México
Neste conto, que o povo faz passar de geração a geração, vemos que também no México a região do lendário sofre, antes de tudo, a imposição do horror ao crime, das angústias do remorso, e do castigo final.
A FORCA E O DIABO
QUANDO o cavalheiro espanhol Don Carlos Orazábal chegou ao México, — e isso se passou há muitos e muitos anos, — instalou-se numa casa grande e antiga,
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura |
Itália
Em -parte alguma do mundo seria necessário explicar a origem de Romeu e Julieta, os infelizes amantes de Verona. Antes, porém, que o gênio de Shakespeare se apoderasse da história que corria na boca do povo humilde, e dela fizesse o monumento literário que conhecemos, era assim, singelamente, que se passava de pais a filhos a triste história das jovens vítimas que redimiram, com o seu amor imortal, a longa herança de sangue e de ódio que lhes roubou a vida.
ROMEU E JULIETA
COMPRIDA é a história dos ódios entre os Capuleti e os Montecchi. Tais ódios ti nham origem em qualquer remota afronta; talvez um homicídio. Era uma série jamais acabada de encontros, punhaladas, duelos, espadas em punho…
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura, Textos Introdutórios |
Saymon Mamede
Ao adentrar-se à seara do controle social pela família, há de se perpassar – visando
algumas consignações – por um instituto denominado
morale1.
Nesse mister, tomemos a moral, infestamente, sob o prisma religioso.
A preocupação em unir-se pessoas, visando um grupo – mormente com o fito de procriação – remonta aos textos bíblicos, logo nas passagens genesíacas, donde depura-se não
ser bom ao homem que esteja só, sendo-lhe necessária uma auxiliadora2, à qual une-se ele,
deixando alhures pai e mãe3.
Texto arquivado em Filosofia do Direito, Michel Foucault, Nietzsche, Sociologia, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos | com 1 Comentário »
Resumo: Em que consiste a industrialização na Paraíba? O que
são os Engenhos
class=MsoFootnoteReference>?
O que são Curtumes
class=MsoFootnoteReference>?
O que são tecelagens
class=MsoFootnoteReference>?
Muitas perguntas, muitas respostas… Este artigo relata a partir dos meados do
século XIX, sobre a manufatura agroindustrial, ancorada especialmente na
cana-de-açúcar e no algodão, era a “pedra de toque” da economia paraibana. Essa
análise visa resgatar o período de seu reinado do açúcar, enquanto o
“embaixador” Brasileiro, da colônia portuguesa recém desvelada e sem maior
exposição da expressão, ou seja, a mesma importância econômica, na Europa dos
séculos XVI a XIX.
Palavras-Chave: Industrialização na Paraíba – Engenhos – Curtumes –
Tecelagens.
Texto arquivado em História do Brasil, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos |
88. DECADÊNCIA DA ESCOLÁSTICA — SUAS CAUSAS — O precioso legado intelectual do grande século bem depressa se tornou estéril nas mãos de herdeiros degenerados. A começar do século XIV, a escolástica decaiu rápida e incessantemente. As correntes contrárias favorecidas pelas circunstâncias foram tomando incremento e vigor, até invadirem e ocuparem, de todo, o campo que ela outrora havia tão brilhantemente defendido.GUILHERME OCKHAM (1295-1349), por isso denominado Venerabilis inceptor. Inglês de origem e franciscano, estudou em Oxford, entre 1312 e 1318 e veio depois para Paris onde se imiscuiu em discussões políticas, advogando as pretensões regalistas de Felipe o Belo e mais tarde de Luiz de Baviera contra Bonifácio VIII. Conta-se que ao príncipe bávaro dirigiu um dia o frade as arrogantes palavras: Imperator, defendas me gladio, ego te defendam calamo.
