916 (“A doutrina das categorias e do significado em Duns Scotus”).

A metafísica como disciplina filosófica tem sua origem em Aristóteles, que caracterizava sua “filosofia primeira” como “o estudo do ser enquanto ser”. No livro IV da Metafísica, Aristóteles faz a seguinte afirmação: “Há uma ciência que investiga o ser como ser e as propriedades que lhe são inerentes devido à sua própria natureza” (Aristóteles, 2006).

EDWARD McNALL BURNS
PROFESSOR DE HISTÓRIA DA RUTGERS UNIVERSITY
HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
Volume II
Tradução de LOURIVAL GOMES MACHADO, LOURDES SANTOS MACHADO e LEONEL VALLANDRO
1. O COMPLEXO DE CAUSAS
A Revolução Industrial nasceu de uma multiplicidade de causas, algumas das quais são mais antigas do que habitualmente se pensa. Talvez convenha considerar em primeiro lugar os aperfeiçoamentos iniciais da técnica. As maravilhosas invenções dos fins do século XVIII não nasceram já completas, como Minerva da testa de Júpiter. Pelo contrário, já desde algum tempo havia um interesse mais ou menos fecundo pelas inovações mecânicas.[..]

Pe. Leonel Franca – Noções de Filosofia (1918)
PARTE VI
Sexta época – Filosofia Contemporânea (See. XIX – XX)
CAPÍTULO I
FILOSOFIA DA AÇÃO Ε DA VIDA
183. INTRODUÇÃO — Nada mais difícil do que caracterizar e resumir em grandes linhas a filosofia contemporânea. Nos seus grandes representantes o pensamento acha-se muitas vezes na fase de elaboração que não permite ainda a síntese definitiva. No conjunto de todo o período falta-nos o recuo histórico, esta indispensável colaboração do tempo eme separa o joio do trigo e, com o seu trabalho de crítica e de classificação, facilita o discernimento entre as contribuições originais das grandes inteligências e as vulgarizações insignificantes das mediocridades.

Resumo: Estamos caminhando para o século XXI e os acontecimentos
históricos, estão passando uma evolução espantosa que está modificando o
dia-a-dia da humanidade. Resolvi fazer um estudo aprofundado de um País do
continente Asiático, que iniciou a sua história, no sistema do regime feudal,
isolado do mundo e, hoje, preocupa os historiadores com o seu dinamismo,
pretendo comprar o mundo. Exponho um título em minha pesquisa: JAPÃO: TERRA
DO SOL NASCENTE. Coloco no meu artigo três capítulos, a saber, sendo que no
primeiro capítulo, em o ÂMBITO JAPONÊS, faço uma análise da Restauração
da era Meiji e o processo crucial dos nipônicos no despertar desta revolução
que transformou o Japão feudal em Japão capitalista. Enquanto que no segundo
capítulo, OS CAMINHOS QUE LEVARAM O JAPÃO A GUERRA, procuro expor em
primeiro plano, o ataque que os japoneses fizeram a base naval que o Pearl
Harbor, e em segundo plano a destruição das duas cidades japonesas, Hiroshima e
Nagasaki, que foram destruída pela Bomba Atômica. E por fim o terceiro
capítulo, O JAPÃO RECONSTRUÍDO, analiso o capitalismo japonês que com o
seu dinamismo fez desta nação um mundo à parte na Ásia, mostrando o seu alto
índice de tecnologia usada.
Palavras-Chave: Japão – Terra – Sol.
Pe. Leonel Franca – Noções de Filosofia (1918) ARTIGO III EVOLUÇÃO DA FILOSOFIA DE DESCARTES 115. INFLUÊNCIA DE DESCARTES — Larga e profunda foi a influência exercida por Descartes em toda a filosofia moderna. No século XVIII, século áureo da literatura francesa, quase todas as inteligências de escol viveram do seu pensamento. A superioridade indiscutível [...]