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Medieval, São Tomás de Aquino, Textos Introdutórios |
Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. PARTE III Terceira época – Filosofia patrística (Séc. I — Séc. IX) 48. CRISTIANISMO Ε FILOSOFIA — O advento do Cristianismo divide a história do pensamento, como a história da civilizarão, em duas partes inteiramente distintas. Jesus Cristo não se apresenta ao mundo como um [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Medieval, Santo Agostinho |
4. FILOSOFIA ORIENTAL — Concordam todas as tradições em situar na Ásia o berço da humanidade. Grécia e Roma não haviam ainda despertado para a história dos povos cultos e já, à sombra do Himalaia, floresciam adiantadas civilizações.
Aí também apareceram os primeiros vestígios da filosofia. As primitivas tradições religiosas fixadas com o tempo em livros sagrados e corrompidas pouco a pouco pelo ardor da fantasia oriental, excitaram nas inteligências a dúvida e, com a dúvida, a especulação racional.
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Antiga, Textos Introdutórios |
FERNÃO MENDES PINTO (Monte Mor-o-Velho, 1509-1580) foi um grande viajante que percorreu a Índia, a China, o Japão e outras regiões asiáticas, tendo sido cativo três vezes e vendido dezessete. Todas essas aventuras são contadas na sua Peregrinação, obra em que o interesse, aliás seu tanto diluído nas prolixidades da narração, pede meças à correta singeleza do estilo.
Muralha da China
Já que tratei da origem e fundação deste império chim e da cerca desta grande cidade de Pequim, também me pareceu razão tratar o mais brevemente que puder de outra coisa não menos espantosa que cada uma destas.
Texto arquivado em Biblioteca, História Geral, Literatura, Textos Introdutórios |
FR. FRANCISCO DE MONTALVERNE, que no século se chamou Francisco José de Carvalho e às vezes é grafado como Francisco do Monte Alverne (Rio de Janeiro, 1784-1858) professou no Convento de Santo Antônio da Ordem franciscana, e na cátedra sagrada igualou, se não excedeu, aos primeiros pregadores em língua portuguesa. No ensino da Filosofia, por mais de uma vez arrebatou a mocidade com preleções em que doutrinava a discípulos como Antônio Félix Martins, depois Barão de São Félix, e Domingos J. G. de Magalhães, mais tarde Visconde de Araguaia.
Texto arquivado em Biblioteca, História do Brasil, Literatura, Textos Introdutórios |
FREI FRANCISCO DE SÃO CARLOS (Rio de Janeiro, 1763-1829) tomou o hábito franciscano na idade de treze anos. Desempenhou vários cargos na sua Ordem, lecionou Eloqüência Sagrada no Seminário de São José, e de D. João VI, que muito o admirava, recebeu o título de pregador régio. Escreveu um poema sacro, A Assunção da Santa Virgem, no qual harmonicamente soam as cordas da religião e do patriotismo. Pouco, bem pouco resta de seus esplêndidos sermões, mas pelas ruínas se avalia a magnificência do monumento derruído.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura, Textos Introdutórios |
Nomeado bispo do Pará em 1860, pronunciou-se contra o maçonismo na luta empenhada por D. Vital de Oliveira, e com este foi condenado e preso em uma fortaleza. Anistiado, prosseguiu no seu labor episcopal, intrepidamente pelejando pela causa do catolicismo, onde quer que iôsse ela agredida.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura, Textos Introdutórios |
Introdução
Paulo
já lançara as bases de uma ética para a vida
title="">.
No alvorecer do cristianismo, a originalidade da proposta desenvolvida por
Paulo consistiu em aliar a liberdade à responsabilidade: "tudo me é
permitido, mas nem tudo convém"
class=MsoFootnoteReference>.
Todos os seres humanos prezam a liberdade, tendo sido criados para ela. Para
não diminuí-la ou até destruí-la, no entanto, requer-se que se viva com
responsabilidade.
Em
tempos mais recentes, o Vaticano II resgatou essa intuição, sobretudo,
com a Gaudium et Spes, atribuindo grande valor à consciência: "a
consciência é o sacrário das pessoas"
title="">.