Pe. Leonel Franca – Noções de Filosofia (1918) ARTIGO II – FRANCISCO BACON (1561-1626) 112. VIDA Ε OBRAS — Natural de Londres, F. Bacon dedicou–se cedo ao estudo da jurisprudência e subiu pelos degraus da política até o cargo de Chanceler do Reino, agraciado por Jaime I com os títulos de Barão de Verulamo e [...]
105. CARACTERES GERAIS — A. O caráter mais saliente da filosofia moderna é a independência excessiva de qualquer autoridade, o menosprezo completo da tradição científica. Inaugurada por Descartes, pouco depois que a reforma protestante proclamara o livre exame e a autonomia absoluta em matéria religiosa, num tempo em que os ataques da Renascença haviam desprestigiado as teorias tradicionais, a filosofia moderna rompeu definitivamente com o passado. Os seus representantes julgaram-se no dever de construir desde os alicerces sistemas inteiramente novos. A instauratio magna ab imis jundamentis de Bacon tem sido a aspiração de quase todos os filósofos posteriores.
DESCARTES (1596-1650)
109. VIDA Ε OBRAS DE DESCARTES— Renato Descartes, latinamente Cartésio. nasceu em La Have, na Turena. em 1596. Educado no colégio dos jesuítas de La Flèche, veio aos 19 anos para Paris, continuando por algum tempo os estudos de física e matemática para os quais mostrara notável inclinação. De 1617 a 1629 percorreu quase toda a Europa já em viagens de instrução, já combatendo, como soldado sob a bandeira do duque de Nassau e mais tarde do Duque de Baviera.
Depois desta vida agitada, retirou-se para a Holanda, onde, num recolhimento de 20 anos, se entregou de todo à meditação, ao estudo e à composição de suas obras. Convidado em 1649 pela rainha Cristina da Suécia, partiu para Stockolmo, mas não resistindo às inclemências do frio faleceu poucos meses* depois, em 1650, com apenas 54 anos de idade.

93. FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso (82).
88. DECADÊNCIA DA ESCOLÁSTICA — SUAS CAUSAS — O precioso legado intelectual do grande século bem depressa se tornou estéril nas mãos de herdeiros degenerados. A começar do século XIV, a escolástica decaiu rápida e incessantemente. As correntes contrárias favorecidas pelas circunstâncias foram tomando incremento e vigor, até invadirem e ocuparem, de todo, o campo que ela outrora havia tão brilhantemente defendido.GUILHERME OCKHAM (1295-1349), por isso denominado Venerabilis inceptor. Inglês de origem e franciscano, estudou em Oxford, entre 1312 e 1318 e veio depois para Paris onde se imiscuiu em discussões políticas, advogando as pretensões regalistas de Felipe o Belo e mais tarde de Luiz de Baviera contra Bonifácio VIII. Conta-se que ao príncipe bávaro dirigiu um dia o frade as arrogantes palavras: Imperator, defendas me gladio, ego te defendam calamo.
Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. CAPITULO II SEGUNDO PERÍODO DA FILOSOFIA MEDIEVAL (SÉCULO XIII) INTRODUÇÃO. 71. INTRODUÇÃO. — CARACTERES GERAIS — O século XIII foi o período mais brilhante da Idade Média, e, talvez, o mais glorioso na história do gênero humano. Em nenhuma outra época foi a influência [...]
Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. PARTE IV Quarta época – Filosofia medieval (Séc. IX – XVII) 56. INTRODUÇÃO — Depois das sérias e profundas investigações históricas acerca do pensamento medieval, iniciadas no princípio do século XIX, desvaneceram-se muitos dos inumeráveis preconceitos, acumulados pela renascença sobre a era de "obscurantismo", e [...]

Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. CAPITULO III TERCEIRO PERÍODO — (300 a. C. — 529 p. C.) 36. CARÁTER GERAL — Apesar dos esforços construtivos da escola estóica e epicuréia, este período assinala a decadência e a dissolução da filosofia grega. Os discípulos dos grandes mestres do período precedente [...]

Disclaimer: este trabalho foi compilado com verbetes de filosofia apresentados de forma resumida — recorrendo à aos livros do " Pequeno Dicionário Filosófico" De M. Rosental e P. Iudin, e de "Fundamentos do marxismo-leninismo " de O. V. Kuncinen e mais autores marxistas soviéticos. Dessa forma, apresenta uma visão doutrinária e muitas vezes negativa acerca [...]

12. A FILOSOFIA NA GRÉCIA — "O pequeno território da Hélade foi como o berço de quase todas as idéias que na filosofia, nas ciências, nas artes e em grande parte nas instituições vieram incorporar-se à civilização moderna" (13). Providencialmente situado entre o Oriente asiático e a Europa ocidental, liberalmente aquinhoado pela natureza de eminentes dotes espirituais — fantasia criadora e raro poder de generalização — dotado de instituições sociais e políticas que estimulavam a iniciativa individual, o povo grego recolheu os materiais das grandes civilizações, que al-voreceram nos impérios da Ásia, trabalhou-os com o seu espírito sintético e artístico e, com eles, elevou este grandioso e soberbo monumento de cultura, objeto de imitação e admiração dos séculos posteriores.
A filosofia, sobretudo, medrou na Grécia como em terra nativa. Seus grandes gênios dominaram as gerações pelo vigor incontestável do pensamento. Pode mesmo afoitamente afirmar-se que não há, no campo da especulação, teoria moderna que não encontre o seu germe nas idéias de algum pensador grego.
Este grande movimento filosófico, que abrange um período de mais de dez séculos, segue a princípio uma direção centrípeta. Parte das numerosas colônias gregas da Itália e da Ásia Menor e converge para Atenas. Neste foco de cultura atinge, no século de Péricles, o fastígio de sua perfeição, para daí dispersar-se mais tarde e irradiar pelo mundo helenizado, fundindo-se e modificando-se em contato com as idéias cristãs e com outras correntes intelectuais do pensamento.

4. FILOSOFIA ORIENTAL — Concordam todas as tradições em situar na Ásia o berço da humanidade. Grécia e Roma não haviam ainda despertado para a história dos povos cultos e já, à sombra do Himalaia, floresciam adiantadas civilizações.
Aí também apareceram os primeiros vestígios da filosofia. As primitivas tradições religiosas fixadas com o tempo em livros sagrados e corrompidas pouco a pouco pelo ardor da fantasia oriental, excitaram nas inteligências a dúvida e, com a dúvida, a especulação racional.

O PLANALTO (CONTINUAÇÃO): DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA CAFEEIRA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS. A ARISTOCRACIA DO CAFÉ. IMIGRAÇÃO. Professor Brasil Bandecchi – 1970. Julgamos necessário, e mesmo indispensável, que antes de falarmos do café no Planalto, se diga alguma coisa sobre sua introdução no Brasil e sua cultura, no Rio de Janeiro. A maior consagração oficial que o [...]

O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO. Professor Brasil Bandecchi. Estreita é a faixa litorânea da Capitania vicentina. Vencidos poucos quilômetros rumo ao interior, logo se alteia a Serra de Paranapiacaba, como um enorme contraforte se opondo à marcha do europeu. No Planalto, entretanto, já se encontrava João Ramalho, o genro do poderoso [...]

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA. Professor Brasil Bandecchi. Garantidos os direitos portugueses pelo Tratado de Tordesilhas, que fixou fronteiras na América, ficou a Portugal a preocupação, inicialmente, de defender o litoral que ia da Uha de Marajó (na parte mais próxima do Estado do Maranhão) até Laguna e [...]