Vê-se aí a enorme importância dada às decisões individuais. Até então, o que
trazia tranqüilidade moral às pessoas de fé era o seguimento às normas. O
importante era "enquadrar-se" nas leis. O que vigorava era a
heteronomia moral. De agora em diante, as leis passam a funcionar como
importantes subsídios, mas nunca como elementos decisórios às pessoas. A última
palavra é sempre dada pela pessoa, em consonância com seu contexto vital (Sitz
im Leben), seu desenvolvimento psíquico e sua situação particular. O que passa
a vigorar é a defesa da autonomia moral.
Por
conseguinte, permeando o horizonte da ética, é possível encontrar um grande
desafio lançado a todo ser humano: saber discernir quais são os melhores
caminhos a serem percorridos no dia-a-dia. "O sentido da responsabilidade
é uma atitude do homem total que o impele a colocar-se em situação de radical
disponibilidade quanto aos imperativos morais"
name="_ftnref4" title="">.É
assim que a pessoa se realiza e edifica o mundo à sua volta.
A
liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Dessa forma, toda
pessoa tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável
href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">.
"Quanto mais pratica o bem, mais a pessoa se torna livre. Não há
verdadeira liberdade a não ser a serviço do bem e da justiça. A escolha da
desobediência e do mal é um abuso de liberdade e conduz à ‘escravidão’"
href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">.
Em
tempos de pensamento fraco e de relativismo, nesse contexto do século XXI, onde
até o amor é tido como líquido, é mais do que oportuno revisitar as intuições
éticas que nos foram legadas na Tradição.
Texto arquivado em Antropologia, Filosofia Contemporânea, Outros, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos |
História Universal – Césare Cantu.
CAPÍTULO XXXVI
Ciências exatas
Diferentes italianos se aplicavam então às matemáticas, uns continuando os trabalhos dos antigos, outros aperfeiçoando a álgebra. Entre os primeiros distin-gue-se Francisco Maurolico (1491-1570), de Messina, que, aperfeiçoando Arquimedes, Apolônio e Diofonte, os levou a novos resultados. A bela cidade em que ele tinha nascido e que cercava de fortificações contornou-lhe generosamente uma pensão de cem escudos de ouro, para que continuasse seus trabalhos e a história do país. Carlos V e Dom João da Áustria o liveram em alta estima, em razão dos cálculos astrológicos por meio de que êle predissera a vitória ganha em Lepanto sobre os turcos. Êle empreendeu, mas não terminou uma enciclopédia das matemáticas simples e aplicadas, traduzindo os gregos e comentando-os. Os quatro últimos dos oito livros de Apolônio sobre as seções cónicas tinham-se perdido; sabia-se somente que êle tratava no quinto das linhas retas, maiores e menores, que terminam nas circunferências das seções. Ora, Maurolico aplicou-se a refazer esse livro com excelentes regras; porém foi excedido por Viviani, que empreendeu a mesma tarefa numa época mais ilustrada. Maurolico fêz uma notável aplicação, notando que as linhas traçadas pelo ponteiro do gnômon são sempre das seções cónicas, variadas segundo a natureza do plano sobre que elas se projetam. Êle escreveu também poesias italianas e sicilianas, assim como tratados sobre a filosofia, gramática, teologia e principalmente sobre a ótica. Determinou o centro de gravidade de vários sólidos; e se não deixou descobertas originais, mostra-se observador muito atento e filólogo de muita finura.