[caption id="attachment_11909" align="alignleft" width="279" caption="Baruch de Apinoza. Gravura de H. Lips"]
[/caption]
Baruch (Benedito) Espinoza (também grafado por alguns como Spinoza), nasceu em Amsterdam, na Holanda, em 1632. Descendia de uma abastada família de comerciantes originários da Espanha, cujos antepassados haviam sido expulsos de Portugal. Espinoza cresceu na comunidade judaica portuguêsa de Amsterdã e, ainda pequeno, iniciou estudos da Tora e do Talmud. Jovem, passou a freqüentar a escola de Francisco van den Enden, doutor de formação católica que se tornou livre pensador -o que à época era quase equivalente a ser ateu – despertando a ira dos agrupamentos de fanáticos. Foi na escola de van den Enden que Espinoza travou contato com outros pensadores clássicos, como Cícero, Sêneca e Aristóteles; estudou a filosofia medieval e a filosofia moderna, entre os quais Descartes, Bacon e Hobbes. Neste círculo intelectual Espinoza também teve oportunidade de se aprofundar na matemática, geometria e as ciências de sua época, principalmente na obra de Galileu.

Introdução
Auguste Comte, filósofo e
inaugurador da Sociologia, propõe em seu livro “Curso de Filosofia Positiva”, na
primeira metade do século XIX, que a história da humanidade é constituída por
três estágios. O estágio teológico, o metafísico e o positivo.
O estágio teológico tem
como característica básica a explicação da natureza mediante seres
sobrenaturais. Como no início dos tempos, a humanidade ainda não tinha ainda
tempo suficiente para observar a natureza. Desta falta de observação e
necessitando explicar os fenômenos a sua volta, o homem, entregue ao desespero
e à acomodação, tendeu a se projetar na natureza. Isto é, todas as ocorrências
naturais são fetiches: o Sol, a Lua, as marés, as montanhas ganham vida, estão,
agora, animadas. Ainda no estágio teológico a transmissão do conhecimento é
autoritária: o sacerdote é ponto de sapiência e reverência.
O estado metafísico é o
qual Comte tem menos apreço: este estado permuta a explicação dos seres
sobrenaturais por forças. O conhecimento gerado pelo espírito metafísico deve
ser argumentado e não simplesmente baseado na fé. Etapa de transição entre o
estado teológico e o positivo, o estado em questão, ao mesmo tempo em que
antecipa características deste, retém outras tantas daquele.
Por fim, o estado positivo
é o estado final do desenvolvimento humano. Aqui não estamos mais preocupados
com as explicações causais dos objetos naturais. O homem com espírito positivo
é aquele que se prende às leis da natureza, ignorando suas causas imanentes. Por
exemplo, a física aristotélica baseava seus conhecimentos no modo teológico e
metafísico; ao passo que Newton, e posteriormente Einstein, explicam a queda
dos corpos de maneira indubitavelmente positiva.
FRANCISCO DE SÁ DE MENESES (Porto, 1600-1644) foi senhorde uma opulenta casa e varão mui respeitado por suas luzes e virtudes.No vigor da idade viuvou, e, desgostoso, acolheu-se ao Mosteiro de Ben-fica, onde nove anos antes falecera Fr. Luís de Sousa, e aí professoulomando o nome de Fr. Francisco de Jesus. É conhecido pelo seu [...]
CAPITULO 4
FASE QUINHENTISTA
(Século XVI)
POETAS PORTUGUESES
GIL VICENTE (Guimarães, 1460-1536) seguiu em Lisboa, onde então
se achava a Universidade, o curso de Jurisprudência, e ensinou Retórica
do Duque de Beja, D. Manuel, que sucedeu no trono por morte de D,
João II. Aclamado rei esse príncipe, Gil Vicente entrou a escrever peças
dramáticas, começando pelo Monólogo do Vaqueiro ou da Visitação (1502)
e fazendo representar no ano de sua morte a Floresta dos Enganos.