Texto arquivado em Biblioteca, Francis Bacon, História Geral, René Descartes |
Césare Cantu – História Universal
CAPÍTULO XXXV
Filosofia especulativa
Uma vez dado o impulso aos espíritos proclamando orgulhosamente os direitos da razão, acaso podia a filosofia permanecer em sua primitiva infância? As universidades, as academias prosseguiam em sua habitual tarefa, pondo obstáculo às inovações: a grave Sorbona discutia se se podia dizer ego amat; ela se declarava contra aqueles que queriam que se pronunciasse qui e quamquam à tirania, em vez de os pronunciar ki e kankan à francesa: chegou até a privar do seu benefício um professor que achava o outro modo melhor, e foi preciso que o parlamento interviesse na contenda. Os sábios espanhóis tinham repelido, com argumentos tirados de Aristóteles, as idéias experimentais de Colombo sobre o Novo Mundo; e João Ginésio Sepulveda, de Córdova (1490-1573), defendia contra Las Casas a legitimidade da opressão dos naturais americanos. O respeito por Aristóteles era levado tão longe, que tendo um médico mostrado em um cadáver, a um sectário do filósofo, que o fígado não está à esquerda, este lhe respondeu: Muito bem, porém Aristóteles assim o diz
A escolástica, porém, era combatida com arma diversas pelos humanistas, pelos platônicos, pelos neo-peripatéticos, pelos místicos, pelos neopitagóricos, pelos estóicos, pelos céticos, e sobretudo pelos reformados; as fórmulas caducas e a venerável tradição pareciam um alimento insuficiente, pretendia-se comparar as sentenças dos doutores com o "manuscrito original de Deus", isto é, com o mundo e com a natureza. O espanhol Luís Vives (1492-1540), atacou a escolástica. Erasmo seguiu seus passos, e tentou substituir pela discussão clara e elegante as formas de uma argumentação bárbara. Lutero, que acreditava que a escolástica era o fundamento do catolicismo, arrojou-se contra Aristóteles com a sua impetuosidade habitual, no que foi ajudado por Melanchton, que se mostrou depois partidário do antigo método em seus Initia doctrinae physi~ cae, obra de astrologia e de prejuízos.
Texto arquivado em Biblioteca, História Geral |
História Universal de Césare Cantu
CAPÍTULO XXV A Inglaterra
O primeiro dos Tudors, o avaro e severo Henrique VII, que tinha adquirido à Inglaterra a tranqüilidade externa à custa da dignidade nacional, o sossego no interior pelo despotismo, por suas extorsões e pela humilhação da aristocracia, que as Guerras das Duas Rosas tinham dizimado, deixou o reino a seu filho sem experiência alguma dos negócios, com um tesouro de um milhão e oitocentas mil libras esterlinas. Na idade de dezoito anos, ativo, estudioso e excessivamente ávido de prazeres. Henrique VIII, mais versado na escolástica e na teologia do que convinha a um príncipe, começou o seu reinado com esplendor, com festas, torneios, cavalhadas, excitando com seu exemplo os senhores a aparecerem com suas riquezas enterradas, compondo música e punindo os concussio-nários; êle adquiriu assim a popularidade.
Texto arquivado em Biblioteca, História Geral, Teoria e Ciência Política, Textos Introdutórios, Thomas More |
Preponderâcia francesa O papel de mestra das artes que aItália assumira havia dois séculos,passa de facto, durante o século xviii, para a França. A mudança opera-se de maneira mais prática do que teórica. Porque esta França tão imitada não cessa de enviar os seus artistas à Academia fundada por Colbert em Roma e de venerar os gigantes da Renascença. É certo que se não abstém de criticar os seus sucessores e particularmente esse espírito barroco cujos êxitos, entre nós, foram sempre passageiros e se limitaram a actividades menores, como a ourivesaria ou o mobiliário, não sem incorrer aliás nas condenações severas de muitos artistas.
Texto arquivado em Biblioteca, Estética e Arte, História Geral | com 1 Comentário »
Pierre du Columbier – História da Arte
NÓS somos até certo ponto vítimas do nosso vocabulário. A uma variação lenta chamamos evolução e supomos com facilidade que em tal fenómeno não intervieram elementos estranhos verdadeiramente novos. Essas evoluções não nos deixam, por exemplo, discernir perfeitamente uma mudança de estilo: é-nos preciso então, de quando em quando, determo-nos um pouco para darmos conta do fenómeno. A lentidão da mutação não prova, de forma nenhuma, que ela se não tenha produzido, como o verificamos no que respeita à passagem do românico ao gótico.
Pelo contrário, uma revolução faria supor, no nosso espírito, um contributo exterior capaz de provocar, na curva que parecia representativa da arte através dos tempos, uma súbita inflexão.
Assim, estaríamos dispostos a admitir que, ao longo dum período que abrange seguramente todo o século XV e que, segundo os lugares, começa mais tarde ou mais cedo no século xiv e excepcionalmente no século XIII, se deram dois fenómenos: no Norte, uma evolução que corresponde à decadência da arte gótica e, em Itália, uma revolução determinada pela intervenção das recordações antigas e que marca o alvorecer da Renascença.
A bem dizer, haveria motivo para desconfiar desta lei imposta a todas as artes: arcaísmo, apogeu e decadência. Ela pressupõe juízos qualitativos por vezes difíceis de justificar.
Texto arquivado em Biblioteca, Estética e Arte, História Geral | com 2 Comentários »
DA arte românica à arte tão universalmente chamada gótica que se tornou de todo inútil procurar uma justificação para este termo, a passagem fez-se quase insensivelmente; os graus intermédios entre uma e outra são a tal ponto numerosos que se experimentou geralmente a necessidade de distinguir um estilo de transição. E, nos nossos dias, alguns historiadores da arte propuseram o regresso ao vocabulário dos teóricos da arte clássica, que, em vez de «românico» e de «gótico», falavam dum gótico antigo e dum gótico recente.
E todavia a morosidade da gestação não faz nada ao caso. Quem observar um monumento gótico bem caracterizado, uma das catedrais da região parisiense, por exemplo, acha-o diferente na sua essência dum monumento românico, mais diferente talvez do que o é este edifício românico dum edifício carolíngio, ou até, no fundo, dum edifício antigo.
Texto arquivado em Biblioteca, Estética e Arte | com 1 Comentário »
NÃO há talvez nenhuma arte a cujo respeito se tenham cometido mais erros e a propósito da qual as ideias tenham mudado mais, há uns cinquenta anos para cá, do que a arte tradicionalmente chamada bizantina. Os historiadores e críticos limitaram-se, durante muito tempo, a encará-la como uma espécie de decadência, de abastardamento, de entorpecimento da arte romana. Na verdade, ela procede duma estética por completo diferente e até oposta. Os nossos predecessores julgavam-na monótona e imóvel, sem dúvida porque ela lhes era de todo estranha, e não sabiam por isso notar nela senão as semelhanças, assim como os homens do século xvui não estabeleciam qualquer distinção entre os edifícios românicos e os edifícios góticos. Para que nós saibamos hoje apreciá-la, foi precisa forte sacudidela das disciplinas greco-romanas, foi preciso também que a história da arte se assenhoriasse de regiões de que mal suspeitava e que conhece ainda muito imperfeitamente.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura | com 1 Comentário »
Um casal de porres lenhadores não tinha filhos. Esta-vam já envelhecendo e não teriam quem os sustentasse quando não pudessem mais trabalhar. Viviam, por isso, muito tristes. Mas tanto rezaram que Deus teve pena deles e resolveu dar-lhes um filho. Nasceu então uma criança que recebeu o nome de Manuel. Era um menino forte e sadio. Em pouco tempo, cresceu tanto que, ao completar um mês de idade, já era do tamanho do pai. Quando fez quinze anos, Manuel era o homem mais alto e robusto da sua terra. Sua força era tão grande que êle arrancava árvores com uma só mão.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura |
ErA uma vez um sapateiro muito tolo chamado João Gurumete. Auxiliava-o, no trabalho, um aprendiz bastante inteligente, que lhe dava sempre bons conselhos. Um belo dia, o sapateiro pôs um pouco de goma para esfriar e nela ficaram presas sete moscas. Deu então um piparote e matou todas as moscas.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura |
A
obra História Geral da Economia foi uma tentativa de Weber ajudar seus alunos a
compreenderem os seus conceitos em Economia e Sociedade. O objetivo era mostrar
a maneira que a sociologia por meio das ciências sociais analisa fenômenos
socioeconômicos, introduzindo uma dimensão social numa análise voltada para os
interesses (Swedberg, Max Weber e a idéia de sociologia econômica, p. 45).