Dividem-se as suas composições em Obras de devoção, Comédias Tra-
giomédias, Farsas e Obras várias. Entre as primeiras citam-se como as
melhores: O Auto da Barca do Inferno, o da Barca do Purgatório e o da
Barca da Glória. Julga-se a mais perfeita farsa Inês Pereira. Romagem de
Agravados é a mais apreciada das tragicomédias. À comédia de Rubena or-
dinarimente se confere a primazia na sua espécie.
Gil Vicente foi poderoso e original engenho, e sobretudo se avan-
tajou no mordacíssimo chiste, que não raro degenerava em grosseiras
Indecências. Mais do que isto, os arcaísmos da linguagem a bem pouco
limitam o número de seus leitores atuais.
Não se deve confundir, segundo a autoridade de Teófilo Braga, a
Gil Vocente, poeta, com o ourives ou lavrante de igual nome. Este ponto
foi bem elucidado por C. Castelo-Branco.
Auto da Mofina Mendes – Teatro Vicentino
MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA (Bahia, 1636-1711) foi, como
diz Costa e Silva no seu Ensaio Biográfico-Crítico, tomo X, página 67,
- "o primeiro brasileiro que ousou apresentar-se no Pindo demandando
lugar no templo das Musas".
Depois de alguns estudos no Brasil, foi a Coimbra, em cuja Universidade
obteve o grau de licenciado em Jurisprudência. Aí travou com o
seu conterrâneo Gregório de Matos Guerra amistosas relações, que
duraram até a morte.
Havendo tomado o capelo doutoral, partiu Manuel Botelho para a
Bahia, onde exerceu o mister de advogado, sem deixar o cultivo das
letras, e em 1705 publicou um volume de versos com extravagantíssimo
título, que assaz demonstra o mau gosto da época: Música do Parnaso
dividida em quatro coros, de Rimas Portuguesas, Castelhanas e Latinas,
com seu descante cômico reduzido em duas comédias. Dos versos em
português diz o citado crítico — "serem bem fabricados, correntes e
sonoros".
Frutas do Brasil
E, tratando das próprias, os coqueiros
Galhardos e frondosos
GREGÓRIO DE MATOS GUERRA nasceu na cidade da Bahia em
1623, e faleceu em 1696. Tendo-se doutorado em Direito na Universidade
de Coimbra, advogou em Lisboa, onde gozou da privança do príncipe re-
gente, depois Pedro II. Na sua terra natal serviu como tesoureiro-mor
da catedral e vigário geral da diocese, cargos que deixou quando exigiram
que completasse a sua ordenação, pois era só minorista. Pela mordacidade
das suas sátiras foi degredado para Angola e de lá voltou para o Brasil,
indo residir em Pernambuco, onde morreu cristãmente. —
Foi escritor popular e engraçado. Não lhe faltam conceitos e trocadi-
lhos — que era vício do tempo — e por vezes descai na obscenidade.
"Cabe-lhe a glória, diz Fernandes Pinheiro, de haver introduzido
em nossa metrificação o verso italiano decassílabo, hoje muito usado, e
conhecido nos compêndios de poesia pela denominação de gregoriano".
De suas obras poéticas publicou-se o primeiro tomo em 1882. A
Academia Brasileira de Letras fêz divulgar, sob a orientação do acadé-
mico Afrânio Peixoto, as obras completas de Gregório de Matos sob
os cinco aspectos que nelas se deparam. Louvabilíssimo esforço em bene-
fício de nossas letras seiscentistas.
Anjo Bento – Poema de Gregório de Matos
MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE, Setúbal (1765-1805)partiu como guarda-marinha para a Índia e de lá se escapou para Lisboa,onde tomou o nome de Elmano Sadino e granjeou suma popularidade pelamelodia de seus versos e pasmosa faculdade de improvisar. Foi uma vez preso por divulgar idéias ímpias e sediciosas, e cantoua palinódia em poesias mais sinceras, [...]
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