Texto arquivado em Sociologia, Textos Introdutórios, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos |
Francisco Nunes de Carvalho
Licenciado em Filosofia – fnunescarv@hotmail.com
O presente trabalho objetiva apresentar o processo
histórico-filosófico de decadência da metafísica enquanto ciência sobre o mundo
objetivo em sua totalidade – ciência do ser – na vertente de Aristóteles,
relacionando-o à afirmação do sujeito cognoscente que se volta para si mesmo e
estabelece a própria autonomia racional, o que ocorre na chamada Modernidade e
atinge momento privilegiado em Immanuel Kant. Analisaremos assim a transição de
uma racionalidade ontológica, típica da metafísica aristotélica do ser, a um
pensamento centrado no problema gnosiológico como pressuposto para ulteriores
desenvolvimentos filosóficos, inclusive na ética.
Texto arquivado em Aristóteles, Filosofia Antiga, Filosofia Moderna e Renascimento, Immanoel Kant, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos |
AS MAIORES RELIGIÕES DO MUNDO
Curiosas crenças e costumes dos budistas
HÁ uma árvore sagrada na Índia que, segundo di zem, nasceu da mais estranha semente do mundo: um palito. Um dia, o grande Buda, conta a lenda, deixou seu palito de dentes cair no chão e eis que dele brota uma árvore!
* * *
Uma vez, relatam as sagradas crônicas da Índia, Buda foi atacado por um elefante. Imediatamente, matou o animal com as flechas de seu amor e prosseguiu, ileso, o seu caminho.
* * *
Texto arquivado em Biblioteca, História Geral, Textos Introdutórios | com 4 Comentários »
OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO
Dádivas da Grécia
ONDE estão as antigas pinturas gregas de Zeuxis e as obras-primas de Polignoto? Onde está a obra de Apeles, pintor da corte de Alexandre, o Grande? Praticamente, nada se salvou das devastações do tempo. Mas peias recordações históricas sabemos que aquelas pinturas tinham a dignidade e a grandeza das outras artes da Grécia. Porque o grego antigo conhecia o ritmo, o equilíbrio, a simetria e o desenho. Um povo que podia construir um Partenão não haveria de fracassar nas outras artes. Felizmente, temos uma fase da pintura grega bem representada, na maior parte dos museus da arte mundial, isto é, o vaso.
A história dos Vasos Gregos é emocionante. Deveis lembrar-vos de que aqueles vasos de tão elevado preço, delicados como são, de forma e de côr, eram justamente a louça diária dos gregos. Somente um dos numerosos tipos se usava para derramar o óleo sagrado sobre os cemitérios. Todos os outros vasos usavam-se para as prosaicas funções cotidianas de lavagem, bebida, conserva de frutas e carreto d’água. Tão amantes eram, porém, os gregos da beleza, que davam delicada forma e côr até aos mais comuns de seus utensílios.
Texto arquivado em Biblioteca, Estética e Arte, Textos Introdutórios |
O MUNDO MARAVILHOSO, DA MÚSICA
A história de Orfeu, pai do canto
POVOS de todas as regiões e de todos os tempos têm reconhecido o efeito da música sobre as emoções humanas. Entre os antigos gregos essa crença era até mesmo dignificada, ao ponto de se tornar uma teoria filosófica. Os gregos julgavam que o ethos, o valor moral da música, era seu elemento mais importante. Poetas, músicos e público aceitavam esse valor como um postmado.
A noção grega do poder da música está cristalizada na bela história de Orfeu. "Pai do canto", foi o título dado a Orfeu, poeta e músico lendário. De acordo com a lenda, Orfeu recebeu como presente de Apolo uma lira e teve como mestras as Musas, deusas das artes.
Texto arquivado em Biblioteca, Grécia Antiga, História Geral, Literatura, Mitologia, Textos Introdutórios | com 2 Comentários »
O Renascimento da Grécia e de Roma
DOS séculos de escuridão raiou uma súbita revelação do antigo passado. Quase da noite para o dia, no século XIV, o mundo aprendeu que tinha havido, muito tempo antes de Cristo, na Grécia e em Roma, raças que viviam na luz de brilhante civilização. E depois, a história não havia começado no tempo de Carlos Magno! Tinha havido poderosos imperadores, grande arte e bela literatura nos remotos dias, anteriores à aurora do mundo cristão!
Diante da descoberta desse maravilhoso fato, os sábios da Europa lançaram-se no frenesi da procura. E muitas das pessoas que por primeiro decifraram os velhos manuscritos gregos e romanos foram os monges cristãos que, por centenas de anos tinham, sem saber, guardado com cuidado aqueles secretos tesouros, nas empoeiradas águas-furtadas e adegas de seus mosteiros.
Quando as histórias da Grécia e de Roma foram afinal descobertas, todo o mundo tentou reconstruir outra Grécia e outra Roma. Ergueram-se templos imitados dos palácios gregos e romanos e esplêndidos banhos. Os homens começaram a escrever poesia e prosa à maneira clássica. Todos, do papa ao camponês, ficaram absorvidos no novo mundo clássico. Os homens tentaram tornar-se crianças de novo e transformar a vida, segundo a maneira dos gregos, num belo brinquedo para sua diversão cotidiana.
Texto arquivado em Biblioteca, História Geral, Textos Introdutórios |
O Romance das Santas Cruzadas
O PAPA Urbano II, do alto de uma colina, em Cler mont, no ano de 1095, falava à maior assembléia até então reunida na Cristandade. Levantando as mãos para o céu, exclamava: “Partamos para Jerusalém afim de libertar a Igreja!” Tão forte foi o apelo que a multidão inteira gritou, numa só voz: “Sim, essa é a vontade de Deus!” Assim começou a primeira cruzada.
Grande fervor religioso empolgou todos os povos da Europa, no século XI. Os turcos haviam capturado Jerusalém e não queriam permitir o acesso dos cristãos ao Santo Sepulcro.
No décimo século, a maior parte da Europa havia sido assolada por carestias e pragas. Em 999, estava predito que o mundo se acabaria no Dia de Ano Bom. O povo se tornava cada vez mais ligado à religião e menos ligado à vida. Guerra era a ordem do dia. A principal diversão do senhor feudal era alistar servos para combater. Tão violento se tornou o desejo de combater que a Igreja viu-se obrigada a pôr um limite àquilo. Para isso, decretaram os Papas, ilegais os combates em especificados dias da semana. Esse decreto logrou conservar certa medida de paz….
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Medieval, História Geral, Textos Introdutórios | com 1 Comentário »
” FIÓDOR KUSMJTCH TETÈRNIKOV é o verdadeiro nome do escritor russo Fiódor Sologub, geralmente conhecido como narrador e, principalmente, autor do romance “O demônio mesquinho”, embora pela história literária russa considerado mais como poeta, conhecido entre os modernos autores pelo seu “satanismo” e pelo classicis7)io de sua linguagem muito vizinha da dos parnasianos. Embora simbolista, Sologub se mantém fiel a certo purismo lingüístico da escola anterior, sendo um grande mestre da palavra. O poeta é geralmente apreciado, tendo publicado seu primeiro volume de “Poesias” em 1896, sendo ãe resto muito 2>essoal na sua inspiração tôãa voltada para um mundo sem Deus, reflexo do próprio mundo interior.
O primeiro romance de Sologub chamou-se “Sonhos maus” e é francamente autobiográfico. O objetivo realista é indicado pelo próprio autor que escreveu: “Não tive necessidade de imaginar nada. Tudo aquilo que aparece como anedótico e psicológico em meu romance está fundado em observações muito precisas”. Sologub escreveu outros trabo.lhos em que a lenda se mistura à realidade e, por vezes mesmo, aos contos de fadas. “O triunfo da morte” é um deles. Em 1921 foi publicado o seu romance “A encantadora de serpentes” em que entra em cena o elemento social. Nesse livro, Sologub se mostra um sonhador, mas com tendência a certo sentimento de consolação, que o redime de todo o pessimismo de sua obra anterior.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura | com 1 Comentário »